Posts de 27 de dezembro de 2012

Libertadores é amaldiçoada no Palmeiras. É um peso que todos os candidatos à presidência querem se livrar. Sem dinheiro, 2013 é um ano de Segunda Divisão. Libertadores só para os ricos: Corinthians, São Paulo, Atlético, Grêmio, Fluminense…

ae37 Libertadores é amaldiçoada no Palmeiras. É um peso que todos os candidatos à presidência querem se livrar. Sem dinheiro, 2013 é um ano de Segunda Divisão. Libertadores só para os ricos: Corinthians, São Paulo, Atlético, Grêmio, Fluminense...
A Libertadores é um sonho de consumo.

O maior desejo de todos quase todos os clubes grandes brasileiros.

Quase.

Porque se dependesse de Arnaldo Tirone, Paulo Nobre e Décio Perin, o clube nem a disputaria.

Os três candidatos à presidência do clube estão tensos.

Sabem que o clube está endividado.

O Conselho Deliberativo resolveu acordar.

E não haverá contratação que comprometa financeiramente o Palmeiras.

A prioridade imposta pelos conselheiros será tirar o time da Série B.

Ou seja: não há a menor condição de montar um time para brigar de verdade para a Libertadores.

Se o Palmeiras for eliminado na primeira fase será uma dádiva.

Pelo menos para os candidatos.

Em conversas com correligionários, eles seguem pelo mesmo caminho.

Manter Kleina e o elenco que esta aí.

Sabem que deverão passar vergonha, diante dos rivais Corinthians e São Paulo.

Só que não enxergam solução.

Só Fernando Prass e Ayrton foram contratados.

O CD barrou inconsequências como a de trazer Riquelme.

O argentino de 34 anos está parado desde o fim da Libertadores.

Mesmo assim, Tirone o queria como trunfo na eleição.

O dirigente gosta de contratar atleta com a carreira parada, sem clube.

Foi o que fez ao buscar o lateral Leandro.

Contratação inútil que só fez o Palmeiras desperdiçar dinheiro.

Acabou sendo mais um entre os vinte que o clube mandou embora.

O prejuízo, lógico, não foi para o bolso de Tirone.

Cesár Sampaio passou vergonha.

Entrou em contato com o lateral do Botafogo, Marcio Azevedo.

Também com o volante Rodrigo Souto no Jubilo Iwata.

Os convenceu a defender o Palmeiras em 2013.

Mas os conselheiros barraram o dinheiro.

Sampaio não deu nem satisfação aos empresários dos atletas.

Vexame, atrás de vexame.

Gilson Kleina já cobrou publicamente Tirone por reforços.

Várias vezes.

Foi aconselhado a se calar para não ser demitido.

Ouviu para 'se virar' com os juniores.

Paulo Nobre diz ter um grupo de empresários interessado em ajudar.

Assim como Décio Perin.

Só que ambos ficaram chocados com a dívida de R$ 210 milhões.

Não é por acaso que Marcos Assunção ainda não renovou.

Tirone não quer pagar R$ 380 mil ao jogador.

O Palmeiras deseja pagar R$ 250 mil.

Na verdade, o presidente não irá chorar se ele sair.

Acredita que João Denoni, que saiu dos juniores, resolve.

Os dirigentes estão esperando sentados propostas por Valdivia.

O máximo que empresários conseguiram foram equipes chilenas.

Que o querem por empréstimo, pagando metade do salário.

Diante de tudo isso, tanto Tirone quanto Nobre e Perin querem a mesma coisa.

Consideram um desperdício montar equipe cara para disputar a Libertadores.

Sabem não ter condições para enfrentar de igual para igual a guerra.

Corinthians, São Paulo, Fluminense, Grêmio, Atlético Mineiro estão muito à frente.

O melhor é disputá-la sem compromisso.

Com uma equipe barata, recheada de juniores.

Mas forte o suficiente para tirar o time da Série B.

A triste realidade aponta para chances enormes de desclassificação precoce.

Na prática, quanto mais cedo ela vier, melhor.

O foco fica para a Série B.

Os homens que brigam para comandar o Palmeiras não querem saber de Libertadores.

Não assumem isso publicamente para não perder a chance de serem eleitos.

Mas no clube não é segredo para ninguém.

Toda festa pela conquista da Copa do Brasil não valeu de nada.

A competição implodiu o time e o rebaixou no Brasileiro.

A desculpa era chegar à Libertadores.

Agora no Palmeiras, todos querem se livrar da competição.

Pouca importa a frustração dos seus torcedores.

O clube está na Segunda Divisão.

O treinador tem currículo de Segunda Divisão.

E o time será de Segunda Divisão.

Já com medo da cobrança, Tirone tem enorme chance de desistir.

Não há caminho para ser reeleito.

Paulo Nobre é o grande favorito.

Décio Perin busca apoios de última hora.

Ninguém, absolutamente ninguém, prioriza a competição sul-americana.

Assim como já avisam que não será montado elenco forte.

O Palmeiras assume: a Libertadores é para os outros.

Corinthians, São Paulo, Atlético Mineiro, Grêmio, Fluminense.

Eles que se divirtam e sonhem alto com título mundial.

No Palestra Itália todos querem é se livrar.

E amaldiçoam bem baixinho a conquista da Copa do Brasil.

Tanta festa por nada...

