8R3EkC309132 02 A pergunta dos africanos: cadê Ronaldinho? A resposta dos africanos: party, party, party...

Ronaldinho Gáucho.

Por que o Brasil não trouxe Ronaldinho?

Ainda hoje, dia da estreia do Brasil na Copa, os africanos não podem identificar um brasileiro.

No Ellis Park, estádio onde a Seleção vai enfrentar a Coreia do Norte daqui a pouco.

E tome a mesma repetitiva pergunta.

Tão atormentante quanto o frio de dois graus.

Isso é África ou Polo Norte?

O interessante é que a tortura não termina na simples pergunta.

Logo após a pergunta em tom de cobrança, os africanos fazem cara de 'já sei'.

E repetem várias vezes uma palavra.

Simples, direta, que concentra um estado de espírito.

"Party, party, party..." (festa, festa, festa...)

Ou seja, a fama de Ronaldinho Gaúcho cruzou os oceanos, chegou à África.

Houve até um programa especial na televisão africana sobre o tema.

Com discussões e lamentações sobre a ausência de Ronaldinho.

Os africanos sonhavam com o jogador do Milan por dois motivos simples.

O primeiro: a lembrança é dos tempos de Barcelona.

Os africanos adoram acrobacias, malabarismos com a bola.

Tudo o que a seleção de Dunga não faz.

E o segundo é a identificação.

O sul-africano comum vê no negro Ronaldinho o orgulho da sua raça.

E sem saber que ele deveria parar seis meses para arrumar seus dentes, consideram a confusão ortodôntica outra semelhança.

Há inúmeros Ronaldinhos pelas ruas de Johannesburgo, com o mesmo sorriso torto, com os dentes para fora da boca.

Esses não tem dinheiro para pagar os caros dentistas daqui.

Uma pena.

Eles têm razão.

Por ironia, o excesso de 'party' tirou Ronaldinho Gaúcho da maior festa do futebol.

Será o tipo de festa que ele se arrependerá por toda a vida por haver perdido...

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