Publicado em 07/01/2013 às 11h19
Os constrangedores bastidores da saída de Marcos Assunção do Palmeiras. A pedida alta foi desculpa. Kleina não protestou. Sabe que terá mais autoridade com a saída do único a ter coragem de cobrar Valdivia. As infiltrações e dores foram em vão…

Junte João Denoni, Souza e Ayrton.
Mais 36 anos e a pedida de R$ 350 mil mensais.
Como ingrediente decisivo, fundamental na receita...
A falta de empenho de Gilson Kleina.
Pronto, está explicada a saída de Marcos Assunção do Palmeiras.
O jogador apenas perdeu tempo desde que o Brasileiro acabou.
Ele e seu procurador Ely Coimbra Júnior poderiam ter buscado outros clubes.
Isso se tivessem sido tratado com maior sinceridade.
E não houvesse por parte de Arnaldo Tirone tanto medo da torcida.
Da opinião pública.
O capitão, das várias infiltrações no joelho para jogar, nunca foi prioridade.
O erro de avaliação foi dele e seu empresário.
Deveriam estar muito mais atentos aos sinais.
Principalmente de Gilson Kleina.
Desde que o Palmeiras caiu, ele reclamou de tudo.
Cobrou publicamente a letargia da diretoria.
Enquanto várias equipes contrataram, o clube rebaixado se enrolou.
Foi só o Conselho Deliberativo exigir responsabilidade e acabaram os reforços.
Kleina nunca abriu a boca para exigir a renovação do seu capitão.
Não bateu no peito e disse que ele seria fundamental em 2013.
Muito pelo contrário.
Seu silêncio significou gritos de 'pode sair' para os dirigentes.
A revelação João Denoni, com idade para ser filho de Assunção o tranquilizava.
O volante de 18 anos e mais a chegada de Ayrton resolveriam o problema.
O lateral tem um grande talento com a bola parada.
Não tanto quanto Assunção, mas seus chutes são muito bons.
Fora a volta de Souza, que foi bem, emprestado ao Náutico.
Pode assumir a função de Assunção.
E sem o Palmeiras gastar nada.
Além do mais, a personalidade do capitão do time era forte demais.
Após as preleções de Kleina, sempre colocava sua opinião.
Seu conhecimento de futebol o fazia falar dos pontos fortes e fracos dos adversários.
Assunção fazia para tentar ajudar.
Foi o único a ter coragem de cobrar Valdivia.
Por não se conformar com a falta de envolvimento do chileno.
O Palmeiras para ser rebaixado e o meia não se sensibilizava.
Agia como se tudo estivesse normal.
Aos berros Assunção exigiu que ajudasse.
E houve uma grande discussão.
O elenco adorou a postura do capitão.
Que, na verdade, deveria ser do técnico.
E teve coragem de enfrentar a torcida organizada palmeirense.
Não fugiu do confronto.
Não quis nem saber da fama de violenta das torcedores.
Exigiu respeito a ele e ao time.
São raros os treinadores que gosta de tanto envolvimento de um jogador.
A maioria vê como quebra de hierarquia.
É preciso ter muito desprendimento.
O Palmeiras é o primeiro time grande de Kleina.
E ele pretende se impor.
Sua palavra precisa ser a última, a decisiva.
O que seria uma demonstração de abnegação também se voltou contra Assunção.
As infiltrações, para não sentir dores, viraram ponto negativo com o passar do tempo.
Ele voltou de forma apressada de uma artroscopia no joelho direito.
Cirurgia para corrigir o rompimento do menisco.
Retornou com dores e acreditando que ajudaria o time.
Mas não foi exatamente o que aconteceu.
Mesmo sem dores, perdia a explosão muscular para marcar como era necessário.
Deveria ter ficado mais tempo se recuperando.
Só que o Palmeiras não parava de perder.
Ele quis jogar.
Kleina compraria uma grande briga ao barrá-lo.
O volante fazia enorme sacrifício para tentar evitar o rebaixamento do clube.
Colocando em risco a própria saúde, uma torção poderia ter consequências terríveis.
Se os médicos diziam que poderia jogar, o técnico não iria falar não.
Os torcedores reconheciam o empenho de Marcos Assunção.
Assim como o time todo.
Seria drástico demais para qualquer treinador o tirar do time.
Ainda mais com companheiros tão fracos, limitados.
Mas agora, não.
Assunção não é primordial.
Kleina costura uma nova equipe.
Sabe, mas não vai assumir nunca, que não é para lutar pela Libertadores.
Para brigar pela volta do time à Série A.
E Segunda Divisão não requer talento refinado.
Mas correria, força física, briga pela bola.
O técnico tem vivência para isso.
Vem de times pequenos e médios.
Ficou evidente que Marcos Assunção se tornou dispensável.
Ainda mais porque foi radical na sua pedida.
Ganhava R$ 250 mil.
Empresários mais vividos consideram um ótimo salário para um jogador de 36 anos.
Só que sabendo ser o último vínculo na carreira, sua pedida foi de R$ 400 mil.
R$ 150 mil a mais mesmo com o rebaixamento.
Ele fará 37 anos em julho.
Foi sua grande falha.
A direção do Palmeiras ganhou de presente a desculpa para não renovar.
Até porque decidiu manter o salário do R$ 250 mil.
Foi quando na semana passada, o jogador e o agente baixaram para R$ 350 mil.
Esperavam pelo meio termo, R$ 300 mil.
E, de acordo com dirigentes que passaram aos conselheiros, não baixariam um centavo.
Com o respaldo do Conselho de Orientação Fiscal, a negociação foi encerrada.
O COF se tornou cúmplice e grande escudo para dizer não a Marcos Assunção.
Esses são os detalhes da saída do 22º jogador do Palmeiras de 2012.
O seu capitão foi embora.
O time rejuvenece.
O clube gasta menos.
E Gilson Kleina ganha autoridade.
Tudo poderia ser muito mais simples.
Com o clube assumindo a necessidade de renovar a equipe.
E não querendo pagar tanto a um atleta abnegado, mas veterano.
Porém no Palestra Itália é assim.
Tudo vira um drama, nada é transparente.
A escolha é pelo constrangedor.
Está cada vez mais explicado o sal grosso nas traves adversárias.
E a Segunda Divisão...
(Para piorar de vez a revelação.
Assunção acaba de garantir.
O Palmeiras lhe deve dinheiro desde junho.
Seis meses meses de atraso.
Outro vexame.
Com o volante atuando à base de infiltração.
E Marcos ainda chorou muito.
Não queria sair do Palestra Itália.
Não dessa maneira.
Sem a menor consideração.
Esse jogador pode ser chamado de tudo.
Menos de mercenário...)
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