Posts de dezembro/2012

Vencer o Paulista, a Libertadores, a Recopa, o Brasileiro e o Mundial. Esse é o plano de Tite. Com mais dinheiro, torcida inflamada e planejamento, o clube se estrutura para essa ousadia inédita. Quem diz o que é impossível para o Corinthians em 2013?

 Vencer o Paulista, a Libertadores, a Recopa, o Brasileiro e o Mundial. Esse é o plano de Tite. Com mais dinheiro, torcida inflamada e planejamento, o clube se estrutura para essa ousadia inédita. Quem diz o que é impossível para o Corinthians em 2013?

O Corinthians é o clube a ser batido em 2013.

Ele é o alvo de todo planejamento dos grandes no próximo ano.

O futebol brasileiro está assustado com a vitória do planejamento.

E com a chuva de dinheiro.

O clube mais popular da cidade mais rica da América Latina.

Mistura que, finalmente, entrou em ebulição.

A Libertadores e o Mundial não foram conquistados por acaso.

O torcedor ficou entusiasmado.

Só que há motivos reais para se animar.

O Corinthians quer ir além.

No balanço frio de Tite e dos dirigentes, o Corinthians desperdiçou títulos.

O Campeonato Paulista fugiu graças às falhas de Júlio César contra a Ponte Preta.

A sexta colocação mostrou que conquista do Brasileiro era possível, sim.

Por isso não é sonho, não é delírio.

Os caminhos estão abertos para um arrastão corintiano em 2013.

Silencioso, o clube se estrutura.

E vai se desdobrar para outra façanha inédita.

Se desdobrar e competir para vencer o Paulista, a Libertadores, o Brasileiro e o Mundial.

Nenhuma equipe do Brasil conseguiu tanto.

Ninguém nem sequer teve coragem para desejar essas conquistas em voz alta.

Nem os corintianos.

Mario Gobbi ouviu de Tite a prioridade.

Manter não só o time titular.

Mas os reservas imediatos.

E buscar no mercado alguns reforços pontuais.

Renato Augusto já foi contratado.

O zagueiro Gil está muito perto.

Assim como a 'cereja' do bolo: Alexandre Pato.

Quinze atletas de bom nível mais o time titular.

Além dos jogadores da base.

Com esses ingredientes, Tite acredita no impossível.

Um grupo fortíssimo para vencer cinco competições que disputará.

Para isso, o principal é não desperdiçar energia.

Principalmente no início do ano.

Usar o que é muito ruim a seu favor.

A fórmula estúpida do Campeonato Paulista, por exemplo.

Outra vez serão disputados 19 jogos.

Para se classificarem oito equipes.

O nível baixíssimo dos adversários do interior é animador.

Basta colocar em campo um time mesclado.

Ou até sem qualquer titular.

Há a certeza de classificação para a fase decisiva.

Enquanto isso, os principais atletas ficam focados na Libertadores.

Haverá elenco suficiente para isso.

A diretoria tem como motivação impedir o tetracampeonato santista.

E voltar a se impor no seu quintal.

Os planos para a tentativa de bicampeonato da Libertadores estão acelerados.

O observador Mauro já começou desde a semana passada a levantar dados sobre os adversários.

San José, Millonarios e Tijuana.

As viagens para Oruro, Bogotá e México já começam a ser organizadas.

Inclusive detalhes da adaptação dos jogadores à altitude da Bolívia e da Colômbia.

Para dar inveja a europeus pela organização, 75 mil ingressos já foram vendidos para os jogos no Pacaembu.

Os torcedores compraram antes mesmo de sair a definição dos adversários.

Dinheiro não será mesmo problema.

A previsão de faturamento de 2013 é de R$ 330 milhões.

Evidente que a prioridade total será a Libertadores.

Só que o pulo do gato acontecerá no Brasileiro.

Tite aprendeu jogando pontos fora no início da competição.

Quando o time estava envolvido com o torneio sul-americano.

Com um elenco mais recheado, os jogos do campeonato nacional serão disputados com muito mais empenho.

Tendo a certeza de que é possível também se impor no País.

Basta manter não só a arrancada forte como toda a disputa.

Até porque ficou provado que manter o elenco em ritmo competitivo é o caminho para o Mundial.

O erro do Santos em 2011 serviu de base da conquista deste ano no Japão.

Com o aumento de jogadores de grande nível, o desejo é fazer o que muitos acreditaram ser loucura.

Não abrir mão das últimas rodadas do Brasileiro.

Como aconteceu neste ano.

O desespero para a inédita conquista da Libertadores pesou.

A pressão atrapalhou.

Em 2013 esse fantasma não existirá mais.

E haverá a saborosa disputa da Recopa.

Terá pela frente o São Paulo, vencedor da Sul-Americana.

Esse confronto terá a rivalidade como tempero.

A vontade de mostrar quem representa a modernidade.

A Recopa será questão de honra no Parque São Jorge.

Os titulares corintianos só voltarão das férias no dia 14.

Atuarão no Paulista apenas na quarta ou quinta rodada.

Talvez até na sexta.

E nem todos de uma vez.

Serão poupados para a Libertadores.

Mas nem por isso o Corinthians estará com uma equipe fraca.

