Posts de 23 de fevereiro de 2013

Justiça boliviana indicia dois torcedores pelo assassinato de Kevin Beltrán. A pena pode chegar a 30 anos. A direção corintiana jura que não vai se envolver no julgamento. Os membros das organizadas que se virem. A preocupação de Gobbi é se livrar da punição da Conmebol…

efe Justiça boliviana indicia dois torcedores pelo assassinato de Kevin Beltrán. A pena pode chegar a 30 anos. A direção corintiana jura que não vai se envolver no julgamento. Os membros das organizadas que se virem. A preocupação de Gobbi é se livrar da punição da Conmebol...
"Se trata de Cleuter Barreto Barros y Leandro Silva de Oliveira.

Serían los presuntos (prováveis) autores.

Mientras (enquanto) que los cómplices son Tadeu Andrade, Reynaldo Cohelo...

José Carlos Da Silva Junior, Marco Aurelio Nefeire, Danielo Silva de Oliveira...

Hugo Nonato, Clever Sousa Clous, Favio Neves Domingos...

Rafael Machado Castillo, Tiago Aurelio Do Santos."

O juiz boliviano Julio Huarachi determinou.

Cleuter e Leandro estão indiciados por assassinato.

Seriam os autores do disparo do sinalizador que matou Kevin Beltrán.

A situação dos dois é complicadíssima.

No inquérito, a polícia boliviana coloca que houve a intenção de matar.

Ou seja: o sinalizador teria sido apontado para a torcida do San José.

Pelo menos é o que aponta a fiscal de investigação, Abgail Sala.

A pena para homicídio intencional na Bolívia vai de 5 a 30 anos.

Para o culposo, sem intenção, a punição vai de seis meses a três anos.

Na investigação, Sala descarta a possibilidade de acidente.

Não levou em consideração a chance dos dois terem se confundido.

E não terem conseguido apontar o sinalizador para o alto.

Há uma enorme pressão na sociedade boliviana pela acusação de homicídio com intenção.

Além da dupla, os outros dez torcedores são acusados de cúmplices de assassinato.

Por tentarem proteger a dupla que teria soltado o sinalizador.

A previsão é que o julgamento aconteça daqui a seis meses.

Até lá, os torcedores deverão ficar presos na Penitenciária de San Pedro, em Oruro.

Foram divididos em duas celas.

Cada uma com seis deles.

Os presos estão desesperados.

Pediram o auxílio da presidente Dilma e do ex-presidente Lula.

Os pedidos deram resultado.

O Itamaraty e a embaixada brasileira na Bolívia estão empenhados.

Tanto na defesa como nas questões mais simples.

Já deu cobertores a eles, que reclamavam do frio.

Todos juram inocência.

A situação pode se complicar ainda mais.

Vários membros das organizadas corintianas dizem que eles estão falando a verdade.

E que nenhum deles disparou o sinalizador.

O torcedor que fez isso está no Brasil.

As cúpulas das torcidas pressionam para que o nome se torne público.

Acreditam que isso bastaria.

E os corintianos presos na Bolívia seriam soltos imediatamente.

Mas não é assim.

a52 Justiça boliviana indicia dois torcedores pelo assassinato de Kevin Beltrán. A pena pode chegar a 30 anos. A direção corintiana jura que não vai se envolver no julgamento. Os membros das organizadas que se virem. A preocupação de Gobbi é se livrar da punição da Conmebol...

Mesmo se o nome for revelado, haverá um processo inverso.

Ele terá de provar de forma irrefutável sua culpa.

Para as autoridades bolivianas, as investigações acabaram.

O inquérito já está pronto.

Agora só falta marcar o julgamento.

De acordo com o jornal A Patria, de Oruro, o governo boliviano quer ajuda da Interpol.

A organização internacional que ajuda as polícias locais.

Isso para evitar que a questão vire um problema para a relação com o governo brasileiro.

E a Interpol acompanharia tudo de maneira independente.

