Posts de janeiro/2013

Não critiquem a Copa. Não percam tempo com corrupção, superfaturamento, desperdício de dinheiro. E pensem na festa. Este é o conselho do Homem-Teflon, o amigo íntimo do Fuleco…

a135 Não critiquem a Copa. Não percam tempo com corrupção, superfaturamento, desperdício de dinheiro.  E pensem na festa. Este é o conselho do Homem Teflon, o amigo íntimo do Fuleco...

Ele é um homem feliz.

Nasceu com o dom para jogar futebol.

Foi um dos melhores de todos os tempos.

Milionário, poucos se lembram que nasceu em Bento Ribeiro.

Do bairro pobre do Rio partiu para os melhores lugares da Terra.

Feio, foi rejeitado pelas meninas na infância.

Mas a bola fez milagres.

Teve e tem mulheres belíssimas.

As troca sem a menor cerimônia.

Com uma delas quase se casou com a bênção do papa.

E com o U2 comandando a trilha sonora.

Para não ostentar demais, se conformou com a festa em um castelo na França.

Em uma de suas noitadas, levou três travestis para o motel.

Um deles declarou que ele os chamou e pediu cocaína.

Houve um escândalo internacional.

Fosse com qualquer outra pessoa, ninguém esqueceria um dia sequer.

Mas com ele, nada de ruim gruda.

Parece feito de teflon, material de frigideiras que não precisa de óleo.

E o destino ainda quis que o travesti falante, aliás o único, morresse.

Os outros dois simplesmente sumiram.

Assim como o seu escândalo em Presidente Prudente.

Quando saiu do famoso Pops Drinks.

Levava uma mulher e queria entrar com ela na concentração corintiana.

Gritou, xingou seguranças na porta do hotel.

Foi uma grande matéria da revista Placar.

Como por encanto, todos se esqueceram.

Comendo, bebendo e fumando muito, engordou demais no final da carreira.

Não se privava de nada.

E queria emagrecer.

A natureza não foi tão benevolente quanto os treinadores do Corinthians.

Mano Menezes e Tite fingiam não enxergar que ele mal conseguia andar.

Mas o escalavam assim mesmo.

E o time atuava na verdade com dez jogadores.

Tudo era quase impossível.

Andrés Sanchez demonstrava que era assim que queria.

Afinal, ele tinha carisma suficiente para atrair os patrocinadores.

Com o sorriso dos dentes separados e impressionante barriga, revolucionou o Corinthians.

Mais do que os milhões, a visibilidade que trouxe ao clube foi absurda.

Fez valer o apelido de Fenômeno.

Aprendeu todos os truques para atrair a atenção da imprensa.

Nos dois anos em que passou contundido.

Soube como divulgar sua imagem.

Nas mãos da Nike e do então seu assessor pessoal, Rodrigo Paiva.

Foi Paiva que o enfiou em todas as guerras possíveis.

Levou a mensagem da paz, animou crianças em hospital.

E teve a mídia a seus pés para sempre.

Após acabar a carreira quando quis, resolveu ganhar dinheiro.

Ou seja, mais dinheiro do que já tem.

A revista Alfa contabilizou seu patrimônio em R$ 600 milhões.

Se colocou como sócio em uma agência para administrar a imagem de ídolos no esporte.

Neymar, Ganso, Lucas, Anderson Silva foram correndo trabalhar com ele.

E outros jogadores importantes estão esperando na fila.

Ele não tem muito tempo agora.

Está aproveitando muito bem a perda de 20 kg.

Ganhou para fazer isso diante das telas.

Fez questão de mostrar a barriga imensa só de sunga.

E foi a atração principal no Fantástico.

No quadro Medida Certa.

Emagreceu diante dos olhos de milhões de telespectadores.

Seria um incentivo às pessoas obesas começarem a se exercitar.

Mas como ele não faz nada de graça, veio a revelação.

A Folha de S.Paulo descobriu.

Ganhou R$ 6 milhões para emagrecer.

Fora toda a exposição.

Esperto, perdeu peso e voltou a ser interessante para o mercado publicitário.

Perdia propagandas pela obesidade.

E elas vieram com tudo, com o final de sua participação no programa.

Esse homem é capaz do impossível.

Na despedida de Marcos, roubar a cena.

Chamar Edmundo para “apertar um” e beber depois do jogo.

Depois justificou que sempre brinca com Edmundo.

O gesto imitando fumar maconha foi mais uma brincadeira.

Assim como chamar para beber alguém envolvido em um acidente automobilístico.

Edmundo estaria alcoolizado quando, em 1995, bateu seu carro no Rio.

Morreram três pessoas.

Mas não importa, era só brincadeira do “homem-teflon”.

Edmundo até sorriu...

Mas além da agência, ele havia sido convidado para outra função.

Andrés Sanchez o reaproximou de Ricardo Teixeira.

Os dois haviam brigado depois da Copa de 2006.

Quando ele levava os jogadores da seleção para baladas até as 5h da manhã.

Em plena Copa.

Parreira não teve como segurá-lo.

Teixeira o considerava como o responsável pelo fracasso na Alemanha.

Mas como ele é feito de teflon, o dirigente resolveu esquecer.

Até porque precisava de um ídolo para a Copa do Brasil.

Em pesquisa, 70% da população liga a palavra corrupção com o Mundial.

E lá foi ele se transformar em um dos membros do Comitê Organizador Local.

Sua função é só aparecer nas obras da Copa.

E dar entrevistas favoráveis ao evento.

Pouco importa se ele está superfaturado, se exaure as finanças brasileiras.

Faz de conta que não percebe os elefantes brancos.

As péssimas condições dos trabalhadores na construção dos estádios.

Ele só sorri e quer que todos sorriam juntos com ele.

Quem não sorriu muito foi Andrés Sanchez.

Seu sonho sempre foi presidir a CBF.

Ambicioso, o nosso moço feliz se esqueceu de quem o levou para o COL.

E disse que estava, sim, disposto a assumir a CBF.

Nem se lembrou do seu mentor.

Mas o rancor dos inimigos não gruda nele...

Apoiou, defendeu, deu beijinhos em Ricardo Teixeira.

Quando ele caiu, foi embora para Boca Raton, ele se calou.

Esperou.

E não se arrependeu.

Marin e Marco Polo abriram os quatro braços a ele.

E assim como o ministro Aldo Rebelo.

Lá está ele em todas as entrevistas coletivas sobre a Copa.

Ele e o tatu Fuleco, sempre juntos, unidos.

Foi ontem que ele desabafou.

Não se conformou com jornalistas pressionando Valcke.

O secretário-geral da Fifa, que recebeu dinheiro para apoiar o Brasil na Copa.

Que fez sumir a intenção de a Colômbia ao menos tentar ficar com 2014.

E se irritou com a menção ao Catargate.

Ainda mais com o superfaturamento dos estádios, os gastos desnecessários.

As exigências absurdas da Fifa para uma competição de um mês.

Não era possível.

Os jornalistas tinham de falar de samba, dar uma piscadinha a Valcke.

E perguntar para o secretário: "Imagina na Copa?"

Ele se revoltou e pediu que a imprensa se entusiasmasse.

Fizesse como a população.

Mas do alto de onde está, o “homem-teflon” não percebe.

Confunde tietagem com o ídolo com entusiasmo pela Copa.

Não tem nem ideia do sacrifício que o País faz pelo Mundial.

As Copas do Japão, da Alemanha e da África.

Todas juntas não custaram o que sairá a nossa Copa.

Mas ele não quer saber de tristeza.

É um homem feliz.

E quer que todos sejam ou pelo menos se façam de felizes.

Que não incomodem a Fifa.

Não duvidem de Ricardo Teixeira, Andrés, Marin, Aldo Rebelo.

Nem dele.

Ídolo milionário, galã, enviado dos céus.

Se houve corrupção, deixem para lá.

Isso é bobagem.

O que vale é a alegria.

Os patrocinadores comemorando a superexposição.

