Posts de 3 de janeiro de 2013

Montillo no Santos. Negociação um ano atrasada. O companheiro que Neymar precisava para disputar a Libertadores, não o Paulista. E o Cruzeiro mostra o quanto sua diretoria é amadora, vendendo a preço de banana sua grande estrela…

ae11 Montillo no Santos. Negociação um ano atrasada.  O companheiro que Neymar precisava para disputar a Libertadores, não o Paulista. E o Cruzeiro mostra o quanto sua diretoria é amadora, vendendo a preço de banana sua grande estrela...
Com um ano de atraso, o Santos comprou Montillo.

A negociação acontece totalmente fora de hora.

Para os dois clubes.

O Santos terá agora o jogador que precisava há um ano.

E a diretoria cruzeirense mostra seu amadorismo.

Vende sua principal estrela um dia após o aniversário do clube.

Quando havia colocado em prática o plano para cativar sócios torcedores.

E a diretoria prometido montar um dos melhores times do Brasil.

Como, se abre mão da maior estrela.

Recebeu R$ 16,4 milhões e Henrique de volta.

Que Gilvan Tavares tente comprar 60% de alguém do mesmo nível pelo que recebeu.

O presidente recusou diversas propostas.

Do Corinthians, São Paulo, Fluminense e Grêmio.

O assédio vem desde 2010.

No fim aceita uma proposta fraca.

Abaixo do talento do jogador de 28 anos.

Marcelo Oliveira havia dito ontem que Montillo era imprescindível.

A presença do argentino pesou no fato de Diego Souza assinar com o Cruzeiro.

Ele queria uma outra estrela para dividir responsabilidade.

Diego Souza não nasceu para ser protagonista.

Zezé Perrella havia dito várias e várias vezes que o clube deveria vender o meia.

Passou 2012 repetindo isso nos microfones.

Por mais que ele quisesse agradar aqueles que detinham 40% do jogador, estava certo.

Em 2011, o argentino estava valorizado.

Havia disputado de forma excelente o Brasileiro de 2010.

Na Libertadores já não conseguiu repetir a façanha.

E caiu no Campeonato Nacional.

A oportunidade era na janela do início de 2012.

Houve várias chances.

O próprio argentino deixou claro que desejava sair.

Corinthians e Santos insistiram.

Mas Gilvan quis mostrar força.

Segurou e desvalorizou o argentino.

Desanimado, disputou o Mineiro, a Copa do Brasil e o Brasileiro.

Não foi nem sombra do jogador de 2010 e do primeiro semestre de 2011.

Do lado da Vila Belmiro, Muricy insistia com Luís Álvaro.

Queria o argentino.

Ele sabia que a relação entre Ganso e Laor era péssima.

Para piorar, o meia enfrentava suas contusões.

O Santos precisava se armar para tentar vencer a Libertadores.

a1 Montillo no Santos. Negociação um ano atrasada.  O companheiro que Neymar precisava para disputar a Libertadores, não o Paulista. E o Cruzeiro mostra o quanto sua diretoria é amadora, vendendo a preço de banana sua grande estrela...

O rival Corinthians estava muito bem armado.

Não foi por falta de pedidos do treinador.

Mas não houve o empenho exigido para a contratação.

Se Montillo tivesse vindo para a Vila há um ano, muita coisa poderia ter mudado.

O perfil do time seria outro.

Com Ganso fora de combate, a responsabilidade de Neymar seria dividida.

E o ano do centenário santista poderia ter sido muito melhor.

As chances de vencer a Libertadores seriam muito maiores.

Poderia ter roubado o protagonismo do Corinthians em 2012.

O que a dupla não aprontaria?

Mas o velho 'se' não adianta muita coisa.

Agora chega Montillo.

Foi escolhido diante da pedida abusiva de Robinho.

Para voltar ao time do 'seu coração' não baixou R$ 1,1 milhão sem impostos por mês.

Laor não quis pagar mais dez milhões de euros ao Milan, cerca de R$ 26,6 milhões.

Com dinheiro assegurou Montillo e mais um ano e meio de salários, além das luvas.

Montillo e Neymar deverão formar uma dupla fabulosa.