Kevin, o garoto de 14 anos, já foi enterrado.

A direção corintiana prometia procurar a família para ajudá-la financeiramente.

Até ontem à noite, não havia feito qualquer contato.

Os torcedores presos também querem o auxílio oficial do Corinthians.

Mas a diretoria do presidente e delegado Mario Gobbi jurou que não os auxiliaria.

Dando suporte oficial aos membros das organizadas, a situação do clube se complicaria.

Ficaria muito mais difícil reverter a decisão preventiva da Conmebol.

A de que o time atuará sem sua torcida na Libertadores.

Com os portões fechados em casa e, fora dele, só com torcedores adversários.

Mas, se Gobbi vira as costas aos torcedores das organizadas, não faz o mesmo com Marin e Marco Polo.

O presidente fez questão de almoçar com os dois ontem na sede da Federação Paulista.

Não quis nem saber se ambos são inimigos mortais de Andrés Sanchez.

Pediu apoio ao presidente da CBF e ao membro do Comitê Executivo da Fifa.

Ambos prometeram ajudar no que puderem.

No encontro na FPF (Federação Paulista de Futebol), ninguém se preocupou com os torcedores das organizadas.

Só com a punição ao Corinthians.

Cleuter e Leandro e os outros dez detidos na Bolívia estão por sua conta.

Oficialmente, dependem do Itamaraty e da embaixada brasileira na Bolívia.

As organizadas também prometem ajudar como puder esses torcedores.

Até investigando entre seus membros se o autor do disparo do sinalizador está preso.

Ou os que estão em Oruro são inocentes.

Para o Ministério Público boliviano não há dúvidas.

Cleuter e Leandro são conhecidos como Manaus e Soldado.

Eles serão julgados por assassinato.

Tiveram a intenção de matar um torcedor do San José para a Justiça andina.

Os outros dez são apontados como cúmplices.

O inquérito está terminado.

As investigações encerradas.

E o menino Kevin Beltrán já foi enterrado...

a212 Justiça boliviana indicia dois torcedores pelo assassinato de Kevin Beltrán. A pena pode chegar a 30 anos. A direção corintiana jura que não vai se envolver no julgamento. Os membros das organizadas que se virem. A preocupação de Gobbi é se livrar da punição da Conmebol...

São Paulo comemora ‘punição’ pelo vexame da final da Sul-Americana. Em vez do Morumbi, jogará no Pacaembu. E nada aconteceu com o Tigre. Essa é a verdadeira Conmebol. Não a que puniu o Corinthians pela morte do menino Kevin…

reproducao11 São Paulo comemora punição pelo vexame da final da Sul Americana. Em vez do Morumbi, jogará no Pacaembu. E nada aconteceu com o Tigre. Essa é a verdadeira Conmebol. Não a que puniu o Corinthians pela morte do menino Kevin...

A direção do São Paulo não vai protestar.

Nada de escândalo e coletivas da diretoria.

Muito pelo contrário.

Houve um grande alívio com a determinação da Conmebol.

A punição pelo vexame da final da Copa Sul-Americana foi branda demais.

Apenas a proibição de jogar contra o Atlético Mineiro no Morumbi.

O confronto, no entanto, poderia acontecer em qualquer estádio paulista.

E, tranquilamente, o Pacaembu foi reservado para o dia 17 de abril.

No mais, dinheiro.

R$ 200 mil para o São Paulo e R$ 200 mil para os argentinos.

E a vida segue.

Essa é a velha e covarde Conmebol.

O que houve no Morumbi mereceria punição exemplar.

Nada que se compare à morte de Kevin Beltrán em Oruro.

Ainda bem.

Mas foi amador, tosco demais o que aconteceu no dia 13 de dezembro de 2012.

Em plena decisão da Copa Sul-Americana no Morumbi.

O Tigre perdia para o São Paulo por 2 a 0 no primeiro tempo.

Os argentinos estavam dominados.

Tudo indicava uma goleada do time paulista.