O País pagando bilhões que não tem.

A felicidade contaminar a todos e valer reeleições importantes.

2014 é um ano eleitoral, não é uma bela coincidência?

Isso é que importa.

A felicidade, o entusiasmo.

Assim falou Zaratustra.

Não, perdão.

Assim falou o “homem-teflon” diante do espelho.

Imagina na Copa...

O Grêmio suou sangue, mas conseguiu eliminar a LDU. Chegou à fase de grupos da Libertadores. Mas o vexame da quebra de grade de proteção na hora da avalanche foi absurdo. E completamente irresponsável. Já não chega o drama em Santa Maria?

marcelouebeldivulgacao1 O Grêmio suou sangue, mas conseguiu eliminar a LDU. Chegou à fase de grupos da Libertadores. Mas o vexame da quebra de grade de proteção na hora da avalanche foi absurdo. E completamente irresponsável. Já não chega o drama em Santa Maria?
Foi um sufoco...

O melhor jogo da quarta-feira de futebol.

Como as muitas vitórias que marcam a história do Grêmio...

Os nervos ficaram à flor da pele...

O time conseguiu nos pênaltis a vaga para a fase de grupo da Libertadores.

Suou sangue, mas conseguiu eliminar a LDU.

Ganhou a vaga na alma.

E se classificou para o grupo 8, do Fluminense, Caracas e Huachipato.

Foi terrível.

O time havia perdido por 1 a 0 no Equador.

A LDU se reformulou para 2013, contratou 16 novos jogadores.

Não há entrosamento.

Mesmo assim, veio para o Brasil com um fortíssimo sistema defensivo.

Queria segurar o resultado.

E Edgardo Bauza tratou de marcar muito forte dois jogadores do time gaúcho.

Travou Zé Roberto e Elano.

E manteve sua equipe presa, travada na intermediária.

Segurou o 0 a 0 sem sofrimento no primeiro tempo.

Luxemburgo colaborou.

Ele colocou em campo uma equipe lenta na saída de bola.

E com os setores muito distantes.

Facilitou a marcação.

O chileno Vargas se desdobrou.

Jogou por ele e por Marcelo Moreno, em outra péssima noite.

Na defesa, o clube não teve Dida e Cris.

Marcelo Grohe e Bressan.

Os dois tiveram um bom desempenho.

Inadmissível o gramado repleto de areia e tinta verde.

Decepcionante por ser o de uma nova arena.

Os equatorianos conseguiram controlar os gaúchos nas intermediárias.

A tensão dominou a arena no intervalo.

O medo era enorme que o Grêmio voltasse apático no segundo tempo.

Se não reagisse e viesse a eliminação, haveria consequências.

A primeira delas, a troca de Luxemburgo.

O técnico fracassou no Gaúcho, Copa do Brasil, Copa Sul-Americana e no Brasileiro.

Não conseguiu um título, não chegou nem à uma final.

Ele que já foi a sombra para vários outros técnicos, hoje está do outro lado.

Sofre a pressão daqueles que defendem a volta de Mano Menezes.

Sabendo disso,o técnico tratou de fazer duas mudanças no intervalo.

Tirou o volante Fernando, ontem completamente dispensável.

E Marcelo Moreno ficou nos vestiários.

O Grêmio voltou muito melhor com André Lima e Willian José.

No ataque, três jogadores: os dois e mais Vargas.

Zé Roberto foi centralizado.

E Elano tinha liberdade para atuar da intermediária para a frente.

Luxemburgo implorou para o meia apelar para sua melhor característica: chutar.

E os chutes fortes da entrada da área vieram.

O melhor deles veio aos 16 minutos do segundo tempo.

Foi uma pancada que entrou no ângulo.

Domíngues não conseguiu nem se mexer.

1 a 0, Grêmio.

Foi quando aconteceu o que muita gente havia alertado.

Não havia segurança para a 'avalanche' dos torcedores.

Foi uma cena bizarra.

Ainda mais para um estado traumatizado.

Que acabou de passar por sua maior tragédia em Santa Maria.

Um descaso dos dirigentes, que tentaram agradar sua torcida.

No velho Olímpico o espaço da avalanche estava reforçado

Na nova arena, não foi levada em consideração essa manifestação dos torcedores.

E após o gol de Elano, os torcedores se espremeram.

Acabaram rompendo uma cerca de proteção de acrílico.

Foi terrível ver os torcedores caindo, se ferindo.

Vários passaram ao lado do gramado para serem atendidos.

Soldados avisaram que três foram encaminhados para o hospital.

Cena bizarra, desnecessária.

E que, além dos feridos, prejudicou o Grêmio.

A partida ficou paralisada sete minutos por causa do atendimento aos torcedores.

O árbitro argentino Saul Laverni vai colocar o que aconteceu na súmula.

O que será ótimo, para que a diretoria gremista resolva a situação.

E não permita mais as avalanches.

Os minutos parados foram suficientes para tranquilizar a LDU.

Afobado e com Elano e Zé Roberto cansados, o time não mais produziu.

Ficou no 1 a 0 e veio a decisão nos pênaltis.

Nervosismo absoluto.

Que virou desespero, quando Domíngues defendeu a cobrança de Saimon.

O medo dominava a todos.

Se ao menos Dida estivesse na decisão...

Mas não precisou.

Reasco fez o favor de acertar a trave.

E Morante cobrou muito mal, no meio do gol.

E Marcelo Grohe se consagrou.

O goleiro defendeu a cobrança e garantiu a vaga nos grupos da Libertadores.

Os torcedores comemoravam felizes a primeira decisão na nova arena.

E logo a primeira vitória.

Luxemburgo tem 14 dias para trabalhar sua equipe.

A vitória costuma empolgar, mas não escolhe os erros gremistas.

Se o time não tiver uma saída de bola rápida.

E Vargas precisa de dois companheiros na frente para render mais.

No sufoco ou não, o Grêmio sobreviveu ao pior dos inimigos nesta fase importantíssima.

Escapou da Pré-Libertadores.

Mas se descuidou.

Ridículo o que aconteceu com os torcedores quebrando as grades da proteção de acrílico.

A arena fazia o seu primeiro jogo oficial.

Há a obrigação da diretoria acabar com a avalanche.

Ou reformar a nova arena, sem dó.

É necessário responsabilidade acima de tudo.

Já não chega o drama em Santa Maria?

Quem liberou o estádio precisa ser cobrado.

Bombeiros, prefeitura de Porto Alegre.

Mais a diretoria do clube.

Os torcedores foram expostos a risco de morte.

Algo urgente precisa ser feito no Grêmio na sequência da Libertadores.

Dentro e fora do péssimo gramado, repleto de areia e tinta verde.

Luxemburgo e Koff terão de trabalhar muito.

Dos dois se espera muito mais...

ae8 O Grêmio suou sangue, mas conseguiu eliminar a LDU. Chegou à fase de grupos da Libertadores. Mas o vexame da quebra de grade de proteção na hora da avalanche foi absurdo. E completamente irresponsável. Já não chega o drama em Santa Maria?

 

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O julgamento da morte de Otávio Fernandes. Um dos crimes mais revoltantes da história das torcidas organizadas do Brasil. Que a justiça mineira saiba separar assassinos de torcedores de futebol. Ou na saída do Mineirão haverá outro massacre?

As cenas são bárbaras, covardes.

Em plena Savassi, bairro nobre de Belo Horizonte.

Otávio Fernandes, um garoto de 19 anos.

Caído no meio da rua.

Ele já estava desacordado de tanto apanhar.

Mesmo assim ele enfrentaria uma procissão de assassinos.

Vândalos sanguinários, sem condições de viver em sociedade.

Absolutamente covardes.

Em fila, fizeram questão de demonstrar seu desapego à vida humana.

Ao se depararem com Otávio sem sentidos, se aproveitaram.

Chutaram, pisaram.

Pegaram cavaletes, placas de trânsico.

