4saopaulonet 1024x721 A pior notícia possível para Rogério Ceni. O estiramento na coxa de Cueva é mais grave do que parecia. O peruano deverá ficar fora por 20 dias. O São Paulo perde seu cérebro. E Everton Ribeiro está difícil...
É a pior notícia possível para Rogério Ceni.

O São Paulo poderá ficar sem Cueva por 20 dias.

É como se os neurônios, o cérebro do time fosse arrancado.

O peruano sofreu um estiramento do músculo posterior da coxa esquerda. A contusão aconteceu na quarta-feira, quando o Peru enfrentou o Uruguai pelas Eliminatórias. O jogador saiu chorando de campo. Tinha a certeza que a lesão era grave.

Ainda na madrugada da quinta-feira, o departamento médico do São Paulo entrou em contato com o meia. E ele repetiu o que ouviu do departamento médico da Seleção Peruana. Distensão do músculo isquiotibial.

A notícia foi repassada para o assustado Rogério Ceni.

Ele, mais do que ninguém, sabe o quanto seu time é dependente de Cueva.

Tanto que pediu para Leco fazer o possível e o impossível para contratar Everton Ribeiro. O meia que atuava no Cruzeiro está se desligando do Al-Ahli, dos Emirados Árabes. Há um leilão dos clubes brasileiros por ele. Flamengo, Palmeiras e o próprio Cruzeiro disputam o atleta. O São Paulo passa por um momento ruim financeiramente e a disputa é ferrenha.

Os fisiologistas alertavam para a fragilidade física do peruano.

Antes mesmo da contusão.

Ceni queria Everton Ribeiro para tirar tanta responsabilidade de Cueva.

Poder revezar, deixá-lo descansar em algumas partidas.

Diante da dificuldade, o técnico aceitou correndo Thomaz Santos.

Meia brasileiro que atuava na Bolívia, no Jorge Wilstermann.

Ele teve um bom desempenho na derrota para o Palmeiras na Libertadores. E foi oferecido por empresários. Sua multa rescisória era baixíssima: 80 mil dólares, cerca de R$ 250 mil. Assim que soube do interesse do São Paulo, ele avisou que abandonaria o clube, a Libertadores. E fechou contrato por três anos. Salários de R$ 50 mil.

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Thomaz é uma aposta feita pela agonia.

A observação foi rasa, superficial.

Mas era barato demais e o treinador precisava de um meia vivido, rodado. Ele tem 30 anos. E pode ser considerado um nômade. Começou sua carreira na base do Corinthians. Passou pelo Juventus e Internacional. Depois, jogou por Grêmio Barueri (2007), Chiasso, da Suíça (07/08 e 08/09), Avaí (2008), Ventura Fusion, Estados Unidos (2010), Rio Claro (2010), Hercílio Luiz (2011), Caxias (2011), Imbituba (2011), Audax (2012), Rio Branco-AC (2012), Marcílio Dias (2012), Inter de Lages (2013), Treze (2013), Gurupi (2013), Brasiliense (2014) e Jorge Wilstermann.

Sim, o São Paulo é seu vigésimo clube.

No desespero, ele será inscrito e ficará no banco contra o Linense. Rogério Ceni já estava agoniado por um meia. Agora, está muito mais.

O São Paulo decidiu blindar Cueva. A determinação da direção era que nenhuma notícia vazasse sobre seu tratamento, sua recuperação. Existem métodos que podem acelerar a recuperação da distensão. Vão do ultrassom até o PRP, 'plasma rico em plaquetas'. O método, que é simples. Após separar as plaquetas, injetar o sangue do paciente na área lesionada. As plaquetas contêm fatores de crescimento que ajudam a estimular a cura.

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Mas as notícias vazaram.

A distensão não foi tão simples. Ele deverá perder as duas partidas contra o Linense. Não enfrentará o Defensa y Justicia, time argentino que é o primeiro rival do São Paulo na Copa Sul-American, em Buenos Aires.

Esses jogos não preocupam Ceni.

O treinador reza para Cueva estar pronto para os dias 12 e 19 de abril.

Serão os duelos contra o Cruzeiro pela quarta fase da Copa do Brasil.

Com Cueva, o favorito absoluto é o time mineiro.

Sem ele, a situação ficaria terrivelmente pior.

Os médicos e fisiologistas já começaram o tratamento intensivo.

Mas a situação não é nada fácil.

Rogério Ceni está sem o jogador que considera fundamental.

Sem seu articulador.

A preocupação é imensa.

Há 20 dias o técnico já havia cobrado publicamente a direção.

"Nós precisamos, para o Campeonato Brasileiro, porque para agora já não é mais possível, de um camisa 10 com característica parecidas com as dele (Cueva). Nós temos o Lucas Fernandes, mas ele não gosta de jogar de 10, ele gosta de ser o 8. Temos o Shaylon, mas são dois meninos de 19 anos de idade... Com o passar do tempo, nós vamos procurar o jogador para que possa, na ausência do Cueva, substituí-lo."

Ele sabia da fragilidade física do peruano.

E estava no limite.

Precisava de descanso.

Mesmo no início da temporada.

O calendário brasileiro sempre foi o mais cruel.

Acrescido das Eliminatórias fica terrível.

Ele avisou Leco que Cueva estava jogando demais.

E poderia se contundir.

Por isso insistia em Everton Ribeiro.

Ou a chegada de outro meia talentoso.

Só que o clube demorou a agir.

A previsão de Ceni se concretizou.

Sem Cueva, o São Paulo perdeu seus neurônios...
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