Posts de 3 de fevereiro de 2013

Um domingo para Ganso esquecer. Foi humilhado de todas as formas na Vila Belmiro. E ainda sabotou o São Paulo. Ajudou, com sua apatia, o Santos de Neymar a vencer o clássico. Ney Franco prejudicou o time ao colocá-lo como titular…

ae4 Um domingo para Ganso esquecer. Foi humilhado de todas as formas na Vila Belmiro. E ainda sabotou o São Paulo. Ajudou, com sua apatia, o Santos de Neymar a vencer o clássico. Ney Franco prejudicou o time ao colocá lo como titular...
Faixas de CI$NE espalhadas pela Vila Belmiro.

Um judas de espuma malhado na entrada do estádio.

Nele estava escrito "Ganso Traíra".

A indefectível chuva de moedas.

As vaias, palavrões.

O coro de mercenário.

Tudo seguiu o seguiu o scrip previsível.

Infelizmente até a falta de reação de Ganso.

A sua entrada no time foi um desastre para o São Paulo

Ney Franco quis dar evitar o constrangimento de colocá-lo na reserva.

Voltar por baixo no clássico contra o ex-time.

Pensou no jogador e não no clube.

Desmanchou o esquema que estava dando muito certo.

Com Jadson na armação e no ataque Aloísio, Luís Fabiano e Osvaldo na frente.

Na entrada de Ganso foi sacrificado Aloísio e a velocidade são paulina.

Jadson atuava como meia direita.

Osvaldo foi atuar aberto pela direita.

E não na esquerda, onde rende muito mais.

Tudo para que o ex-santista jogasse.

Paulo Henrique entrou onde gosta, centralizado.

E quem o esperava de braços abertos Renê Júnior.

Muricy destacou o volante para perseguir o meia.

E ele o recepcionou como a torcida santista gostaria.

Não o deixou respirar, travou todos os seus passos.

O anulou.

Rogério Ceni já falou, Ney Franco também.

Até Lúcio conversou com ele.

Mas a falta de vibração de Ganso é irritante.

Parece que está em câmera lenta.

Não é nem sombra do grande jogador de 2010.

Apático, se contenta em dar passes fáceis, previsíveis.

Aceita a marcação, passivo.

Não corre para os lados, não abre espaço aos companheiros.

Na Vila Belmiro foi um dos responsáveis pela morosidade, lentidão do time.

O Santos de Muricy está ganhando forma, encaixando.

O treinador tomou a decisão correta e trocou a ineficiência de André por Miralles.

O argentino de 29 anos está vivendo um momento muito melhor.

Além de ter muito melhor visão de jogo.

Montillo começa a se adaptar ao estilo individualista de Neymar.

Sabe onde encontrá-lo.

Arouca também acordou para a vida.

Só que até agora a grande contratação foi Cícero.

Ele preencheu a lacuna que ficava entre as intermediárias.

Tanto marca como coordena o ritmo santista.

Neymar, com seu visual Cissé, continua desequilibrando.

Talentoso, aos poucos está aprendendo.

Não precisa fazer um grande lance todas as vezes que a bola cai nos seus pés.

Muitas vezes um simples passe pode destruir o sistema defensivo rival.

E assim, roubou a cena do amigo que foi para o São Paulo.

O Santos teve o domínio do jogo.

O São Paulo esperava apenas por contragolpes.

Aos 38 minutos, Neymar recebeu diante da zaga são paulina.

Conseguiu dar um toque sutil para Miralles.

Livre, o argentino colocou a bola no fundo do gol de Denis.

1 a 0, Santos.

Rogério Ceni não jogou, foi poupado, por dores no ombro direito.

Em seguida veio um lance capital.

Que influênciou demais no jogo.

O São Paulo empatou a partida de maneira legal.

Luís Fabiano cabeceou falta levantada para área.

Mas a bandeira Tatiane Camargo marcou impedimento.

Erro imperdoável.

O primeiro tempo deveria, por justiça, haver terminado em 1 a 1.

Não com vantagem santista no placar.

Ganso sofreu com uma chuva de moedas indo para o vestiário.

Mal começou o segundo tempo e Neymar aprontava.

Partiu para cima de Paulo Miranda e sofreu pênalti.

Ele mesmo cobrou com tranquilidade e fez 2 a 0, Santos.

Ney Franco tirou Paulo Miranda e Wellington.

Colocou Douglas e Cañete.

O São Paulo melhorou muito e pressionou o Santos.

Jadson ameaçou colocar fogo no jogo.

Cobrou falta de maneira perfeita, no ângulo.

2 a 1 Santos, aos 19 minutos do segundo tempo.

Só que seis minutos depois, a euforia acabou.

Montillo cobrou escanteio curto a Neymar.

Em jogada ensaiada, ele levantou a bola atrás da zaga.

E lá surgiu Miralles cabeceando para as redes: 3 a 1.

Além de ir muito mal, Ganso foi novamente humilhado.