E o atingiram violentamente.

O alvo predileto: a cabeça.

Cada um teve a sua vez.

12 pessoas participaram do ritual macabro.

Não podem ser rotulados de atleticanos.

É injusto classificá-los como membros da Galoucura.

Poderiam estar com camisetas azuis, vermelhas, verdes, brancas.

O que importa é índole de cada um.

São assassinos.

E da pior espécie.

Cruéis, que se divertem diante da morte.

Poucas vezes na história as imagens foram tão claras.

Transparentes.

A cena aconteceu em novembro de 2010.

Foi o ápice da selvageira, de uma história que começou ingênua, estúpida até.

No Chevrolet Hall acontecia um evento de artes marciais.

Membros das organizadas atleticanas estavam em peso.

Eram cerca de cem torcedores.

Sua missão: aplaudir, incentivar César Gordinho Augusto.

Ele é um lutador de MMA.

Além de lutar, ele dava aulas de artes marciais para membros da organizada.

Sim, essa é uma prática comum nas principais torcidas do Brasil.

O clima estava a flor da pele.

Torcedores cruzeirenses sabiam do evento.

Em ônibus eles estavam indo para o Rio.

Em caravana para o jogo contra o Flamengo.

Foi quando torcedores resolveram descer de um ônibus.

Desceram para provocar xingando os atleticanos.

Mas não contavam com a reação imediata.

Dezenas de membros da Galoucura saíram em disparada.

O ônibus arrancou.

Alguns cruzeirenses ficaram para trás.

Foram massacrados.

Além de Otávio, Flávio Celso da Silva tomou fortíssimas pancadas na cabeça.

Mas teve sorte, sobreviveu.

Rodrigo Marques Oliveira teve o braço quebrado de tantos pontapés que levou.

Outros cruzeirenses se machucaram muito.

Ao final do conflito, o corpo de Otávio Fernandes.

Garoto de 19 anos, membro da Máfia Azul.

No peito, uma tatuagem de raposa em homenagem ao Cruzeiro.

Ele morreu em pleno asfalto.

Quando o atendimento médico chegou, sua cabeça estava esfacelada.

Os ossos massacrados pelas pancadas.

Foi tratado com crueldade, com ódio.

Garoto mirrado, foi alvo fácil.

Mas pelo menos 12 pessoas não se contentaram com a surra.

Quiseram vê-lo morto.

Ou alguém pisa na cabeça de outro sem intenção de matar?

Esmaga a testa de um alguém com uma barra de ferro...

Com a pessoa entregue, desmaiada.

Relatos dão conta que houve até comemoração pela morte de Otávio.

Só não levaram em conta as câmeras de segurança.

Essas 12 pessoas acabaram identificadas.

E começam hoje a ser julgadas.

Que seja de maneira justa.

A sociedade saiba diferenciar assassinos de torcedores.

Por ironia do destino, ao lado do julgamento há uma imensa fila.

São apaixonados por Cruzeiro e Atlético.

Compram entradas para o clássico de domingo.

Na abertura do Mineirão.

Que reparem bem no Fórum Laffaiete.

Pensem no que fazem.

Ao que estão expostos quando se deixam levar pelo fanatismo.

Que o resultado do julgamento contrarie José Camilo Otávio Fernandes.

Serralheiro de poucos recursos financeiros.

O pai de Otávio, ao ver o massacre que o garoto sofreu, foi direto.

"Não adianta prender os assassinos e nem culpar a polícia.

Meu filho está morto e não vai voltar.

Melhor que ninguém vá para a cadeia."

Infelizmente, Otávio realmente não voltará.

Mas pelo menos os assassinos terão de pagar.

A justiça brasileira não pode ser ficar de braços cruzados.

Não diante dessa morte.

Tão explícita, tão sem razão.

Tão selvagem.

Tão revoltante.

Ou vamos esperar por outra?

Neste domingo, na saída do novo Mineirão?

Blatter, Teixeira, Valcke, Grondona, Platini…As pessoas que comandam o futebol no mundo são acima de qualquer suspeita. De caráter inquestionável. O problema está nas malditas coincidências…

a134 Blatter, Teixeira, Valcke, Grondona, Platini...As pessoas que comandam o futebol no mundo são acima de qualquer suspeita. De caráter inquestionável. O problema está nas malditas coincidências...
O cenário atual do futebol é marcado por uma palavra.

Coincidência.

Um amistoso entre Brasil e Argentina custa R$ 5 milhões.

Com direito a Messi, Neymar.

Seja onde for.

Menos no Catar.

Os dirigentes resolveram em 2010 pagar R$ 28,5 milhões.

Ricardo Teixeira e Julio Grondona comemoraram.

O jogo foi em 2010.

Levaram para a CBF e para a AFA nada menos do que R$ 14,2 milhões cada.

Usaram o dinheiro como bem quiseram.

Como sempre.

Por coincidência, lógico, Brasil e Argentina viraram cabos eleitorais do Catar.

Entre Estados Unidos, Austrália, Japão e Coréia do Sul, ficaram com os catarianos para 2022.

Também por coincidência, Teixeira e Grondona faziam parte do Comitê Executivo da Fifa.

O comitê era formado por 24 homens.

Eram eles quem decidiam onde aconteceriam os Mundiais.

Por coincidência, a revista France Footbal havia anunciado uma grande matéria.

E envolvendo, quem diria, a escolha do Catar para a Copa de 2022.

A batizou como Catargate.

Por coincidência lembra muito um tal de Watergate.

Ele foi um escândalo que derrubou Nixon da presidência dos Estados Unidos.

A Europa já sabia da matéria.

E justo alguns dias antes da publicação, outra coincidência.

A Fifa resolve divulgar a mudança do método da escolha das sedes.

Em vez de apenas 24 pessoas, a partir de agora, 209 presidentes de federações votarão.

Justo quanto a conceituada revista mostraria como seria fácil subornar membros desse Comitê Executivo.

Como, por exemplo, pagar muito mais por um amistoso.

Como esse Argentina e Brasil, quem sabe...

Por coincidência, Ricardo Teixeira deixou a CBF.

E não é que o presidente da AFA, Julio Grondona, revelou que também vai embora?

Pouco antes da publicação da revista.

Depois de 34 anos de poder absolutista, ele resolveu que cansou.

Aos 81 anos, avisou que sairá em 2015.

Que coincidência...

A França também precisa comemorar o caso.

O país europeu defendia os Estados Unidos para o Mundial de 2022.

Até que houve uma reunião.

O ex-presidente Nicolas Sarkozy, se encontrou com o ex-primeiro ministro catariano Hamad bin Jassim bin Jaber Al Than.

Quem estava junto dos dois?

O presidente da Uefa, Michel Platini.

Depois desse encontro em dezembro de 2010, a França mudou seu voto.

Virou defensora absoluta do Catar.

Por mera coincidência, o Paris Saint Germain foi comprado em seguida por milionários xeques catarianos.

Até o Barcelona foi favorecido pela boa sorte.

O clube fechou contratos com a Catar Foundation.

E depois com a Catar Airways.

a32 Blatter, Teixeira, Valcke, Grondona, Platini...As pessoas que comandam o futebol no mundo são acima de qualquer suspeita. De caráter inquestionável. O problema está nas malditas coincidências...

Por outra coincidência da vida, Sandro Rossell, presidente do clube é muito influente na Fifa.

Amigo pessoal de Joseph Blatter, tem porta aberta na entidade.

Rossell virou cabo eleitoral catariano assumido.

O mundo das coincidências não é novo.

Esteve presente na escolha da Copa no Brasil, lógico.

Com a revelação que Jérôme Valcke prestou assessoria ao nosso país.

Ganhou pouco demais até.

Meros 100 mil dólares, cerca de R$ 199 mil.

O que ele fez foi assessorar o país a garantir a Copa de 2014.

Quando recebeu essa tarefa, a Colômbia era candidata.

Por encanto, desistiu.

Que francês pé quente...

