Posts de 21 de fevereiro de 2013

Direção corintiana não quer o clube punido pela morte de Kevin Beltran. Como se não tivesse ligação com suas organizadas. Elas só estavam na Bolívia graças ao auxílio indireto da diretoria. O Corinthians merece punição exemplar na Libertadores…

ae31 Direção corintiana não quer o clube punido pela morte de Kevin Beltran. Como se não tivesse ligação com suas organizadas. Elas só estavam na Bolívia graças ao auxílio indireto da diretoria. O Corinthians merece punição exemplar na Libertadores...
Corinthians e Flamengo em 2009.

Jogo em Campinas pelo Brasileiro.

Andrés Sanchez convoca os torcedores para a partida.

Motivo: todo dinheiro do jogo seria, e foi, das organizadas.

Para o carnaval de sua torcida.

A ligação entre o clube e os torcedores organizados é profunda.

Ingressos, viagens e hospedagem são facilitadas pela direção do clube.

Não abertamente, mas com verbas para Carnaval.

Descontos em ingressos.

Entradas que são revendidas para torcedores comuns.

"Nós ajudamos mesmo os torcedores.

Viemos das arquibancadas e o Corinthians só existe para a nossa torcida.

Sempre foi assim e sempre será."

A promessa é de Andrés Sanches, ex-presidente e fundador da Pavilhão Nove.

A relação da atual diretoria com os torcedores organizados é umbilical.

Ambos se apoiaram na campanha Fora Dualib.

Andrés Sanchez e Gobbi têm uma profunda relação com as organizadas.

Sem esse apoio corintiano seria impossível aos torcedores seguirem o time.

Não é possível a um trabalhador comum estar em plena quarta-feira na Bolívia gritando "Timão".

E pagando do próprio bolso gastos básicos como viagem, hospedagem, alimentação.

É preciso subsídio.

Não direto, mas indireto.

Com o clube bancando festas, Carnaval.

E até dinheiro de jogos, como aconteceu contra o Flamengo.

Com uma relação tão profunda fica caracterizada a necessidade de punição ao clube.

Não basta apurar quem foi que disparou o foguete, o sinalizador que matou Kevin Beltran, de 14 anos.

Há de punir também o Corinthians.

Por mais que a Polícia Boliviana deveria ter feito uma revista mais apurada...

E que o mando da partida em Oruro fosse do San Jose...

A Inglaterra ensinou.

A tragédia de Heysel em 1985 mostrou o caminho.

Os 38 mortos no conflito entre as torcidas do Liverpool e Juventus.

Aquela final de Liga dos Campeões pode ensinar à covarde Conmebol.

O jogo foi em Bruxelas, na Bélgica.

Mesmo assim, o governo de Margaret Tchatcher decidiu.

Por cinco anos, a selvageria dos hooligans ficaria em casa.

Os clubes ingleses não participaram de qualquer competição fora do país.

A Uefa confirmou a rigorosa punição.

O precedente foi aberto.

Os clubes precisam sim ser responsabilizados pelos atos de seus torcedores.

Para não ser punida pela morte do menino Kevin, a diretoria nega vínculo com suas organizadas.

O diretor jurídico corintiano, Luiz Alberto Bussab, vai pelo caminho mais fácil.

Diz que o Corinthians não subsidiou a viagem dos torcedores.

Ele sabe que diretamente, não.

O clube ajuda financeiramente as organizadas.

Se os principais membros delas usam o dinheiro para comprar passagem não é com ele.

O Corinthians não comprou as passagens, isso para Bussab basta.

Assim como para o presidente Gobbi que não vê como o clube deve ser punido.

"Não acho justo o clube pagar pelo que o torcedor faz individualmente.

Acidente acontece."

Gobbi deveria olhar o corpo do garoto de 14 anos.

Com o rosto completamente desfigurado.

E pensar em um foguete a 360 quilômetros por hora atingindo os olhos de um menino.

Talvez não desse o depoimento com tanta tranquilidade.

a310 Direção corintiana não quer o clube punido pela morte de Kevin Beltran. Como se não tivesse ligação com suas organizadas. Elas só estavam na Bolívia graças ao auxílio indireto da diretoria. O Corinthians merece punição exemplar na Libertadores...

O gerente Edu acompanhou a violenta morta.

E não para de chorar até agora.

A postura de Gobbi se desfaz diante de um simplório argumento.

Será que os membros da organizada estariam em Oruro sem a ajuda indireta corintiana?

Por via das dúvidas, o Corinthians decretou luto de sete dias.

O clube atuará com uma fitinha preta no uniforme para lembrar a morte de Kevin.