Ney Franco o trocou por Aloísio.

O meia sentiu todo o ressentimento da torcida santista.

Palavrões, moedas e gritos de mercenário.

Mas os são paulinos também têm motivo para se ressentir.

O jogador de R$ 23,9 milhões outra vez decepcionou.

E Ney Franco ao colocá-lo como titular prejudicou o São Paulo.

O começo de Paulo Henrique no novo clube está sendo péssimo.

Teve um peso enorme na derrota do seu novo time no clássico de hoje.

O Santos que não tinha nada a ver com isso, fez seu papel.

Venceu e está mostrando muito mais força do que em 2012.

Pena que Neymar já está embarcando para jogar pela Seleção.

E Muricy vai começar a sofrer com sua ausência.

Hoje roubou a cena do seu compadre.

Ajudou demais seu time na vitória.

Com um gol e duas assistências, vingou um pouquinho o torcedor santista.

Ele não admitiria uma derrota na Vila no reencontro com Ganso.

Não correu esse risco...

ae12 Um domingo para Ganso esquecer. Foi humilhado de todas as formas na Vila Belmiro. E ainda sabotou o São Paulo. Ajudou, com sua apatia, o Santos de Neymar a vencer o clássico. Ney Franco prejudicou o time ao colocá lo como titular...

José Aldo, Pezão, Minotouro e Demian Maia tomaram de assalto Las Vegas. Mostraram mais uma vez para Dana White. Brasileiro não serve de escada no UFC. Não é pisado. Pisa…

getty José Aldo, Pezão, Minotouro e Demian Maia tomaram de assalto Las Vegas. Mostraram mais uma vez para Dana White. Brasileiro não serve de escada no UFC. Não é pisado. Pisa...
Foi uma festa brasileira em Las Vegas.

José Aldo, Pezão, Minotouro e Demian Maia roubaram a cena.

Cada um no seu estilo, se impuseram contra adversários duríssimos.

E fizeram de ontem uma noite inesquecível em Las Vegas.

As vitórias tupiniquins foram marcantes.

Misturaram raiva, estilo, técnica e talento.

Travaram os destinos de Frank Edgar, Alistair Overeem, Rashad Evans e John Fitch.

Obrigaram Dana White e irmãos Fertitta a redesenhar o mapa do UFC.

Pelo menos o resultado de três das quatro lutas não agradaram a organização do evento.

Os brasileiros fizeram um estrago.

A começar por Demian Maia.

Ele deveria servir como escada para o talentoso John Fitch.

O americano vinha de uma fácil vitória sobre Erick Silva.

E estava seguindo a trilha para a disputa dos meio-médios.

Precisava demais da vitória sobre o brasileiro.

Só que Demian foi perfeito.

Com seu espantoso domínio do jiu-jitsu, ele não deu a mínima chance para o americano.

Fitch sonhava que a luta fosse decidida pela trocação.

Demian estava adotando o estilo que mais empolga a torcida e a direção do UFC.

Decidiu isso desde que desceu de categoria e percebeu a pressão por mais show.

Só que ontem, ele não poderia cair nesta tentação.

E desviou o americano da rota do cinturão de George Saint-Pierre.

O jornalista paulista foi implacável.

Manteve a luta no chão e foi arrasador.

A qualidade de suas imobilizações fez do ótimo rival um amador.

Não houve chance para nada.

Até foi monótono, passou tentando não ser finalizado.

Fitch conseguiu apenas uma triste compensação.

Continua com sua carreira sem uma derrota sequer por finalização.

Perdeu de maneira unânime por pontos.

E voltou para o final da fila.

Em compensação, Demian pode observar com mais empolgação GSP e Nick Diaz.

Tomou o lugar de Fitch.

Mas não será surpresa se Dana resolver colocar Demien contra Johny Hendricks.

Aí sim ficará a um passo da decisão do cinturão.

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Sua alegria no octógono se justificava.

Mas ela foi suplantada por Pezão.

O paraibano deu uma imensa enxaqueca na organização do UFC.

O script era tão previsível quanto Crepúsculo.

O gigante holandês Alistair Overeem era o desafiante ideal para Cain Velasquez.

Depois da surra que ele deu em Cigano, não há grandes opções entre os pesados.

A categoria até vive uma crise de lutadores.

Ele estava suspenso depois da surra que deu em Brock Lesner.

Iria enfrentar Cigano, mas o teste antidoping foi cruel.

Mostrou que seu corpo tinha 14 vezes mais epitestosterona do que o normal.

A substância serve para mascarar o uso de testosterona, hormônio masculino.

Ficou nove meses suspenso.

Pelo caminho lógico era só ganhar de Antônio Silva e ter pela frente Velasquez.

Luta atraente para o público, para o mundo de UFC.

Só que esqueceram de avisar Pezão.

O paraibano não aceitou seu papel de mero sparring.

E tratou de não se intimidar diante do holandês.

A pesagem já foi um show.