Por coincidência, ele consegue ter dois cargos.

O de lobista e o de secretário-geral da Fifa.

O francês, por outra coincidência, tem o poder para vetar até uma sede escolhida.

Foi ele pessoalmente quem optou pelo Itaquerão em vez do Morumbi.

Coube a Valcke escolher a construção de um novo estádio de um bilhão de reais.

E esquecer que a reforma do Morumbi sairia por R$ 400 milhões.

Foi dele também a ideia de o Brasil ter 12 novas arenas.

Em todas as outras disputas de Mundiais houve no máximo oito novos estádios.

Mas aqui não, uma dúzia.

Mesmo alertado sobre os elefantes brancos que se transformarão quatro delas:

Brasília, Cuiabá, Natal e Manaus.

Não há times e nem torcida para estádios tão majestosos.

Não haverá problema, a saída é fazer como na África do Sul.

Onde os estádios estão servindo para casamentos, exposições agropecuárias.

As micaretas será muito mais interessantes a partir de 2014.

Valcke confirmou a revelação da Folha.

Recebeu o dinheiro com a consciência limpa.

Disse que estava fora da Fifa em fevereiro de 2007, quando o dinheiro caiu na sua conta.

Por mero acaso voltou à entidade em junho do mesmo ano.

Como secretário geral.

Disse que era o Comitê Executivo da Fifa quem decidia a sede, não ele.

Foi apenas mais uma coincidência.

O país a quem deu consultoria ser escolhido para 2014.

Assim caminha o futebol no mundo.

Comandado apenas por pessoas honestas.

Com o objetivo de fazer o melhor pelo esporte.

Sem tirar proveito algum.

Honradas, de caráter inquestionável.

Que não merecem a desconfiança que as cerca.

A maldade está nos olhos de quem vê.

O problema nunca esteve nas pessoas.

Mas nas coincidências.

Nestas insistentes e malditas coincidências...

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Desesperada com a baixa audiência, a Globo mandou o jogo do Corinthians atropelar o São Paulo pela Libertadores. Os baixos índices do futebol estão deixando transtornados os executivos da emissora…

a42 Desesperada com a baixa audiência, a Globo mandou o jogo do Corinthians atropelar o São Paulo pela Libertadores. Os baixos índices do futebol estão deixando transtornados os executivos da emissora...
A Globo insistiu com o Corinthians.

Não havia saída.

A tabela do Campeonato Paulista foi feita sob sua tutela.

E veio outra decepção.

Os executivos já estavam tensos.

Paulista e Corinthians chegou ao recorde negativo da história do futebol aos domingos.

Marcou apenas 11 pontos no domingo, dia 21.

Mas isso não foi levado em consideração.

E a emissora carioca apostou outra vez no seu clube predileto em São Paulo.

Novo vexame, de perder o rumo.

Mirassol e Corinthians marcou apenas 13 pontos.

Os efeitos da pancada pela fraca audiência no último domingo incomodam.

O descontentamento é forte, envergonha.

Patrocinadores pagaram mais de um bilhão de reais pelo futebol na Globo.

Com índices tão baixos, o medo virou uma constante.

Tanto que os reflexos já aparecem nesta quarta-feira.

A emissora vai transmitir o São Paulo na Libertadores.

Quando os executivos souberam que o time de Ney Franco havia vencido por 5 a 0 o Bolívar no Morumbi, ficaram arrepiados.

Só uma derrota por 6 a 0 elimina os brasileiros da fase de grupo da Libertadores.

A saída foi rápida.

E seguindo o raciocínio global.

Se a audiência do futebol está vergonhosa com o Corinthians, pior sem ele.

A cúpula da programação ordenou.

E o São Paulo perdeu espaço.

Tanto no jogo como na própria chamada.

A partida Corinthians e Mogi atropelou a Libertadores.

A ordem é interromper ao máximo a transmissão do jogo do São Paulo.

Mostrar a todo instante o Corinthians.

Sem a menor preocupação com o torcedor são paulino.

O foco mudou pela audiência.

O jogo do Pacaembu terá a prioridade.

Na semana passada, São Paulo e Bolívar deu apenas 18 pontos.

Isso quando ainda havia a expectativa, a vaga não estava praticamente definida como no jogo de amanhã.

O início do futebol em 2013 está muito mais complicado do que executivos globais imaginavam.

As conversas sobre a volta do Rio-São Paulo, reveladas aqui, se tornaram mais constantes na emissora.

No domingo, a Globo vai mostrar São Paulo e Santos.

Mesmo com o confronto tendo Neymar, o primeiro jogo de Ganso contra o ex-time, a emissora carioca está insegura.

Vai anunciar que todos os lances importantes de Corinthians e Oeste serão mostrados em tempo real.

Principalmente se Alexandre Pato fizer sua estreia.

Havia o sonho dourado da emissora que o futebol chegasse perto dos 20 pontos nos primeiros domingos do ano.

Só que a realidade dos estaduais bateu à porta.

E nem a obsessão pelo Corinthians tem mudado a situação.

Mas a Globo vai insistir.

Depois de forçar até não mais poder matérias com o chinês Zizao, o alvo será outro.

Alexandre Pato vai virar presença constante nos noticiários.

Tudo para tentar aquecer a gelada audiência do futebol.

E não deixar os patrocinadores perceberem onde gastaram seu bilhão de reais.

Torcidas adversárias já ensaiam até boicote.

A santista está revoltada.

A emissora carioca não quis mostrar a final da Copa São Paulo.

Santos e Goiás não interessou.

Nas redes sociais, os santistas pregam boicote.

Alegam que não suportam ver mais jogos do Corinthians.

Palmeirenses começam a aderir.

Mas de nada adiantarão os protestos.

A Globo insistirá com o Corinthians o ano todo...

(E como prova do desespero, uma novidade hoje.

A presença de Raí, como convidado especial.

Um atrativo a mais para a torcida do São Paulo.

Será um milagre se a emissora conseguir repetir a semana passada.

Nem com Raí e os lances do Corinthians.

Nem assim os executivos acreditam em 18 pontos de audiência...)

Conselheiros recomendam a Paulo Nobre. Seguir o exemplo de Andrés Sanches no Corinthians. E fazer um pacto com as organizadas. Para que os jogadores tenham paz. Parem de ser ameaçados, de apanhar. Santos e São Paulo já se acertaram há muito tempo…

a133 Conselheiros recomendam a Paulo Nobre. Seguir o exemplo de Andrés Sanches no Corinthians. E fazer um pacto com as organizadas. Para que os jogadores tenham paz. Parem de ser ameaçados, de apanhar. Santos e São Paulo já se acertaram há muito tempo...
Vagner Love foi ao banco.

Ao Bradesco, agência Sumaré.

Foi visto por três torcedores da Mancha Verde.

Começou a ser xingado, xingou.

Os membros das organizadas partiram para cima dele.

E começou a briga.

Socos, pontapés.

Pessoas próximas acabaram por separá-los.

A Polícia chegou.

A partir desse instante, Love passou a ser ameaçado de morte.

Ele e sua família.

O jogador exigiu sua saída do Palmeiras, para nunca mais voltar.

João Victor.

O volante foi levar o cunhado para comprar camisas do clube.

Na loja oficial palmeirense, na entrada de trás do Palestra Itália.

Na rua Turiassu.

Acabou reconhecido por dois torcedores.

Um deles começou a xingá-lo por seu desempenho em campo.

E chutou seu carro.

O jogador, o cunhado e um amigo foram enfrentar esse torcedor.

Só que os gritos atraíram outros palmeirenses.

A rua é frequentada o dia todo por organizadas.

E os três acabaram cercado por cerca de 15 palmeirenses.

Começaram a apanhar.

Socos, pontapés.

E muitos tapas no rosto.

Agressão para humilhar.

Nem a chegada da Polícia conteve a agressão.

João Victor levou tapas mesmo na presença dos soldados.

O lateral Fabinho Capixaba foi ontem a um salão de beleza.

