Posts de 5 de janeiro de 2013

O Fluminense promete troco. Diretoria não engoliu a ‘traição’ da Adidas. A empresa ofereceu o maior contrato do futebol brasileiro ao Flamengo. E vai pagar mais de três vezes ao grande rival do Tricolor, seu parceiro há 12 anos. E campeão do Brasil…

ae13 O Fluminense promete troco. Diretoria não engoliu a ‘traição’ da Adidas. A empresa ofereceu o maior contrato do futebol brasileiro ao Flamengo. E vai pagar mais de três vezes ao grande rival do Tricolor, seu parceiro há 12 anos. E campeão do Brasil…

A direção do Fluminense está revoltada.

O time foi campeão brasileiro de 2012.

Fez uma campanha histórica.

Teve três jogadores chamados para a última convocação da seleção.

Mesmo assim foi totalmente desprezada pela Adidas.

O clube tem contrato com a empresa esportiva há 12 anos.

E recebe R$ 9,1 milhões anuais.

A Adidas não levou nada disso em consideração.

Tratou de oferecer ao Flamengo o maior contrato do futebol brasileiro.

Uma fortuna para os moldes brasileiros.

Nada menos do que R$ 350 milhões em dez anos.

R$ 35 milhões anuais.

Fora o fato de transformar o time da Gávea em um dos seus cinco classes A.

Entrou para um clube exclusivo.

Formado por Real Madrid, Chelsea, Milan e Bayern de Munique.

O Flamengo entrou no lugar do Liverpool, que fechou com a Warrior Sport.

A Adidas terá nas suas lojas oficiais de todo o mundo camisas dessas cinco equipes.

Os dirigentes do Fluminense ficaram profundamente decepcionados.

Tinham convicção que deveria ocupar essa vaga pelo longo casamento.

Mas os executivos não quiseram nem saber.

Desejavam de toda a maneira o clube mais popular do Brasil.

Despejaram a Olimpikus.

O Flamengo tinha contrato até o final de 2014.

E recebia R$ 18 milhões por ano.

A Nike começou o namoro, mas a Adidas atropelou tudo e todos.

Bancou R$ 6 milhões da rescisão da Olimpikus.

E tratou de oferecer os R$ 350 milhões e mais o ingresso no clube A.

O time da Gávea vai receber R$ 270 milhões para usar como desejar.

E mais R$ 80 milhões em material esportivo.

A revolta tricolor é imensa.

Com contrato até 2014, já começou contatos.

Com a Nike, a grande corrente da Adidas.

Os dirigentes não aceitam receber menos de um terço do Flamengo.

As ameaças não incomodam os executivos.

A Adidas queria de qualquer maneira o Rubro-Negro para substituir o Liverpool.

Resgatar a parceria que foi até campeã do mundo.

E teve como garoto-propaganda Zico.

O contrato é o maior do Brasil.

Passou o do Corinthians com a Nike.

O clube paulista acertou por R$ 300 milhões.

R$ 30  por ano.

A nova direção do Flamengo está mais do que animada.

Ganhou um fôlego inesperado.

Já a do campeão do Brasil promete se mexer.

Não engolirá essa desfeita calada.

E quer dar o troco à altura.

Busca também um contrato de dez anos.

Quem pagar mais, leva.

Inclusive a cláusula de rescisão com a Adidas.

Acabou o amor...

Bolivar e Guiñazu foram embora. D’Alessandro, Índio e o restante do milionário grupo já sabem. No Internacional só existe espaço agora para um líder. E ele se chama Dunga…

ae12 1024x576 Bolivar e Guiñazu foram embora. DAlessandro, Índio e o restante do milionário grupo já sabem. No Internacional só existe espaço agora para um líder. E ele se chama Dunga...
Fernandão teve uma carreira marcante.

Atacante alto, habilidoso e com ótima visão de jogo.

Surgiu no Goiás, foi para a França.

Foi homem importante nas passagens pelo Marselle e Toulouse.

Até que o Internacional o contratou.

Se tornou um dos ídolos do time.

Não só pelo futebol, mas pela personalidade.

Foi fundamental na decisão da Libertadores contra o São Paulo.

E se sacrificou na conquista do Mundial contra o Barcelona em 2006.

Marcou muito como se fosse um volante.

Foi o capitão do time, levantou a desejada taça.

Saiu para o Al-Gharafa do Catar.

Jurou à torcida colorada que um dia voltaria.

Como jogador ou dirigentes.

Depois de uma rápida passagem pelo São Paulo, cumpriu a promessa.

Assumiu o cargo de diretor executivo.

Iria usar a sua experiência para ser um elo entre a diretoria e jogadores.

O cargo o obrigou a discutir salários, cobrar os atletas, discutir.

A conversa era de cima para baixo, já que era dirigente.

