Posts de 7 de fevereiro de 2013

Corinthians reforça Palmeiras para a Série B. Liberou Weldinho, quarta opção para a lateral. E nem se preocupou com a Libertadores. Sabe que o rival não tem time para brigar pelo título. Se houver outro reserva do reserva que interesse, Gobbi negocia…

 Corinthians reforça Palmeiras para a Série B. Liberou Weldinho, quarta opção para a lateral. E nem se preocupou com a Libertadores. Sabe que o rival não tem time para brigar pelo título. Se houver outro reserva do reserva que interesse, Gobbi negocia...
Há muito tempo o Palmeiras não incomoda o Parque São Jorge.

Desde a briga entre Andrés Sanchez e Juvenal em 2009.

O motivo foi o São Paulo reservar apenas 10% de ingressos aos corintianos.

Juvenal acabou com a divisão igualitária das torcidas.

Como troco, ganhou o ódio eterno de Andrés.

E a promessa mantida.

Desde então, nunca mais o Corinthians usou o estádio como mandante.

Andrés foi além.

Se aproximou das diretorias do Palmeiras e do Santos.

E as convenceu a seguir pelo mesmo caminho.

Acabou a rixa com os palmeirenses, a convivência é excelente.

Inclusive neste momento de decadência técnica do clube da Água Branca.

Tanto é assim que foi muito interessante a liberação hoje do lateral Weldinho.

O lateral de 22 anos chegou ao Parque São Jorge vindo do Paulista.

Era uma grande revelação.

Mas não conseguiu se firmar.

Alessandro continuou como titular.

Edenílson se firmou como seu reserva imediato.

Tite preferia até colocar Guilherme Andrade como terceiro jogador da posição.

Weldinho passou a ser apenas a quarta opção.

Empresários procuraram o manager José Carlos Brunoro.

E ofereceram o atleta.

Ele consultou Gilson Kleina e ele o aceitou imediatamente.

O jogador e seus representantes procuraram a direção corintiana.

E pediram que o clube vendesse os 40% que tinha do atleta.

Não houve segredo.

Os dirigentes corintianos logo souberam que ele iria para o Palmeiras.

Não colocaram a menor dificuldade.

Pelo contrário, até facilitaram a venda.

O motivo: ajudar o rival em péssimo momento.

O presidente Mario Gobbi foi um dos que mais sofreu com o Corinthians rebaixado.

E lembrando do que passou em 2008, até apressou a saída do lateral.

O jogador deverá fazer os exames médicos no Palmeiras amanhã.

No início do ano, Gobbi já havia avisado na Federação Paulista.

Em uma conversa com Marco Polo del Nero.

Ele disse que haveria a necessidade de auxiliar o Palmeiras para sair da Série B.

A situação era ruim para o futebol paulistano.

Não há a menor dúvida que a rivalidade ferrenha entre os dois clubes já não existe.

Como no triste episódio envolvendo Lidu e Eduardo em 1969.

E que deu origem ao apelido de 'porcos' para os palmeirenses.

Os dois jogadores se envolveram em um fatal acidente automobilístico.

As inscrições para o Campeonato Paulista estavam fechadas.

O Corinthians só poderia contratar mais dois atletas se houvesse concordância de todos os clubes.

Só a direção do Palmeiras disse não.

E as vagas de Lidu e Eduardo não puderam ser preenchidas.

A cúpula corintiana respondeu que isso "era coisa de porco".

A torcida alvinegra não perdoou.

E passou a chamar os palmeirenses de porcos desde então.

Esse tempo já ficou para trás.

Agora, o Corinthians até ajuda o rival.

Liberou Weldinho.

E se o Palmeiras quiser algum reserva do reserva, o clube liberará.

Titular nem pensar.

Porque hoje não há dinheiro para tanto no Palestra Itália.

Paulo Nobre tem R$ 210 milhões em dívidas.

Por isso tem contratado jogadores bons e baratos, como havia prometido.