Forte o suficiente para se manter na fase de classificação.

A definição do Paulista acontece em maio.

E pode servir como combustível para o torneio sul-americano.

Até porque a Copa das Confederações será cúmplice.

A Libertadores será paralisada após as quartas de final.

As semifinais e finais só depois do torneio de seleções.

O que será excelente para o Corinthians, se conseguir classificação.

O resumo da ópera.

Mesclar no Paulista e colocar o time titular na fase final.

Mergulhar de cabeça na Libertadores.

Time forte desde a primeira rodada do Brasileiro.

Até a última, mesmo se vier o bicampeonato continental.

Chegar à disputa do Mundial, desta vez no Marrocos, com o elenco em ritmo de competição.

Esses são os ousados planos de Tite.

"Nós vamos querer ganhar tudo em 2013.

Tudo", antecipa Ralf, que sabe das metas.

Os atletas campeões mundiais têm noção do que os espera.

E não só respeitam.

Passaram a acreditar piamente nas metas traçadas pelo treinador.

Com mais dinheiro que os rivais, elenco fortíssimo, time entrosado.

Torcida empolgadíssima.

E, fundamental, livre dos traumas.

Querem o que ninguém conseguiu.

Acumular Paulista, Libertadores, Brasileiro, Recopa e Mundial.

Em um mesmo ano, 2013.

Façanha inédita.

Mas quem tem coragem de dizer o que é impossível ao Corinthians?


O inexplicável massacre de Júnior Cigano em Las Vegas. Cain Velasquez bateu até se cansar e retomou o cinturão dos pesados do UFC. Foi a luta mais decepcionante para o Brasil em 2012…

gettyimages O inexplicável massacre de Júnior Cigano em Las Vegas. Cain Velasquez bateu até se cansar e retomou o cinturão dos pesados do UFC. Foi a luta mais decepcionante para o Brasil em 2012...
Não faltarão teses para a derrota.

Exagero nos treinamentos.

Arrogância para não se proteger dos socos e cruzados.

Tentando escapar apenas com fintas como Anderson Silva.

Muito falatório, provocação, badalação.

Nervosismo.

Seja o que for, Júnior Cigano esteve irreconhecível.

E protagonizou a luta mais decepcionante de 2012 para os brasileiros.

Foi massacrado em Las Vegas por Cain Velasquez.

O norte-americano fez o que quis com ele nos cinco assaltos.

E retomou o cinturão dos peso pesados do UFC.

As notas dos jurados mostram o massacre.

Derrota por 50-45, 50-44 e 50-43.

"Gostaria de dizer "desculpa", tentei o melhor.

Não consegui conectar nenhum soco.

Infelizmente não deu desta vez.

Mas aprendi na minha vida que nenhuma derrota vai me vencer."

Foram as palavras do constrangido e desfigurado brasileiro após o combate.

Ele não deve desculpas a ninguém.

A não ser a ele mesmo.

Júnior Cigano teve uma carreira brilhante até conseguir o cinturão.

Foi derrubando rivais e mais rivais.

Seu boxe é o melhor entre os pesados do UFC.

Tanto que foi assim que conseguiu o cinturão.

Em novembro de 2011 precisou de 64 segundos para acabar com Velasquez.

De lá para cá, derrotou como quis Frank Mir.

Vingou o parceiro Minotauro, que teve o braço quebrado pelo americano.

Cigano fechou patrocínio com o Corinthians.

Passou a virar figura carimbada na televisão.

E a ganhar dinheiro como nunca na sua vida.

Diz ter gasto mais de R$ 100 mil só no treinamento para a luta de ontem.

Sabia que Velasquez faria tudo para levar o combate para o chão.

O mundo sabia dessa estratégia.

Mas deveria estar mais do que preparado.

No dia 8 de dezembro se tornou faixa preta de jiu jitsu.

Seu mestre Yuri Carlton lhe deu a honraria.

Fora todo staff que o cerca, Cigano tem Luiz Dórea.

O preparador de Popó e responsável por seu boxe.

Ou seja, teoricamente ele estaria mais do que preparado.

Tanto na trocação como no chão.

"Vou provar que sou o homem mais mau do planeta", disse antes da luta.

Avisava estar disposto a quebrar todos os recordes dos pesados do UFC.

E que aguardaria com ansiedade que Jon Jones subisse de categoria.

O próprio Cigano criou uma expectativa de vitória fácil contra Velasquez.

Só o que se viu no octógono foi um desastre.

O americano aproveitou a revanche e fez o que quis do brasileiro.

Se cansou nos dois primeiros rounds de tanto bater.

Cigano entrou com uma postura incompreensível.

Com a guarda baixa.

E apenas fugindo do adversário.

Velasquez estava afoito, desesperado para se vingar.

E tentou várias vezes o single leg.

O golpe consiste em segurar uma das pernas do oponente e o derrubar.

Golpe primário.

O brasileiro apenas empurrava e corria.

Deu a falsa impressão que era um toureiro dando seu show.

Velasquez não demorou para perceber que Cigano estava com a guarda baixa.

Parecia hipnotizado, sonado.

Nada de jabs, diretos, cruzados.

