Posts de 17 de fevereiro de 2013

A estratégia e o coração palmeirenses igualaram o talento corintiano. O 2 a 2 deixa lições. O campeão do mundo precisa acordar para 2013 e o rebaixado tem vontade de sobra para acabar com os vexames…

a37 A estratégia e o coração palmeirenses igualaram o talento corintiano. O 2 a 2 deixa lições. O campeão do mundo precisa acordar para 2013 e o rebaixado tem vontade de sobra para acabar com os vexames...
A vontade e a estratégia se igualaram ao talento.

E o Palmeiras empatou com o Corinthians em 2 a 2.

Não seria injusta uma vitória palmeirense.

Gilson Kleina conseguiu cumprir a promessa.

E foi além.

O seu time não só suou sangue, como foi melhor distribuído.

Mais inteligente, compacto, não permitiu o toque de bola corintiano.

Teve mais objetividade nos contragolpes.

Wesley conseguiu as duas assistências nos gols palmeirenses.

Mas se fosse menos egoísta, a vitória poderia ter sorrido para o lado verde.

Mais do que o resultado, o jogo serve como alerta, avaliação a Tite.

O Corinthians ainda está em ritmo de férias.

Os jogadores se mostraram desinteressados, sem a gana de 2012.

Por mais que o Campeonato Paulista não empolgue nem Marco Polo del Nero, o adversário era o Palmeiras.

Jogadores como Émerson e Danilo, fundamentais ao time, foram irreconhecíveis.

Desatentos, facilmente marcáveis.

O atacante conseguiu fazer o primeiro gol do jogo.

E só.

O sistema montado por Gilson Kleina foi no limite atual do Palmeiras.

Treinou escondido em Itu as famosas duas linhas.

Uma na defesa, com quatro jogadores.

E a outra, com cinco na intermediária.

Elas atuaram de maneira correta, apertadas, bem perto uma da outra.

E contou com o coração de seus humilhados jogadores.

Desacreditados, eles se desdobraram em cada dividida.

Kleina conseguiu cortar o oxigênio corintiano.

Sem liberdade para tocar a bola e sem a gana necessária, os corintianos se irritavam.

E o Palmeiras nem precisou de um meia talentoso para criar chances de gol.

O time utilizava a descida em bloco nos contragolpes.

Wesley teve toda a liberdade para articular essa saída em velocidade no meio de campo.

O Pacaembu lotado de corintianos esperava não só uma vitória.

Mas uma goleada.

Só que os palmeirenses roubaram a cena.

A equipe teve nervos para suportar a bola no travessão de Jorge Henrique.

O gol de Émerson, após desvio de cabeça de Paulo André, aos 17 minutos.

E a bola que Guerrero acertou a trave, na falha de Fernando Prass, aos 25 minutos.

Na primeira meia hora, o Corinthians já era bem marcado, mas conseguiu algumas chances preciosas.

A torcida corintiana já cantava animada: "Segunda Divisão, Segunda Divisão" para o Palmeiras.

Foi quando veio o empate.

Wesley descobriu Vilson livre entre quatro zagueiros estáticos.

O ex-gremista cabeceou para as redes: 1 a 1, aos 29 minutos.

A partir daí, faltou o que sobrou ao Corinthians em 2012, o coração.

Campeões mundiais, os comandados de Tite sabiam que o clássico pouco valia no Paulista.

Não se empenharam, vibraram como deveria ser obrigatório.

Mesmo estando no início da temporada, o Corinthians foi apático.

Márcio Araújo e Weldinho obrigaram Cássio a grandes defesas.

O clima de virada dominava o Pacaembu.

E ela veio em uma péssima saída do goleiro corintiano.

Ele não atuava desde a final do Mundial, em dezembro.

Ficou tratando o ombro depois das férias.

Se mostrava sem ritmo, sem tempo de bola.

E falhou de forma imperdoável em um simples levantamento de Wesley.

Cássio furou.

Errou o soco e a bola caiu tranquila na cabeça de Vinícius.

Palmeiras 2 a 1 aos sete minutos do segundo tempo.

Kleina estava entusiasmado, via o seu plano tático dar resultado.

Tite não se conteve.

Não queria perder para o rebaixado Palmeiras.

Sabia o quanto seria cobrado.

Foi ousado, tirou Alessandro, que não atacava.

Deslocou Jorge Henrique para a lateral.

E colocou Romarinho.

Além de despachar o sonolento Danilo.

O trocou por Renato Augusto, que entrou muito bem.

E Guerrero deu seu lugar a Pato.

O Corinthians pressionava empurrado pela torcida.

Deu campo para os contragolpes.

Mas Wesley estragou dois deles, muito importantes.

Com jogadores livres para invadir a área sozinhos preferiu chutar para fora.

O castigo veio em um chutão de Cássio.

A bola veio parar em Pato.

Ele a matou, tocou e recebeu de volta.

E serviu Romarinho.

Seu prazer em marcar gols contra o Palmeiras veio de novo à tona.

Predestinando, teve muita calma para colocar a bola da entrada da área.

Escolheu o canto esquerdo, sem chances para Fernando Prass: 2 a 2.

O Corinthians até que tentou a última virada.

Mas o Palmeiras foi muito eficiente na marcação.

E mereceu o empate em 2 a 2.

A partida pode ser a única do ano entre os rivais.

De divisões diferentes, não se encontrarão no Brasileiro.

Na Libertadores, na fase decisiva do Paulista e na Copa do Brasil dependerá da coincidência.

Não de tabela antecipada.

Mas o jogo valeu, teve sua importância.

Para Tite ficou claro o quanto seu time ainda está apático depois das férias.

Jogou mal contra o Mogi Mirim, São Caetano.

E hoje ficou bem abaixo do que tem condições de jogar.

Renato Augusto está fazendo por merecer um lugar no time.

Emerson precisa sair da letargia carnavalesca.

Quanto a Cássio, tem crédito.

Vai melhorar.

Mas o time merece uma chacoalhada.

A Libertadores de 2013 começa quarta-feira.

Chega de polir a taça de campeão do mundo de 2012.

O time precisa sair da hibernação.

Já o Palmeiras vive merecida euforia.

Gilson Kleina sabia que poderia até ser demitido nesta semana.

Mas a vitória contra o Sporting Cristal e o empate de hoje lhe deu uma sobrevida.

Ele ganhará mais tranquilidade para seguir em frente.

Foi sua estratégia que evitou o pior diante do campeão mundial.

O empate traz importante confiança para o rebaixado Palmeiras.

O clima de desastre antecipado não se confirmou.

O coração, a gana de cada jogador neste 2 a 2 valeu.

Foi honrada a camisa palmeirense.

Como ela merece.

Seu sofrido torcedor termina o domingo acalentado, esperançoso.

Sabendo que não há dinheiro para talento no Palestra Itália.

Mas há estratégia e vergonha na cara de sobre neste novo elenco.

O que já são motivos para orgulho, depois de tanta tristeza...

a110 A estratégia e o coração palmeirenses igualaram o talento corintiano. O 2 a 2 deixa lições. O campeão do mundo precisa acordar para 2013 e o rebaixado tem vontade de sobra para acabar com os vexames...