Está formando o time para disputar a Segunda Divisão.

Este é o perfil de Marcelo Oliveira, Charles, Cléber...

E agora, Weldinho.

Liberado com os votos de 'boa sorte na Série B' da direção do Corinthians.

Não há a mínima preocupação com o rival na Libertadores.

Se fosse o São Paulo, nem um copo de água seria oferecido...

Felipão indicou Luan para o Cruzeiro. Assim como havia brigado por sua contratação pelo Palmeiras. E o jogador ficou empolgado com a recomendação. Agora quer que Scolari o leve à seleção…

a25 Felipão indicou Luan para o Cruzeiro. Assim como havia brigado por sua contratação pelo Palmeiras. E o jogador ficou empolgado com a recomendação. Agora quer que Scolari o leve à seleção...

A diretoria do Cruzeiro revelou.

Antes de contratar Luan, procurou Luiz Felipe Scolari.

Queria informações.

Que jogador é esse que a torcida palmeirense tanto perseguia?

E ele se derreteu em elogios ao atacante de 24 anos.

Falou sobre sua versatilidade, sua dedicação.

E quanto faria bem ao clube mineiro.

A mensagem que ficou foi direta do treinador da seleção.

É um ótimo jogador.

Não mostrou todo seu futebol no Palmeiras por causa da torcida.

Bastou para convencer a todos na Toca da Raposa.

O treinador Marcelo Oliveira já admirava o jogador.

E insistiu na sua contratação.

Tudo ficou fácil.

O Palmeiras aceitou os volantes Marcelo Oliveira e Charles.

Os dois não tinham lugar no elenco cruzeirense, estavam disponíveis.

Bem ao contrário de Luan.

Titular palmeirense desde que 2010, quando chegou do Toulouse.

Conselheiros asseguram que sua contratação saiu graças à imposição de Scolari.

Ele precisava de um jogador com suas características.

Um atacante que conseguisse ajudar na marcação.

O ex-presidente Arnaldo Tirone estava em dúvida em relação ao investimento.

Mas o agora técnico da seleção discutiu, brigou.

E Luan foi contratado por R$ 7 milhões.

Desde sua chegada ao clube, os torcedores o contestavam.

O apelidaram ironicamente de Luanel Messi.

Com ótimo preparo físico conseguia criar várias chances de gol.

Ganhava dos zagueiros, mas, afobado, desperdiçava a esmagadora maioria.

Esta virou sua principal característica: perder gols.

Irritadiço, não se conformava com as vaias e palavrões das torcidas.

Seu nome foi pichado no Palestra Itália.

Membros das organizadas pediram para Tirone o vender.

Mas Felipão o segurou até o dia da sua própria demissão.

No rebaixamento foi um dos mais xingados.

Mesmo assim Gilson Kleina o segurou.

Mas veio o início do Paulista, a partida contra o Bragantino.

Ele teve mais uma atuação desastrosa.

Foi muito vaiado, xingado.

Cansado já estava há muito tempo.

Só colocou para fora sua insatisfação.

"Estou de saco cheio."

E pediu para ser negociado.

O manager do clube, José Carlos Brunoro se apressou.

Disse que várias equipes queriam o jogador.

Mas só se 'esqueceu' de dizer que ninguém oferecia o que o Palmeiras pagou.

Nada de R$ 7 milhões.

Só vieram propostas por troca.

Dunga se interessou por ele.

Brunoro esfregou as mãos sonhando com Rafael Moura e Josimar.

O Inter aceitava apenas Josimar.

Mas o volante pediu uma vez e meia seu salário no Inter.

O próprio presidente Paulo Nobre revelou sua pedida.

A negociação foi esquecida, já que o Palmeiras tem mais de R$ 210 milhões em dívidas.

Josimar percebeu o quanto pegou mal a sua postura.

E depois que a negociação foi encerrada, disse não era bem assim.

Mas Paulo Nobre reafirmou a conselheiros que 'foi assim, sim.'

