Posts de 15 de dezembro de 2012

Pelaipe demitiu preparador físico sem avisar Dorival Júnior. Quer forçar sua saída do Flamengo. Sem ter de pagar a multa de R$ 2,7 milhões. E abrir espaço para a contratação de Mano Menezes…

a12 Pelaipe demitiu preparador físico sem avisar Dorival Júnior. Quer forçar sua saída do Flamengo. Sem ter de pagar a multa de R$ 2,7 milhões. E abrir espaço para a contratação de Mano Menezes...
No futebol o treinador precisa ter um homem de confiança.

Ele é mais importante do que o próprio auxiliar técnico.

O preparador físico.

Sua função é fundamental.

Dá condições para os atletas suportarem os jogos.

E colocarem em prática o que o técnico definiu.

Suportar fisicamente cada missão.

Mano Menezes tinha Carlinhos Neves.

Luiz Felipe Scolari não larga Paulo Paixão na Seleção.

Dorival Júnior caminhava com Celso de Rezende.

O verbo foi utilizado no passado.

Porque o homem responsável pelo futebol no Flamengo acabou com a dupla.

Demitiu Celso de Rezende sem ao menos dar satisfação ao treinador.

"Técnico manda no time, não no clube.

O Flamengo seguirá o que há de mais moderno.

Terá a sua Comissão Técnica fixa", diz Paulo Pelaipe.

Mas em todos os clubes do mundo o início dessa forma de trabalhar é diferente.

Com a chegada de todos os elementos.

Não implodindo uma Comissão Técnica já existente.

A não ser que, óbvio, a demissão seja feita para desmoralizar o técnico.

E obrigá-lo a pedir para sair.

O que está escancarado na Gávea.

Pelaipe quer a saída de Dorival.

Ele tem a fama de ser cruel.

Não titubeou, por exemplo, com Vagner Mancini.

Percebeu que o treinador, na sua visão, era fraco.

E o demitiu do Grêmio depois de apenas seis partidas.

Não é segredo na Gávea que o sonho de Pelaipe é contratar Mano Menezes.

Mas terá pela frente uma multa rescisória de R$ 2,7 milhões.

Dorival Júnior sabia muito bem que estava indo trabalhar em um clube instável.

Assinou até dezembro de 2013.

E exigiu a multa da ex-presidente Patricia Amorim.

O treinador está nos Estados Unidos de férias.

Mas já foi avisado da demissão do seu homem de confiança.

E se prepara para o embate.

Haverá uma reunião entre ele e Palaipe na segunda-feira.

A vontade do dirigente flamenguista é acertar a saída do técnico.

Fazer um acordo para a liberação.

De preferência sem ônus para o clube.

O golpe foi abaixo da linha da cintura.

Não houve nenhuma consideração com Dorival de propósito.

A estratégia foi deixá-lo sem o menor ambiente na Gávea.

Pelaipe sabe que ele tem mercado.

O Palmeiras é um clube, por exemplo, que sempre quis Dorival Júnior.

Ainda mais agora, rebaixado para a Série B.

Ele fez ótimo trabalho na Segunda Divisão com o Vasco.

Se não for o Palmeiras, há a certeza que o treinador logo arrumará emprego.

E nessa perspectiva e no orgulho de Dorival que Pelaipe faz sua aposta.

Se ele conseguir tirar Dorival sem o Flamengo pagar multa alguma será marcante.

Ótimo início de trabalho.

Vai mostrar ao novo presidente Eduardo Bandeira de Mello que valeu a pena contratá-lo.

Enquanto isso, os contatos acontecem.

Pelaipe quer garantir Mano Menezes.

Por isso ele tem de ser rápido nesse jogo de xadrez.

O primeiro lance foi ousado, frio, calculista.

Agora, a conversa com Dorival Júnior.

Se depender de Pelaipe, ele já pode arrumar suas coisas.

E liberar a sua sala para Mano Menezes.

O único problema é saber.

Dorival vai abrir mão de R$ 2,7 milhões que são seus por direito?

O técnico tem dois dias para estudar a sua jogada.

O que acontece na Gávea é um jogo de xadrez.

Maquiavélico...

O maior peso da decisão do Mundial estará nas costas de Paulo André. Além do excelente ataque do Chelsea, há a sombra de Leandro Castán. Por dinheiro, o Corinthians desmanchou a melhor zaga do Brasil…

a23 O maior peso da decisão do Mundial estará nas costas de Paulo André. Além do excelente ataque do Chelsea, há a sombra de Leandro Castán. Por dinheiro, o Corinthians desmanchou a melhor zaga do Brasil...

Ele é politizado, inteligente.

Tenta ser um dos líderes do grupo.

Mas ele terá de fazer a melhor partida de sua vida amanhã.