Na mesma rua Turiassu, em frente ao estádio Palestra Itália.

Acabou reconhecido por um torcedor.

O membro da organizada começou a xingá-lo, provocá-lo.

O jogador saiu para tirar satisfações.

Trocaram palavrões, empurrões.

Foi quando chegaram mais quatro membros da Mancha Verde.

E cercaram o jogador.

Ele só não apanhou porque a Polícia havia sido chamada.

Fabinho Capixaba foi aconselhado pela diretoria.

E não prestou queixa.

Acabou avisado que não valeria comprar briga com a organizada.

O jogador seguiu o caminho de Arnaldo Tirone e Roberto Frizzo.

Presidente e vice palmeirenses foram jantar após a derrota para o Corinthians no Pacaembu.

Eles foram à lanchonete de Frizzo nos Jardins, bairro nobre de São Paulo.

Mas mal chegaram lá, tiveram de se esconder.

Cerca de 30 vândalos com roupas das organizadas invadiram o local.

Viraram mesas, barbarizaram o restaurante.

Gritavam, histéricos, por Tirone e Frizzo.

A dupla continuou escondida e se safou do encontro.

Os dois não quiseram levar a questão em frente.

Não quiseram formalizar denúncia na Polícia.

Acreditaram que seria declarar guerra às organizadas.

Esse é o ambiente no Palmeiras.

Jogadores que atuam em outros clubes do Brasil e do Exterior sabem bem disso.

O argentino Martinuccio havia acertado sua contratação.

Mas soube de relatos de violência da torcida e preferiu o Fluminense.

Assim como o meia Wagner.

Decidiu à última hora trocar o Palestra Itália pelas Laranjeiras.

Isso continua acontecendo.

As histórias envolvendo Palmeiras e violência se espalham.

Nas concentrações, o clube é apontado com um local a ser evitado.

Empresários garantem que é muito mais complicado levar um atleta ao clube.

O medo da parte violenta das organizadas pesa, atrapalha.

Se houver uma proposta parecida, o atleta prefere outro time.

O presidente Paulo Nobre sabe o que acontece.

Ele foi um torcedor de uma organizada combativa.

O nome é até bem sugestivo.

Inferno Verde.

Nobre tem plena noção do que acontece.

Esteve do outro lado, nas arquibancadas.

E sabe que se os confrontos continuarem, não fará diferença.

Sua passagem pode ser insignificante, como a de Tirone.

Por isso, após o conflito de ontem com Fabinho Capixaba, surgiu a ideia.

Conselheiros sugeriram seguir o caminho de Andrés Sanchez.

O dirigente foi fundador do Pavilhão Nove, ativa organizada corintiana.

Quando assumiu a presidência do clube, Andrés tomou uma decisão.

Chamou os chefes de todas organizadas.

De maneira discreta propôs um pacto de paz, para o bem do clube.

A reunião deu certo e a paz perdura até hoje.

Lógico que com a direção ajudando as organizadas em tudo que precisar.

Desde ingressos até no Carnaval.

De maneira aberta, sem chantagem, como acontecia com Alberto Dualib.

Nobre foi aconselhado a repetir o pacto corintiano.

E está avaliando.

Infelizmente, talvez seja a única saída.

Porque a vida dos jogadores palmeirenses está cercada pelas organizadas.

Elas dominam os arredores do Palestra Itália.

Desde o banco, salões de beleza, dois shopping centers, loja oficial.

A vivência de Andrés na Pavilhão Nove foi fundamental para a paz no Corinthians.

A de Paulo Nobre no Inferno Verde pode resolver muita coisa.

Principalmente o medo dos jogadores dos torcedores do próprio time.

A tentativa seria válida, oportuna.

Não há lugar para utopia.

Sem a anuência das organizadas não há paz no Palmeiras.

Como não havia no Corinthians.

Infelizmente...

(Recebo alguns telefonemas perto do meio-dia.

E também a confirmação.

Não é só o Corinthians que está pacificado com suas organizadas.

De maneira ainda mais discreta...

As diretorias do Santos e do São Paulo resolveram esta questão.

E há muito tempo.

Realmente, Juvenal e Luís Álvaro não têm do que reclamar.

Só a direção palmeirense e as organizadas verdes não se aliaram.

Muito esclarecedor...)

Sebastião Lazaroni afirma que não trabalharia no Palmeiras se fosse convidado. Não seria ‘benéfico’ para a sua carreira. Prefere seguir sua vida no Catar, bem longe do Palestra Itália…

a Sebastião Lazaroni afirma que não trabalharia no Palmeiras se fosse convidado. Não seria benéfico para a sua carreira. Prefere seguir sua vida no Catar, bem longe do Palestra Itália...

"Foi a minha pior escolha.

Errei.

Nunca deveria ter me deixado levar por Eurico Miranda."

Esta declaração foi dada por Ricardo Teixeira.

O ano, 1991, ao confirmar a escolha de Falcão para a seleção.

O ex-presidente da CBF mostrava seu arrependimento.

Havia dado o comando da seleção brasileira a Sebastião Lazaroni.

Ele era homem de confiança de Eurico.

Teixeira foi levado ao cargo pelo então sogro João Havelange.

Presidente da Fifa na época, deu toda a guarida a Teixeira.

E sem experiência alguma, assumiu a seleção.

Ganhou nos laços familiares.

Aconselhado por Havelange, dividiu o poder com Eurico Miranda.

Até entender que já sabia tudo e acumulou também o cargo de diretor de futebol.

Despachou Eurico antes da Copa da Itália.

Mas fez questão de manter Lazaroni.

Teórico, mas de excelente trato, chegou à seleção por recomendação de Eurico.

Ele se mostrou um homem de confiança de Teixeira.

Submetia suas convocações a ele sem qualquer discussão.

Respeitava a hierarquia.

Teve como primeira missão, vencer a Copa América, disputada no Brasil.

Quase provocou uma insurreição baiana por não convocar Charles.

A seleção foi muito pressionada.

Mas conseguiu se superar e venceu a competição.

Com o time ganhando até da Argentina de Maradona.

Os jogadores tinham enorme influência na escalação do time.

E mais: viviam talvez a última grande disputa Rio-São Paulo na seleção.

As panelas se atacavam, não conviviam bem.

Se detestavam.

Se aproveitando da inexperiência de Teixeira, sabotaram a patrocinadora da seleção.

A Pepsi estava se acertando com a CBF e os atletas exigiram uma parte do patrocínio.

Demonstraram sua posição na pose da foto oficial da seleção.

Fizeram questão de tampar o símbolo da Pepsi da camisa.

A afronta saiu em todos os jornais, complicou a negociação.

Lazaroni não tomou atitude alguma.

Acabou queimado dos dois lados.

Antes da disputa do Mundial, havia fechado contrato com a Fiorentina.

O Brasil foi muito mal na Copa.

O estilo 3-5-2 de Lazaroni foi visto como uma heresia.

O fato de colocar um líbero virou motivo de piada.

A seleção acabou eliminada para a Argentina ainda nas oitavasdefinal.

Lazaroni foi demitido.

Pior, virou sinônimo de treinador defensivo, inseguro, fraco.

Tudo recaiu sobre suas costas.

Girou o mundo como um nômade.

O fato de haver dirigido a seleção em uma Copa lhe abriu portas.

Um técnico ruim não poderia ter tido essa oportunidade.

Esse pelo menos foi o pensamento que norteou os 15 times que o contrataram.

E mais as seleções do Catar e da Jamaica.

Desde a Copa América, em 1989, ganhou pouquíssima coisa.

Nenhum título significativo.

Alguns torneios internos no Japão, Arábia, China, Catar.

Não chegou sequer a ser campeão nacional nos países que peregrinou.

Vasco, Grêmio, Botafogo e Juventude se arriscaram a trazê-lo de volta depois do Mundial da Itália.

Lazaroni foi mal demais.

Aos 62 anos, perdeu espaço.

