divulgacao96 A diretoria do Internacional comprou a briga. Vai escalar Oscar na Libertadores. Não tem medo de represálias do São Paulo...
A direção do Internacional resolveu enfrentar o São Paulo por Oscar.

O presidente Giovanni Luigi mandou Dorival Júnior o escalar contra o Juan Aurich pela Libertadores.

Adiantou que vai brigar até a última instância pelo talentoso jovem meia.

O departamento jurídico está empenhado para enfrentar a decisão da justiça paulista que ordenou o seu retorno imediato ao Morumbi.

De acordo com a nova decisão, Oscar deve voltar e cumprir os três anos que faltavam no contrato.

Mas a decisão ainda não foi publicada no Diário Oficial.

Deve levar dez a 12 dias.

Tempo em que o Inter buscará recursos para continuar a batalha jurídica pelo jogador.

A direção do São Paulo alega que a decisão tem efeito imediato.

Não há a necessidade de publicação no Diário Oficial.

Juvenal não o quer jogando a Libertadores pelo Inter.

A direção do time gaúcho já avisou que vai colocá-lo em campo hoje.

Ele está orientado para continuar em Porto Alegre.

Nem pensar em pisar em São Paulo.

E dizer que deseja continuar no Inter.

Ganhar a opinião pública é um recurso psicológico importante nesta complexa situação.

Oscar conseguiu a liberdade no final de 2009.

Alegou que foi coagido pelo São Paulo para emancipar sua maioridade, quando tinha 16 anos.

E que seu contrato não teria validade.

A justiça lhe deu ganho de causa.

Mas não definitivo.

Juvenal Juvênio ordenou que todo o departamento jurídico do clube tratasse do caso.

Até desembargadores amigos foram procurados.

A questão é complexa.

Juvenal tem a certeza que foi o empresário Giuliano Bertolucci quem articulou a saída de Oscar.

E o convenceu a forçar o abandono do Morumbi.

Oscar só não foi para o Corinthians porque Andres Sanchez não quis comprar briga escancarada.

Ele sabia que haveria retaliação do São Paulo.

As diretorias de Palmeiras e Santos tomaram a mesma atitude.

Com o mercado paulista fechado, Bertolucci encontrou o Internacional.

E lá se foi Oscar.

A direção do Inter pagou 3,2 milhões de euros por 50% dos direitos federativos do jogador.

O meia garante estar bem demais em Porto Alegre e não quer voltar ao São Paulo.

De jeito nenhum.

A questão tem vários lados.

Depende da opinião de cada um.

Os clubes aprenderam que a melhor maneira de segurar um jovem talentoso é emancipando a sua maioridade.

E assinar um longo contrato com ele.

Foi assim que o São Paulo fez com Oscar.

Se houve maldade, se o jovem foi 'forçado' ou não a fazer isso cabe a ele dizer à Justiça.

Também virou prática comum empresários levar jovens promessas dos clubes aproveitando brechas na Justiça.

Se há ou não brecha para Giuliano Bertolucci, só os juízes vão decidir.

O bom que se registre é que não há santo nesta história.

Ninguém é bonzinho ou está sendo prejudicado.

É um processo delicadíssimo.

E pode abrir precedente importante para novos talentos que surgem no Brasil.

Se o São Paulo vencer, as emancipações de idade estarão liberadas.

Se Oscar ganhar o direito de atuar no Inter, empresários vão se assanhar mais ainda e buscar jovens talentos pelo País.

Estejam ou não vinculados a qualquer clube.

Esse caso é muito mais importante do que parece.

E terá consequências.

Para não se arrastar ainda mais na Justiça, o São Paulo aceita dinheiro do Inter.

Mas quer cerca de R$ 20 milhões.

O clube gaúcho nem pensa em pagar um tostão aos paulistas por Oscar, jogador que já considera seu.

Briga importante, de previsão impossível.

Oscar é presença garantida na Seleção Olímpica de Mano Menezes.

E ainda este ano terá sua chance na Seleção principal.

Isso atiça ainda mais Internacional e São Paulo...

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