Publicado em 14/12/2012 às 14h42
Marin tranquiliza a direção do São Paulo. E garante. A Conmebol não vai voltar atrás. Está mais do que confirmado o título da Sul-Americana. Está morta a esperança da direção do Tigre e dos torcedores argentinos que sonham com outro jogo…

"Ney Franco é um maricón (homossexual)."
"Os jogadores e o técnico (Gorosito) são covardes."
Quando técnicos trocam ofensas pela imprensa fica evidente.
Acabou a civilidade, o respeito.
Ney Franco e Néstor Gorosito são a ponta do iceberg.
O confronto entre São Paulo e Tigre continua.
E envolve a AFA e CBF.
Lógico que os argentinos querem nova partida.
E para os brasileiros, tudo já acabou.
E ninguém tira a taça da Copa Sul-Americana do Morumbi.
As versões da história são conhecidas.
O São Paulo alega que os jogadores do Tigre tentaram invadir o seu vestiário.
Queriam bater em Lucas.
Os seguranças não permitiram e a briga foi generalizada nos corredores do estádio.
Os portenhos arrebentaram o vestiário e chegaram até a jogar a flâmula do São Paulo no lixo.
Tudo não teria passado de uma desculpa.
Só para não serem goleados, já que perdiam a partida por 2 a 0.
Para os argentinos o que aconteceu foi uma emboscada.
Seguranças do São Paulo esperaram o time descer para o vestiário.
E partiram para cima da Comissão Técnica e dos jogadores.
No primeiro depoimento, teriam até intimidado os atletas com revólveres.
Por isso não subiram para o segundo tempo.
Mas a delegada Margarete Barreto acabou com a versão dos revólveres.
Para ela, ninguém do Tigre confirmou a versão das armas.
Ficou claro que foi uma mentira que contaram para a televisão argentina.
Mas se engana quem acredita que tudo terminou com Lucas levantando a taça.
A direção do Tigre procurou Julio Grondona.
O presidente da AFA se incumbiu de exigir da Conmebol um outro jogo.
E a interdição do Morumbi para competições internacionais.
Juvenal Juvêncio já entrou em contato com José Maria Marin.
E ele garantiu que 'a fatura' está liquidada.
Não haverá outro jogo.
O titulo é do São Paulo.
E que o Morumbi não corra o menor risco de punição séria em 2013.
Nicólaz Leóz não quer confusão com a CBF.
Aos 84 anos, o paraguaio está cansado.
Não quer saber de conflitos.
Ainda mais envolvendo o organizador da Copa do Mundo.
O que facilita é que está envolvido um clube pequeno argentino.
Fosse Boca ou River Plate, a situação seria diferente.
O Tigre não tem representatividade.
Mesmo assim, Leoz passou 'oficialmente' a questão.
Deixou para o vice Eugenio Figueiredo resolver.
O uruguaio mostra ser um digno seguidor de Leoz.
Aqui no Brasil confirmou o São Paulo como campeão.
Mas bastou chegar no Paraguai, na sede da entidade, disse que o resultado não está confirmado.
Ele disse que vai analisar o depoimento dos argentinos à polícia paulista.
Sabe que eles não foram tão contundentes quanto os dados para a tevê argentina.
Fosse em qualquer lugar civilizado, a solução seria fácil.
O São Paulo seria declarado campeão.
O Morumbi interditado.
E o Tigre punido por não voltar a jogar a final.
Foi um vexame de enormes proporções.
Outra vez os sul-americanos parecem índios descontrolados para o mundo.
Impossível imaginar uma situação parecida na Champions League.
Ou absurdos aceitos como normais por aqui.
É inimaginável policiais com escudos protegendo Messi na cobrança de um escanteio.
Mas Marin antecipou que o São Paulo já é campeão e a questão está morta.
Tudo acontece porque a Conmebol tem uma postura medrosa.
Não tinha nem departamento jurídico.
Foi criado por ordem da FIFA.
Mas ele não existe na prática.
As decisões são políticas e saídas da cabeça de Nicólas Leoz.
Ele é um conciliador por natureza.
Não quer se indispor com a CBF ou com a AFA.
O São Paulo não vai perder o título.
O Tigre não será punido.
O Morumbi será obrigado a instalar câmeras nos corredores que levam aos vestiários.
E talvez o São Paulo pague uma multa.
Talvez.
Mais nada.
A não ser a deprimente troca de ofensas, entre jogadores e treinadores.
Na prática, nada mais sério acontecerá.
Tanto que os dois times estarão no sorteio da Libertadores de 2013.
E podem muito bem ter de se enfrentar.
Pelo clima entre os clubes, talvez a Conmebol inove.
E marque as duas partidas em octógonos de MMA.
Fica melhor para acompanhar os socos e pontapés.
A bagunça e a omissão de transformaram a Sul-Americana.
Ela virou pior do que um torneio de várzea, decidida por W.0...
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