19945 A lista de Dunga. Neymar? Chance zero. Ganso? Quase nenhuma. Ronaldinho Gaúcho e Adriano? Muita, muita...

Chegou o dia.

O dia que Dunga é mais importante do que o presidente da República.

Vai depender dele os 23 jogadores que estarão na África para tentar o sexto título mundial do Brasil.

Mas vamos ao que interessa: a lista.

Dunga é conservador.

E tem uma personalidade forte, independente, leal, com direito a uma boa pitada revanchista.

Ele já passou pela dor de representar uma geração perdedora, a de 1990.

A seleção de Lazaroni foi tachada como geração Dunga.

Isso o irritou profundamente.

Como também a falta de reconhecimento da conquista do tetracampeonato mundial.

Nunca um capitão de time gritou tantos palavrões ao levantar a taça.

Os desabafos foram fortes.

E podem voltar a qualquer momento, basta perguntar a ele qual seleção foi melhor: a de 1994 ou a de 1982.

Ele não tolera a reverência ao time de Telê Santana que encantou o mundo...

"Mas voltou de mãos abanando", completa o capitão do tetracampeonato.

Ele foi chamado por Ricardo Teixeira sem nunca ter sido treinador.

Tinha a missão de limpar os baladeiros que fizeram a seleção afundar em 2006.

Os que estavam muito acima do peso.

Como Ronaldo, Adriano, aposentar Roberto Carlos, Cafu e esquecer o descompromissado Ronaldinho Gaúcho.

Ele cumpriu a missão.

Só depois de tudo encaminhado, perdoou Adriano e Ronaldinho Gaúcho.

Dunga conseguiu vencer a Copa América, a Copa das Confederações e classificou o Brasil em primeiro lugar nas Eliminatórias Sul-Americanas.

As conquistas estão com ele.

O futebol respeita os vencedores.

Eles tudo podem.

E será esse o espírito da sua convocação, às 13 horas.

Dunga se fechou.

Só ele, Jorginho e Ricardo Teixeira sabem os nomes.

Eles não falam a ninguém.

Em Porto Alegre, pessoas mais velhas, ligadas a Dunga desde o seu tempo do Internacional, têm alguns bons indícios.

Já falaram com ele nos últimos meses.

Conclusões: ele é muito leal, fiel ao grupo que tudo conquistou.

Paulo Henrique Ganso é talentoso e só disputou o Campeonato Paulista e algumas partidas da Copa do Brasil.

Na competição que foi para valer, no ano passado, o Mundial sub-20 no Egito, ele fracassou.

Ainda é inexperiente.

Neymar, então nem se fala.

Com 18 anos, também só disputou o Paulista e alguns jogos da Copa do Brasil.

É titular do Santos há cinco meses e está sujeito a partidas ruins, instáveis, como todo jovem.

Tem talento para o futuro.

Adriano ainda tem salvação.

Basta ficar isolado na concentração, só treinando e respeitando a hierarquia rígida que Dunga irá impor na África.

O técnico da seleção se comoveu muito com a crise de depressão de Adriano.

Tem com ele uma profunda relação paternalista.

Ele buscou todas as informações possíveis sobre Ronaldinho Gaúcho.

Com pessoas importantes do futebol italiano.

Conversou com Leonardo.

E se convenceu de que ele merece um nova chance.

Até pela pubalgia de Kaká, inflamação traiçoeira.

Se surgir durante a Copa, o Brasil não teria um meia talentoso para escalar no lugar do jogador do Real Madrid.

Essas são as considerações principais.

Se as famosas fontes estiverem certas, os 23 nomes serão estes:

Goleiros: Júlio César, Doni e  Victor.

Laterais: Maicon, Daniel Alves, Michel Bastos e Gilberto.

Zagueiros: Lúcio, Juan, Luisão e Thiago Silva.

Volantes: Gilberto Silva, Felipe Mello, Josué e Ramires.

Meias: Júlio Baptista, Kaká, Elano e Ronaldinho Gaúcho.

Atacantes: Robinho, Luís Fabiano, Nilmar e Adriano.

Há também a possibilidade de Dunga também anunciar mais sete jogadores que ficarão na reserva da lista.

Se algum jogador, por exemplo, se machucar, o novo convocado só poderá sair dessa lista de sete atletas.

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