O brasileiro estava travado, irreconhecível.

Dava a impressão que queria apanhar.

E começou a ser massacrado.

Virou alvo fixo junto à grade.

Tudo começou com um direto.

A partir daí, foi desesperador.

Porque além dos socos, ele começou a tomar várias quedas.

Parecia um amador contra um profissional.

Foi a pior luta de sua vida.

Seu rosto foi ficando inchado, desfigurado.

Dórea implorava para ele levantar a guarda.

Se defender.

Mas os braços inexplicavelmente baixos.

Um convite para diretos, cruzados e cotoveladas de Cain.

Ele se cansou de tanto bater.

Os brasileiros sonhavam com uma reação de Cigano.

Que seguisse o exemplo do personagem cinematográfico da música com que entra para lutar.

Mas não esteve em noite de Rocky Balboa.

Estava apenas na sua pior noite como lutador.

Seu coração guerreiro evitou o nocaute.

Perdeu os cinco rounds sem reagir.

Os dois primeiros foram trágicos.

Cigano não decepcionou só os brasileiros.

A Nike, o Corinthians.

Mas também a cúpula do UFC.

O seu confronto com Velasquez foi a última luta de 2012.

Acabou sendo desastrosa.

Não terá tão cedo nova chance para tentar recuperar o cinturão.

Assim como quando Shogun perdeu para Jon Jones.

A derrota foi feia demais.

Cigano, de repente deixou de atrair a atenção de Dana White.

Lutadores massacrados defendendo cinturões não interessam.

Velasquez em novembro passado perdeu graças a um golpe.

Um soco perfeito de Cigano que passou por cima de sua guarda.

E atingiu a sua cabeça.

O que aconteceu ontem foi deprimente.

Não combina com o grande lutador que o brasileiro é.

Mas os holofotes eram fortes demais.

Cigano terá de se reinventar.

Mostrar novamente ao mundo do UFC seu potencial.

A derrota em Las Vegas acabou sendo pesada demais.

Dana não tempo a perder se o brasileiro teve 'um branco'.

Mike Tyson foi convidado e estava nas primeiras fileiras.

Se esperava um show de boxe no octógono.

O que Tyson e o mundo viram foi uma surra.

Alguém dando o rosto para ser socado.

Sendo derrubado pela mais simples rasteira.

Infelizmente esse lutador foi Júnior Cigano.

Cain Velasquez aproveitou.

Bateu forte, com raiva.

E reconquistou o cinturão.

Qualquer explicação não convencerá.

O Brasil perdeu o seu campeão dos pesados no UFC.

Ele não conseguiu nem ir à coletiva de imprensa após a luta.

Teve de ir ao hospital fazer exames de tanto que apanhou.

Que Cigano consiga entender o que fez em Las Vegas.

Porque o mundo não entendeu esse massacre...

A melhor notícia dos últimos dois anos para o Palmeiras. Arnaldo Tirone não será candidato à reeleição. Já fez estragos suficientes em um só mandato. Sua herança maldita: clube na Segunda Divisão, endividado, sem rumo e querendo se livrar da Libertadores…

a15 A melhor notícia dos últimos dois anos para o Palmeiras. Arnaldo Tirone não será candidato à reeleição. Já fez estragos suficientes em um só mandato. Sua herança maldita: clube na Segunda Divisão, endividado, sem rumo e querendo se livrar da Libertadores...
O clima é festivo no Palestra Itália.

Foi a melhor notícia do ano.

Mais importante até do que a conquista da Copa do Brasil.

O Palmeiras está livre de Arnaldo Tirone.

Ele percebeu o óbvio.

Que seria massacrado na eleição de 21 de janeiro.

Perderia até se a disputasse com Zé do Caixão.

Tirone resolveu admitir hoje que está fora da disputa.

Ele entra na história.

Como um dos piores presidentes da história do Palmeiras.

Foram dois anos desastrosos.

Deixa o time na Segunda Divisão do Brasileiro.

Endividado.

Com antecipações de transmissão de televisão.

Com empréstimos para pagar o salário dos funcionários e jogadores em dezembro.

Ou seja, comprometeu a nova administração que assumirá no seu lugar.

O próximo presidente sabe que as dívidas ultrapassam R$ 210 milhões.

E terá logo de cara R$ 80 milhões para pagar.

A situação é mais do que constrangedora.

Arnaldo Tirone leva o nome do pai.

Ele sim um grande dirigente palmeirense.

Foi graças ao sobrenome e várias alianças que chegou ao poder.

No final de mandato, ele foi abandonado por grande parte dos aliados.

Isolado, sua situação era patética.

O último ato foi aceitar calado a imposição do Conselho Deliberativo.

Os conselheiros impediram que contratações fossem feitas sem a viabilidade.

Deram um basta nos gastos sem possibilidade de pagamento.

Na falta de responsabilidade administrativa.

Tirone foi uma enorme decepção.

A condução do futebol foi caótica.

Herdou Luiz Felipe Scolari de Belluzzo.

E o usou de escudo da cobrança da torcida.

Só que a situação era uma ópera bufa.

O vice presidente Frizzo detestava Felipão.

Queria um treinador que controlasse.

