1reproducao12 A Ponte Preta surpreendeu e atropelou o Palmeiras na semifinal do Paulista. 3 a 0 foi até pouco em Campinas. Juiz não marcou pênalti claro em Pottker. Mérito total do time de Gilson Kleina. A apatia da equipe de Eduardo Baptista foi assustadora....
"A gente não tem muito o que falar. Tem que entrar, tomar uma dura do treinador e voltar acordado. O placar é justo. A gente não acordou, e a Ponte comeu a gente. No segundo tempo, a gente tem que entrar e comer a Ponte."

A declaração sincera de Felipe Melo resumia o espanto e a esperança de que o Palmeiras mudasse o desastroso primeiro tempo em Campinas. Os primeiros 45 minutos da primeira semifinal do Campeonato Paulista foram inesperados. A Ponte Preta teve uma atuação brilhante. Misturou intensidade, vibração, estratégia, excepcional preparo físico e objetividade. O time de Gilson Kleina entrou para atropelar o badalado adversário. Fazer a vantagem nos seus domínios, o Moisés Lucarelli. E conseguiu encaminhar a classificação para a final do Paulista.

O Palmeiras, com todos os titulares, pagou caro demais sua apatia.

Aos 37 segundos já perdia por 1 a 0.

3 a 0 foi até pouco para o time campineiro.

Principalmente porque o juiz Marcelo Aparecido de Souza não quis marcar pênalti claro de Fernando Prass em Pottker aos 39 minutos do segundo tempo. Foi um lance claro, absurdo.

Além da dedicação, outro grande mérito da Ponte foi não ter se intimidado com o Palmeiras e sua força máxima. Tratou o adversário sem qualquer respeito. Como se tivesse uma equipe pequena como adversária. Na verdade, a transformou em minúscula durante o jogo. Principalmente no primeiro tempo.

"A gente tem que ser competente no primeiro jogo. Que a gente possa ter algum time de vantagem, ciente de que o adversário é competentíssimo em qualquer lugar", antecipava Gilson Kleina antes de a partida começar.

A declaração que parecia clichê, na verdade era a antecipação do alucinante ritmo que a Ponte Preta iria impor no primeiro tempo. Gilson Kleina fez a leitura perfeita do jogo. Apostou que o Palmeiras de Eduardo Baptista iria apenas tocar a bola, entraria em um ritmo lento, depois da desgastante partida contra o Peñarol, pela Libertadores.

E pecado mortal nesta Páscoa.

Eduardo Baptista acreditava que a Ponte Preta iria apenas contragolpear.

Jamais iria imaginar tamanha ousadia.

Estava claro que estava se referindo ao time sob seu comando.

A Ponte era assim no ano passado, uma equipe especialista em contra-ataque.

 A Ponte Preta surpreendeu e atropelou o Palmeiras na semifinal do Paulista. 3 a 0 foi até pouco em Campinas. Juiz não marcou pênalti claro em Pottker. Mérito total do time de Gilson Kleina. A apatia da equipe de Eduardo Baptista foi assustadora....

Não espera de maneira alguma, o adversário assumindo a postura de um time grande enfrentando um pequeno. Desprezando o fato de ser o atual campeão brasileiro, o elenco de maior repertório do país e folha salarial de R$ 13 milhões. A ordem de Gilson Kleina era não só vencer, mas conseguir o máximo de gols possível, enquanto o adversário não acordasse.

Não foi difícil em sete minutos já abrir 2 a 0.

E ritmo intenso da Ponte Preta surpreendeu o Palmeiras. Com marcação alta, atacando em bloco, explorando sem dó o setor esquerdo defensivo palmeirense, de 77 anos, somadas as idades de Zé Roberto e Edu Dracena. No terceiro gol, da Ponte, o escorregão do lateral quarentão foi decisivo para que Jeferson tivesse toda a tranquilidade para marcar.

Além disso, pesaram três outros fatores: a falta de ritmo de Tchê Tchê. A aversão à marcação de Guerra. E a dificuldade crônica de Jean em marcar.

Em 33 minutos, o time interiorano chegava a 3 a 0. Placar impensável em tão pouco tempo. Mas absolutamente justo. A movimentação constante de Fernando Bob, Elton, Jadson, Lucca, Clayson e Pottker tinha o apoio constante e inspiradíssimo do lateral Jeferson. Tudo deu muito certo, desde o primeiro gol de Pottker, aos 42 segundos, o segundo de Lucca, aos sete minutos e o terceiro de Jeferson, aos 33 minutos.

O Palmeiras precisa vencer por 4 a 0 na partida de volta, sábado em São Paulo.

“Sabíamos que nosso jogo era aqui.

Entramos muito focados, aproveitamos as oportunidades e concluímos.

O nosso grande mérito foi a compactação.

Tinha de ser mais.

Não é porque está 3 a 0 que o juiz não tem de marcar pênalti.

Mas contra uma equipe dessas não está nada decidido.

Não existe jogo ganho por antecipação no futebol.

O Barcelona não virou contra o PSG por 6 a 1?"

Alertava, sério, Pottker.

Mesmo sabendo que a missão de hoje havia sido cumprida com méritos.

Lastimável, a atuação palmeirense.

E a falta de visão de Eduardo Baptista.

Ele preparou o time para enfrentar um adversário recuado.

Esse postura só facilitou tudo para a marcante vitória campineira...
 A Ponte Preta surpreendeu e atropelou o Palmeiras na semifinal do Paulista. 3 a 0 foi até pouco em Campinas. Juiz não marcou pênalti claro em Pottker. Mérito total do time de Gilson Kleina. A apatia da equipe de Eduardo Baptista foi assustadora....

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