129 A Juventus deu uma aula de marcação. Travou e eliminou o Barcelona sem esforço, em pleno Camp Nou. Messi, Neymar e Suárez nada fizeram. Os italianos estão na semi da Champions. E os catalães farão sua reformulação. Sem Luis Enrique e Iniesta...
A Juventus deu uma lição ao mundo sobre importância da estratégia. Com uma marcação perfeita, eliminou o Barcelona da semifinal da Champions League sem passar susto. Em pleno Camp Nou, lotados, com 96 mil torcedores. Messi, Neymar e Suárez foram anulados sem problema algum. Não tiveram o que fazer diante da solidez e intensidade defensivas. Os italianos desfrutaram sua vantagem de 3 a 0 conquistada na Itália. Luis Enrique não soube criar nada de novo, capaz de uma reviravolta. E o time não conseguiu escapar do 0 a 0.

Classificação mais do que justa para os italianos.

Pelo segundo ano seguido, os catalães não conseguiram chegar às semifinais da Champions. O que é encarado como fracasso em Barcelona. O time deverá ser reformulado para a próxima temporada. O excepcional Iniesta, a um mês de completar 33 anos, deverá ser o primeiro a sair. Não tem mais potencial físico para conseguir desenvolver seu excepcional futebol.

Luis Enrique vai procurar outro clube para trabalhar.

Bem longe da Catalunha.

Neymar saiu chorando, tenso. Ele foi outra vez o jogador a ter mais iniciativa, aquele que não se conformava com a eliminação. Mas foi marcado de maneira incrível por Daniel Alves. O seu grande companheiro e anfitrião no Barcelona mostrou o quanto conseguiu evoluir em Turim. A sua excelente atuação foi uma grande vingança por ter sido dispensado do Barcelona.

Depois de anular Neymar, Daniel Alves fez questão de consolá-lo. Ele e o lateral esquerdo titular da Juventus, Alex Sandro, abraçaram o inconsolável atacante. Com o sucesso do sistema montado por Massimiliano Allegri, e a falta de criatividade, confiança do time espanhol, não houve o esperado duelo entre Messi e Buffon. O grande goleiro não teve trabalho.

E nada de novo milagre.

Cada vez fica mais claro.

412 A Juventus deu uma aula de marcação. Travou e eliminou o Barcelona sem esforço, em pleno Camp Nou. Messi, Neymar e Suárez nada fizeram. Os italianos estão na semi da Champions. E os catalães farão sua reformulação. Sem Luis Enrique e Iniesta...

Os 6 a 1 contra o PSG foi por culpa do árbitro e do próprio time francês.

A eficiência italiana foi tão grande que o jogo não teve grandes emoções. Frustrou as expectativas puristas de quem esperava muitos gols. Mas deixou claro o porquê de a Juventus ter sofrido apenas dois gols em dez jogos da Champions. Ninguém marca tão bem no planeta como o poderoso italiano. Porque o time de Turim não é só marcação. Tem um ataque muito poderoso. O time foi montado não só para disputar, mas para reconquistar a 'orelhuda'.

A última vez que a Juventus conquistou a Champions foi na temporada 1995/1996.

Nunca esteve tão pronta para repetir o feito.

Para tentar evitar terá três grandes concorrentes.

Real Madrid, Monaco e Atlético de Madrid.

Em 2017, o Barcelona não merece estar neste seleto grupo.

O jogo seguiu um enredo previsível. A Juventus é muito mais time, tem enorme consciência tática, melhor em tudo que o PSG. A mística do Barcelona não seria suficiente. Ainda mais porque se ressente de laterais decentes, volantes mais talentosos na articulação das jogadas, um meia habilidoso, técnico,
com grande visão de jogo. Como o Iniesta. Mas dez anos mais jovem, pelo menos. Infelizmente, ele não tem mais arranque, vigor, velocidade para a intensidade do futebol de hoje.

E a genialidade de Iniesta fez muita falta hoje. Não funcionou Luis Enrique apenas adiantar Messi e o colocar entre Neymar e Suárez. A bola não chegava por causa do dois paredões montados em frente ao gol de Buffon. A solidariedade de todo o time italiano, com a missão de travar a famosa troca de passes catalã foi impressionante.

Allegri transformou Mandzukic, Cuadrado, Higuain e Dybala em volantes. Eles esqueciam o dom para marcar gols e tratavam de fechar a intermediária. A marcação, corretamente, se alternava. Às vezes na frente, às vezes atrás da linha do meio de campo e até as duas linhas se juntavam na entrada da grande área. O que deixava a intermediária italiana com inacreditáveis 18 jogadores. Mal havia oxigênio, quanto mais espaço para armar as jogadas.

A partida chegou a ser monótona. O Barcelona tinha muita vontade, mas incapacidade de conseguir algo de útil. Neymar tinha marcação dupla de Cuadrado e de Daniel Alves, que foi excelente. Aprendeu a Turim a marcar como nunca fez durante toda sua carreira.

A seriedade e a firmeza de Bonucci e Chiellini eram completadas com a eficiência e virulência de Khedira. Passar pelo trio era missão quase impossível.
Para acabar com qualquer expectativa, surgia o discreto e eficiente Pjanic. Buffon jogou uma partida tranquila.

Messi está em uma fase ruim. Sem atrevimento, passivo, está jogando nitidamente de má vontade. Sem vibração. O seu relacionamento com Luis Enrique não é dos melhores. E hoje faltou a cumplicidade entre o gênio do time e o técnico. Não buscaram alternativas diante da forte, mas previsível ferrolho italiano.

Ao contrário do que se esperava, o árbitro Björn Kuipers não se deixou levar pela pressão do Barcelona. Não se repetiu o que aconteceu ontem em Madrid.
Kuipers até não marcou um pênalti para o Barcelona, aos 43 minutos do segundo tempo. O omisso Busquets tentou cruzar e a bola foi no braço de Alex Sandro. Mas os catalães não tiveram força nem para cobrar. Sabiam que a vaga estava perdida.

Melhor esperar a próxima Champions.

Sem Luis Enrique e Iniesta.

Enquanto isso, a Juventus chega com mais moral possível na semi da Champions.

Disposta a dominar novamente a Europa, depois de 1996...
218 A Juventus deu uma aula de marcação. Travou e eliminou o Barcelona sem esforço, em pleno Camp Nou. Messi, Neymar e Suárez nada fizeram. Os italianos estão na semi da Champions. E os catalães farão sua reformulação. Sem Luis Enrique e Iniesta...

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