Posts de 4 de dezembro de 2012

O fim deprimente da era Patricia Amorim no Flamengo. Foi um fracasso. Tudo que se espera de Bandeira Mello é responsabilidade. Pense antes de ir atrás de Kaká, Robinho, Diego, Pato. Chega de brincar com dinheiro e com o coração da maior torcida do Brasil…

ae15 O fim deprimente da era Patricia Amorim no Flamengo. Foi um fracasso. Tudo que se espera de Bandeira Mello é responsabilidade. Pense antes de ir atrás de Kaká, Robinho, Diego, Pato. Chega de brincar com dinheiro e com o coração da maior torcida do Brasil...
Bastaram 1.414 votos.

E Eduardo Bandeira Mello se tornou presidente do Flamengo.

Desbancou Patricia Amorim e sua administração.

Ela teve 914 votos.

Ou seja, só 500 votos separaram um candidato do outro.

Patricia foi um enorme fracasso.

Para os inocentes, era uma representante das mulheres.

Iria enfrentar o machista mundo do futebol.

Mostrar o que a visão feminina pode fazer com o clube mais popular do Brasil.

Pura bobagem.

Pouco restava da ingênua campeã de natação.

Política profissional, com mandatos seguidos como vereadora.

Tinha mais ambição do que planejamento.

Queria estar na mídia.

Trazer Ronaldinho Gaúcho.

Entregar a camisa do Flamengo a Obama, ao famoso que pudesse.

Enquanto isso, queria cuidar do esporte amador.

E não delegava, entregava todo o resto.

O futebol.

E o mais importante: a administração do clube.

Entregou às alas políticas que a apoiaram.

Como um polvo que perde o controle dos seus braços.

Cada um começou a agir de forma independente.

Sem dar satisfação.

Infelizmente, os escolhidos não mostraram competência.

A briga pelo comando no futebol foi um caos.

Com aliados se sabotando.

Andrade, Rogério, Silas, Luxemburgo, Joel, Dorival Júnior.

Seis treinadores e muita decepção.

O time venceu o Brasileiro de 2009 e parecia que iria se firmar.

Mas não houve rumo, tudo foi na base do improviso.

E veio a decadência.

Adriano foi embora.

Ronaldinho chegou, mas com o absurdo.

Não houve contrato assinado com a Traffic que garantisse o pagamento dos salários do jogador.

Muita gente no Flamengo acreditou que seria sensacional.

Não teria vínculos com a empresa que ajudou na vinda do meia.

Assim o clube estaria liberado para deitar e rolar.

Aproveitar todo o dinheiro dos contratos de publicidade que ele atrairia.

Não foi feito nenhum.

E ainda o Flamengo teve de pagar sozinho R$ 1,250 milhão mensais.

Pagou por um tempo.

Até que parou.

Ele que procurasse a justiça.

Se duvidou que tomasse atitude.

Os dirigentes duvidaram da coragem de Assis.

Mostraram o quanto estavam despreparados.

Resultado: Ronaldinho foi embora.

E ainda processa o clube, com muita chance de ganhar R$ 52 milhões.

Enquanto esteve no clube, desmoralizou o Flamengo.

Levou mulher para a concentração.

Derrubou Luxemburgo.

Patricia Amorim assistiu tudo de camarote.

Viu o treinador sair de cabeça baixa do clube.

Antes, viu Zico ser humilhado.

O maior ídolo da história do clube estava ganhando espaço político no clube.

Aliados de Patricia o viam como possível adversário nestas eleições.

E trataram de implodir sua permanência no clube.

Fizeram acusações contra os filhos de Zico.

Nada foi provado, mas com vergonha, o ídolo foi embora.

Seus assessores comemoravam.

Muitos deles tinham pretensões de substituir Patricia.

Ao mesmo tempo, as dívidas iam crescendo.

Na mesma proporção que o time foi se apequenando.

O mês passou a ter 90 dias para os bolsos dos jogadores.

Dirigentes do clube chegaram a aconselhar Deivid.

Ir na justiça para cobrar o que o Flamengo lhe devia.

Isso enquanto continuava a jogar na Gávea.

Uma loucura desmoralizante.

Cada vez mais fraco, o time perdeu ambição.

Parou de sonhar com grandes títulos, grandes objetivos.

Para piorar, Patricia Amorim foi trocando os pés pelas mãos.

Acreditou que seria importante misturar a Câmara dos Vereadores com a Gávea, com sua família.

E acabou levando 25 pessoas para trabalhar com ela como vereadora.

Entre funcionários do Flamengo e familiares.

