129 1024x614 A Itália tem o seu 7 a 1.  Empata com a Suécia e, depois de 60 anos, está fora de uma Copa do Mundo
A Itália tem o seu 7 a 1. Depois de 60 anos, a tetracampeã mundial está fora de uma Copa. O vexame foi sacramentado hoje, no Giuseppe Meazza, em Milão. O incompetente time do medíocre Gian Piero Ventura não conseguiu sair do 0 a 0 contra a Suécia. Como havia perdido o primeiro jogo diante dos suecos por 1 a 0, a vaga no rebaixamente foi perdida. É um vexame que tem precedente apenas em 1957. A eliminação é o ponto mais baixo da decadência do futebol italiano.

É a única seleção campeã mundial que não estará na Rússia.

O árbitro espanhol Antonio Mateu ainda deixou de marcar dois pênaltis para os suecos.

De nada adiantou os italianos terem 75% de posse de bola. As chances criadas nasceram no desespero. Nunca na organização tática. Time fraco como seu treinador. Agora terá quatro anos para se reestruturar. Será um time tradicionalíssimo fora da disputa da elite do futebol mundial.

Acabou o sonho de Buffon, de disputar sua sexta Copa do Mundo, aos 39 anos. Desesperado, ele foi duas vezes na área sueca, em escanteios. Não não conseguiu chegar perto da bola. Ao final do jogo, era a imagem da desilusão.

A Itália está marcada por uma geração fraca. Com clubes tradicionais mal administrados, ausência de grandes jogadores estrangeiros, desinteresse do público e total incompetência da FIGC (Federação Italiana de Futebol). O exemplo está na presença de Ventura como o comandante da squadra azzurra. Técnico que só comandou equipes pequenas. Nunca disputou sequer uma partida pela Champions League, em 35 anos de carreira, e 69 de vida.

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A tetracampeã está fora da Copa. E a Suécia volta depois de ficar de fora dos Mundiais de 2010 e 2014.

O jogo foi o que se poderia esperar. Os suecos não têm uma grande seleção. Mas uma geração de atletas, fortes, lutadores. Estavam cientes que iriam enfrentar uma equipe ferida nos brios, querendo reverter a desvantagem de 1 a 0 no primeiro jogo.

Mas Janne Andersson sabia que Ventura não é de montar equipes de toque de bola insinuante. Pelo contrário. Foi obrigado a escalar o brasileiro naturalizado Jorginho por pressão da mídia italiana. O seu meio de campo precisava de neurônios, de habilidade, de alguém capaz de fazer uma penetração, colocar algum atacante livre. Não daria certo viver de cruzamentos da intermediária. Não com a previsível barreira que a Suécia faria na sua grande área.

Jorginho até que conseguiu se destacar pela visão de jogo, toques insinuantes. Só que ele estava sozinho. A Itália atual é fraca e sem imaginação. Não é à toa que não foi páreo para a Espanha na fase de grupos. Empatou em casa e perdeu por 3 a 0 para os espanhóis, em Madrid. O time já era comandado pelo fraquíssimo Ventura.

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A Federação Italiana de Futebol menosprezou a chance de sua seleção ficar fora do Mundial. E não quis pagar muito alto para um treinador competente. Por isso não teve Carlo Ancelotti, Massimiliano Allegri ou Carlo Conte. Quis pagar 1,5 milhão de euros por ano, R$ 5,7 milhões, a Ventura. Salário muito abaixo do que esse trio está acostumado a receber.

O que se viu em Milão foi um time desesperado, atacando em bloco e deixando espaço para contragolpes. Os suecos se mantinham fixo no seu 4-4-2. E dava esporádicos ataques. Acontece que em dois deles, houve duas penalidades vergonhosas. Darmian, aos 12 minutos e Barzagli, aos 29 minutos, tocaram com a mão na bola, com os braços abertos. Dois pênaltis, em qualquer lugar do mundo. Menos quando um árbitro acovardado está apitando, como o espanhol Antonio Mateu Lahoz. Revoltante a sua postura pusilânime.

Mais de 70 mil torcedores italianos se desesperavam com o fraco futebol de sua seleção. Mas procuravam ajudar como podiam. Cantando, gritando Itália, como um pedido de socorro. Eles não podiam fazer mais. Apenas se desesperar.

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O clima tenso dominou o fraco time de Ventura. Ele havia treinado apenas as inversões, para tentar quebrar as duas linhas de quatro suecas. Mas não insistiu no mais básico do futebol mundial. As triangulações nas laterais. A busca pela linha de fundo. Seu time tinha o domínio da bola, mas pouco criava. Se os suecos tivessem um pouquinho a mais de coragem, venceriam o jogo.

Acuados, passaram pelo maior susto aos 39 minutos do primeiro tempo. Immobile recebeu ótimo passe e livre, diante do goleiro Olsen, bateu forte. A bola amorteceu no goleiro. Passou por debaixo do seu corpo. E chegou fraca para Lustig salvar.

No segundo tempo, o panorama não mudou. Os italianos querendo vencer à força. Mas sem uma estrutura tática vencedora. A postura defensiva sueca foi firme. Apesar dos 23 arremates dos italianos, a grande maioria deles foi na base do desespero. A exceção aconteceu apenas aos 41 minutos do segundo tempo, quando El Shaarawy acertou um chute violento. E Olsen defendeu. O 0 a 0 persistia, para desespero geral. E lá foi, desesperado, Buffon à área sueca. Sabia que seu time precisava apenas de um gol para levar a partida para a prorrogação., De nada adiantou.

O a 0 e Itália eliminada da Copa do Mundo.

A revolta da imprensa e da população italianas é enorme.

E todos clamam por uma revolução no futebol do país.

O clima lembra demais o 7 a 1 que o Brasil sofreu para a Alemanha.

A promessa é de uma reestruturação geral.

As lágrimas de Buffon, que se aposentou da Seleção Italiana, são simbólicas.

Refletem a dor do povo italiano, tetracampeão mundial, que ama o futebol.

Mas que estará fora da festa maior, da Copa do Mundo da Rússia.

Por pura incompetência....

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