Sonhava com Paulo César Carpegiani, Dorival Júnior, com quem fosse.

Menos Felipão.

A guerra declarada entre os dois sabotou o Palmeiras.

E Tirone, nada fez.

Queria ficar bem com os dois.

Ainda bancou o salário mais caro da América Latina a um técnico.

Treinador que foi responsável pelo caminho para a Segunda Divisão.

Pensou mais em si na busca pela Copa do Brasil do que no Palmeiras.

O presidente não exergou.

Faltou coragem para enfrentar Valdivia.

O jogador de maior salário não se mostrava comprometido com o time.

Outro vexame histórico aconteceu na contratação de Wesley.

Tirone aceitou a bizarra ideia de pedir dinheiro para os torcedores.

Queria R$ 21,4 milhões.

Mal conseguiu R$ 800 mil.

A sua vaquinha virou motivo de piadas.

Tirone teve de se virar para arrumar dinheiro emprestado.

E confirmar a contratação do jogador por um preço absurdo.

O dirigente conseguiu unir todas as alas contra ele.

Governar ficou inviável.

Mas ele parecia não se abalar.

Logo depois do rebaixamento, foi fotografado tomando sol no Rio de Janeiro.

Outro exemplo absurdo de sua administração.

O contrato com a Kia.

Foi anunciado com pompa e circunstância.

Acabou 'vazada' a informação que chegaria a R$ 25 milhões.

O maior do Brasil.

Mas na receita do conselho, a verdade.

R$ 17 milhões.

Foram vexames em cima de vexames.

Foi divulgada a imagem da estátua de Marcos que o Palmeiras havia aprovado.

O clube teve a coragem de divulgar como ela ficaria.

Parecia o Corcunda de Notre Dame.

No campo, a decadência.

Depois da vitória na Copa do Brasil, o rebaixamento.

Quanto ele estava bem encaminhado houve uma reunião no clube.

Representantes de várias religiões tentaram passar boa energia aos atletas.

Enquanto isso, o assessor de imprensa, cumpriu ordens.

E jogou sal grosso nas traves para evitar a Segunda Divisão.

De envergonhar qualquer palmeirense.

Confirmado o rebaixamento, veio a realidade.

A Libertadores ficou um peso enorme.

Só vai atrapalhar o clube.

Tanto que, sem saída, Paulo Nobre e Décio Perin, não poderão priorizar a competição.

Muito pelo contrário.

O Palmeiras vai montar um time barato e cheio de ex-juniores para voltar à Série A.

Libertadores será deixada para os clubes com dinheiro.

Esta é mais uma faceta da herança maldita de Arnaldo Tirone.

Fora as dívidas, há a moral.

O atual presidente transformou o Palmeiras em clube desmoralizado.

Desacreditado.

Capaz de mergulhar na Segunda Divisão depois de dez anos.

Com Tirone tendo de se contratar seguranças.

E pedir apoio da Polícia Militar para se proteger dos torcedores.

Por todos os ângulos, a administração de Tirone foi um fracasso.

Não concorrer não é poupar o Palmeiras.

É se poupar de passar mais vergonha.

Tudo o que poderia fazer de ruim para o clube, ele fez.

Houve um retrocesso de dez anos.

Fica a lição.

Um clube dividido e sem renovação de lideranças, abre espaço para quem não merece.

Basta repartir os poderes e dar uma parte para cada ala.

No final, o Palmeiras acabou ingovernável.

Implodiu.

Arnaldo Tirone entrou na história do Palmeiras.

Pela porta dos fundos.

Como uma das piores administrações do Palestra Itália.

A salvação do clube parece vir só em 2015.

Quando as eleições forem diretas, com os sócios votando.

Os conselheiros fizeram o clube encolher.

Perder a sua importância, sua representatividade nacional.

A tevê hoje sabe que o Palmeiras é sinônimo de baixa audiência.

Já ficará à margem no Paulista.

Na Segunda Divisão, será atração.

Pela vergonha e nada mais.

No Campeonato Paulista, Tirone deu outro vexame histórico.

Não foi no Conselho Arbitral.

Esqueceu.

Havia 20 representantes das equipes envolvidas.

Menos o do Palestra Itália.

O Palmeiras hoje é único clube que não pode reclamar de nada no Estadual.

Não tem direito a dar opinião por causa da falta de representante no Arbitral.

Com medo da agressiva torcida, jogadores importantes descartam propostas.

Preferem outros clubes para ganhar menos e ter paz.

Assim termina o ciclo deprimente de Arnaldo Tirone.

Cabe a Paulo Nobre e Décio Perin melhorar o clube.

Piorar o Palmeiras depois do desastre Tirone será impossível...

 A melhor notícia dos últimos dois anos para o Palmeiras. Arnaldo Tirone não será candidato à reeleição. Já fez estragos suficientes em um só mandato. Sua herança maldita: clube na Segunda Divisão, endividado, sem rumo e querendo se livrar da Libertadores...

