divulgação56 A festa do nepotismo no futebol brasileiro. Contratou um, leva, e tem de pagar, dois...

Mesmo sangue.

Mesmo sobrenome.

Mesmo bolso.

Essa está sendo cada vez mais rotineira a relação entre treinadores e clubes.

Cada um leva o membro de sua família que deseja e cobra caro por isso.

Exemplos não faltam.

Quem não se lembra no São Paulo, Oswaldo de Oliveira treinando do meio para frente.

E os zagueiros ficavam nas mãos de Waldemar de Oliveira, seu irmão?

No Flamengo, quem era o auxiliar de Silas?

Paulo Pereira, seu irmão.

Emerson Leão carrega desde menino Fernando.

Ele é o seu sobrinho.

Valdir Espinosa e o seu herdeiro, Rivellino.

O delegado Antônio Lopes e seu pimpolho, Antônio Lopes Filho.

No Cruzeiro, Eudes Pedro vai todo mês receber o seu.

Ele é auxiliar do irmão Cuca.

Adotou como apelido Cuquinha.

Nelsinho Baptista não levou para o Japão, seu filho Eduardo?

Ele é o preparador físico do Kashiwa Raysol.

Ser parente agora é profissão.

Paulo César Carpegiani foi original com a direção do São Paulo.

Ele ganhava R$ 200 mil no Atlético Paranaense.

Fechou por R$ 300 mil.

Mas para não caracterizar os 50% de sua pedida, deixou claro que vinham dois em um.

Ou seja: seu filho e auxiliar Rodrigo, ganharia os outros R$ 100 mil.

Então, tá....

A direção do São Paulo fingiu que não perceber.

A prática é igual em vários e vários clubes.

Os dirigentes já sabem.

Não há como brigar com o nepotismo no futebol brasileiro.

Já está institucionalizado.

Quem vai falar não a um irmão?

A um tio?

A um pai?

Não adianta: contratou um, virão dois.

E os clubes terão de pagar por dois...

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