Mas disputarão o quê?

Campeonato Paulista, Copa do Brasil e Brasileiro.

Eles deveriam estar juntos na Libertadores de 2011.

A contratação foi excelente para o time da Vila Belmiro.

Pela, lamentável que aconteceu com um ano de atraso.

Já para o Cruzeiro foi desastrosa.

Só mostra a falta de habilidade de Gilvan Tavares.

O Cruzeiro perdeu sua maior estrela.

E por um valor que não vale a pena.

A transação lembra a fase afoita de Alexandre Kalil.

Ele apanhou muito até a ter uma visão melhor do futebol.

Quem perdeu no período do seu amadurecimento foi o Atlético Mineiro.

É o que está acontecendo com o Cruzeiro.

Enquanto Gilvan Tavares não amadurecer será esse sofrimento.

Montillo foi embora barato demais.

Que a diretoria tente comprar agora um jogador como ele.

Com o que recebeu do Santos.

E continue hoje com a campanha para atrair sócios torcedores.

Terá a resposta que merece.

Quanto à Vila Belmiro, uma certeza.

O excelente argentino chega com doze meses de atraso.

A Libertadores, que importava, foi embora.

Ele e Neymar que se divirtam no Paulistinha...

Diante da omissão da Fifa, uma atitude digna contra o racismo. Boateng teve a dignidade e coragem que falta a muitos. Que outros façam o mesmo na Champions, na Eurocopa, na Copa do Mundo. Futebol não é refúgio para racistas…

Foi uma reação à altura.

E totalmente compreensível, digna.

Kevin-Prince Boateng fez o que muitos não tiveram coragem.

Se mais agissem da mesma maneira, os racistas pensariam duas vezes.

O alemão de ascendência ganesa se revoltou.

Estava com seu time, o Milan disputando um jogo-treino.

Atuava contra o Busto Arsizio, na região da Lombardia, na Itália.

Quando a torcida local começou a cantar músicas racistas.

E a ofendê-lo assim que a bola caiu nos seus pés.

O xingavam de macaco.

Seu 'pecado' ser negro.

Revoltado, fez o que muitos sonhavam.

Pegou a bola com as mãos e chutou em direção dos torcedores.

Depois tirou a camisa e caminhou em direção ao vestiário.

O time inteiro do Milan foi solidário.

E seguiu Kevi-Prince Boateng.

O jogo-treino acabou encerrado.

A torcida inteira pagou pelos racistas.

Está mais do que na hora dos jogadores tomarem uma posição.

A Fifa é omissa demais em relação ao racismo.

Suas atitudes são amenas, boçais.

Os dirigentes viram as costas.

Permitem a festa dos racistas, preconceituosos.

Foi inesquecível a declaração de Joseph Blatter em 2011.

Ela veio logo depois de dois casos polêmicos.

Suárez e Therry ofenderam Evra e Ferdinand.

Usaram termos racistas para xingá-los durante jogos.

Houve uma revolta generalizada.

A participação do presidente da Fifa foi vergonhosa.

"Não existe racismo no futebol.

Eu acho que o mundo todo está ciente dos esforços que vêm sendo feitos contra o racismo e a discriminação.

No campo de jogo, às vezes você fala algo que não é muito correto.

Mas no final da partida, tudo está acabado.

E você tem o próximo para se comportar melhor.

Nós estamos em um jogo, e no final, nós apertamos as mãos.

É isso que acontece."

Um vexame para o dirigente.

É como se dentro do gramado fosse um mundo à parte.

Onde tudo fosse permitido.

Principalmente o racismo.

Usar a cor da pele para descriminar, humilhar.

Foi o que aconteceu aqui no Brasil.

Danilo do Palmeiras xingou Manoel, do Atlético Paranense.

A ofensa foi vergonhosa.

O chamou de "Macaco do caralho".

Além de lhe dar uma cusparada.

O STJD resolveu puni-lo com 11 partidas.

Quando a sentença foi proferida, deveria servir como exemplo.

Ser um marco contra atos racistas durante os jogos.

Só que tudo acabou de maneira deprimente.

O STJD resolveu depois de cinco partidas liberar o zagueiro.

