Le%C3%A3o A loucura do Vasco. Não dar um chute a gol. Tudo para manter a invencibilidade de PC Gusmão...

Em 1974,  a Seleção Brasileira tinha uma fixação.

E era tão grande quanto vencer a Copa do Mundo da Alemanha.

Evitar que Leão sofresse gols.

O ego do goleiro era tão grande quanto o seu potencial.

Ele conseguiu mobilizar Zagallo, o restante do time.

O grupo que era dividido entre cariocas e paulistas, como me explicou Jairzinho no ano passado, ficou possuído pela ideia de ganhar o Mundial com Leão invicto.

Isso nunca tinha acontecido até então.

E nem aconteceu depois: um país campeão do mundo sem tomar gols.

O Brasil tinha conseguido evitar na primeira fase.

Dois empates: 0 a 0 com a Iugoslávia, 0 a 0 com a Escócia.

E vitória por 3 a 0 diante do Zaire.

Também teve sucesso contra a Alemanha Oriental, nova vitória por 1  a 0.

Mas veio a partida contra a Argentina e Leão não conseguiu evitar o gol de Brindisi, que acabou o encanto.

A vitória por 2 a 1 teve um sabor amargo.

O clima fúnebre influenciou no passeio que a Seleção tomaria da Holanda e seu futebol total.

Derrota por 2 a 0.

Leão continuou perturbado, revoltado.

Na derrota pela decisão do quarto lugar, agrediu Marinho Chagas.

Pelo lateral esquerdo estar no ataque, o polonês Lato marcou como quis o gol da vitória.

O goleiro não o perdoou.

Isso para não falar dos diversos recordes de 2006, de Cafu, Ronaldo, Roberto Carlos.

Os recordes não adiantaram nada, o Brasil foi sumariamente eliminado nas quartas-de-final pela França...

Toda essa recordação histórica para citar o Vasco da atualidade.

PC Gusmão é o único treinador invicto no Campeonato Brasileiro.

Não perdeu comandando o Ceará, que abandonou.

E não foi derrotado treinando o Vasco.

Essa invencibilidade está mexendo com sua cabeça.

O que o seu time fez ontem no Morumbi foi vergonhoso.

Ficou trancado na defesa, mesmo enfrentando o desgovernado São Paulo,.

Seu time conseguiu o feito de não criar sequer uma chance efetiva de gol.

Não teve coragem de atacar.

O Vasco não jogou para pontuar, para ganhar.

Atuou para defender a invencibilidade de PC Gusmão.

São incríveis 16 partidas sem derrotas.

As pessoas próximas do treinador já perceberam a sua fixação.

E a diretoria vascaína não tem sequer moral para cobrá-lo.

Por quê?

Porque outra vez está devendo salários.

Devia dois.

Pagou um.

Os jogadores saíram do Morumbi irritados com o esquema defensivo de PC Gusmão.

Desabafaram pouco na imprensa.

E muito entre eles.

Acabou a graça, o orgulho.

A história vitoriosa do Vasco não permite que um clube possa entrar em campo apenas para o seu treinador aumentar o seu recorde pessoal.

É a vitória da mentalidade pequena.

Da falta de ambição...

Veja mais:

+ Acompanhe as notícias de futebol
+ Veja os destaques do dia
+ Todos os blogs do R7

http://r7.com/g9If