Só que a campanha de Dorival Júnior deixou a desejar.

E já amedrontava a diretoria.

O título do Brasileiro estava longe.

Os dirigentes exigiam pelo menos a classificação à Libertadores.

Tinha a folha de pagamento mais cara do futebol brasileiro.

Cerca de R$ 9 milhões.

Com direito a contratação do melhor jogador da Copa de 2010.

A estrela internacional, o uruguaio Diego Forlán.

O clube fraquejava e dava indícios que não conseguiria.

A classificação para a Libertadores estava ficando distante.

Dorival acabou demitido.

Fernandão se propôs e a direção resolveu aceitar a solução interna.

Depois de um ano como diretor executivo, assumiu o cargo.

Foi o seu grande erro.

Ressentidos com as fortes cobranças quando era dirigente, os atletas o rejeitaram.

Não houve a necessária intimidade e cumplicidade entre técnico e time.

Suas preleções, decisões, cobranças e estratégias eram questionadas.

De acordo com repórteres quer cobrem o dia-a-dia do Inter havia quatro líderes no grupo.

Bolivar, Guiñazu, D'Alessandro e Índio.

O conflito entre eles e Fernandão era intenso.

O time despencava no Brasileiro.

O presidente Giovanni Luigi não sabia o que fazer.

Queria ao menos esperar terminar o Brasileiro para tirar Fernandão.

Até que veio a partida contra o Corinthians.

E ele decidiu que Bolivar ficaria no banco.

Os dois jogaram juntos, foram campeões da Libertadores em 2006.

O zagueiro se recusou a ficar no banco de reservas.

Houve uma briga pública, humilhante.

Os outros três líderes teriam tomado partido do zagueiro.

O clima ficou insuportável.

Virou guerra.

O Internacional perdeu para o desinteressado Corinthians, preocupado com o Mundial.

Fernandão foi demitido.

Acabou o Brasileiro.

E o Inter, com sua folha de R$ 9 milhões não chegou a lugar algum.

Não conseguiu sua sonhada vaga para a Libertadores.

E ficou muito longe do título.

O péssimo ambiente fez com que o time acabasse na décima colocação.

A absurdos 25 pontos do Fluminense campeão brasileiro.

Tudo que aconteceu não foi segredo para ninguém em Porto Alegre.

Principalmente para Dunga.

O ex-treinador da Seleção Brasileira e sonho de consumo no Inter.

Giovanni Luigi queria um técnico disciplinador.

E com coragem para enfrentar o difícil elenco.

Principalmente o quarteto.

É absolutamente comum.

Todos os times do mundo, sem exceção, possuem seus líderes.

No linguajar dos jogadores, a panela.

Ao assumir a Seleção, Dunga e Jorginho foram diretos, duros.

Não permitiriam de jeito algum que suas decisões fossem questionadas.

Por ninguém.

Quem não aceitasse estava fora.

Simples assim.

O Brasil tinha Júlio César, Lúcio, Daniel Alves, Kaká...

Luís Fabiano, Felipe Mello, Gilberto Silva...

Juan e Daniel Alves.

Todos se calaram e aceitaram.

Se dobraram ao técnico.

Esse foi o motivo principal que Luigi procurou o treinador.

Ele não acabou capitão do Brasil em duas Copas do Mundo por acaso.

Fiel à sua filosofia, Dunga aceitou o Internacional.

Mas já avisou à diretoria que, seria ele quem mandaria no futebol.

E, como por encanto, o quarteto acabou implodido.

O contrato de Bolivar foi rescindido.

A sua saída aconteceu na quinta-feira, terceiro dia do ano.

E ontem, sexta, Guiñazu, deixou o Internacional.

De maneira supreendente para alguns, preferiu ir para o Libertad do Paraguai.

Não há mais quarteto algum.

Restaram D'Alessandro e Índio.

Mesmo antes de assumir, Dunga já tinha o argentino ao seu lado.

O treinador levou D'Alessandro para visitar suas obras assistenciais.

E tiveram longas conversas sobre o futuro do Inter.

Tudo ficou ajustado.

Ele não será mais problema.

Seus sucessivos ataques de estrelismos acabarão.

O veterano Índio é um líder pacífico, calmo.

Não é de questionar treinador, sabotar o ambiente.

Só cobra a todos por vitória.

Isso o atual técnico colorado até incentiva.

Sem Bolívar e Guiñazu.

E com D'Alessandro controlado, os repórteres do dia-a-dia têm uma certeza.

O time será outro a partir de agora.

Na pré-temporada nas Serras Gaúchas, tudo ficará ainda mais claro.

No Internacional só haverá um líder de agora em diante.

E atende pelo nome de Dunga.

"As palavras se perdem no vento.

Sou um homem de ação", resumiu ontem o técnico.

Não há a menor dúvida disso no Beira-Rio...