Posts de 7 de janeiro de 2013

Os constrangedores bastidores da saída de Marcos Assunção do Palmeiras. A pedida alta foi desculpa. Kleina não protestou. Sabe que terá mais autoridade com a saída do único a ter coragem de cobrar Valdivia. As infiltrações e dores foram em vão…

a14 Os constrangedores bastidores da saída de Marcos Assunção do Palmeiras. A pedida alta foi desculpa. Kleina não protestou. Sabe que terá mais autoridade com a saída do único a ter coragem de cobrar Valdivia. As infiltrações e dores foram em vão...
Junte João Denoni, Souza e Ayrton.

Mais 36 anos e a pedida de R$ 350 mil mensais.

Como ingrediente decisivo, fundamental na receita...

A falta de empenho de Gilson Kleina.

Pronto, está explicada a saída de Marcos Assunção do Palmeiras.

O jogador apenas perdeu tempo desde que o Brasileiro acabou.

Ele e seu procurador Ely Coimbra Júnior poderiam ter buscado outros clubes.

Isso se tivessem sido tratado com maior sinceridade.

E não houvesse por parte de Arnaldo Tirone tanto medo da torcida.

Da opinião pública.

O capitão, das várias infiltrações no joelho para jogar, nunca foi prioridade.

O erro de avaliação foi dele e seu empresário.

Deveriam estar muito mais atentos aos sinais.

Principalmente de Gilson Kleina.

Desde que o Palmeiras caiu, ele reclamou de tudo.

Cobrou publicamente a letargia da diretoria.

Enquanto várias equipes contrataram, o clube rebaixado se enrolou.

Foi só o Conselho Deliberativo exigir responsabilidade e acabaram os reforços.

Kleina nunca abriu a boca para exigir a renovação do seu capitão.

Não bateu no peito e disse que ele seria fundamental em 2013.

Muito pelo contrário.

Seu silêncio significou gritos de 'pode sair' para os dirigentes.

A revelação João Denoni, com idade para ser filho de Assunção o tranquilizava.

O volante de 18 anos e mais a chegada de Ayrton resolveriam o problema.

O lateral tem um grande talento com a bola parada.

Não tanto quanto Assunção, mas seus chutes são muito bons.

Fora a volta de Souza, que foi bem, emprestado ao Náutico.

Pode assumir a função de Assunção.

E sem o Palmeiras gastar nada.

Além do mais, a personalidade do capitão do time era forte demais.

Após as preleções de Kleina, sempre colocava sua opinião.

Seu conhecimento de futebol o fazia falar dos pontos fortes e fracos dos adversários.

Assunção fazia para tentar ajudar.

Foi o único a ter coragem de cobrar Valdivia.

Por não se conformar com a falta de envolvimento do chileno.

O Palmeiras para ser rebaixado e o meia não se sensibilizava.

Agia como se tudo estivesse normal.

Aos berros Assunção exigiu que ajudasse.

E houve uma grande discussão.

O elenco adorou a postura do capitão.

Que, na verdade, deveria ser do técnico.

E teve coragem de enfrentar a torcida organizada palmeirense.

Não fugiu do confronto.

Não quis nem saber da fama de violenta das torcedores.

Exigiu respeito a ele e ao time.

a3 Os constrangedores bastidores da saída de Marcos Assunção do Palmeiras. A pedida alta foi desculpa. Kleina não protestou. Sabe que terá mais autoridade com a saída do único a ter coragem de cobrar Valdivia. As infiltrações e dores foram em vão...

São raros os treinadores que gosta de tanto envolvimento de um jogador.

A maioria vê como quebra de hierarquia.

É preciso ter muito desprendimento.

O Palmeiras é o primeiro time grande de Kleina.

E ele pretende se impor.

Sua palavra precisa ser a última, a decisiva.

O que seria uma demonstração de abnegação também se voltou contra Assunção.

As infiltrações, para não sentir dores, viraram ponto negativo com o passar do tempo.

Ele voltou de forma apressada de uma artroscopia no joelho direito.

Cirurgia para corrigir o rompimento do menisco.

Retornou com dores e acreditando que ajudaria o time.

Mas não foi exatamente o que aconteceu.

Mesmo sem dores, perdia a explosão muscular para marcar como era necessário.

Deveria ter ficado mais tempo se recuperando.

Só que o Palmeiras não parava de perder.

Ele quis jogar.

Kleina compraria uma grande briga ao barrá-lo.

O volante fazia enorme sacrifício para tentar evitar o rebaixamento do clube.

Colocando em risco a própria saúde, uma torção poderia ter consequências terríveis.

Se os médicos diziam que poderia jogar, o técnico não iria falar não.

Os torcedores reconheciam o empenho de Marcos Assunção.

Assim como o time todo.

Seria drástico demais para qualquer treinador o tirar do time.

Ainda mais com companheiros tão fracos, limitados.

Mas agora, não.

Assunção não é primordial.

Kleina costura uma nova equipe.

Sabe, mas não vai assumir nunca, que não é para lutar pela Libertadores.

Para brigar pela volta do time à Série A.

E Segunda Divisão não requer talento refinado.

Mas correria, força física, briga pela bola.

O técnico tem vivência para isso.

Vem de times pequenos e médios.

Ficou evidente que Marcos Assunção se tornou dispensável.

Ainda mais porque foi radical na sua pedida.

Ganhava R$ 250 mil.

Empresários mais vividos consideram um ótimo salário para um jogador de 36 anos.

Só que sabendo ser o último vínculo na carreira, sua pedida foi de R$ 400 mil.

R$ 150 mil a mais mesmo com o rebaixamento.

Ele fará 37 anos em julho.

Foi sua grande falha.

A direção do Palmeiras ganhou de presente a desculpa para não renovar.

Até porque decidiu manter o salário do R$ 250 mil.

Foi quando na semana passada, o jogador e o agente baixaram para R$ 350 mil.

Esperavam pelo meio termo, R$ 300 mil.

E, de acordo com dirigentes que passaram aos conselheiros, não baixariam um centavo.

Com o respaldo do Conselho de Orientação Fiscal, a negociação foi encerrada.

O COF se tornou cúmplice e grande escudo para dizer não a Marcos Assunção.

Esses são os detalhes da saída do 22º jogador do Palmeiras de 2012.

O seu capitão foi embora.

O time rejuvenece.

O clube gasta menos.

E Gilson Kleina ganha autoridade.

Tudo poderia ser muito mais simples.

Com o clube assumindo a necessidade de renovar a equipe.

E não querendo pagar tanto a um atleta abnegado, mas veterano.

Porém no Palestra Itália é assim.

Tudo vira um drama, nada é transparente.

A escolha é pelo constrangedor.

Está cada vez mais explicado o sal grosso nas traves adversárias.

E a Segunda Divisão...

(Para piorar de vez a revelação.

Assunção acaba de garantir.

O Palmeiras lhe deve dinheiro desde junho.

Seis meses meses de atraso.

Outro vexame.

Com o volante atuando à base de infiltração.

E Marcos ainda chorou muito.

Não queria sair do Palestra Itália.

Não dessa maneira.

Sem a menor consideração.

Esse jogador pode ser chamado de tudo.

Menos de mercenário...)