O Palmeiras aceitou os dois volantes do Cruzeiro por ele.

Marcelo Oliveira ficou dois anos sem poder jogar futebol.

Teve de operar o ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo.

E foi vítima de infecção hospitalar.

Operou em 2007 e só voltou a atuar em 2009.

Charles em 2011 operou o tendão do joelho esquerdo.

Em 2012 sofreu estiramento grau 2 no ligamento colateral medial do mesmo joelho.

Ambos não faziam parte dos planos do treinador cruzeirense.

Tanto que não houve qualquer problema para a saída da dupla.

Luan não escondeu o alívio ao chegar ao Cruzeiro.

Tem certeza que não será perseguido como no Palmeiras.

O aval de Felipão animou a diretoria.

Gilvan Tavares tem a certeza de que fez um excelente negócio.

Assim como a direção palmeirense.

Ela espera que não ter um jogador perseguido pela torcida faça bem ao ambiente.

E Luan tem outra esperança.

Fazer do Cruzeiro um atalho para voltar a trabalhar com Felipão.

Na seleção brasileira.

Já que o treinador não para de elogiá-lo por onde passa.

Luan está animado.

Que o leve para disputar a Copa do Mundo.

Nada mais lógico...

a14 Felipão indicou Luan para o Cruzeiro. Assim como havia brigado por sua contratação pelo Palmeiras. E o jogador ficou empolgado com a recomendação. Agora quer que Scolari o leve à seleção...

Há 50 anos, Pelé ensinava o caminho. O melhor do mundo não improvisa. Estuda adversários, tática, entende o que está acontecendo durante o jogo. Não depende só de técnicos. Vai além. Passou da hora de Neymar acordar para a vida…

a12 Há 50 anos, Pelé ensinava o caminho. O melhor do mundo não improvisa. Estuda adversários, tática, entende o que está acontecendo durante o jogo. Não depende só de técnicos. Vai além. Passou da hora de Neymar acordar para a vida...

Neymar será sempre o mais cobrado na seleção.

A relação é simples.

Quanto maior o potencial, maior a cobrança.

E ela já veio forte ontem na reestreia de Felipão.

O Brasil perdeu para a Inglaterra.

E Neymar teve outra atuação frustrante.

Não importa se o time esteve mal distribuído em campo.

Que faltou força física para Ronaldinho Gaúcho o auxiliar.

Que é impossível esperar grandes tabelas e dribles de Luis Fabiano e Fred.

Que Adriano tenha se preocupado apenas em não ser tão humilhado por Walcott.

E que os ingleses o encaixotaram com o velho truque de duas linhas de quatro.

O que se esperava de Neymar contra a Inglaterra era além de sua preparação.

De sua visão de jogo.

Ele não entende ainda como argentinos, mexicanos, ingleses o travam.

Não sabe o que ocorre e nem como se livrar de duas linhas apertadas de quatro adversários.

Se acostumou a deitar e rolar em ter um jogador pela frente e outro correndo na sobra.

Por isso se deleita diante dos atrasados esquemas táticos dos clubes brasileiros.

A marcação por aqui é ultrapassada, não é levada a sério.

Marcar atrás da linha da bola é muito diferente de duas linhas de quatro.

Com elas, o jogador habilidoso fica preso como um mosca na teia de aranha.

Se não tiver companheiros para tabelar, se infiltrando, se deslocando...

Dando opções para passes pela direita e esquerda, não adianta.

Os dribles ficam inúteis porque não há espaço.

Há rivais antecipando, o marcando e na cobertura.

Sozinho, o resultado será cada vez pior.

Ele sentiu na pele o que muitas vezes Messi já passou na Argentina.

Sem entrosamento e com jogadores com menos qualidade do que ele.

A comparação que o brasileiro de 21 anos sofre é injusta.

A de que só mostra futebol contra times fracos.

Basta fazer a contabilidade.