Nacionalista, Marin não perdoa Emerson. Pode ter sido o destaque do Corinthians em 2012. Não há lugar para ele na Seleção Brasileira. Seu pecado foi ter vestido a camisa do Qatar nas Eliminatórias de 2010. Para Marin, a Seleção, como o país, é para os brasileiros. Ame-a ou deixe-a…

a14 Nacionalista, Marin não perdoa Emerson. Pode ter sido o destaque do Corinthians em 2012.  Não há lugar para ele na Seleção Brasileira. Seu pecado foi ter vestido a camisa do Qatar nas Eliminatórias de 2010. Para Marin, a Seleção, como o país, é para os brasileiros. Ame a ou deixe a...
José Maria Marin se considera um nacionalista.

Foi um dos líderes paulistas da repressão política.

Não tolerava a ideia dos comunistas se infiltrando no País

Sucessor biônico (sem eleição) de Paulo Maluf.

Seu mentor o encaminhou para o governo de São Paulo.

"O Brasil para os brasileiros", era um dos lemas prediletos na ditadura.

E não mudou em 30 anos.

Tanto que abortou no nascedouro a história de dar a Seleção a Pep Guardiola.

Mesmo reconhecendo nele um dos melhores do mundo.

"Um espanhol não vai comandar o futebol brasileiro.

Não comigo como presidente da CBF", disse ao vice Marco Polo del Nero.

E preferiu resgatar Luiz Felipe Scolari e Parreira.

Campeões mundiais e nacionalistas como ele.

Tanto quanto seu parceiro junto ao governo federal: o ministro Aldo Rebelo.

Diante desse quadro, Sheik já pode se preparar.

Conseguiu quase tudo que quis na vida.

Com o auxílio da sua mãe, diminuiu a idade para jogar futebol.

Em três anos.

Assim teve a chance de começar a carreira no São Paulo.

Com enorme vantagem diante dos outros meninos.

Conseguiu atuar até pela Seleção Brasileira entre os garotos.

Mudou até o seu nome.

Não bastasse esse problema, surgiu outro.

Foi processado pela justiça pela compra e venda de um carro.

O automóvel estaria envolvido com a Máfia dos Caça-Níqueis no Rio.

Nenhuma dessas confusões o impediria de jogar na Seleção.

Marin já mandou avisar que não tolera é outro pecado.

O fato de Emerson ter 'virado as costas' para o Brasil.

E haver aceito se naturalizar qatari.

Isso depois de vestir a camisa verde e amarela na juventude.

A 'traição' ficou maior ainda.

Nas eliminatórias de 2010, jogou três partidas pelo Qatar.

O país sede da Copa de 2022 costuma apelar para a naturalização de jogadores estrangeiros.

Inclusive pagando.

O meia Marcinho, ex-Flamengo e ex-Atlético Mineiro é um exemplo explícito.

Ele está lá feliz da vida.

A sua proposta foi de R$ 5,7 milhões ou dois milhões e meios de euros, em 2011.

E deverá jogar a partir de 2013 com o time qatari.

A Fifa não gosta nada dessa situação.

Prevendo isso, o Qatar desenvolveu um projeto importante.

Batizado de Aspire, o país busca jovens talentos.

Principalmente em países africanos.

Entre dez e 15 anos.

E os naturaliza.

Os prepara para jogar futebol.

Com o objetivo de fortalecer o País na Copa de 2022.

A Fifa, por enquanto está fechando os olhos para o Aspire.

Mas Marin não fechará os olhos para Sheik.

Aliás, detesta o apelido vindo exatamente do período que passou no Qatar.

O presidente nem gosta de pensar na ideia de vê-lo na Seleção.

Por mais sucesso que o corintiano tenha feito em 2012.

Sido o principal jogador na Libertadores.

E conquistado o Mundial no Japão.

O caminho está travado definitivamente.

Pouco importa que seu empresário, Reinaldo Pitta esteja consultando a Fifa.

Tentando a liberação para seu jogador atuar pelo Brasil.

Mesmo se ela vier, será desprezada.

O presidente da CBF já mandou recados.

Nem adianta consultas, pedidos, novenas.

Ao vestir a camisa do Qatar, Emerson selou seu destino.

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O irônico é que não adianta Sheik rezar pela seleção de Paulo Autuori.

Dói mais saber que o time está a um ponto do líder do grupo,o Uzbequistão.

A chance é real de classificação para a Copa aqui no Brasil.

O Qatar deixou de convocá-lo.

Assim que vazou o escândalo da sua falsificação de documentos.

Colocá-lo em campo seria arriscar perder pontos.

O Iraque quase consegue anular uma derrota para o Qatar por causa de Emerson.

Só não obteve êxito por demora na entrega dos documentos.

Desde 2010, a Federação Qatariana o riscou dos seus planos.

Só restou a Emerson sonhar com a Seleção Brasileira.

Nem adianta alimentar qualquer esperança.

Além da nacionalidade qatari e de Marin...

Há aina outros fortes obstáculos.

Os 34 anos (idade verdadeira) e a personalidade encrenqueira.

Scolari quer atletas vividos e mais jovens.

Com o gênio bem diferente de Emerson.

O atacante corintiano conseguiu tudo o que queria em 2012.

No entanto termina o ano sem a perspectiva que sonhava.

Não vestirá a camisa amarela da Seleção.

Com José Maria Marin é assim.

O Brasil para os brasileiros.

