Publicado em 02/12/2012 às 21h42
O torcedor mais feliz nesta manhã de segunda-feira é o do Náutico. Não tem preço rebaixar o Sport, seu grande rival. E ainda no Aflitos lotado para toda torcida assistir…

Atlético Goianiense, Figueirense, Palmeiras e Sport.
Irmanados na incompetência de suas diretorias.
Merecem o rebaixamento para a Segunda Divisão.
Hoje foi sacramentada a queda dos pernambucanos.
Da forma mais dolorida.
Foram despachados pelos rivais.
Caíram nos Aflitos, diante do organizado time de Gallo.
Derrota para o Náutico.
Vergonha, dor, humilhação.
Mas hoje foi só a estocada final.
A diretoria do Sport pediu para voltar à Segunda Divisão.
Paga o preço pela falta de capacidade.
Com uma torcida maravilhosa, pecou pela falta de visão.
Acabou a aura de modernidade que cercava Gustavo Dubeux.
Não adianta falar que o clube ganhará o mesmo dinheiro da tevê.
O rebaixamento é uma vergonha que o torcedor não merecia.
O clube teve quatro treinadores em 2012.
A falta de rumo acabou custando caro.
O time perdeu tempo demais com Vagner Mancini e Waldemar Lemos.
Foram onze partidas seguidas sem vitória.
Todos sentiram que se Sérgio Guedes tivesse sido contratado antes, não haveria queda.
Ele fez um ótimo trabalho.
O time foi outro, mais competitivo, organizado.
Ou seja: não adianta o presidente tentar repassar a culpa.
A visão turva na hora de escolher os comandantes do time foi do dirigente.
A queda desta vez tem nome e sobrenome.
A apaixonada e sofrida torcida viu Saulo fazer milagres no Aflitos.
Defendeu pênalti de Kieza.
Fez de tudo e mais um pouco.
Até deixar o campo tomado pelas caimbras.
Do banco de reservas, viu Araújo fechar o caixão.
Marcar o gol que incendiou a agoniada torcida alvi-rubra.
O rebaixamento do Sport tem a assinatura do Náutico.
E como recompensa do ótimo trabalho de Gallo, a disputa da Sul-Americana.
O Sport voltou no ano passado e só conseguiu ficar um ano na elite do futebol brasileiro.
Volta à Segunda Divisão para se reciclar.
Principalmente seu presidente Gustavo Dubeux.
Enquanto os rubro-negros pernambucanos lamentam, festa no Canindé e em Salvador.
Geninho merece um busto pelo ótimo trabalho com o fraco time da Portuguesa.
Manuel da Lupa desmanchou o Barcelusa de 2011 a troco de moedas.
E viu o time ser rebaixado no Paulista.
A apaixonada e pequena torcida lusa já se preparava para o pior no Brasileiro.
Mas aos trancos e barrancos, Geninho conseguiu tirar água de pedra.
E também resgatar a sua carreira, abalada por escolhas e trabalhos ruins.
Dirigir o Comercial no Paulista foi uma bobagem sentimentalóide inaceitável.
Ainda mais para quem já dirigiu os maiores times do País.
Foi campeão brasileiro.
No Canindé, ele teve como escudeiro Dida.
O goleiro estava há dois anos sem atuar.
E parece ter uma piscina de formol em casa.
Continua com reflexo e físico de goleiro no auge da forma.
Não parece de jeito nenhum ter 39 anos.
Palmeiras e Grêmio estão interessados.
Depois do 0 a 0 contra a Ponte, que salvou a Portuguesas, o reconhecimento.
Os torcedores implorando para ele continuar no Canindé.
Mas no fundo até eles mesmos sabem que não vale a pena ficar para disputar a Segunda Divisão do Paulista.
Muito frio, calculista, Dida cumpriu a sua missão.
Deixou a Portuguesa, que Manuel da Lupa arrasou, na Série A.
Foi uma façanha.
"Não sei onde vou jogar.
Só digo que não vou parar."
E em Goiânia, quem estava mais feliz do que Dida e Geninho juntos era Jorginho.
Com a vitória diante do Atlético Goianiense, ele conseguiu.
Manteve o fraquíssimo time do Bahia na Série A.
Quem mereceu a permanência foi a maravilhosa torcida de Salvador.
Será fantástico para o futebol baiano ter Ba-Vi na Série A em 2013.
Se dependesse da diretoria, o Bahia merecia ser rebaixado.
Não adianta posar de moderna e ficar usando a mesma estratégia.
Pegar jogadores que os times grandes do Brasil não querem mais.
O Bahia merece muito mais do que isso.
Caminhava para o rebaixamento.
Até que os dirigentes apostaram certo em Jorginho.
Ele conseguiu compensar a falta de técnica com vontade, organização.
Tratou de agrupar os jogadores ruins que teve nas mãos.
E na base de uma marcação forte e muito correria, veio a inesperada permanência.
Dirigente já agradeciam felizes com a recuperação, mas já aceitando o rebaixamento.
Jorginho foi além.
E conseguiu a permanência, ponto por ponto.
Suou sangue.
Agora que as diretorias de Portuguesa e Bahia acordem.
Sejam profissionais.
E montem times dignos da força de suas camisas para 2013.
Entrar em um campeonato só para não cair é pensar pequeno.
Foi por isso que Atlético Goianiense, Figueirense e Sport caíram.
E o Palmeiras, com sua cota milionária paga pela tevê?
Foi rebaixado por pura incompetência de Arnaldo Tirone mesmo...
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