Todos com salários pagos com o dinheiro público.

A situação constrangedora foi revelada.

E Patricia pagou caro por isso.

Concorreu para um novo mandato como vereadora do Rio.

Buscou até em Vagner Love um cabo eleitoral.

Não deu certo.

Fracassou nas urnas.

Seu mundo estava caindo.

Mas jurou a assessores que não perderia o Flamengo.

Ela sabia que o universo dos eleitores é minúsculo.

Cerca de cinco mil sócios.

E estava obcecada em melhorar as instalações do clube.

Só que o Flamengo passou por mais vexames.

Teve suas linhas telefônicas cortadas por falta de pagamento.

Faltou luz.

E até o ginásio Cláudio Coutinho sofreu um grave incêndio.

Tudo isso sob sua administração.

Mas o gravíssimo está nas dívidas.

O Flamengo deve cerca de R$ 450 milhões.

Patricia acabou isolada.

Em dois meses, duas derrotas.

O saldo de sua passagem no Flamengo é péssimo.

As dívidas aumentaram e o clube continuou estagnado.

Eduardo Bandeira Mello vai mudar a filosofia.

Em vez de cuidar da parte social e delegar poderes, ele vai mandar.

Com o apoio de empresários, promete investir com tudo no futebol.

Márcio Braga e Kléber Leite estão ao seu lado.

Será o retorno da velha postura de que 'o Flamengo tudo pode'.

Tomara que o fracasso de Patricia sirva de lição.

E que Eduardo Bandeira Mello seja ousado.

Modernize o clube, busque reforços.

Aplique muito bem o dinheiro vindo da televisão.

E, principalmente, tenha responsabilidade.

Não queira seguir o exemplo de Márcio Braga, simplesmente.

Para tentar agradar a torcida, ele gastou muito mais do que o Flamengo poderia.

E grande parte da gigantesca dívida vem dessa visão oportunista.

Comprar jogadores a qualquer custo e fazer contratos caríssimos.

Ganhando afago da mídia e dos torcedores.

Mas deixando a conta para quem chega.

É tudo o que o Flamengo não precisa agora.

O furacão Patricia Amorim passou e deixou estragos.

Que Bandeira Mello e seus empresários tenham consciência.

E trabalhem muito.

Mas respeitando, cuidando de verdade do Flamengo.

Que use a sua experiência.

Não foi graduado funcionário do BNDES por acaso.

A Gávea merece até mais afinco administrativo.

A situação é terrível, mas reversível.

O clube mais popular do Brasil já foi por demais tripudiado.

Chega de irresponsabilidade, de incompetência.

Antes de pensar em Pato, Robinho, Diego, Kaká...

Veja o estado de penúria que estão os cofres flamenguistas...

Tiros de borracha, bombas, acesso ao aeroporto internacional travado. Isso não é demonstração de amor. É baderna. O embarque do Corinthians desrespeitou São Paulo. E tudo acontecerá de novo se o time for campeão no Japão. O Haiti é aqui…

ae14 Tiros de borracha, bombas, acesso ao aeroporto internacional travado. Isso não é demonstração de amor. É baderna. O embarque do Corinthians desrespeitou São Paulo. E tudo acontecerá de novo se o time for campeão no Japão. O Haiti é aqui...
Em todos os países a situação é parecida.

Os clubes mais populares têm regalias.

Pelo simples motivo que torcedores são eleitores.

Políticos fazem vista grossa aos abusos.

Não compram briga de maneira escancarada.

Olham para o outro lado.

Fazem cara de paisagem.

Se fingem de mortos.

O que aconteceu ontem em São Paulo foi indecente.

A alegria, o incentivo dos corintianos não pode parar uma cidade.

Foi um abuso, uma baderna desproporcional.

Todos sabiam que ela aconteceria, mas não houve rigor.

Preparo das autoridades paulistanas.

O prefeito Gilberto Kassab está no final de mandato.

Não quer tomar medidas impopulares.

Não bastasse sua contribuição de R$ 420 milhões em isenções ao Itaquerão.

Ele não iria estragar a festa de embarque do time para Tóquio.

Tampouco o governador Geraldo Alckmin.

Seu trabalho para a viabilização do Itaquerão foi discreto, mas decisivo.

Para os dois foi até uma dádiva a absurda escolta de milhares de torcedores.

Assim, a sangrenta guerra civil que domina a cidade fica em segundo plano.

Os assessores recomendam a Kassab e Alckmin; quanto mais a imprensa falar do Corinthians, melhor.