Não é levado em consideração pelas grandes equipes do País.

Há um enorme preconceito em relação a seu nome.

Por parte de dirigentes e até de empresário.

Sendo assim, Lazaroni acompanha tudo de longe, sem detalhes.

De vez em quando, aceita dar sua opinião, falar para o Brasil.

Justo hoje o técnico do Catar Sport Club resolveu falar.

O sotaque carioca continua forte.

Falou à Fox.

Deu uma pincelada sobre tudo.

No entanto o que mais chamou a atenção foi sobre o Palmeiras.

Marcante a sua rejeição ao clube.

Não aceita nem pensar.

Foi perguntado se estaria pronto para assumir o clube se fosse preciso.

Pergunta ótima para entrevistado que deseja voltar ao Brasil.

Excelente chance de elogiar a história de um dos mais vitoriosos clubes do País.

Mesmo sendo um especialista em autopromoção, Lazaroni foi por outro caminho.

Palmeiras, de jeito nenhum...

"É muito difícil eu estar ausente do Brasil há mais de cinco anos...

E voltar para uma situação de série B que eu não acompanho.

Acho que eu não assumiria o Palmeiras no momento, caso fosse convidado.

Não seria uma coisa benéfica para mim."

Não seria benéfico.

Ou seja, prefere ficar no Catar Sport Club a ir para o Palestra Itália.

Lazaroni desprezando o Palmeiras...

A declaração de hoje chega em ótimo momento.

Quando Paulo Nobre e Brunoro garantem que nada mudará no clube.

A derrota para a Penapolense de ontem por 3 a 2 nada significa.

Não há pressa para reforços e Gilson Kleina não será cobrado.

Por pior que tenha montado a equipe, um caos de organização ontem.

Mesmo com conselheiros já defendendo Dorival Júnior e Jorginho.

O que importa é tentar trocar Luan por Josimar do Internacional.

Um atacante titular por um volante sem espaço no Beira Rio.

Com mais de R$ 200 milhões em dívidas.

Adiantamentos já feitos por Tirone de cota de transmissão de TV.

Mais empréstimos tomados, o Palmeiras está encurralado.

Com um péssimo elenco, sem dinheiro.

E a Libertadores começando no dia 16 de fevereiro para o clube.

Em seguida, virá a Segunda Divisão.

Sebastião Lazaroni está mais do que certo.

O Palmeiras não seria uma coisa benéfica para ele.

Muito melhor desfrutar o Catar do que o atual Palestra Itália.

A fama do Palmeiras atravessou o mundo...

O jornalismo esportivo impresso agoniza no Brasil. Isso explica a manchete do Lance carioca. “Chupa, Corinthians!” não é ofensa. É um grito de dor, de desespero, de falta de rumo. De medo do fim…

reproducao11 O jornalismo esportivo impresso agoniza no Brasil. Isso explica a manchete do Lance carioca. Chupa, Corinthians! não é ofensa. É um grito de dor, de desespero, de falta de rumo. De medo do fim...

"Chupa, Corinthians!"

Esta foi a manchete, em letras garrafais, do Lance!

O diário esportivo mostrava ainda uma foto de Dedé sorrindo.

Um grupo financeiro o manterá no empobrecido Vasco.

Foi essa a capa do jornal no sábado, na edição do Rio de Janeiro.

Ofensiva, desnecessária.

A direção do Corinthians teve uma atitude digna.

Publicou uma carta repudiando a chamada.

Não deixou por menos.

Lembrou que é até parceiro do jornal em várias ações de marketing.

Para assegurar a sobrevivência do diário há vendas de produtos.

Em uma inversão de valores, o jornal acaba indo como brinde.

São mochilas, bandeiras, camisas, pôsteres.

É preciso a anuência dos clubes para que sejam vendidos.

Uma combinação financeira.

A direção corintiana lamentou a manchete, o ataque do parceiro comercial.

Foi além, garantiu de forma elegante que não mudará a relação com os repórteres do jornal.

A questão, no entanto, é muito mais profunda do que parece.

Não foi uma mera provocação à toa, de alguém sem inspiração.

Muito pelo contrário.

A emoção dominou quem escolheu a manchete.

O jornalismo esportivo vive uma silenciosa crise no Brasil.

Principalmente o impresso.

Muito se esperava que o cenário mudaria com a Copa de 2014.

Que o interesse sobre o futebol serviria como afrodisíaco.

Proliferariam novas publicações, principalmente jornais e revistas.

Haveria emprego, dinheiro à disposição.

Empresas querendo divulgar seus produtos, os atrelarem ao Mundial.

Fora os bilionários patrocinadores da Copa.

Mais o dinheiro da propaganda oficial do governo.

Só que nada disso aconteceu.

A divulgação de que a Copa seria no Brasil aconteceu em um momento terrível.

De grande indefinição.

De falta de rumo até dos grandes veículos impressos no País.

A popularização da Internet foi um golpe forte demais.

As grandes famílias, donas de centenários jornais, não souberam o que fazer.

Como lidar.

Várias não sabem até agora.

As pesquisas apontam que o interesse no mundo pelos jornais diminuiu.

Vários veículos de comunicação estão abandonando suas edições em papel.

A tradicional revista norte-americana Newsweek é um exemplo.

O último exemplar em papel saiu no dia 31 de dezembro de 2012.

Agora, só pelo computador.

A direção do New York Times anunciou que caminha nesta direção.

O fenômeno está acontecendo no mundo todo.

O jornal impresso está agonizando.

Os motivos principais são o imediatismo da notícia no mundo digital.

A pressa venceu a profundidade.

Do lado prático, o altíssimo custo do papel e da distribuição.

Isso atingiu em cheio o jornalismo brasileiro.

O Jornal do Brasil desde 2010 abandonou as edições impressas.

Ele começou a ser impresso em 1891.

A Gazeta Esportiva deixou de circular em 2001.

Em 1998 havia sido criado a sua versão digital, que existe até hoje.

A pressão foi aumentando.

E os investimentos fugindo da mídia impressa.

No ano passado, o drama do Jornal da Tarde.

O centenário grupo O Estado de S. Paulo não conseguiu salvar o diário.

De nada adiantou haver revolucionado a forma de cobrir futebol no País.

A falência foi completa: o jornal e o site do JT fecharam, faliram.

O grupo Marca tentou trazer para o país o tradicional jornal esportivo.

Os espanhóis se empolgaram com a Copa do Mundo.

O resultado foi desastroso.

Fechou no ano passado, depois de pouco mais de dois anos.

Em 2012, também acabou o Diário do Povo, de Campinas.

Assim como a Revista da ESPN.

Não suportou mais do que três anos.

Janeiro marca o seu último número brasileiro.

De nada adiantou sua marca tão respeitada.

A Placar deixou de ser semanal e tenta sobreviver saindo uma vez a cada mês.

Seu projeto de fazer um jornal esportivo fracassou em menos de um ano.

A saída é manter seu site.

A revista Trivela durou de 2006 a 2009.

A opção pelo digital também foi a saída.

A crise do papel é terrível.

E não poupa ninguém.

Atualmente jornais tradicionais estão ameaçados de extinção.

Pesquisas europeias são cruéis.

Apontam que apenas um grande jornal deverá sobreviver nas capitais.

O restante, virar digital.

Se não fechar suas portas.

O problema é gravíssimo.

Diários no Brasil compraram gigantescos parques gráficos.

A preços absurdos.

Famílias investiram grande parte de sua fortuna.

Acreditaram nos jornais, no papel, na impressão de revistas, livros.

E agora vivem sob enorme pressão.

No último encontro que houve no Brasil, os donos de jornais admitiram.

Erraram com a Internet.

Desprezaram sua força.

E, principalmente, demoraram para cobrar dinheiro pela informação.

Não há para, de uma hora para outra, voltar atrás.

Retirar o site com informações gratuitas e passar a exigir pagamento.

Isso porque vários veículos já se estruturaram e não cobram por notícias.