No octógono, ele foi muito além.

Overeem entrou confiante demais.

Tinha certeza da vitória.

E começou mais rápido, acertando o brasileiro.

A resposta vinha imediata.

Mas nos dois primeiros rounds, o holandês havia sido mais efetivo.

Pezão sabia que só o nocaute mudaria a situação.

Overeem estava tão confiante que resolveu provocá-lo.

Baixou a guarda.

Se arrependeria em seguida.

O gesto irritou profundamente, deu raiva no paraibano.

E ele a demonstrou em uma sequências de diretos e cruzados impressionante.

Os socos em velocidade e potência não só surpreenderam o holandês.

O implodiu.

Ele virou alvo para os violentos socos de Pezão.

O gigante de 1m96 desabou.

Se Herb Dean não o agarrasse, estaria batendo no holandês até agora.

Para desgosto de Dana, vitória e melhor nocaute da noite para Pezão.

Sem carisma, desengonçado, seus socos balançaram a categoria dos pesados.

Agora, a necessidade da famosa reengenharia.

Velasquez ganhou muito fácil na estreia de Pezão no UFC.

Assim como sua vitória diante de Cigano foi um massacre.

A ponto de a terceira luta entre ambos também não ser tão interessante.

O mesmo fez Minotouro.

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O lutador que brilhou no Pride teve um fraco início no UFC.

Não havia sido nem sombra do grande lutador do Japão.

Até por conta de uma série de contusões.

Voltou a lutar ontem depois de um ano parado.

Foi escalado pelo passado e até por ser irmão gêmeo de Minotauro.

Seu papel também deveria ser o de escada, ser um degrau para Rashad Evans.

Bastaria o americano vencê-lo e Dana White o colocaria no caminho de Anderson Silva.

Carismático, arrogante, Rashad venderia muito pay-per-view diante do Spider.

Só que o baiano não deixou.

Ele superou o norte-americano naquilo que mais gosta: no boxe.

Foi eficiente demais na trocação.

Rápido, seus jabs foram demolidores.

Sua esquiva e antevisão dos golpes, perfeitos.

Acabaram com a confiança, maior arma do rival.

Tenso, passou a socar e chutar o vazio.

E a tomar jabs, diretos, cruzados.

O brasileiro venceu os três rounds.

Agora Dana estudará o que fará com ele.

E, principalmente, com Rashad, que perdeu não só a luta de ontem.

Mas a chance de enfrentar Anderson Silva.

Ideia arquivada.

O melhor combate da noite, o mais técnico e mais empolgante foi o de José Aldo.

Ele enfrentou Frank Edgar.

O americano teve de descer de categoria.

Perdeu seu cinturão dos leves para Ben Henderson.

Sua baixa estatura recomendava lutar pelos penas.

Só que o campeão José Aldo o esperava com todo apetite.

Com a torcida de Las Vegas contra, o brasileiro fez uma luta inteligente.

O desestabilizou com chutes na coxa e com os jabs.

Acertou ainda um chute do americano que quase acaba com o combate.

Frank se irritava porque José Aldo é ligeiro demais.

E o técnico Dedé Pederneiras havia cantado o jogo.

O brasileiro tinha de se movimentar.

Não ser um alvo fixo para os cruzados e diretos de Edgar.

José Aldo mostrou talento e maturidade.

Percebeu que havia vencido os três primeiros rounds.

Não se expôs nos dois últimos.

Parou com os pontapés que chegaram a derrubar o norte-americano.

Edgar já havia marcado o tempo e derrubado o brasileiro por duas vezes.

Daí, o brasileiro mudou.

Esgrimou, encurralou, mas não forçou.

Controlou o adversário com o rosto sangrando pelos jabs.

E olho esquerdo inchado graças a um direto.

Vitória unânime por pontos.

Mostrou que a categoria dos pena é sua.

José Aldo foi muito inteligente na luta mais difícil que teve no UFC.

Sexta defesa de título, sexta vitória.

Exatamente como Dana White detesta.

E nova busca para adversário do brasileiro.

A chance deve chegar a Chang Sun Jung.

Ele tem o singelo apelido de Zumbi Coreano.

E talvez o presidente do UFC tenha de despachar Frank Edgar para os galos.

O cinturão dos penas tem um dono.

E ele se chama José Aldo.

Ao lado de Demian Maia, Minotouro e Pezão, eles roubaram a noite.

Os brasileiros incendiaram Las Vegas.

E, principalmente, acabaram com os planos e a alegria de Dana.

Ele vai ter organizar tudo de novo.

Outra vez os caminhos dos cinturões estão travados.

Brasileiros não servem de escada no UFC.

Não são pisados, pisam.

Dana e os Fertitta já deveriam ter aprendido...

getty4 José Aldo, Pezão, Minotouro e Demian Maia tomaram de assalto Las Vegas. Mostraram mais uma vez para Dana White. Brasileiro não serve de escada no UFC. Não é pisado. Pisa...