Posts de 12 de dezembro de 2012

Depois de dois anos e meio, a volta de Dunga ao futebol. Assume o Internacional. E vai impor tratamento de choque ao time com os jogadores mais mimados do Brasil. Os jogadores terão de suar sangue para continuar a receber R$ 9 milhões por mês de salários…

ae117 682x1024 Depois de dois anos e meio, a volta de Dunga ao futebol. Assume o Internacional. E vai impor tratamento de choque ao time com os jogadores mais mimados do Brasil. Os jogadores terão de suar sangue para continuar a receber R$ 9 milhões por mês de salários...
O aviso já foi feito.

E foi direto para as estrelas milionárias.

Ele quer o time correndo, vibrando, lutando o jogo todo.

Quem não se enquadrar, vai embora.

Simples assim.

Essa é a filosofia que implantou na Seleção Brasileira.

E será adotada a partir de hoje no Beira-Rio.

Depois de dois anos e meio, Dunga está de volta ao futebol.

O polêmico treinador da Copa de 2010.

Depois da frustração da perda do título na África do Sul, ele quis se afastar.

Fazer um balanço sobre a derrota.

E, principalmente, da briga com a imprensa.

Do seu comportamento agressivo, dos palavrões.

Da ameaça de briga a Alex Escobar.

O tempo passou e ficou evidente que suas brigas encobriram um ótimo trabalho.

Nas mãos de Dunga o Brasil venceu a Copa América, a Copa das Confederações.

Se classificou com toda autoridade, vencendo a Argentina nos seus domínios.

O time havia uma forma definida de jogar.

Com muita marcação, movimentação ao ter a bola e velocidade no ataque.

Suas apostas individuais o traíram.

Júlio César e Felipe Mello implodiram o Brasil contra a Holanda.

Dunga errou em apostar em Kaká contundido.

E deixar Jorginho transformar a concentração em um quartel religioso.

A sua lealdade aos jogadores que o apoiavam foi significativa.

Até mesmo em prejuízo à Seleção.

Os casos de Grafite e Doni são marcantes.

Mas um ano e meio acabou sendo tempo suficiente para repensar.

Analisar onde errou.

Sua principal avaliação é que guerrear com a imprensa não leva a nada.

Fez questão de aceitar fazer as pazes com sua principal inimiga: a TV Globo.

Ter a emissora carioca como rival prejudica até a relação do clube onde trabalharia.

Para selar a reconciliação, até um café com Alex Escobar ele aceita.

Foi a grande concessão que fez.

Enquanto esteve no seu período sabático, recusou vários convites.

São Paulo, Flamengo, Cruzeiro, Inter, Grêmio, Santos.

Até que resolveu voltar.

E para sua 'casa', o Internacional.

Há 12 anos, ele saiu brigado como jogador.

Estava irritado.

No final de carreira não tinha mais a mesma força física.

Tomou chapéu de Ronaldinho Gaúcho, Leão o queria na reserva.

E a direção abaixar o seu salário.

Decidiu ir embora, não sem antes brigar por receber o que tinha direito.

Quando o dinheiro foi liberado, o doou para instituições de caridade.

A mágoa com o Inter levou 12 anos.

E ele volta com apetite.

Percebeu que o presidente Giovanni Luigi deu folga demais ao time em 2012.

Dorival Júnior até tentou.

Ganhou o Gaúcho.

Mas se perdeu diante dos mimados D'Alessandro e Forlán.

Além de Kléber, Leandro Damião, Guiñazu, Bolivar...

Fernandão mandou embora Dorival.

E sentiu na pele o quanto o grupo é problemático.

Parecia inacreditável.

Mas a folha de pagamento era a maior do Brasil.

Nada menos do que R$ 9 milhões foram gastos todos os meses.

A exigência deveria ser pela conquista do Brasileiro.

Com um time teoricamente tão forte e caro seria o mínimo.

Mas nem vaga para a Libertadores o Inter conseguiu.

Dunga chega para revolucionar.

Com carta branca para enquadrar e até dispensar quem não se submeter.

Seja D'Alessandro, Forlán.

Sabe que os cofres colorados estão recheados.

Há a possibilidade de três ou quatro contratações de peso.

Antes, ele vai reduzir o grupo, despachar quem não quer no clube.

Para auxiliá-lo ele exigiu e Paulo Paixão deverá sair do Grêmio.

Os dois traçarão o futuro.

Dunga deixou escapar o que espera aos atletas que ficarem.

"A cultura do Internacional exige um time agressivo.

E que lute do início ao fim do jogo.

Não se conforme com derrota.

Brigue, peleje pela vitória até a última gota de suor."

Era tudo o que o Inter não fazia.

Time sem gana, sem vontade, repleto de jogadores mimados, desinteressados.

Mas vai acabar.

A promessa é de Dunga.

Ele quer provar que foi injustiçado.

Que o Brasil tem um grande técnico e não sabe.

Da última vez que ele lutou contra o que considerou uma injustiça foi em 1994.

E deu no que deu.

Que o Inter se prepare para o furacão Dunga.

Pobres gringos endinheirados...

O Corinthians foi covarde. Irreconhecível. Tomou um sufoco desnecessário do Al Ahly. Está na final do Mundial de Clubes. Se Tite repetir o medo, perde para o Chelsea. Ou até para o Monterrey…

reuters O Corinthians foi covarde. Irreconhecível. Tomou um sufoco desnecessário do Al Ahly. Está na final do Mundial de Clubes. Se Tite repetir o medo, perde para o Chelsea. Ou até para o Monterrey…

Foi desesperador.

