psicologo A grave confissão de Kaká...

A zona mista merece explicação.

Os jogadores da seleção passam por um corredor.

É os jornalistas empilhados em cima de uma grade implorando para o atleta parar, dar entrevistas.

É tudo imprevisível.

A lógica indica ficar ao lado de grandes rádios, emissoras importantes de TV.

Mas é tudo uma loteria.

Muitas vezes o atleta que não interessa fala por dez minutos, e o que você deseja passa por trás e fala três medos adiante, impossível de ouvir.

Foi o que aconteceu ontem em relação a Kaká.

Ele foi falando.

Dava uma resposta para um e depois saltava para outro bolo de jornalistas.

Nesta loteria, a rádio Tupi do Rio ganhou o bilhete premiado.

Foi para ela que ele fez uma importante confissão.

Disse estar aliviado.

Depois do jogo da Coreia, ele tinha a certeza de que não vai se machucar durante a Copa.

Estava preocupado, com receio de sofrer outra lesão.

Todo jogador tem essa reação ao ficar muito tempo parado por contusão.

Foi o seu caso na famosa pubalgia...

Ele deixou claro que precisava de uma partida como a contra os norte-coreanos para mostrar a ele mesmo que está recuperado.

Isso é grave.

Ou seja: além de estar mal fisicamente e sem ritmo, Kaká não tinha condições psicológicas de jogar, de ser o titular do Brasil.

Como poderia entrar em divididas, roubar bolas, tomar faltas, pontapés com medo?

A solução para Kaká foi se livrar logo da bola, tocar rápido para quem estava ao seu lado.

Não foi assim que se tornou o melhor jogador do mundo.

Foi dando suas arrancadas sensacionais, driblando, chutando forte sem preocupação de tomar pontapé ou arrebentar músculo.

Esté é o verdadeiro que Dunga convocou, mas não chegou à África.

Ele foi o segundo jogador mais caro da história.

Custou 65 milhões de euros para o Real Madrid.

Com o fim do ciclo de Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho, Adriano, Roberto Carlos e Cafu, a seleção brasileira só  tem Kaká como verdadeira estrela.

Robinho está degraus abaixo.

E por tudo que mostrou, Kaká merece mesmo várias chances.

Só que a Copa do Mundo é curtíssima

Uma competição de sete partidas.

Não serve para recuperar atletas.

A situação é cruel.

Dunga e Kaká precisam se resolver o mais rápido possível.

O treinador tem de saber inclusive dos medos do atleta.

Estão brincando com fogo.

Em jogo está 'apenas' o futuro da seleção brasileira...

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