Vivem de anunciantes.

E muito bem.

Os jornais gratuitos ou vendidos a preço simbólicos ganham espaço.

Desesperam ainda mais os donos de jornais tradicionais.

Bancas ganham mais dinheiro com revistas, xerox, zona azul.

Jornais perdem até espaço para exposição.

A desistência por assinaturas é também um fenômeno da nova geração.

Famílias não querem o acúmulo de jornais velhos em casa.

A pressão explica a manchete do Lance!

O futebol carioca precisa de ídolos para vender jornal.

O dinheiro paulista mantém Neymar, Pato, Ganso, Luís Fabiano, Rogério Ceni.

O Corinthians é campeão do mundo, da Libertadores.

O São Paulo venceu a Sul-Americana.

O Palmeiras, a Copa do Brasil.

O Fluminense, clube da elite, venceu o Brasileiro para os cariocas.

Os populares Flamengo e Vasco estão afundados em crise financeira.

Longe da Libertadores.

Os ídolos escasseiam na cidade maravilhosa.

Sem Juninho Pernambucano e Felipe, o Vasco só tem Dedé.

A sua vinda para o Corinthians seria péssima não só para os vascaínos.

Poderia sim diminuir o interesse pelo diário na sua edição carioca.

O editor que escolheu a manchete pode até não ter pensado em tudo isso.

Ou até teve a reação de maneira instintiva.

A crise está presente, palpável.

Não deixou de ser um alívio ao Lance a permanência de Dedé.

Um ídolo a menos a deixar o Rio de Janeiro.

E a oportunidade surgiu de expressar o sentimento pelo rico futebol paulista.

Dinheiro que torna mais fácil a venda da edição de São Paulo do Lance!

"Chupa, Corinthians!" não foi uma brincadeira.

Nem uma provocação.

Mas um desabafo involuntário diante da situação.

A questão vai bem além da rivalidade entre Rio e São Paulo.

Questiona a sobrevivência dos jornais impressos.

E dos próprios jornalistas.

Donos de veículos de comunicação do Brasil inteiro estão tensos.

Estudando o que fazer para sobreviver.

Atônitos diante da inviabilidade do papel na era digital.

Enquanto eles não descobrem que atitude tomar.

Ainda mais diante do interesse das novas gerações.

O mundo digital tomou o lugar do papel.

Crianças dominam ipad, adolescentes se informam no iphone.

Não querem saber da tinta do papel.

A solução para os imediatistas é tentar vender o máximo de jornais possível.

Quanto mais exemplares, melhor.

Escancarando a questão, tudo fica transparente.

Fácil de entender.

"Chupa, Corinthians!" do Lance RJ é ingênua, inofensiva.

O quadro é caótico, irreversível.

O jornalismo impresso agoniza no Brasil.

Principalmente o esportivo...

a132 O jornalismo esportivo impresso agoniza no Brasil. Isso explica a manchete do Lance carioca. Chupa, Corinthians! não é ofensa. É um grito de dor, de desespero, de falta de rumo. De medo do fim...

Derrota para o Penapolense em pleno Pacaembu. Torcedores xingando a Mancha Verde por causa do descompromissado Valdivia. Gilson Kleina questionado, pelo péssimo futebol do time. Começou, de verdade, o ano para o Palmeiras de Nobre e Brunoro…

ae19 Derrota para o Penapolense em pleno Pacaembu. Torcedores xingando a Mancha Verde por causa do descompromissado Valdivia. Gilson Kleina questionado, pelo péssimo futebol do time. Começou, de verdade, o ano para o Palmeiras de Nobre e Brunoro...
E já veio o primeiro vexame do Palmeiras em 2013.

Não só pela derrota para o Penapolense por 3 a 2.

Em pleno Pacaembu, com um jogador a mais.

De envergonhar o que aconteceu nas arquibancadas.

O time de Gilson Kleina era uma caos, uma bagunça.

Corria o segundo tempo e lá estava Valdivia.

Maior salário do clube, perto de R$ 500 mil mensais.

Havia entrado no intervalo e outra vez não justificava o salário.

Mesmo contra jogadores muito fracos, não produzia nada demais.

Foi quando a principal organizada começou a xingá-lo.

Os torcedores comuns resolveram defendê-lo.

E passaram a xingar a Mancha Verde.

A reação foi sintomática.

Os membros das organizadas começaram a devolver os palavrões.

E ameaçar os outros palmeirenses.

Com medo, inúmeros preferiram ir embora.

Temeram apanhar das organizadas do mesmo time que amam.

Mais um absurdo.

Em campo foi uma catástrofe.

O novo manager, José Carlos Brunoro, terá de justificar os R$ 130 mil mensais.

E o presidente Paulo Nobre parar de contar suas aventuras.

Ambos precisam trabalhar o mais rápido possível.

O time que representa o Palmeiras é patético.

Gilson Kleina colocou o que tinha de melhor, os seus titulares.

Por suas palavras e de seus jogadores, o adversário não assustava.

Era o Penapolense.

Time da acanhada Penápolis.

Clube que conhece finalmente a primeira divisão paulista.

Iria enfrentar o Palmeiras, primeiro time grande valendo três pontos.

A tabela da FPF tinha sido muito carinhosa na teoria para os palmeirenses.

Seria uma maneira de animá-los depois do rebaixamento no Brasileiro.

Bragantino, Oeste de Itápolis e Penapolense na sequência.

Jogos para ganhar confiança.

Marcar nove pontos.

Animar a torcida, deixar os jogadores entusiasmados.

Ajudar a esquecer o rebaixamento e seguir a vida.

Só que a prática desmentiu a teoria.

Dos nove pontos, o Palmeiras acumula quatro.

Perdeu cinco.

Depois de empatar com o Bragantino, ganhou do Oeste.

E hoje veio a derrota por 3 a 2, da maneira que o palmeirense se acostumou.

Uma equipe sem a menor consistência tática.

Com jogadores sem talento ou rumo.

Despreparada psicologicamente.

Tivesse um pouco de sangue frio, a Penapolense teria goleado.

Seus afobados atletas desperdiçaram várias chances.

O Palmeiras saiu na frente.

Ayrton cobrou muito bem uma falta, aos sete minutos do primeiro tempo.

E o time se animou, pressionou, perdeu dois gols feitos.

Foi quando veio o gol de empate com Guaru, também de falta, aos dez minutos.

A bola foi no travessão e bateu nas costas de Fernando Prass.

Castigo, mau agouro.

Empate...

Bastou para implodir a confiança e a organização do time de Gilson Kleina.

A equipe passou a dar todo espaço para o adversário tocar a bola.

Inseguro com as primeiras cobranças dos torcedores, o Palmeiras parecia um time juvenil.

Com a defesa assistindo, Magrão virou o jogo, ao completar um cruzamento de Rodrigo Biro.

Pronto, foram gastos apenas 14 minutos para o time de Nobre e Brunoro estar perdendo o jogo.

Dava pena de Barcos.

Sem a bola chegar, ele abandonava a área para jogar como armador.

Tudo ficava ainda mais triste ao vê-lo tentar tabelar com Maikon Leite.

Patrick Vieira tremia em campo.

Ayrton e Wendel não conseguiam apoiar ou marcar.

Wesley precisava de uma bússula, um GPS.

Completamente perdido, não sabia se atacava, defendia.

No segundo tempo, a mesma velha expectativa.

A entrada de Valdivia.

Velha cena de teatro mambembe.

O chileno correndo, arrogante, conversando, combinando jogadoras imaginárias.

E quando a bola rolou, a velha decepção.

Mesmo com a ajuda do árbitro Fábio Volpato.

Ele expulsou Jailton por retardar cobrança de falta.

O velho rigor dos árbitros apitando no Pacaembu contra times interioranos.

Mas a ajuda não adiantou.

Perez se antecipou a Fernando Prass e cabeceou bola levantada para as redes.

3 a 1 Penapolense, aos 29 do segundo tempo.