O garoto morreu pelo foguete/sinalizador disparado de onde estava a organizada corintiana.

O artefato lhe perfurou os olhos e o fez perder massa encefálica.

O foguete disparado após o gol de Guerrero viaja a uma velocidade média de 360 quilômetros por hora.

Kevin estava a cerca de 40 metros de ele saiu.

O impacto foi chocante.

Atirou o menino inerte, sem vida no solo.

Chegou morto ao hospital.

Na Conmebol já surgem indícios de punição ao Corinthians.

Não a radical, a eliminação do torneio.

Isso só acontece em caso de comprovação de suborno na Libertadores.

Ou abandono de campo.

Mas está aberta a possibilidade de o time atuar com o estádio fechado.

Seria assim punidos o clube e os torcedores.

Além de uma multa, punição predileta da Conmebol.

Até para os voláteis dirigentes da entidade a ligação é clara.

Nove membros das organizadas corintianas estão detidos em Oruro.

A polícia boliviana acredita que entre eles está quem disparou o foguete.

Todos negam.

E mostrando um poder de organização espantoso, já conseguiram até advogado.

Prometem a jornalistas que logo estarão de volta ao Brasil.

O Corinthians tem uma importante relação com suas organizadas.

E precisa pagar esportivamente pela morte de Kevin Beltran.

Bem mais do que o luto e a fitinha preta no uniforme.

Nada mais justo.

Como a Fifa exaltou a ligação entre as organizadas corintianas no Japão.

A proximidade valeu pela festa da conquista da Libertadores, do Mundial.

Se é 'na saúde e na doença' e na 'alegria e na tristeza', a hora chegou.

Depois de um período de tanta alegria, a tristeza veio com tudo.

Para o Corinthians e suas organizadas.

Que ambos paguem pela morte de Kevin, menino de 14 anos.

Cujo maior pecado foi querer assistir ao jogo do seu time.

E teve um foguete perfurando seus olhos.

Explodindo seu cérebro.

A morte veio das organizadas corintianas.

Logo após o gol de Guerrero.

Não há dúvida disso.

Que as torcidas e os clubes paguem pela vida do menino de 14 anos.

E caro...

Para o bem da justiça na América do Sul.

Se é que ainda resta justiça por aqui...

(Há uma explicação para a foto de Kevin morto.

É para o presidente Gobbi prestar atenção no que fala.

A morte do menino boliviano é muito mais do que um acidente.

É um crime.

Com intenção ou não é um crime.

Ele como delegado deveria saber.

Uma pena...)

(Os 12 detentos foram indiciados na Bolívia.

E serão julgados por homicídio.

Estão em um centro de detenção provisória.

Se forem considerados culpados, a punição será pesada.

Podem pegar de cinco a vinte anos...)

“Assassinos, assassinos, assassinos.” O coro dominou o estádio de Oruro, na Bolívia. A Libertadores não importava mais. E sim a estúpida morte de Kevin, menino de 14 anos. Morto por um foguete lançado da torcida corintiana. Absurdo, revoltante…

reproducao1 Assassinos, assassinos, assassinos. O coro dominou o estádio de Oruro, na Bolívia. A Libertadores não importava mais. E sim a estúpida morte de Kevin, menino  de 14 anos. Morto por um foguete lançado da torcida corintiana. Absurdo, revoltante...
"Assassinos, assassinos, assassinos..."

Esses foram os gritos dos bolivianos em direção aos corintianos.

Não só aos torcedores, mas, principalmente, à delegação que via a partida.

A princípio ninguém entendia o que se passava.

Depois que foi esclarecido, veio o choque.

O empate em 1 a 1 entre Corinthians e San José ficou insignificante.

A morte de Kevin Douglas Beltran Espada tirou a importância do jogo.

O garoto de 14 anos tinha ido ao estádio Jesús Bermudez torcer.

Foi de Cochabamba até Oruro.

Gritar pelo San José contra o campeão do mundo.

Acabou morto de forma estúpida.

Um foguete atirado pela torcida corintiana o perfurou os olhos e o matou.

Logo após o gol de Guerrero.

"Ele perdeu massa encefálica devido ao projétil.

Um tubo de plástico penetrou na sua cavidade craniana.

A morte foi imediata."

Essa é a descrição feita pelo médico José Maria Vargas.

Ele trabalha no Hospital Obrero de Oruro, para onde o corpo chegou.

O menino morreu em pleno estádio.

Por isso a revolta, os gritos de 'assassinos' dos bolivianos.

A polícia local não tinha como definir o autor do disparo.

Cercou a torcida corintiana.

E resolveu deter nove torcedores.

Está os interrogando para tentar definir o assassino.