Andrés quer reconhecimento internacional; Gobbi, lucro; Tite deseja o jogador dos seus sonhos no ataque do Corinthians. A aposta de todos: a apaixonada torcida transformará o fashion Alexandre Pato em um ‘maloqueiro, sofredor, graças a Deus’. E, claro, também graças a R$ 40 milhões…

ae29 Andrés quer reconhecimento internacional; Gobbi, lucro; Tite deseja o jogador dos seus sonhos no ataque do Corinthians. A aposta de todos: a apaixonada torcida transformará o fashion Alexandre Pato em um maloqueiro, sofredor, graças a Deus. E, claro, também graças a R$ 40 milhões...
Mario Gobbi, Tite e Andrés Sanches.

Os três são responsáveis pela negociação com Alexandre Pato.

O Corinthians foi campeão do mundo sem uma estrela internacional.

Não houve necessidade.

A merecida festa no Brasil acabou sendo doméstica.

Não teve a repercussão pelo planeta.

Os grandes clubes da Europa não mandaram emissários ao Parque São Jorge.

A direção esperava que empresários fizessem fila.

Quisessem Guerrero, Cássio, Paulinho, Ralf, Emerson.

Nada disso.

O raciocínio dos dirigentes é que se houvesse uma estrela, o título repercutiria muito mais.

Uniria o útil ao agradável.

Depois do estádio, da Libertadores, do Mundial...

Dos CTs profissional e amador, do faturamento de R$ 300 milhões.

O Corinthians quer a sua internacionalização.

Fazer com que o campeão do mundo seja conhecido.

Comece a disputar espaço com Barcelona, Manchester United, Milan.

E ganhar admiradores pelo mundo.

A única maneira, além de ganhar títulos, é ter estrelas.

Pelo menos uma.

Esta filosofia Andrés Sanchez aprendeu tendo Tevez.

Foi um susto no início.

Ele e Dualib tratavam como mimo os jornais da Europa trazidos por Kia Joorabchian.

O Corinthians era falado na Europa.

O auge deste sentimento em Andrés foi com Ronaldo.

O calendário brasileiro não permitiu que o clube fizesse amistosos no Exterior.

A CBF costuma travar as viagens, para que não prejudique seus torneios.

Principalmente o Brasileiro.

Os períodos de amistosos e torneios relâmpagos na Europa são julho e agosto.

Com o torneio nacional em andamento.

Mas Mario Gobbi já tem a promessa de Marin de que o Corinthians será liberado.

Há a expectativa de convites, agora que o time é campeão do mundo.

Para ter a garantia do convite, um ídolo conhecido.

"E novo para que possa ser vendido no futuro", repete Gobbi.

Não é por acaso que sua frase predileta é 'futebol é business'.

Indo por esse caminho, Alexandre Pato se tornou uma grande oportunidade.

Aos 23 anos, a cúpula corintiana sabe que ele pode ser comprado 'em baixa'.

Ou seja, desvalorizado.

O Paris Saint Germain no início do ano queria o jogador a qualquer custo.

Ou melhor, ofereceu R$ 80 milhões.

O time italiano não vendeu, acreditava na sua recuperação.

Só que a aposta foi um fracasso.

O atleta das 15 contusões musculares, não conseguiu se firmar.

Como na Seleção Brasileira.

Inseguro, inconstante, sem vibração.

Não é por acaso que o atacante pode fechar com o Corinthians.

E por R$ 40,6 milhões.

O clube italiano está disposto a vender o brasileiro.

A incrível desvalorização combina com o fraco rendimento de Pato.

Ela tem tudo a ver com as suas visitas ao Milan-Lab.

Pomposo nome para o departamento médico do clube, que não é conhecido por sua competência.

Pirlo era apontado quase como um ex-jogador.

Hoje é o melhor italiano em atividade na Juventus.

Os departamentos físico e médico corintiano estudaram Pato.

Sabe do seu desequilíbrio muscular nas duas pernas.

E garantem ter condições de colocá-lo para jogar como os tempos do Internacional.

Aí é que surge Tite.

Gaúcho, ele acompanhou todo o processo envolvendo o atacante no Beira-Rio.

E é simplesmente encantado com o seu potencial.

Nas suas retinas estão as jogadas maravilhosas do início de carreira.

Ele acredita que o potencial está lá, o que é preciso fazer é dar condições físicas.

E fazer com que Pato redescubra a confiança.

Tite assegurou à diretoria que isso ele resolve.

Ficam assim esclarecidas as dúvidas.

Andrés Sanchez quer um ídolo para a internacionalização de vez do Corinthians.

E, lógico, atrair ainda mais patrocinadores milionários.

Ter o jogador como garoto propaganda, seguir o exemplo de Neymar no Santos.

Se estiver ainda namorando Barbara Berlusconi, melhor ainda.

Mais capas de revista.

Para o pragmático Mario Gobbi, Pato significa retorno financeiro.

Recuperar o garoto de 23 anos, colocá-lo na Seleção Brasileira.

E vendê-lo com grande lucro depois da Copa do Mundo.

Já Tite quer um diferencial no ataque.

Um companheiro perfeito para as arrancadas de Emerson.

Nem se lembra que o peruano Guerreno marcou o gol do título mundial.

A vaga de titular, se recuperado, é do jovem brasileiro.

O tapete vermelho está estendido para que se torne o artilheiro do time.

A briga por Pato se torna fácil de traduzir.

Publicidade, investimento e injeção de talento no ataque corintiano.

Quanto à sua personalidade distante, blasé, contido, fashion.

E que combinaria muito mais, com o São Paulo, por exemplo...

Os dirigentes e Tite têm certeza.

A torcida corintiana o transformará em mais um do bando de loucos.

Em mais 'maloqueiro, favelado, graças a Deus'.

Essa talvez seja a missão mais difícil.

Mais até do que comprar Alexandre Pato...