Pior ainda foi a postura de Luiz Felipe Scolari.

Treinador do Palmeiras e agora da Seleção Brasileira.

"Tudo isso é uma grande bobagem.

É normal os atletas se ofenderem em campo.

Tudo fica no campo e a vida segue."

A mentalidade de Scolari é a mesma de Blatter.

Vale tudo durante uma partida.

Neymar deu uma histórica escorregada em relação ao triste assunto.

Falando ao Estadão foi perguntado se já havia sido vítima de preconceito racial.

Sua resposta foi lamentável.

"Nunca.

Nem dentro, nem fora do campo.

Até porque não sou preto, né?"

Qual o problema de ser preto, nenhum.

Ronaldo, então jogando no Real Madrid, cometeu o mesmo desatino.

"Acho que todos os negros sofrem (com o racismo).

Eu, que sou branco, sofro com tamanha ignorância."

Absurdo.

Porque Neymar e Ronaldo representam a mistura de raças que domina o Brasil.

Para os estúpidos racistas, principalmente os europeus, eles são sim negros.

E podem sim ser chamados de 'macacos'.

Assim como Boateng, que não tem a pele tão escura.

Ronaldo sabe disso, só não assume.

Neymar, infelizmente, descobrirá quando for atuar no seu querido Barcelona.

Mas ele deveria ser mais atento.

Disputando a Libertadores, a torcida do Bolívar tomou uma atitude lamentável contra ele.

"Jogaram banana no Neymar.

A Conmebol deveria tomar uma atitude."

Não tomou, como a Seleção Brasileira também não tomou.

Ainda na Bolívia, com os garotos disputando o Sul-Americano sub-20, outro ato abominável.

Quando a bola caia nos pés de Diego Maurício, os torcedores imitavam macaco.

A delegação não tomou qualquer atitude em 2011.

O então presidente da CBF, Ricardo Teixeira, se calou.

Roberto Carlos na Rússia viu um torcedor atirar uma banana em sua direção.

O Anzhi venceu o Krylia Sovetov por 3 a 0.

Como vingança e preconceito, o russo jogou a fruta para o brasileiro, como se fosse um macaco.

Nada de mais sério aconteceu, como sempre.

Diante da omissão da Fifa e das federações, chegou a hora dos jogadores reagirem.

Kevin-Prince Boateng tomou uma atitude corajosa.

Digna.

Que ela se repita em jogos da Champions League.

Na Eurocopa.

Na Copa do Mundo.

Chega de hipocrisia.

O futebol não pode ser um refúgio para racistas.

As ofensas dentro do campo não podem ser perdoadas.

Nada de esquecimento ou aperto de mão.

Que Blatter e Scolari pensem melhor antes de falar.

Racismo é racismo.

Nojento, repugnante.

Dentro ou fora do campo...

Irmão oferece Barcos a equipes italianas. Conselheiros palmeirenses não estranham. Eles barraram o aumento que o argentino ganharia para continuar no Palmeiras. Por isso as chances são reais dele ir embora. E não disputar a Segunda Divisão, apesar de ‘todo amor’ ao clube…


O mundo é uma aldeia.

Cada vez menor.

As pessoas não podem se esquecer disso.

Ficou impossível um velho jogo dos empresários e jogadores.

Antigamente era fácil falar uma coisa para a imprensa brasileira.

E outra para a europeia.

Principalmente quando não era um grande veículo.

Foi o que fez David Barcos.

Irmão e empresário do atacante.

Falando ao site italiano TuttoMercato.

"A ideia é não ter Barcos jogando a Série B com o Palmeiras.

Ele está na Seleção Argentina.

E está à procura de um lugar para permanecer com um nível elevado.

E poder continuar a ser convocado."

Assim, direto, sem meias palavras.

Deixou o irmão à disposição dos clubes italianos.

Foi além.

Lamentou que ainda nenhuma equipe de lá o tenha procurado.

"Infelizmente, no momento, são apenas rumores.

Nenhum clube italiano falou comigo, mas o Barcos quer jogar no Campeonato Italiano.

Na Itália, há, sem dúvidas, muitas equipes para o meu irmão.