As vaias, palavrões a Valdivia dividiram a torcida.

Aos 44 minutos, Luan descontou em bola escorada por Henrique.

3 a 2, Penapolense.

Foi o máximo que o time de Gilson Kleina conseguiu.

Brunoro e Paulo Nobre viram o jogo no Pacaembu.

Acompanharam o vexame.

Tiveram a noção exata de como tudo está confuso, perdido.

Cobrados, prometem a busca de reforços para esta semana.

Viram que não há tempo a perder.

O time é ruim demais.

Quem começa a se chamuscar é Gilson Kleina.

Fora o péssimo futebol dos jogadores.

Algo ficou bem nítido no Pacaembu.

A total falta de organização do Palmeiras.

Mesmo com atletas ruins, era obrigação haver o mínimo de estratégia.

Kleina terá de reagir.

Ele que tanto cobrou Tirone está sendo observado.

Se o Palmeiras não respeitar uma formação tática, vai sim correr perigo.

Não haverá perda de tempo como aconteceu com Felipão em 2012.

Nada de compromisso moral da diretoria com o treinador.

Se a situação não melhorar, o clima promete ficar tenso.

Já há entre os conselheiros a lembrança de dois nomes.

Jorginho e Dorival Júnior, ex-jogadores do Palmeiras.

E com grande ligação com o clube.

Não é missão das mais difíceis tirá-lo do Bahia ou do Flamengo.

Kleina será muito mais cobrado do que imagina.

Sua resposta precisa ser imediata.

O caos hoje no Pacaembu não passou em branco.

Não para Brunoro e Paulo Nobre.

Muito menos para o torcedor palmeirense.

Ele já desfruta o seu primeiro desgosto de 2013...

Em vez de revolucionário, Luís Álvaro passou a ser visto como ingênuo. E é massacrado no Santos. Ninguém aceita perder Neymar aos 22 anos. E de graça. Desperdiçar R$ 180 milhões. Acuado, o dirigente não sabe o que fazer…

gazeta Em vez de revolucionário, Luís Álvaro passou a ser visto como ingênuo. E é massacrado no Santos. Ninguém aceita perder Neymar aos 22 anos. E de graça. Desperdiçar R$ 180 milhões. Acuado, o dirigente não sabe o que fazer...
Em 2010, Luís Álvaro se tornou referência.

Representava uma nova raça de dirigentes esportivos no Brasil.

"Ensinei aos europeus que acabou a farra.

Ninguém mais leva jogador dando espelhos, moedas.

Não no Santos.

Não, comigo.

Não, Neymar."

O que parecia bravata foi realidade.

Conseguiu a admiração, o espanto.

Imprensa, torcida e os demais dirigentes o reverenciavam.

Ele havia conseguido o que parecia impossível.

Recusou os milhões do Chelsea.

Em 2011, foi além.

Enfrentou pressão até de Ronaldo.

E travou negociações com o Real Madrid.

Até com o Barcelona, clube dos sonhos do jogador.

Conseguiu ir além do imaginável.

Assegurou a permanência do atacante até o final de 2014.

E a partir daí, pelo acordo, ele estará liberado.

Ou seja, com 22 anos poderá atuar onde quiser.

Sairá de graça, não renderá um tostão ao Santos.

Não mais do que já rendeu, com patrocínios e vitórias em campo.

A princípio, Laor foi saudado, quase condecorado.

Indicado para o Ministério da Economia.

Conseguiu segurar o melhor jogador brasileiro.

Estava reeditando o que o próprio Santos há mais de 50 anos.

Com Pelé.

E pagando pouquíssimo.

R$ 300 mil mensais.

Os R$ 2,7 milhões restantes são pagos por patrocinadores.

Negócio fantástico.

Pelo menos foi.

Pelo simples motivo que o tempo está passando.

Os mesmos conselheiros santistas que o beijavam, agradecidos, o maldizem.

Laor passou de gênio a um ingênuo.

Neymar vale pelo menos R$ 180 milhões.

Por baixo.

Levando como critério até a venda de Lucas por R$ 108 milhões ao PSG.

As dívidas santistas ultrapassam os R$ 210 milhões.

O Santos tem 50% dos direitos do atacante.

O grupo DIS 40%.

O Teisa, formado por empresários ligados a Laor, 5%.

A família do jogador os outros 5%.

Ou seja: se for mesmo liberado de graça, o Santos perderá R$ 90 milhões.

No mínimo.

O acordo milagroso por segurar o garoto se tornou agora insanidade.

Laor não esperava pela pressão tão cedo.

Mas a cobrança veio e fortíssima.

Conselheiros querem que ele se comprometa como presidente do clube.

E, das duas uma.

Ou garante a venda de Neymar antes de liberá-lo.

E vai contra toda as promessas feitas ao jogador.

Ou consegue a famosa reengenharia econômica.

E faz com que Neymar prorrogue seu contrato com o Santos.

A saída pura e simples, como combinada, e divulgada, virou estupidez.

Os dois lados disfarçam.

Não esperavam essa postura daqueles que o aplaudiram em 2010 e 2011.

Não querem mais o 'grito de Independência' como batizou Laor.

Conselheiros santistas querem é a garantia do dinheiro.

A certeza de que Neymar pagará perto da metade das dívidas do clube.

Laor se vê contrariado pela pressão porque queria dar um troco marcante.

Fazer perder muito dinheiro o grupo DIS, de Delcir Sonda, seu inimigo número um.

O presidente santista até hoje não engoliu a saída de Ganso.

Não foi como desejava.

Apesar das brigas, queria segurar Paulo Henrique.

Ou vendê-lo mais caro do que os R$ 23,9 milhões.

Só que foi impossível pela pressão do grupo DIS.

Delcir é parceiro, irmão de Marcelo Teixeira, ex-presidente santista.

Marcelo e Laor se odeiam.

Quando amarrou o acordo com Neymar e seu pai, Laor comemorava duas vitórias.

A primeira, a permanência do jogador até 2014.

E depois, a saída, sem o DIS receber um centavo.

Com a pura liberação por parte do clube, não haveria direitos econômicos.

É justamente o que o DIS têm.

O plano na época pareceu perfeito.

O Santos se contentaria em ter o jogador pagando muito pouco.

Teria ainda parte dos contratos publicitários do atleta.

Ainda a valorização por tê-lo em campo.

Desfrutaria por três anos esses privilégios.

E no final o liberaria e veria o desespero dos empresários do DIS.

Só que a realidade está batendo na porta da sala da presidência.

Até seus assessores mais próximos não querem que seja feito o combinado.

E há a exigência da venda de Neymar.

Pelo menos após a Copa do Mundo.

A jogada passou para as mãos do pai do atleta.

Basta fazer cara de paisagem e não aceitar convocação para reunião alguma.

O combinado já está em contrato.

Até a liberação.

Ou seja.

Neymar da Silva Santos terá a liberdade de colocar o filho onde quiser.

E cobrando o que bem entender.

Sem precisar dar um quinhão ao Santos.

Aos 22 anos, Neymar terá a alforria.

Logo após a Copa do Mundo do Brasil.

Foi o combinado.

O que era fantástico virou inconcebível.

Dirigentes da Vila Belmiro estão tensos.

O tempo está passando rápido demais.

E eles já reclamam, cobram, exigem uma postura firme.

Surpreso com a pressão, Laor tenta uma solução.

Mas não há onde se apegar.

Se Neymar e seu pai não quiserem, o roteiro será seguido à risca.

Constrangido, o dirigente percebe.

Uma saída seria a venda antes da Copa.

Talvez até este ano.

Luís Álvaro disfarça, mas sente.

Perdeu a aura.

Deixou de ser considerado revolucionário, um gênio.

Passou a ser tratado como ingênuo.

Alguém que está para atirar R$ 180 milhões no lixo.

Deixar de pagar metade das dívidas santistas.

E ainda perder um dos melhores jogadores do mundo.

De graça...

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