Paulo André precisará se desdobrar para que o Corinthians saia bicampeão mundial.

E que ninguém use o argumento fácil: “Ah, se o Castán tivesse ficado...”

Rafa Benitez falou ontem em Yokohama sobre a excelente defesa corintiana.

O maior desafio do Chelsea seria conseguir superá-la.

Na verdade, ele estava falando da zaga da Libertadores.

Quando, apesar de toda pressão, saiu invicta da competição.

E Leandro Castán teve uma participação fundamental.

Tite não queria a sua saída de jeito nenhum.

Implorou a Mário Gobbi.

Só que o presidente já havia feito das tripas coração.

E preservado Paulinho e Ralf.

Foi quase como no filme A Escolha de Sofia.

Quando um soldado nazista exigiu.

De dois filhos, uma mãe judia teria de escolher um para ficar com ela.

O outro seria levado.

Obrigada, teve de fazer a opção.

E, lógico, carregou o trauma, a dor na consciência pelo resto da vida.

Gobbi optou e abriu mão de Leandro Castán.

Desprezou o fato de que, ao lado de Chicão, a defesa corintiana foi uma das mais firmes de todos os tempos.
Tomou apenas quatro gols em 14 jogos da Libertadores.

A dupla já havia sido destaque na conquista do Brasileiro.

Contratado ao Barueri, ele deveria ser apenas uma opção entre os reservas.

Mas ele se superou, se firmou.

Se transformou no melhor zagueiro do futebol brasileiro.

No final da Libertadores, os dirigentes procuraram Tite.

Perguntaram quais jogadores ele poderia abrir mão.

Citou Alex e Willian.

Mas Gobbi queria outro titular importante.

A “escolha de Sofia” foi entre Castán, Paulinho e Ralf.

E Tite teve de sacrificar o zagueiro.

Ele foi para a Roma por R$ 13,7 milhões.

Deixou o Parque São Jorge chorando muito na última entrevista.

Queria disputar o Mundial.

Paulo André herdou a vaga.

Ele é um bom zagueiro.

Mas o rendimento da defesa nunca mais foi o mesmo.

O sentido de cobertura, o arranque e principalmente as cabeçadas ficam a dever.

Na comparação, o setor crucial para tentar superar o Chelsea está em perigo.

Os ingleses usam Fernando Torres como referência na frente.

Exatamente para atrapalhar os zagueiros.

Fazer o trabalho de pivô para Hazard, Mata ou quem mais vier de trás.

Além de finalizar.

Será fundamental a firmeza de Paulo André amanhã.

Se não fizer a melhor partida de sua vida, o Corinthians corre grande risco de perder.

Apesar dos seis meses, o entrosamento com Chicão está longe de ser perfeito.

São comuns os “brancos” durante o jogo.

Falta a sintonia da Libertadores.

Principalmente nas bolas cruzadas e na cobertura dos laterais.

Nenhum dos adversários que o Corinthians enfrentou no ano tem a força ofensiva do Chelsea.

Tite não tirou Douglas e jogará com Jorge Henrique por acaso.

Quer fechar a marcação, o nascedouro das jogadas pela esquerda.

Com Ashley Cole.

Seus cruzamentos e tabelas com Mata e Hazard são perigosos demais.

Rafa Benitez colocará Ramires na decisão.

E provavelmente Oscar ficará para o segundo tempo.

Com a entrada do nigeriano Moses.

Assim libera de vez Mata e Hazard para jogar por Fernando Torres.

Paulo André terá o auxílio de Ralf e até Paulinho ficará mais fixo.

O Corinthians atuará com duas linhas de marcação.

Com Guerrero jogando isolado na frente.

Mas precisará que seus homens de trás joguem bem demais para sair com o título.

E há, sim, uma enorme saudade de Leandro Castán.

Sua sombra está em cada treinamento em Yokohama.

Ainda mais na véspera da decisão.

Muito inteligente, Paulo André percebeu a situação.

E se cala, não quer chamar ainda mais a atenção.

Sabe que precisa compensar uma escolha que não foi sua.

Foi de Mário Gobbi.

Ele quis os R$ 13,7 milhões da Roma.

Agora só resta ao politizado zagueiro respirar fundo.

E se desdobrar amanhã.

Ninguém será tão cobrado quanto ele contra o poderoso ataque londrino.

Sabe no íntimo que terá mais um mote para novo livro.

É personagem principal de um drama.

De superação ou de tristeza, só amanhã depois do jogo.

A sombra de Leandro Castán estará em cada lance seu amanhã.

Para o bem ou para o mal do Corinthians...

(O argumento de que Castán não queria ficar cai por terra.

Ralf e Paulinho também estavam dispostos a ir embora.

Só que foram convencidos e recompensados a ficar.

Faltou vontade e talento para segurar Castán...)