As cenas não foram no Egito.

Foram no Brasil, em Fortaleza, no estádio Presidente Vargas.

Getúlio cometeria suícidio novamente se vissem o que seu país virou.

O jogo foi entre Ceará e Tiradentes pelo Campeonato Cearense.

A Federação Cearense disse que não tem nada a ver com o que aconteceu.

A responsabilidade é do clube que manda o jogo.

E ponto final.

Em Santa Cruz do Sul, jogavam Avenida e Canoas.

A partida estava empatada em 3 a 3.

Mas aos 30 minutos do segundo tempo, a luz acabou.

E o jogo não terminou.

Bonsucesso e Madureira, pelo nobre Campeonato Carioca.

A partida foi em Moça Bonita.

Público pagante.

75 torcedores.

No interior paulista, os clubes aumentam os preços de ingresso.

E os times grandes levam reserva.

Pouquíssima gente no estádio.

Os índices de audiência despencam.

Jogadores desgastados.

Treinadores irritados com partidas que não levam a nada.

Esses são os estaduais no Brasil.

Só servem para os presidentes de Federações mostrarem poder político.

Enriquecer suas entidades com a venda da transmissão dos jogos.

E agora se esbaldar com o naming rights.

Sim, alguns estaduais no Brasil levam o nome de um patrocinador.

O dinheiro é das Federações.

Assim como os árbitros não recebem um tostão das publicidade que mostram nas costas...

Está entendido o porquê de eles nunca terminarem no Brasil?

Vamos é pular catraca...

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