Por isso, o aeroporto mais importante da América Latina viveu seu pior dia.

O caos já começou a dominar a rodovia Ayrton Senna.

Desde o começo da tarde, foram chegando milhares de corintianos.

Eles queriam acompanhar os jogadores do Centro de Treinamento até o aeroporto de Cumbica.

Ônibus, carros, motos e bicicletas infestavam a entrada do CT.

Como não havia local para estacionar, cada um parava onde queria.

Era terra de ninguém.

Motos eram acorrentadas às árvores.

Tudo foi piorando quando foi anoitecendo.

As organizadas e ônibus de excursões chegavam.

Sem o menor respeito com quem precisava ir até o aeroporto.

Os ônibus das organizadas paravam em plena pista.

Torcedores subiam em cima do ônibus e começavam a sambar.

Vendedores de cerveja e de pinga fizeram a festa.

Cenas bizarras se seguiram.

Mães chegaram a sentar nas calçadas e amamentavam seus filhos.

A polícia tentou liberar uma faixa.

Mas, várias vezes, os corintianos não a respeitavam.

E a deixavam travada.

Sua festa era mais importante.

Quando o ônibus corintiano saiu com os jogadores, foi mais surreal.

Os eufóricos torcedores lembravam religiosos fanáticos.

Chorando, gritando, berrando pelos jogadores.

Outros milhares de torcedores preferiram esperar o time no aeroporto.

E levaram seus carros, seus ônibus, suas motos, o caos para Cumbica.

O sistema de som implorava para os torcedores deixarem o saguão.

Eles deixavam em pânico os passageiros.

Principalmente os estrangeiros que chegavam do exterior.

Não havia um aviso sobre o que estava acontecendo.

Só torcedores com a camisa do Corinthians cantando, gritando de um lado para o outro.

Quando o ônibus chegou, o inferno.

Segundo a PM, 15 mil torcedores se espremeram para tentar acenar.

Dar o seu adeus antes do embarque.

A única providência inteligente foi uma grade imensa que separou a torcida do time.

Lá havia forte policiamento para evitar invasões, tumultos.

Se houvesse, as imagens seriam mostradas para o mundo.

Que político quer isso?

Os jogadores embarcaram na madrugada.

Mas milhares de torcedores estavam empolgados demais.

E quiseram continuar com o clima de baderna no aeroporto.

Eles já haviam destruído a decoração natalina.

E continuavam cantando, bebendo, assustando as pessoas.

Foi quando, finalmente, a PM resolveu agir.

Da maneira costumeira, organizada.

Tiros de borracha e bombas de efeito moral.

E levou detidos os mais exaltados.

O clima de terror chegou ao seu ápice.

Mas essas imagens não importavam a ninguém.

O que todos querem exaltar, principalmente Kassab e Alckmin, é o Corinthians.

E o que os corintianos fizeram no embarque do time.

Uns chamam de festa, demonstração de amor.

Outros de baderna, de falta de civilidade.

Quando se mistura políticos e times populares esse é o resultado.

Tudo poderia ter sido feito com consciência.

O time se despedido da torcida no Anhembi.

Fica próximo do aeroporto internacional.

Onde cabem milhares de pessoas.

O acesso ao aeroporto de Cumbica ser restrito.

A festa seria linda e a cidade não seria prejudicada.

Mas o prefeito e o governador precisaram ter mão forte.

Exigir isso do Corinthians.

Só que ninguém enfrenta a torcida.

O medo de perder votos é gigantesco.

Então que se tumultue, paralise o aeroporto mais importante da América Latina.

Para quem gosta de baderna, caos, desrespeito ao ser humano, já sabe.

Se o Corinthians for campeão mundial, basta aparecer.

O seu local de diversão será o aeroporto de Cumbica novamente.

Com a conivência das autoridades.

Deixe seu ônibus em cima de qualquer canteiro.

Não se esqueça do isopor cheio de cerveja.

Leve rojão, sinalizador.

Estará tudo novamente liberado.

O amor do corintiano tem de ser respeitado.

Mas viver em sociedade também.

A responsabilidade é dos governantes.

A incompetência pelo que aconteceu ontem, também.

E acontecerá de novo se o Corinthians for campeão no Japão.

Talvez seja melhor no desembarque preparar tanques de guerra.

O Haiti é aqui...

reproducaoveja1 Tiros de borracha, bombas, acesso ao aeroporto internacional travado. Isso não é demonstração de amor. É baderna. O embarque do Corinthians desrespeitou São Paulo. E tudo acontecerá de novo se o time for campeão no Japão. O Haiti é aqui...