Ame-o ou deixe-o.

Emerson que se prepare.

Copa do Mundo não fará parte do seu currículo...

twitter Nacionalista, Marin não perdoa Emerson. Pode ter sido o destaque do Corinthians em 2012.  Não há lugar para ele na Seleção Brasileira. Seu pecado foi ter vestido a camisa do Qatar nas Eliminatórias de 2010. Para Marin, a Seleção, como o país, é para os brasileiros. Ame a ou deixe a...

Foram 5.300 propagandas na televisão em 2012. Em 12 campanhas diferentes. 44 horas. R$ 60 milhões no bolso. O Brasil já sofre com a superexposição de Neymar. O pior é que até a Copa a dose será muito maior. Alguém precisa cuidar do garoto…

ae137 Foram 5.300 propagandas na televisão em 2012.  Em 12 campanhas diferentes. 44 horas. R$ 60 milhões no bolso.  O Brasil já sofre com a superexposição de Neymar. O pior é que até a Copa a dose será muito maior. Alguém precisa cuidar do garoto...
Neymar de cuecas, vestido de vaca, fantasiado de Elvis Presley, falando no celular com Ronaldo, de samurai, passeando de carro, falando de sua vida, abraçando o pai, tentando animar a torcida para a Copa, de pernilongo...

Do Oiapoque ao Chuí.

É impossível que alguém não saiba quem é Neymar.

O motivo é simples.

E vai muito além do seu talento com a bola.

O assustador levantamento é da Controle da Concorrência.

Empresa que contabiliza inserções comerciais.

Só em 2012 foram 5.300 aparições em intervalos na tevê.

Mais de 159.000 segundos no ar.

São mais de 44 horas só de Neymar.

Quarenta e quatro horas...

Tiete alguma suportaria assistir todas as propagandas em seguida.

Não haveria tortura maior.

Foi o garoto-propaganda do Brasil.

Esteve em campanhas de 12 marcas diferentes.

Em todos os canais abertos.

Fora os fechados.

Até em cinema, ele atormentou os telespectadores.

A overdose de Neymar rendeu R$ 60 milhões ao bolso do jogador.

A contabilidade foi feita por membros da diretoria santista.

Tudo deverá aumentar ainda nos dois próximos anos que precedem a Copa.

Por isso seu pai, Wagner Ribeiro e Ronaldo devem controlá-lo.

Mas entram na onda e tudo o que fazem é aplaudir.

Se transformam em tietes quando deveriam estar resguardando o garoto.

A superexposição antecede a rejeição, garantem os publicitários.

E o bom senso.

Neymar precisa preservar sua imagem.

Não tem cabimento ficar participando de clipes musicais vestido de gorila.

Cantando em trios elétricos.

Programas de auditório.

Não bastasse isso há o twitter.

Ele manipula mais de cinco milhões e setecentos mil pessoas.

Se sente obrigado a todos os dias mostrar algo diferente.

A vítima predileta é o seu cabelo.

Joga litros de gel, corta, coloca fita, descolore.

Não contente, coloca óculos, deixa barba, tira barba.

Virou escravo do ego.

Ninguém controla o seu lado 'Robert'.

Ele não precisa mais aparecer.

Já pode sossegar, todos o conhecem como melhor jogador do País.

Seus 11 patrocinadores individuais vão continuar.

Provavelmente, devem chegar outros.

As propagandas na tevê, rádio, cinema, internet já serão suficientes.

Neymar já é disparado o jogador com maior visibilidade no Brasil.

Ninguém fez tantas propagandas quanto ele.

Nem seu mentor Ronaldo no auge.

Pelé ficou longe.

Elia Júnior e Simone Mello foram por anos os apresentadores do Show do Esporte.

Sempre foram muito competentes.

A Band começava a transmitir esporte pela manhã e só terminava no final da noite.

Valia tudo: futebol, boxe, vôlei, basquete, sinuca, tênis, judô, lambada.

Na década de 80 não havia ainda os canais fechados, de esporte.

E a atração foi consumida pelos brasileiros com avidez.

Só que faltou visão e os apresentadores mostravam todas as atrações.

E ainda participavam dos intervalos.

Eram horas e horas de Elia Júnior e Simone Mello no ar.

Por anos.

Acabaram desgastados.

Faltou bom senso à direção da emissora.

Os dois saturaram o público.

Depois de um tempo afastado, Elia Júnior voltou.

Trabalha na Band Sports.

E Simone Mello deixou a profissão.

Preferiu ser mãe e cuidar dos dois filhos.

Neymar vai no mesmo caminho.

As tietes já têm material até para mostrar aos bisnetos.

Tudo ficará pior, já que a presidente Dilma o quer como símbolo do Mundial.

Felipão também o usará como escudo.

Como referência para tentar fazer a Seleção voltar a ser aplaudida por aqui.

Principalmente na Copa das Confederações.

Ou seja: Neymar será o jogador mais entrevistado do time brasileiro.

Seus patrocinadores irão insuflar as campanhas a partir de janeiro de 2013.

Começa a reta final para a Copa de 2014.

Será um ano e meio de propagandas, publicidades inundando a televisão.

