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A melhor notícia dos últimos dois anos para o Palmeiras. Arnaldo Tirone não será candidato à reeleição. Já fez estragos suficientes em um só mandato. Sua herança maldita: clube na Segunda Divisão, endividado, sem rumo e querendo se livrar da Libertadores…

Postado por Cosme Rímoli em 29 de dezembro de 2012 às 17:06 em Sem categoria | 33 Comments

a15 A melhor notícia dos últimos dois anos para o Palmeiras. Arnaldo Tirone não será candidato à reeleição. Já fez estragos suficientes em um só mandato. Sua herança maldita: clube na Segunda Divisão, endividado, sem rumo e querendo se livrar da Libertadores... [1]
O clima é festivo no Palestra Itália.

Foi a melhor notícia do ano.

Mais importante até do que a conquista da Copa do Brasil.

O Palmeiras está livre de Arnaldo Tirone.

Ele percebeu o óbvio.

Que seria massacrado na eleição de 21 de janeiro.

Perderia até se a disputasse com Zé do Caixão.

Tirone resolveu admitir hoje que está fora da disputa.

Ele entra na história.

Como um dos piores presidentes da história do Palmeiras.

Foram dois anos desastrosos.

Deixa o time na Segunda Divisão do Brasileiro.

Endividado.

Com antecipações de transmissão de televisão.

Com empréstimos para pagar o salário dos funcionários e jogadores em dezembro.

Ou seja, comprometeu a nova administração que assumirá no seu lugar.

O próximo presidente sabe que as dívidas ultrapassam R$ 210 milhões.

E terá logo de cara R$ 80 milhões para pagar.

A situação é mais do que constrangedora.

Arnaldo Tirone leva o nome do pai.

Ele sim um grande dirigente palmeirense.

Foi graças ao sobrenome e várias alianças que chegou ao poder.

No final de mandato, ele foi abandonado por grande parte dos aliados.

Isolado, sua situação era patética.

O último ato foi aceitar calado a imposição do Conselho Deliberativo.

Os conselheiros impediram que contratações fossem feitas sem a viabilidade.

Deram um basta nos gastos sem possibilidade de pagamento.

Na falta de responsabilidade administrativa.

Tirone foi uma enorme decepção.

A condução do futebol [2] foi caótica.

Herdou Luiz Felipe Scolari de Belluzzo.

E o usou de escudo da cobrança da torcida.

Só que a situação era uma ópera bufa.

O vice presidente Frizzo detestava Felipão.

Queria um treinador que controlasse.

Sonhava com Paulo César Carpegiani, Dorival Júnior, com quem fosse.

Menos Felipão.

A guerra declarada entre os dois sabotou o Palmeiras.

E Tirone, nada fez.

Queria ficar bem com os dois.

Ainda bancou o salário mais caro da América Latina a um técnico.

Treinador que foi responsável pelo caminho para a Segunda Divisão.

Pensou mais em si na busca pela Copa do Brasil do que no Palmeiras.

O presidente não exergou.

Faltou coragem para enfrentar Valdivia.

O jogador de maior salário não se mostrava comprometido com o time.

Outro vexame histórico aconteceu na contratação de Wesley.

Tirone aceitou a bizarra ideia de pedir dinheiro para os torcedores.

Queria R$ 21,4 milhões.

Mal conseguiu R$ 800 mil.

A sua vaquinha virou motivo de piadas.

Tirone teve de se virar para arrumar dinheiro emprestado.

E confirmar a contratação do jogador por um preço absurdo.

O dirigente conseguiu unir todas as alas contra ele.

Governar ficou inviável.

Mas ele parecia não se abalar.

Logo depois do rebaixamento, foi fotografado tomando sol no Rio de Janeiro.

Outro exemplo absurdo de sua administração.

O contrato com a Kia.

Foi anunciado com pompa e circunstância.

Acabou 'vazada' a informação que chegaria a R$ 25 milhões.

O maior do Brasil.

Mas na receita do conselho, a verdade.

R$ 17 milhões.

Foram vexames em cima de vexames.

Foi divulgada a imagem da estátua de Marcos que o Palmeiras havia aprovado.

O clube teve a coragem de divulgar como ela ficaria.

Parecia o Corcunda de Notre Dame.

No campo, a decadência.

Depois da vitória na Copa do Brasil, o rebaixamento.

Quanto ele estava bem encaminhado houve uma reunião no clube.

Representantes de várias religiões tentaram passar boa energia aos atletas.

Enquanto isso, o assessor de imprensa, cumpriu ordens.

E jogou sal grosso nas traves para evitar a Segunda Divisão.

De envergonhar qualquer palmeirense.

Confirmado o rebaixamento, veio a realidade.

A Libertadores ficou um peso enorme.

Só vai atrapalhar o clube.

Tanto que, sem saída, Paulo Nobre e Décio Perin, não poderão priorizar a competição.

Muito pelo contrário.

O Palmeiras vai montar um time barato e cheio de ex-juniores para voltar à Série A.

Libertadores será deixada para os clubes com dinheiro.

Esta é mais uma faceta da herança maldita de Arnaldo Tirone.

Fora as dívidas, há a moral.

O atual presidente transformou o Palmeiras em clube desmoralizado.

Desacreditado.

Capaz de mergulhar na Segunda Divisão depois de dez anos.

Com Tirone tendo de se contratar seguranças.

E pedir apoio da Polícia Militar para se proteger dos torcedores.

Por todos os ângulos, a administração de Tirone foi um fracasso.

Não concorrer não é poupar o Palmeiras.

É se poupar de passar mais vergonha.

Tudo o que poderia fazer de ruim para o clube, ele fez.

Houve um retrocesso de dez anos.

Fica a lição.

Um clube dividido e sem renovação de lideranças, abre espaço para quem não merece.

Basta repartir os poderes e dar uma parte para cada ala.

No final, o Palmeiras acabou ingovernável.

Implodiu.

Arnaldo Tirone entrou na história do Palmeiras.

Pela porta dos fundos.

Como uma das piores administrações do Palestra Itália.

A salvação do clube parece vir só em 2015.

Quando as eleições forem diretas, com os sócios votando.

Os conselheiros fizeram o clube encolher.

Perder a sua importância, sua representatividade nacional.

A tevê hoje sabe que o Palmeiras é sinônimo de baixa audiência.

Já ficará à margem no Paulista.

Na Segunda Divisão, será atração.

Pela vergonha e nada mais.

No Campeonato Paulista, Tirone deu outro vexame histórico.

Não foi no Conselho Arbitral.

Esqueceu.

Havia 20 representantes das equipes envolvidas.

Menos o do Palestra Itália.

O Palmeiras hoje é único clube que não pode reclamar de nada no Estadual.

Não tem direito a dar opinião por causa da falta de representante no Arbitral.

Com medo da agressiva torcida, jogadores importantes descartam propostas.

Preferem outros clubes para ganhar menos e ter paz.

Assim termina o ciclo deprimente de Arnaldo Tirone.

Cabe a Paulo Nobre e Décio Perin melhorar o clube.

Piorar o Palmeiras depois do desastre Tirone será impossível...

 A melhor notícia dos últimos dois anos para o Palmeiras. Arnaldo Tirone não será candidato à reeleição. Já fez estragos suficientes em um só mandato. Sua herança maldita: clube na Segunda Divisão, endividado, sem rumo e querendo se livrar da Libertadores... [3]


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