Posts de 22 de dezembro de 2012

Marin está muito preocupado. Já mandou avisar a Juvenal que será mesmo difícil manter o Morumbi para o jogo contra o Bolívar. A Conmebol precisa fazer política e punir o clube brasileiro pela briga com o Tigre…

ae130 Marin está muito preocupado. Já mandou avisar a Juvenal que será mesmo difícil manter o Morumbi para o jogo contra o Bolívar. A Conmebol precisa fazer política e punir o clube brasileiro pela briga com o Tigre...
Como foi antecipado aqui no blog.

José Maria Marin havia dito a Juvenal Juvêncio.

Não haveria a menor possibilidade de a final da Sul-Americana ser anulada.

Ninguém tiraria do São Paulo o título.

Marin sabia o que dizia.

Mesmo com a imprensa argentina batendo forte.

Garantindo que haveria uma nova decisão.

O motivo, a sangrenta batalha entre o time e os seguranças do São Paulo.

O título de campeão da Sul-Americana foi homologado ontem pela Sul-Americana.

Na maior discrição, no sorteio dos grupos das equipes que disputarão a Libertadores.

Só que o presidente da Conmebol, Nicólas Leoz é um político por natureza.

Ele não pode se dobrar apenas ao Brasil.

A Marin.

Leoz acaba de desagradar o presidente da AFA, Julio Grondona.

Só foi tão fácil a Marin porque o Tigre não tem representatividade.

Fosse o Boca Juniors ou o River Plate tudo não seria decidido tão rápido.

Só que agora a Conmebol recebe um pedido até pertinente do Bolívar.

Os bolivianos não querem de jeito algum jogar no Morumbi.

Tomam como base a confusão absurda que custou o segundo tempo da final da Sul-Americana.

Vão enviar o pedido formal na próxima semana.

Mas Leoz já foi avisado ontem no sorteio no Paraguai.

Ele está em uma sinuca.

É inconcebível não haver sequer uma câmera nos corredores que dão acesso aos vestiários.

Foi lá que aconteceu o confronto.

Fica a clara desconfiança que o São Paulo faz de propósito.

Deixa essa zona cega para poder agir.

Pelo menos é o que acusam os bolivianos.

Julio Grondona sabe que seu filiado perdeu o título da Sul-Americana.

O Tigre poderá ainda pagar uma multa.

Já que a Conmebol não aceita um torneio terminar por W.0.

Em pleno 2012.

O presidente da AFA exige uma punição ao São Paulo.

A perda de mando de alguns jogos da Libertadores.

No mínimo.

José Maria Marin está tentando salvar o clube de Juvenal.

Mas desta vez tudo se mostra muito mais difícil.

Não há como o clube sair ileso da batalha dos vestiários.

A possibilidade de a primeira partida entre São Paulo e Bolívar ser no Pacaembu é imensa.

Chegou a hora da Conmebol equilibrar as coisas.

Juvenal sabe disso e acionou o departamento jurídico do clube.

Mas sua maior esperança é outra ação de Marin junto a Leoz.

A diretoria do clube tem a certeza de que o Morumbi estaria lotado para essa partida.

O São Paulo voltaria a disputar a Libertadores depois de dois anos fora.

Será a última que Rogério Ceni jogará.

Por tudo isso, há a certeza de que o jogo alcançaria no mínimo R$ 3,9 milhões.

O mesmo arrecadado contra o Tigre.

No Pacaembu, a arrecadação cairá muito, mesmo com os ingressos majorados.

O pior é que o São Paulo não pode fazer nada em relação à partida da volta.

A decisiva, que valerá uma vaga na fase dos grupos, será em La Paz.

Sem choro nem vela.

A altitude de 3.640 metros o aguarda.

Marin mandou recado dizendo que fará tudo o que puder.

Só que desta vez não garante vitória.

O Morumbi está realmente muito ameaçado.

De perder não só um, mas alguns mandos de jogos.

A Federação Boliviana já está trabalhando por isso.

A Libertadores nunca foi uma competição vencida apenas no campo.

Mas principalmente também nos bastidores.

Juvenal e a cúpula do São Paulo está preocupadíssima...

Sem a Seleção, sem contrato com a cerveja. Mano curte a dor em silêncio. Foge até da sua parceira, a Globo. Teve o plano de carreira abortado. Nada de Copa ou Europa. Esteve perto do Corinthians, Inter e Flamengo. Mas voltará em 2013…

ae129 Sem a Seleção, sem contrato com a cerveja. Mano curte a dor em silêncio. Foge até da sua parceira, a Globo. Teve o plano de carreira abortado. Nada de Copa ou Europa. Esteve perto do Corinthians, Inter e Flamengo. Mas voltará em 2013...
Chega até ser constrangedor.

O site pessoal de Mano Menezes está repleto de fotos.

Nas páginas principais todas relacionadas à Seleção.

Fica claro o quanto adorava ser o técnico do Brasil.

Tinha certeza absoluta que ficaria até a Copa.

Tanto que assinou seu contrato com a Kaiser por quatro anos.

Publicitários garantem que recebia R$ 2 milhões por ano.

Há a certeza que a cervejaria Heineken Brasil vai querer desfazer o trato.

E economizar R$ 4 milhões.

Mano interessava enquanto treinador da Seleção.

O último twitter de Mano foi escrito há 28 dias.

Desejava sucesso ao Brasil na busca do hexa.

Desde o dia 23 de novembro, quando foi demitido sumiu da mídia.

O golpe foi forte demais.

A maior decepção da carreira.