Por tudo isso, passou da hora do staff de Neymar agir.

A 9ine de Ronaldo, Wagner Ribeiro e o pai do jogador devem se unir.

E lembrar dos R$ 60 milhões que o atacante embolsou.

Preservar o atacante para aparições que valham dinheiro.

Fazer com que não vulgarize sua valiosa imagem.

Se não fizerem isso, vão se arrepender.

Por exemplo se a Seleção perder a Copa, o que há muita chance.

Como ficará a sua imagem?

Queimada com o jogador tendo apenas 22 anos?

A overdose de Neymar está aí, na frente de todos.

Depois não haverá lugar para arrependimento.

Quando ninguém suportar ter pela frente o garoto de cabelo espetado.

Vestido de vaca, de gorila, de pernilongo, de cuecas...

Libertadores é amaldiçoada no Palmeiras. É um peso que todos os candidatos à presidência querem se livrar. Sem dinheiro, 2013 é um ano de Segunda Divisão. Libertadores só para os ricos: Corinthians, São Paulo, Atlético, Grêmio, Fluminense…

ae37 Libertadores é amaldiçoada no Palmeiras. É um peso que todos os candidatos à presidência querem se livrar. Sem dinheiro, 2013 é um ano de Segunda Divisão. Libertadores só para os ricos: Corinthians, São Paulo, Atlético, Grêmio, Fluminense...
A Libertadores é um sonho de consumo.

O maior desejo de todos quase todos os clubes grandes brasileiros.

Quase.

Porque se dependesse de Arnaldo Tirone, Paulo Nobre e Décio Perin, o clube nem a disputaria.

Os três candidatos à presidência do clube estão tensos.

Sabem que o clube está endividado.

O Conselho Deliberativo resolveu acordar.

E não haverá contratação que comprometa financeiramente o Palmeiras.

A prioridade imposta pelos conselheiros será tirar o time da Série B.

Ou seja: não há a menor condição de montar um time para brigar de verdade para a Libertadores.

Se o Palmeiras for eliminado na primeira fase será uma dádiva.

Pelo menos para os candidatos.

Em conversas com correligionários, eles seguem pelo mesmo caminho.

Manter Kleina e o elenco que esta aí.

Sabem que deverão passar vergonha, diante dos rivais Corinthians e São Paulo.

Só que não enxergam solução.

Só Fernando Prass e Ayrton foram contratados.

O CD barrou inconsequências como a de trazer Riquelme.

O argentino de 34 anos está parado desde o fim da Libertadores.

Mesmo assim, Tirone o queria como trunfo na eleição.

O dirigente gosta de contratar atleta com a carreira parada, sem clube.

Foi o que fez ao buscar o lateral Leandro.

Contratação inútil que só fez o Palmeiras desperdiçar dinheiro.

Acabou sendo mais um entre os vinte que o clube mandou embora.

O prejuízo, lógico, não foi para o bolso de Tirone.

Cesár Sampaio passou vergonha.

Entrou em contato com o lateral do Botafogo, Marcio Azevedo.

Também com o volante Rodrigo Souto no Jubilo Iwata.

Os convenceu a defender o Palmeiras em 2013.

Mas os conselheiros barraram o dinheiro.

Sampaio não deu nem satisfação aos empresários dos atletas.

Vexame, atrás de vexame.

Gilson Kleina já cobrou publicamente Tirone por reforços.

Várias vezes.

Foi aconselhado a se calar para não ser demitido.

Ouviu para 'se virar' com os juniores.

Paulo Nobre diz ter um grupo de empresários interessado em ajudar.

Assim como Décio Perin.

Só que ambos ficaram chocados com a dívida de R$ 210 milhões.

Não é por acaso que Marcos Assunção ainda não renovou.

Tirone não quer pagar R$ 380 mil ao jogador.

O Palmeiras deseja pagar R$ 250 mil.

Na verdade, o presidente não irá chorar se ele sair.

Acredita que João Denoni, que saiu dos juniores, resolve.

Os dirigentes estão esperando sentados propostas por Valdivia.

O máximo que empresários conseguiram foram equipes chilenas.

Que o querem por empréstimo, pagando metade do salário.

Diante de tudo isso, tanto Tirone quanto Nobre e Perin querem a mesma coisa.

Consideram um desperdício montar equipe cara para disputar a Libertadores.

Sabem não ter condições para enfrentar de igual para igual a guerra.

Corinthians, São Paulo, Fluminense, Grêmio, Atlético Mineiro estão muito à frente.

O melhor é disputá-la sem compromisso.

Com uma equipe barata, recheada de juniores.

Mas forte o suficiente para tirar o time da Série B.

A triste realidade aponta para chances enormes de desclassificação precoce.

Na prática, quanto mais cedo ela vier, melhor.

O foco fica para a Série B.

Os homens que brigam para comandar o Palmeiras não querem saber de Libertadores.

Não assumem isso publicamente para não perder a chance de serem eleitos.

Mas no clube não é segredo para ninguém.

Toda festa pela conquista da Copa do Brasil não valeu de nada.

A competição implodiu o time e o rebaixou no Brasileiro.

A desculpa era chegar à Libertadores.

Agora no Palmeiras, todos querem se livrar da competição.

