ewan mcgregor saia blog A Escócia cumpriu seu papel de saco de pancadas. A dúvida é se a CBF vai virar as costas para a casca de banana...

A Escócia fez sua parte.

Foi o adversário que o Brasil tanto precisava.

Depois das derrotas contra a Argentina e a França, um alívio para Mano Menezes: voltar a vencer.

Em Londres, os brasileiros fizeram o que quiseram.

Sem dinheiro, os clubes escoceses não têm como contratar grandes estrelas, como os ingleses.

Não há intercâmbio, não há evolução.

Jogam misturando força e bolas aéreas desde 1900.

Seus zagueiros e volantes marcadores pareciam ter suas cinturas cimentadas nas pernas.

Foram presas fáceis para os habilidosos Neymar e Lucas, meia do São Paulo, para quem Mano precisa encontrar um lugar no time titular.

Com todo o espaço, diante de uma seleção sem a menor representatividade, o Brasil fez o que quis.

O placar de 2 a 0 foi modesto, injusto.

A partida não merece ser analisada séria demais.

Vale destacar a participação de alguns jogadores.

A começar por Lúcio.

Mano Menezes acertou em resgatar o capitão da seleção.

O time estava sem alguém de personalidade para cobrar os companheiros e se impor diante do adversário.

A volta do "Cavalo", como é conhecido entre os jogadores, era uma necessidade.

Impossível imaginar o Brasil disputando torneios difíceis como a Copa América, na Argentina, sem ter alguém para dar peitadas.

Reclamar com o juiz.

Chutar a placa de publicidade, por que não?

Além disso, Lúcio passa por um excelente momento técnico.

Volta providencial.

Assim como a de Elano.

Mais eficiência no meio de campo.

Sem muita gente perceber, ele passou a não apenas se limitar em roubar a bola e fazer tabelas.

Elano desenvolveu uma visão de jogo importante na parte ofensiva.

Compõe muito bem o meio de campo por sua versatilidade.

Outro acerto em cheio.

Leandro Damião mostrou que pode ser o atacante cabeceador que o Brasil tanto precisa para mudar uma partida.

Sua inexperiência não influenciou.

Ele acertou três cabeçadas perigosíssimas.

Mostrou muito senso de colocação na área e ótima impulsão.

No mínimo Mano ganhou um atacante para a Olimpíada e com potencial para estar no grupo da seleção principal.

Neymar...

O talento e a vitalidade do jovem jogador obrigam qualquer treinador a escalá-lo como titular.

Pior para o elemento de confiança de Mano, Robinho.

O jovem jogador desequilibrou.

Fez do campo do Arsenal uma réplica da Vila Belmiro.

Driblou, tabelou, marcou gol, sofreu pênalti, cobrou sem ninguém contestar, marcou os gols da vitória brasileira.

Não se intimidou com a força de halterofilistas dos zagueiros e volantes escoceses.

Ele os tirou para dançar.

E pareciam vestir saia, tamanho o desconforto, a impotência diante de tanta habilidade.

Lucas entrou tarde na partida.

Mas teve tempo para duas arrancadas excepcionais.

E numa delas fazer Jonas passar vergonha por perder um gol inacreditável, depois do passe do são-paulino.

Mano tem de manter Lucas no grupo da seleção principal.

É obrigação.

Triste mesmo foi a casca de banana jogada em direção a Neymar.

Humilhados em campo, os escoceses se vingaram da forma mais nojenta possível.

Que a Fifa tome providência.

Que Ricardo Teixeira pare de fazer de conta que não enxerga.

Um brasileiro foi ofendido usando a camisa da seleção brasileira.

O mundo inteiro viu a casca de banana que o torcedor jogou, tentando compará-lo a um macaco.

Até quando?

Teixeira, o emprego do Mano já foi salvo.

Agora está na hora de assumir ser metade de dirigente que afirma ser.

Os brasileiros não precisam de mais essa vergonha.

O jogo foi quase perfeito...

Ótimo para tirar o estigma de derrotado do novo técnico.

A confiança no time verde e amarelo tinha de voltar, contra a insignificante Escócia.

Falta só saber o que fazer com essa casca de banana...

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