O que parecia um grande presente de Andrés Sanchez virou uma armadilha.

Não fosse o convite para assumir o time da CBF, Mano sabe onde estaria.

Continuaria seu trabalho no Corinthians.

Talvez estivesse no lugar de Tite comemorando o título mundial no Japão.

Foi ele quem comandou a recuperação corintiana na Segunda Divisão.

Agora está com a carreira travada.

Tudo deu errado para Mano na Seleção.

Ele e Carlos Leite tentaram gerenciar sua carreira.

Fazer do futebol uma atividade comum, galgando empregos melhores.

O plano era depois da Seleção voar para o Exterior.

Assumir uma equipe de ponta do futebol mundial.

Mano é fascinado pelo futebol alemão.

Adora a disciplina tática, o método sério de trabalho.

Estuda inglês de forma intensiva há anos.

Fala espanhol.

Se não fosse para a Alemanha, adoraria ir para a Espanha.

Itália, Inglaterra.

Carlos Leite foi parceiro de Jorge Mendes, maior empresário do mundo.

Agente que trabalha com José Mourinho e gerencia a carreira de Felipão no Exterior.

Mendes poderia ajudar Mano.

Poderia desde que o trabalho tivesse sido bom.

Impressionasse o mundo.

Não o que fez com a Seleção.

Na prática, convocou 102 jogadores.

Fez o Brasil ser eliminado das quartas de final da Copa América da Argentina.

Não conseguiu também a sonhada medalha de ouro na Olimpíada.

A pior colocação da história da Seleção no ranking da Fifa está na sua conta.

O Brasil está 18º na colocação geral.

Responsabilidade que deveria ser dividida com Ricardo Teixeira e Andrés.

Os dois quiseram fortalecer o treinador.

E colocaram no caminho do Brasil adversários ridículos como Gabão, Iraque.

A Fifa deu o devido valor a seleções desse quilate: nenhum.

Por isso Marin já conseguiu confirmar Inglaterra e Itália no caminho de Felipão.

Mano saiu da Seleção da pior maneira possível.

Calculista, sabe que o mercado europeu está fechado.

Mesmo os empolgados e endinheirados árabes não o querem.

A campanha na Seleção não justifica.

Mano e Carlos Leite sabem que a retomada precisa ser no mercado nacional.

A falta de sorte o atrapalhou três vezes.

A primeira seria o seu retorno ao Corinthians.

Tite esteve muito próximo da Seleção Brasileira.

Mas enfrentou a resistência do vice Marco Polo del Nero.

Eminência parda e mentor de Marin, brigou por Felipão.

Não queria mais laços de Andrés Sanchez com a Seleção.

Até porque sabe que o ex-presidente corintiano vai tentar derrubar Marin.

O cenário teve peso decisivo para que Tite não fosse o escolhido.

Houve até a antecipação do nome de Scolari.

Foi anunciado antes do Mundial de Clubes.

Marco Polo temia que com a vitória corintiana, o clamor da mídia fosse intenso.

Com Felipão já estando no lugar, essa pressão foi abortada.

Se Tite tivesse assumido, Mano voltaria ao Corinthians.

Andrés e Mario Gobbi o adoram.

Só que nada disso aconteceu.

Depois, Mano foi muito cotado para assumir o Internacional.

Se Dunga não resolvesse voltar ao futebol, o cargo seria seu.

Enfim, seu nome era prioridade para Paulo Pelaipe no Flamengo.

Ele só teria de fazer com que Dorival Júnior fosse embora.

E abrisse mão de uma multa de R$ 2,7 milhões.

Chegou até a mandar embora o preparador físico Celso de Rezende para pressioná-lo.

Mas Dorival foi firme, se o Flamengo quisesse a sua saída que pagasse a rescisão.

Foi tão duro com Pelaipe, que a demissão de Celso de Rezende foi revogada.

E o dirigente gaúcho não pôde reviver a dupla da Batalha dos Aflitos.

Mano acabou escanteado novamente.

Diante do atual quadro, Mano resolveu se calar.

Não deu entrevistas nem para quem considerava a sua parceira, a TV Globo.

A hora é se recolher.

Ele e Carlos Leite sabem que basta esperar.

Depois de conviver com tantas sombras de treinadores na Seleção...

Mano será agora a sombra de vários no Brasil.

Clubes grandes que começarem mal a temporada 2013, pensarão nele.

O ex-treinador da Seleção não ficará sem trabalho no Brasil.

Sabe disso.

Como também tem a certeza que deu vários passos atrás na carreira.

A demissão na CBF foi um golpe duro demais.

Por isso está calado.

Suas aulas com fonoaudióloga não são necessárias agora.

Muito pelo contrário.

O momento é de lamber as feridas.

Se calar.

Apostar na memória fraca dos brasileiros.

A maior parte do seu trabalho na Seleção foi ruim.

Quer que todos se lembrem dos últimos jogos.

Quando dava sinais de ter encontrado o time.

Sem um atacante fixo, com Neymar à frente.

Pouco importa que levou dois anos e meio.

E 102 convocações, 13 só de goleiros.

O que o fará voltar a trabalhar também será o status.

Dirigentes adoram ter um ex-técnico da Seleção.

Por isso a certeza de Carlos Leite.

Ele trabalhará em 2013.

No fim da fila para a Seleção, onde talvez nunca retorne.

O sonho da Europa não existe mais.

Assim como o contrato com a cerveja será desfeito.

Porém as portas dos grandes clubes brasileiros estão abertas.

Para o bem ou para o mal, Mano vai voltar...