E desnecessário.

O Corinthians venceu o Al Ahly.

Está na final do Mundial de Clubes.

Mas a vitória por 1 a 0 foi covarde.

Tite fez o time abrir mão de jogar no segundo tempo.

Mesmo tendo pela frente um adversário muito mais fraco.

E tomou um sufoco incrível.

Postou duas linhas de marcação.

Amarrou a equipe brasileira.

Os egípcios tocaram a bola à vontade.

Se tivessem o mínimo de talento, poderiam ter eliminado os brasileiros.

Foi decepcionante demais.

Tite conseguiu a façanha de calar cerca de 30 mil corintianos que estavam em Toyota.

Todos tensos, nervosos, desesperados.

Viam o time, que chamavam de 'todo-poderoso', covarde em campo.

Porque, se o recuo fosse para armar contragolpes, tudo bem.

Só que não era.

Quando o time retomava a bola, os jogadores não saíam.

A ordem de Tite era segurar a vantagem de 1 a 0 de qualquer maneira.

Ela nasceu no primeiro tempo, quando o Corinthians quis jogar.

O time desde o início estava preso.

Mas tocando a bola em direção ao gol de Ekramy.

Apenas Guerrero isolado na frente.

Por trás dele, o trio: Émerson, Danilo e Douglas.

Com Paulinho liberado para surgir no ataque.

O restante da equipe deveria marcar.

Fechar os setores.

Principalmente Alessandro e Fábio Santos.

Os egípcios entraram assustados em campo.

Teriam pela frente o campeão invicto da Libertadores.

O treinador Hossam El Badry estava preocupado.

E tratou de apelar para o esquema 4-5-1.

Era para esperar, marcar os 'mágicos' brasileiros.

Abrindo mão de jogar, o Al Ahly deu a posse de bola para Tite.

O Corinthians lembrava o Barcelona.

Chegou a ter 66% de posse de bola no primeiro tempo.

Mesmo assim, pouco criou.

O gol veio do rebote de um escanteio.

A bola voltou para Douglas que levantou na cabeça de Guerrero.

O peruano cabeceou com consciência, deslocando o goleiro.

Gol do Corinthians, aos 29 minutos...

A partir do 1 a 0, Tite recuou a equipe.

Queria os contragolpes, mas não liberava seus jogadores.

Quando o time retomava a bola, não tinha opções no ataque.

Os egípcios perceberam que não havia tanta magia assim.

E começaram a tocar a bola, sem medo.

No segundo tempo, Tite atraiu ainda mais o adversário para seu gol.

Era ele quem tinha duas linhas de marcação.

E Guerrero mais isolado do que José Dirceu.

O Al Ahly tinha todo o espaço para trocar passes na intermediária.

E foi empurrando o Corinthians para a sua área.

Aos dez minutos, entrou Aboutrika.

O veterano de 34 anos, jogador de mais consciência, talento do time.

O sufoco ficou pior, mais qualificado.

Enquanto isso, dava pena de Sheik, Douglas e Danilo.

Viraram volantes improvisados.

Correndo atrás de egípcios.

O Corinthians segurava de qualquer maneira a vantagem.

Abdicou de atacar, de jogar.

Tite queria chegar à final do Mundial de qualquer maneira.

Mas exagerou.

O Corinthians passou a ter uma postura covarde.

Abusou de chutões, não teve paciência para tocar a bola.

Tudo seria explicável não fosse o adversário tão fraco.

O campeão africano não esperava tanto medo.

O segundo tempo foi monótono, irritante e tenso.

O Al Ahly sem potencial técnico para aproveitar o espaço que tinha.

Os minutos se arrastavam.

Apesar do sufoco, Cássio não fez uma grande defesa.

Não precisou.

Nas arquibancadas do estádio de Toyota, os corintianos sofriam.

E foi assim até o final.

O Corinthians conseguiu segurar a vitória por 1 a 0.

Foi muito interessante reparar nos jogadores, no time.

Não houve a vibração esperada.

Eles pareciam envergonhados.

Esse não foi o Corinthians que encantou o Brasil.

Tite pode até dar cambalhotas pela chegada à decisão.

Mas ele montou seu time de maneira covarde.

Medo desnecessário diante de um adversário tão fraco.

Toda badalação envolvendo o Mundial de Clubes fez mal.

Afetou o comandante corintiano.

Tivesse um adversário minimamente melhor, o time perderia a vaga.

Se repetir a estratégia, o Corinthians perderá a decisão no domingo.

Seja o Chelsea ou até o Monterrey.

No Japão, o campeão da Libertadores decepcionou.

Foi um arremedo de time.

Covarde e que abriu mão de jogar futebol.

Tomara que tenha sido apenas um vacilo.

E que Tite volte à realidade.

Faça o que se espera dele e de seu time.

Veio a vitória, mas não motivo de comemoração, de alegria.

O time pode muito mais.

Hoje, o Corinthians não foi Corinthians...

(Tanto não foi que os números são assustadores.

O Al-Ahly chutou mais a gol do que a equipe de Tite.

Inaceitável.

Mesmo com a desculpa da mera sobrevivência...)