divulgacao94 A decadência de Vanderlei Luxemburgo. O ego acabou com um excepcional treinador. O Flamengo paga para se livrar dele...
Não adiantaram nada os beijinhos...

Os abraços, o jogo de cena.

Ronaldinho Gaúcho e Michel Levy derrubaram Luxemburgo do Flamengo.

A dócil entrevista que deu depois da vitória diante do Real Potosí de nada adiantou.

Está cada vez mais claro que o seu ciclo no futebol brasileiro acabou.

Pelo menos para ser levado em consideração para os grandes clubes.

Impossível pensar em Luxemburgo na Seleção Brasileira.

Ele virou companheiro fixo do fracasso.

Foi despachado do Santos, do Palmeiras, do Atlético Mineiro.

E agora, do seu clube do coração, o Flamengo.

Foi mandando embora sem o menor ressentimento.

Assim como Belluzzo, Kalil, Patricia Amorim sente um imenso alívio ao se livrar do problemático técnico.

Desde que colocou na cabeça que treinar um time é pouco para ele, Vanderlei mergulhou na decadência.

Passou a se preocupar com quanto o jogador ganha, quem o clube deve contratar, como deve pagar, quem tem de vender e por quanto.

Deixou a preocupação básica com o esquema tático para ficar investigando jogador.

Caçando se ele leva mulher para concentração.

Em vez de deixar esse trabalho para o chefe da segurança e diretoria.

Incoerente, ao mesmo tempo em que vigia os atletas, samba com eles na avenida.

Dá beijinho no rosto de alguns.

De outros mal sabe o nome.

Cercado de sanguessugas, Luxemburgo pensa que é mais importante que os clubes em que trabalha.

Esses parasitas que o cercam o transformaram.

Incentivaram o seu imenso ego.

O convenceram que deveria ensinar futebol para o mundo.

E fez questão de criar um instituto com seu nome.

Como gostaria que fosse escrito, com w e y.

E abolindo o Silva, que detesta.

Instituto Wanderley Luxemburgo.

E nunca Instituto Vanderlei Luxemburgo da Silva.

Seus delírios de poder também alcançaram a política.

Ele pensa seriamente em ser candidato ao senado por Tocantins.

Por isso, o futebol saiu do seu único foco.

A esperança que mudasse era o Flamengo.

Com toda a inexperiência no futebol, Patricia Amorim foi uma presa fácil.

Cedeu diante da conversa modernista de Vanderlei.

Ele continua se vendendo muito melhor do que é.

Propôs transformar o Flamengo em um dos melhores clubes do mundo.

Tinha plano para Centro de Treinamento, administração do Maracanã ou construção do estádio.

Eram planos e mais planos.

Só que sua função básica foi muito mal exercida.

Bate no peito e diz que salvou o time da Segunda Divisão no ano passado.

Mas a equipe nunca esteve tão mal.

Quase ele levou o Atlético Mineiro à série B.

Avalizou a contrataçãode jogadores descompromissados.

E chegou muitas vezes nem a treinar o time...

Alexandre Kalil já repetiu várias vezes que se o mantivesse, o destino do seu time seria trágico.

Luxemburgo ganhou o Carioca de forma invicta.

O principal adversário, o Fluminense estava envolvido na Libertadores.

Mas os resultados a seguir nunca esconderam sua decadência como técnico.

A eliminação da Copa do Brasil para o Ceará.

Ceará de Vagner Mancini!

Depois a queda na Copa Sul-Americana, perdendo por 4 a 0 para a Universidad de Chile.

No Brasileiro, seu time ficou dez partidas sem uma única vitória.

Classificou-se para a Libertadores no sufoco.

Foi quando começou a sua derrocada na Gávea.

O Conselho Deliberativo votou contra a sua função de manager.

Ele deveria ficar treinando o time e só.

Mas era pouco para ele.

Quando os salários atrasaram, ele cobrou publicamente.

Desmoralizou o vice de finanças Michel Levy.

E ganhou o seu pior inimigo.

Colecionar inimigos é algo que Luxemburgo faz muito bem.

Depois foi se meter com Ronaldinho.

Os dois já tinham problemas antes da concentração em Londrina.

O que aconteceu lá foi o ponto final.

O jogador soube que foi ele quem vazou a jornalistas que ele estaria acompanhado na concentração.

E passou a não mais falar com ele.

Procurou Patricia Amorim e disse que não continuaria no Flamengo tendo Luxemburgo como técnico.

O laço foi apertando na Bolívia.

Dentro do gramado, taticamente, Luxemburgo é uma sombra do que foi.

A coragem, o brilhantismo, a mudança de estratégia durante o jogo.

Tudo é coisa do passado.

Contra o fraco Potosí ele colocou o time para empatar.

Quatro volantes no meio de campo.

Uma pobreza intelectual, atitude covarde, constrangedora.

O Flamengo perdeu por 2 a 1 e ele comemorou.

Disse que seu plano havia dado certo.

Ele pensou que o Flamengo houvesse se apequenado tanto.

Foi aí que cometeu seu suicídio.

Levy conseguiu unir toda a direção do clube contra ele.

Ronaldinho liderou os jogadores.

Basta prestar atenção nos gols de ontem.

Nenhum jogador foi comemorar o gol com o indesejado técnico.

Luxemburgo sonhava que a multa de R$ 3,3 milhões o salvaria.

Mas a revolta é tanta contra ele, que não houve jeito.

Nem Patricia Amorim que chegou a garantir ontem que ele continuaria, teve de ceder.

Ou então perderia todo o seu apoio político na Gávea.

E vai pagar para ele ir embora.

Quer apenas diminuir o preço da multa.

Mas aceita pagar para não o ter mais criando problemas na Gávea.

A determinação de Levy foi acabar com qualquer indício de Luxemburgo no futebol.

E seu preparador físico, Antônio Mello, seu auxiliar Júnior Lopes.

Ainda o diretor executivo Luiz Augusto Veloso e o gerente Isaias Tinoco.

A ideia é começar novo ciclo.

Os favoritos a trabalharem na Gávea são Joel Santana como treinador.

E Paulo Angioni como coordenador de futebol.

Luxemburgo nem fez questão de se despedir dos jogadores.

Sabe que haverá a menor tristeza com sua saída.

Muito pelo contrário.

Os jogadores já sabiam que ela iria acontecer.

Mesmo antes da partida de ontem contra o Potosí, eles sabiam.

O time vai seguir.

Mas agora o futuro de Vanderlei é incerto.

Ele não pisa no Palmeiras, no Santos, no São Paulo, no Corinthians.

No Cruzeiro também não trabalha, assim como no Atlético Mineiro.

Sua decadência está escancarada em praça pública.

Um excepcional treinador vencido pelo ego...

(Joel Santana pediu demissão ontem mesmo do Bahia.

E arrumou as malas para o Rio de Janeiro.

Está mais do que pronto.

Chegará o conciliador na Gávea...)

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