A tola morte de Kevin se explica.

Nos estádios brasileiros, os torcedores são revistados.

Mesmo assim, sempre passam alguns fogos de artifício.

Eles deveriam servir para comemorar os gols,a entrada do time em campo.

Mas nem sempre.

Há várias organizadas que preferem atirar os fogos nos adversários.

Essa prática infelizmente é comum.

Isso quando não são bombas caseiras.

Mortes, amputações de dedos e mãos já aconteceram pelo Brasil.

O torcedor Ivo Costa de 62 anos perdeu a mão direita em 2008.

Torcedor do Criciúma, ele foi acertado por uma bomba caseira.

Ela foi lançada pela torcida do Avaí.

Ivo estava no estádio Heriberto Hülse, em Criciúma.

Os torcedores locais ficaram revoltados.

Pegaram paus, pedras e queriam massacrar a pequena torcida do Avaí.

A Polícia Militar entrou em conflito com eles.

E só os conteve depois de disparar vários tiros de borracha.

Dois torcedores foram condenados a quatro anos e oito meses de prisão.

Ivo teve amputada a mão direita.

Depois desse fato, a revista às torcidas melhorou no Brasil.

As bombas caseiras diminuíram, quase sumiram.

Mas a grande maioria das organizadas continua carregando os tais foguetes.

Todas, sem exceção.

Mas, na Bolívia, ontem não houve tanto cuidado na revista.

Os corintianos puderam passar com seus foguetes.

E alguém irresponsável o transformou em arma mortal.

Em vez de guardá-lo para o gol do Corinthians, jogou na torcida do San José.

O artefato foi direto no olho de Kevin e o matou.

Há pressão dos dois países, a selvageria vira questão diplomática.

A opinião pública boliviana quer punição aos culpados.

A embaixada brasileira tem de acompanhar tudo de perto.

Para que inocentes não sirvam como bodes expiatórios.

No estádio de Oruro, torcedores corintianos até tiveram sorte.

Porque a revolta local ficou apenas nos gritos de 'assassinos'.

A polícia agiu de maneira rápida, competente.

Protegeu os brasileiros, entre eles o infeliz que lançou o tal foguete.

A delegação corintiana ficou chocada quando soube o que aconteceu.

"Não se vence a qualquer custo.

Me desculpem (bolivianos).

Sei que não vai tirar a dor de vocês e nem da família.

Estamos muito sentidos.

Trocaria meu título mundial pela vida do menino."

O desabafo foi de Tite, técnico do Corinthians.

O clube brasileiro pode arcar com o enterro do garoto.

No campo, os jogadores suportaram os 3.700 metros.

A custo de tubos de oxigênio.

O Corinthians jogou bem enquanto aguentou.

Fez 1 a 0 com Guerrero aos cinco minutos do primeiro tempo.

Depois o time fisicamente foi caindo.

Mas marcava muito bem, compensava a falta de forca, com a compactação do time.

No intervalo, os jogadores fizeram fila atrás do oxigênio.

E os bolivianos acabaram empatando com Saucedo.

O resultado foi justo.

O Corinthians passou pelo maior desafio nesta fase de grupos.

O jogo no local mais alto.

Oruro com seus 3.700 metros.

Chega a 15 partidas invictas na Libertadores.

Fica a dois do recorde de todos os tempos, que pertence ao Sporting Cristal.

Mas o feito fica em segundo plano.

A gratuita morte de Kevin Beltran tira qualquer alegria.

Que o assassino pague pelo que fez.

Mas não um bode expiatório.

O governo boliviano precisa dar satisfação à sociedade.

E o brasileiro tem de evitar a injustiça.

Mas tudo não passa de uma selvageria inacreditável.

A notícia espalhada no mundo todo.

Envergonhando a América do Sul.

Manchando o caminho do Corinthians na Libertadores de 2013.

Morte absurda, desnecessária, revoltante.

Que não pode ficar sem punição.

"Assassinos, assassinos, assassinos".

Esse não pode ser o coro ouvido em um estádio de futebol...

(A diretoria corintiana está apavorada.

Confirmado que o foguete partiu da sua torcida, o clube pode ser punido.

E até de maneira exemplar.

Sua sorte é que a Conmebol é uma entidade fraca.

E que se submete à pressão dos países mais fortes do continente.

Mas a cobrança será forte pela morte de Kevin...)

reproducaozerohora Assassinos, assassinos, assassinos. O coro dominou o estádio de Oruro, na Bolívia. A Libertadores não importava mais. E sim a estúpida morte de Kevin, menino  de 14 anos. Morto por um foguete lançado da torcida corintiana. Absurdo, revoltante...