Pelé, Messi, Cristiano Ronaldo marcaram muito mais gols contra equipes pequenas.

Muitos se esquecem que o melhor jogador do mundo foi questionado no Brasil.

Zagallo não o colocou no banco no Morumbi, alegando falta de condições técnicas?

Cristiano Ronaldo não é xingado pelos portugueses desde a perda da final da Eurocopa em 2004?

Para a Grécia, em pleno estádio da Luz, em Lisboa?

Vale demais se lembrar da participação de Messi nas Copas.

Em 2006, com 19 anos, ele marcou apenas um gol na Alemanha.

Foi contra a Sérvia e Montenegro.

E em 2010, na África do Sul, com 23 anos?

Não conseguiu marcar sequer um gol.

Neymar é a maior esperança do futebol brasileiro.

País campeão do mundo por cinco vezes.

Aos 21 anos está sob os olhares e cobrança do mundo.

Tem de se acostumar com isso.

Se preparar muito melhor.

Precisa estar mais forte psicologicamente para os grandes confrontos.

E se aprofundar em algo que vem desprezando: taticamente.

A genialidade de Pelé não foi fruto do acaso.

"Eu sempre estudei os adversários.

No meu tempo não tinha tantos recursos como hoje.

Mas aproveitava o tempo nas concentrações para levantar o que podia.

Como o time marca, quais os pontos fortes e fracos de quem iria me marcar.

Combinava jogadas com meus companheiros para furar uma retranca.

Nunca esperei só pelos técnicos, não.

Muitas vezes fiz o que achava melhor.

Porque sabia o que tinha de fazer, sem esperar ninguém me dizer."

a24 Há 50 anos, Pelé ensinava o caminho. O melhor do mundo não improvisa. Estuda adversários, tática, entende o que está acontecendo durante o jogo. Não depende só de técnicos. Vai além. Passou da hora de Neymar acordar para a vida...

As frases foram ditas logo após a conquista do Brasil em 1994.

Era o fim do jejum de 24 anos.

Pelé já dava o caminho que Neymar não enxerga.

Não há como deixar apenas para o treinador saber detalhes dos grandes inimigos.

Se quer mesmo se firmar como um dos melhores do mundo, ele precisa ter maior interesse na carreira.

Sacrificar um pouco as farras e saber como os grandes times do planeta atuam.

Como marcam, como os zagueiros, os volantes se movimentam.

Entender, sim, de tática.

Não adianta esperar que, como aconteceu na partida da Inglaterra, um treino só resolva.

E que em Wembley, o improviso o ajude.

Saber que vai enfrentar jogadores fisicamente melhores do que ele era fundamental.

Não depender de alguém que o faça entender.

Sua temporada mal começou, depois de um mês de férias e farras.

Os britânicos estão no vigor da metade da temporada.

As estatísticas são cruéis, transparentes.

Nos dois minutos e dez segundos que teve a bola nos pés, foi um fracasso.

Perdeu oito vezes a bola.

Errou dribles, arremates.

Foi quem mais errou na seleção brasileira.

Teve uma atuação fraca, apagadíssima.

Decepcionou empresários, jogadores, jornalistas do mundo todo.

Não teve força nem para enfrentar Ronaldinho na hora do pênalti.

Era ele o jogador designado por Felipão para a cobrança.

As câmeras mostraram ele tentando pegar a bola, mas o veterano não deixou.

Completava cem partidas com a seleção e queria comemorar com o gol.

Sem graça, Neymar apenas deu um tapinha de incentivo.

E viu Ronaldinho perder o pênalti.

O favor foi visto como omissão por repórteres ingleses.

Daqui para a frente, será sempre assim.

A Copa das Confederações e o Mundial de 2014 se aproximam.

Não importa se trocou treinador, foi mudada a mentalidade, a filosofia de jogo.

Neymar será o jogador brasileiro mais cobrado.

É o ônus por ser o melhor.

Não há que reclamar, bater boca ou fugir da imprensa.

