Publicado em 10/12/2012 às 18h59
A Seleção Brasileira não tem um local moderno de treinamento para a Copa de 2014. Mesmo tendo comprado um terreno de 104 mil metros. Herança maldita de Ricardo Teixeira…

De maneira discreta, José Maria Marin anunciou.
A Seleção Brasileira vai treinar na Granja Comary.
O CT fica em Teresópolis.
E foi classificado como 'ultrapassado' por Ricardo Teixeira.
De acordo com o ex-presidente da CBF não teria cabimento a Seleção se preparar lá.
Não, para a Copa do Mundo no Brasil.
E, em 2009, ele comprou um terreno de 104 mil metros quadrados na Barra da Tijuca.
R$ 26 milhões, uma pechincha.
Centro de Treinamento, hotel dos jogadores, sede da entidade e ainda um museu do futebol.
Teixeira, na época, ironizou até.
Dizendo que a Seleção iria se livrar da terrível neblina da Granja Comary.
Muitas e muitas vezes, o Brasil não pôde treinar devido à neblina.
Os jogadores não enxergavam a bola.
Finalmente, Teixeira assumia a insensatez a compra do CT.
Mas só que o tempo passou.
O dirigente teve de renunciar.
E, de repente, Marin desiste da construção do CT.
Felipão e Parreira, reunidos hoje, decidiam como melhor usar a Granja Comary.
E a CBF não entrou em detalhes.
A vida deveria seguir.
Mas o que aconteceu com o plano megalomaníaco de Teixeira?
E os 104 mil metros quadrados comprados na valorizada região da Barra da Tijuca?
O que aconteceu é que a a compra do terreno está sendo contestada.
Há uma CPI na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro.
O antigo proprietário, Pasquale Mauro está sob investigação.
É suspeito de haver falsificado o registro do terreno.
Foi ele quem recebeu os R$ 26 milhões de Teixeira.
Desde 2010 tudo está parado.
Não se faz nada na área.
Ela está abandonada.
Para aumentar a vergonha, foi invadida por posseiros.
José Maria Marin foi aconselhado a disfarçar.
Não 'colocar a mão na cumbuca', como diz o velho ditado.
A solução foi reformar a Granja Comary.
Torcer para que a neblina dê uma trégua à Seleção de Felipão.
E usar concentrações itinerantes.
Para a Copa das Confederações será Goiânia.
Já para a Copa do Mundo, o senador Aécio Neves quer o Brasil em Belo Horizonte.
Ainda não há uma decisão.
Mas será longe do terreno de 104 mil metros, que ninguém sabe se é ou não da CBF.
Só que ninguém está chorando na entidade.
Nem há tanta preocupação.
R$ 26 milhões não tem muito peso para a entidade.
No último balanço divulgado, o patrimônio da CBF é de R$ 258 milhões.
Grande parte desse dinheiro vindo dos patrocinadores da CBF.
O patrimônio deverá ainda aumentar com a Copa das Confederações.
E com a Copa do Mundo.
Pode não pesar no bolso.
Mas fica a vergonha.
A irresponsabilidade da compra de um terreno sem a devida verificação dos documentos.
Se a entidade tivesse esse cuidado, os 104 mil metros estariam liberados.
E o Brasil teria uma concentração moderna, de verdade para a Copa.
A Seleção não teria de ficar como um circo mambembe, mudando de estado para estado.
Mais um vexame para a conta de Ricardo Teixeira.
Que envergonha não a ele, que passeia em Boca Ratón, na Flórida.
E ainda embolsa R$ 180 mil mensais como consultor da CBF.
O constrangimento fica para todos os brasileiros.
Por situações como essas é que Romário consegue apoio para a CPI no Congresso Nacional.
A entidade que comanda o futebol precisa ser investigada.
Não é possível tamanha irresponsabilidade.
Ainda mais em um país com tantas necessidades como o Brasil.
E que vai promover uma Copa de R$ 80 bilhões.
É revoltante...
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