Sem dúvida, uma oferta da Itália seria cuidadosamente considerada.

Qualquer pessoa que planeja levar Barcos, pode contatar-me.

Porque, repito, estamos dispostos a considerar uma proposta."

O título da matéria é singelo.

E não deixa dúvidas.

'Agente de Barcos: Quer a Itália. Pronto para deixar o Palmeiras.'

Mais direta impossível.

David deu detalhes fundamentais.

Disse que a multa rescisória de R$ 40 milhões não deve ser levada em consideração.

"Depois do rebaixamento, acho que o Palmeiras aceitaria negociar por um valor menor.

Não pode ser considerado um problema."

Confirmou que não houve a renovação para 2015.

O que David declarou foi o oposto do que Barcos vem repetindo.

O argentino disse que ama o clube.

E por conta desse 'amor' ficaria no Palmeiras e jogaria a Segunda Divisão.

Membros da atual diretoria não estranharam as declarações de David.

Vazou o aumento que Tirone queria dar a Barcos de maneira silenciosa.

E o Conselho Deliberativo o travou.

O salário iria de R$ 200 mil para R$ 500 mil mensais.

Só que os conselheiros se revoltaram.

O compromisso do argentino já iria até o final de 2014.

Não haveria motivo para antecipar a sua renovação.

"O Valdivia ganha quase R$ 500 mil (R$ 375 mil mais parcelas de luvas).

Não acho justo o Barcos ganhar menos da metade", tentou justificar Arnaldo Tirone.

Só que os conselheiros foram firmes.

Travaram o aumento que ainda não havia sido assinado.

David confirmou aos italianos que não houve a antecipação da renovação.

A sua entrevista foi muito oportuna, precisa.

A janela de transferências para a Europa se abre hoje, 3 de janeiro.

Está claro que se for procurado por um clube italiano tentará negociar o irmão.

Se possível antes da eleição no Palmeiras, no dia 21.

Ainda com Tirone, mais fácil de negociar.

O que aconteceu foi ótimo.

Acabou a ilusão.

A única situação que poderia segurar Barcos seria o aumento.

Ganhar mais do que o dobro para continuar no Palmeiras.

E disputar a Segunda Divisão, arriscando a sua convocação para a Seleção Argentina.

Sem aumento, não haveria compensação.

O 'amor' fica para outra ocasião.

O contrato de Marcos Assunção já venceu.

A chance de renovação está cada vez mais difícil.

Não houve o empenho prometido por Tirone.

Agora, a assumida vontade do irmão de tirar Barcos do Palmeiras.

A W.Torre não quer antecipar dinheiro da arena para contratações.

Até agora, o clube só conseguiu dois reforços desde que foi rebaixado.

O goleiro Fernando Prass e o lateral Ayrton.

O Conselho Deliberativo travou a atual diretoria.

A dívida já passa dos R$ 210 milhões.

Os conselheiros só liberam contratações se forem viáveis financeiramente.

Ou seja: existam parceiros que a banquem.

O treinador Gilson Kleina está irritado.

Em cada entrevista sua paciência com a diretoria fica menor.

Como já foi antecipado aqui no blog, a prioridade neste ano será a Segunda Divisão.

Paulo Nobre e Décio Perin avisaram às torcidas que tentarão a Libertadores.

Mas é puro discurso.

Os dois sabem que não há verbas ou tempo para montar um time competitivo.

Será uma equipe barata recheada de jogadores que voltam de empréstimo.

Como Souza e Wendel.

E mais vários atletas saídos dos juniores.

Com muita chance de não contar com Marcos Assunção.

E principalmente Barcos.

Seu irmão já demonstrou o quanto quer vê-lo longe da Segunda Divisão.

Levá-lo para a Europa.

E manter a chance de disputar a Copa do Mundo pela Argentina.

Apesar de todo amor do irmão pelo Palmeiras...

a4 Irmão oferece Barcos a equipes italianas. Conselheiros palmeirenses não estranham. Eles barraram o aumento que o argentino ganharia para continuar no Palmeiras. Por isso as chances são reais dele ir embora. E não disputar a Segunda Divisão, apesar de todo amor ao clube...