Dar resposta como a de ontem, que "fica para a próxima".

Se não houver um preparo sério, uma tomada de consciência...

Se Neymar continuar acreditando que tudo depende dos seus treinadores, será sempre assim.

Ele precisa acordar para a vida.

E perceber que o interesse é seu.

Estar cada vez melhor para enfrentar os adversários que vierem.

E estar pronto para sentar e conversar com seus companheiros na concentração.

Não ensaiar dancinhas.

Mas combinar jogadas, entender como devem fazer para se livrar da marcação.

Completar o que os treinadores não conseguem enxergar.

É sua obrigação como profissional.

No Barcelona, time que venera, isso é uma constante.

A concentração é aproveitada.

E também seus funcionários precisam agir.

Assessoria não serve apenas para garantir os melhores camarotes no Carnaval.

As baladas mais agitadas do Brasil.

Mas preparar Neymar para o que ele enfrentará em campo.

O ajudar a entender como joga cada adversário.

Antecipar os pontos fortes e fracos dos seus marcadores.

Não custa nada dar a ele um esboço dos times que enfrentará.

Com o perfil tático e individual.

Afinal, ele não quer se firmar como um dos melhores do mundo?

É preciso ter interesse e visão profissional.

Entender o que acontece e o que o espera.

Se Pelé fazia isso na década de 60, é o mínimo que se espera, 50 anos depois.

Basta que seus assessores encarem o futebol com profissionalismo.

Com o fim dos improvisos, as decepções vão diminuir.

Porque as cobranças só vão aumentar daqui para a frente.

A Copa das Confederações e o Mundial estão chegando.

Em caso de fracasso, será o mais marcado.

Passou a hora de Neymar acordar.

Para depois não chorar...

ae7 Há 50 anos, Pelé ensinava o caminho. O melhor do mundo não improvisa. Estuda adversários, tática, entende o que está acontecendo durante o jogo. Não depende só de técnicos. Vai além. Passou da hora de Neymar acordar para a vida...

Juvenal Juvêncio e Itaquerão perderam seu maior inimigo: Aurélio Miguel. As acusações de recebimento de propina pelo Ministério Público são gravíssimas. E abalam seu prestígio. O presidente são paulino e os dirigentes corintianos apostam que sua voz não terá mais importância…

a23 Juvenal Juvêncio e Itaquerão perderam seu maior inimigo: Aurélio Miguel. As acusações de recebimento de propina pelo Ministério Público são gravíssimas. E abalam seu prestígio. O presidente são paulino e os dirigentes corintianos apostam que sua voz não terá mais importância...
O sorriso não deixava o rosto de Juvenal Juvêncio.

Mesmo depois do apático empate de ontem entre São Paulo e Ponte.

Em pleno Morumbi, o caro time que montou se contentou com o 0 a 0.

Mas mesmo se perdesse, Juvenal não ficaria triste, irritado.

O motivo para tanta alegria é acredita ter perdido o seu maior opositor.

O ex-judoca medalhista olímpico e vereador Aurélio Miguel.

As denúncias do Ministério Público refletiram no clube.

As acusações são que ele teria recebido propina.

R$ 640 mil para facilitar a liberação de obras irregulares no Shopping Paulista.

O promotor Marcelo Milani solicitou à Justiça o afastamento do vereador da Câmara Municipal.

O bloqueio de bens, a quebra dos sigilos bancário e fiscal;

e o pagamento de R$ 34,8 milhões.

O valor corresponde ao ressarcimento do prejuízo aos cofres públicos.

Mais multa e indenização por danos morais.

Aurélio Miguel teria recebido o dinheiro em 2009.

O vereador conseguiu uma pequena vitória ontem à noite.

Com a juíza Celina Kiyomi Toyoshima.

A titular da 4ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo não autorizou o afastamento.

E nem o bloqueio dos bens do vereador, como pediu o promotor Marcelo Milani.