Irritados, eles descontavam sua raiva em cima de Lucas.

Foram pontapés e ameaças constantes durante a etapa inicial.

No intervalo, o atacante desabafou, provocando jogadores argentinos.

A confusão foi grande ainda no gramado.

Tudo ficou pior quando os times desceram em direção ao vestiário.

Houve uma briga generalizada entre o Tigre e seguranças do São Paulo.

Inadmissível ter pontos cegos no estádio.

Justo no corredor que leva a equipe adversária para seu vestiário.

Foi lá que houve a briga.

Não foi filmada porque não havia câmeras, os tais 'pontos cegos'.

O São Paulo mereceria uma grande punição.

As câmeras na entrada do vestiário do visitante servem como segurança aos adversários.

O conflito foi feio, com direito até a mancha de sangue na parede.

Sem imagem, as versões são completamente diferentes.

Os argentinos dizem que foram atacados pelos seguranças brasileiros.

E a direção do São Paulo jura que jogadores rivais iniciaram o confronto.

Resultado: o Tigre se recusou a voltar para disputar o segundo tempo.

A decisão da Copa Sul-Americana durou 45 minutos.

Um vexame internacional.

Mais de cem países assistiram ao vivo esse vexame sul-americano.

A direção da Conmebol avisou que tomaria decisões enérgicas.

Houve uma campanha fracassada na Argentina para que o jogo fosse anulado.

O presidente da CBF, José Maria Marin, avisou Juvenal Juvêncio para se tranquilizar.

Não haveria nova partida.

A notícia foi antecipada no blog.

Mas ele estava preocupado em relação ao Morumbi.

Só que o tempo passou e a revolta foi acalmando.

Tudo poderia ter ficado até só nas advertências.

No pedido de colocação de câmeras nos pontos cegos do Morumbi.

Mas a morte de Kevin Beltrán em Oruro precipitou as coisas.

A direção corintiana ficou revoltada com a forte punição preventiva.

Com a determinação de jogos de portões fechados como mandante até o final da Libertadores.

Além do apelo para a mudança da decisão, houve a cobrança em relação ao São Paulo.

Como a cúpula da Conmebol só age diante de pressão, determinou a punição.

E ela veio, branda, sem força, política como é a marca registrada dos conflitos no futebol da América do Sul.

É de envergonhar a simples transferência do jogo contra o Atlético do Morumbi para o Pacaembu.

Diante do aborto da decisão da segunda competição sul-americana mais importante.

A direção do São Paulo vai se dizer injustiçada.

Mas só para inglês ver.

Não tomará qualquer providência.

Jogará no Pacaembu, feliz da vida.

Diante desse quadro, fica claro que os corintianos não precisam se desesperar.

A covarde Conmebol não terá força política para manter a decisão.

O clube não ficará até o final da Libertadores sem sua torcida.

Como sempre fez, a entidade deverá deixar tudo se acalmar.

E depois de um ou dois jogos com o Pacaembu fechado, a situação deve se reverter.

Quando diminuir a revolta com a morte do menino Kevin.

Assim que as coisas acontecem deste lado do mundo.

A injustiça é velha frequentadora da Conmebol.

Toma chá com bolachas com Nicoláz Leoz, o paraguaio de 84 anos.

Presidente há 26 anos, se tornou vitalício no ano passado.

Ele só deixa o cargo morto.

Até o papa Bento 16, um ano mais velho, renunciou.

Mas Leoz, não.

Não abre mão do seu 'direito divino'.

Esta postura é ironizada na Europa.

Nicoláz é especialista em contemporizar, fazer política.

Suas decisões costumam agradar às confederações mais poderosas.

A esse homem está entregue o controle do futebol na América do Sul.

Graças a ele o São Paulo comemora a sua 'punição'.

E nada aconteceu ao Tigre, que abandonou a final.

O revoltado Corinthians tem razão para se animar.

É assim que o futebol da América do Sul é comandado...

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