Não por enquanto.

Ela quer ouvir o que ele tem para falar, sua defesa.

Aí então tomará uma decisão definitiva.

Mas para Juvenal e os conselheiros que lhe dão sustentação política, Aurélio já perdeu.

Mesmo que consiga provar inocência.

Bastou a divulgação das acusações.

Acreditam que o opositor a Juvenal não tem força alguma para questionar o presidente.

Usando o seu prestígio, Aurélio criticou demais o terceiro mandato de Juvêncio.

Fez de tudo para impedir.

"Ele deu um golpe.

O que se questiona não é se foi um bom presidente, se ganhou títulos ou não.

O Juvenal não pode seguir presidente do São Paulo.

Não tem cabimento esse terceiro mandato.

O estatuto prevê no máximo dois."

Aurélio Miguel enfrentou Juvenal em 2008 nas urnas e perdeu.

Desde então passou a criticar o dirigente.

E tentou formar uma oposição forte.

Não conseguiu.

Ela nunca teve representatividade para assustar a situação.

Mas sempre irritou Juvenal.

O presidente detesta ser questionado.

Ainda mais dentro do clube.

O dirigente e seus assessores apostam que as acusações do MP desgastaram Aurélio Miguel.

O enfraquecem para fazer qualquer crítica no Morumbi.

No Corinthians, muitos dirigentes ficaram contentes.

E se sentiram vingados.

Aurélio Miguel era opositor ferrenho ao Itaquerão.

Tentou de todas as forças paralisar as obras do estádio corintiano.

Repetiu várias vezes ser ilegal a isenção fiscal de R$ 420 milhões dadas pelo ex-prefeito Kassab.

Com as acusações do Ministério Público, os corintianos têm a mesma certeza de Juvenal.

O desgaste no prestígio de Aurélio Miguel é irreversível.

E os fazem ter a certeza de que ele deixará o Itaquerão em paz.

Se não deixar, precisará ouvir pedidos públicos de explicação sobre as acusações de propina.

Pedidos vindos de pessoas representativas corintianas.

Aurélio Miguel ainda não se pronunciou oficialmente sobre a denúncia.

Mas extraoficialmente já as teria negado.

Juvenal e a cúpula diretiva do Corinthians estão tranquilos.

Apostam que qualquer questionamento do vereador perdeu força.

Para sempre.

Têm a certeza de que perderam o seu maior inimigo.

O grande contestador.

O raciocínio é lógico.

Antes de atacar Juvenal Juvêncio e a cúpula corintiana...

Ele tem de provar não ter recebido propina.

Acusação pesadíssima do Ministério Público.

Mesmo se consiga, a denúncia já prejudicou demais a sua credibilidade.

Aurélio Miguel promete provar que é inocente.

Enquanto isso não acontece, há muita alegria.

Nas salas dos dirigentes do São Paulo.

E nas dos corintianos.

Sentem ter um inimigo a menos.

Com o fim de seu acesso fácil aos veículos de comunicação.

Apostam até que as suas medalhas olímpicas não servirão como escudo.

Sua voz não terá mais ressonância, repercussão.

Por isso o sorriso de Juvenal não se perdia.

Mesmo depois do 0 a 0 diante da Ponte Preta no Morumbi.

No Parque São Jorge o 0 a 0 com o Botafogo de Ribeirão não incomodou.

A melhor notícia já tinha vindo na forma das acusações a Aurélio Miguel.

Ninguém se esquece que fez tudo para que o Itaquerão não existisse.

E agora o vereador tenta sobreviver politicamente.

Mas para o Corinthians, suas ameaças, denúncias, não mais assustam.

Ainda mais que o clube está para receber a sua isenção de R$ 420 milhões.

A Odebrecht se reúne hoje com o prefeito Fernando Haddad.

Assunto, a liberação dos incentivos fiscais.

Situação que Aurélio Miguel lutou para não se concretizar.

Só que hoje não terá sequer força para questionar...