Pouca importa a frustração dos seus torcedores.

O clube está na Segunda Divisão.

O treinador tem currículo de Segunda Divisão.

E o time será de Segunda Divisão.

Já com medo da cobrança, Tirone tem enorme chance de desistir.

Não há caminho para ser reeleito.

Paulo Nobre é o grande favorito.

Décio Perin busca apoios de última hora.

Ninguém, absolutamente ninguém, prioriza a competição sul-americana.

Assim como já avisam que não será montado elenco forte.

O Palmeiras assume: a Libertadores é para os outros.

Corinthians, São Paulo, Atlético Mineiro, Grêmio, Fluminense.

Eles que se divirtam e sonhem alto com título mundial.

No Palestra Itália todos querem é se livrar.

E amaldiçoam bem baixinho a conquista da Copa do Brasil.

Tanta festa por nada...

Andrés quer reconhecimento internacional; Gobbi, lucro; Tite deseja o jogador dos seus sonhos no ataque do Corinthians. A aposta de todos: a apaixonada torcida transformará o fashion Alexandre Pato em um ‘maloqueiro, sofredor, graças a Deus’. E, claro, também graças a R$ 40 milhões…

ae29 Andrés quer reconhecimento internacional; Gobbi, lucro; Tite deseja o jogador dos seus sonhos no ataque do Corinthians. A aposta de todos: a apaixonada torcida transformará o fashion Alexandre Pato em um maloqueiro, sofredor, graças a Deus. E, claro, também graças a R$ 40 milhões...
Mario Gobbi, Tite e Andrés Sanches.

Os três são responsáveis pela negociação com Alexandre Pato.

O Corinthians foi campeão do mundo sem uma estrela internacional.

Não houve necessidade.

A merecida festa no Brasil acabou sendo doméstica.

Não teve a repercussão pelo planeta.

Os grandes clubes da Europa não mandaram emissários ao Parque São Jorge.

A direção esperava que empresários fizessem fila.

Quisessem Guerrero, Cássio, Paulinho, Ralf, Emerson.

Nada disso.

O raciocínio dos dirigentes é que se houvesse uma estrela, o título repercutiria muito mais.

Uniria o útil ao agradável.

Depois do estádio, da Libertadores, do Mundial...

Dos CTs profissional e amador, do faturamento de R$ 300 milhões.

O Corinthians quer a sua internacionalização.

Fazer com que o campeão do mundo seja conhecido.

Comece a disputar espaço com Barcelona, Manchester United, Milan.

E ganhar admiradores pelo mundo.

A única maneira, além de ganhar títulos, é ter estrelas.

Pelo menos uma.

Esta filosofia Andrés Sanchez aprendeu tendo Tevez.

Foi um susto no início.

Ele e Dualib tratavam como mimo os jornais da Europa trazidos por Kia Joorabchian.

O Corinthians era falado na Europa.

O auge deste sentimento em Andrés foi com Ronaldo.

O calendário brasileiro não permitiu que o clube fizesse amistosos no Exterior.

A CBF costuma travar as viagens, para que não prejudique seus torneios.

Principalmente o Brasileiro.

Os períodos de amistosos e torneios relâmpagos na Europa são julho e agosto.

Com o torneio nacional em andamento.

Mas Mario Gobbi já tem a promessa de Marin de que o Corinthians será liberado.

Há a expectativa de convites, agora que o time é campeão do mundo.

Para ter a garantia do convite, um ídolo conhecido.

"E novo para que possa ser vendido no futuro", repete Gobbi.

Não é por acaso que sua frase predileta é 'futebol é business'.

Indo por esse caminho, Alexandre Pato se tornou uma grande oportunidade.

Aos 23 anos, a cúpula corintiana sabe que ele pode ser comprado 'em baixa'.

Ou seja, desvalorizado.

O Paris Saint Germain no início do ano queria o jogador a qualquer custo.

Ou melhor, ofereceu R$ 80 milhões.

O time italiano não vendeu, acreditava na sua recuperação.

Só que a aposta foi um fracasso.

O atleta das 15 contusões musculares, não conseguiu se firmar.

Como na Seleção Brasileira.

Inseguro, inconstante, sem vibração.

Não é por acaso que o atacante pode fechar com o Corinthians.

E por R$ 40,6 milhões.

O clube italiano está disposto a vender o brasileiro.

A incrível desvalorização combina com o fraco rendimento de Pato.

Ela tem tudo a ver com as suas visitas ao Milan-Lab.

Pomposo nome para o departamento médico do clube, que não é conhecido por sua competência.

Pirlo era apontado quase como um ex-jogador.

Hoje é o melhor italiano em atividade na Juventus.

Os departamentos físico e médico corintiano estudaram Pato.

Sabe do seu desequilíbrio muscular nas duas pernas.

E garantem ter condições de colocá-lo para jogar como os tempos do Internacional.

Aí é que surge Tite.

Gaúcho, ele acompanhou todo o processo envolvendo o atacante no Beira-Rio.

E é simplesmente encantado com o seu potencial.

Nas suas retinas estão as jogadas maravilhosas do início de carreira.

Ele acredita que o potencial está lá, o que é preciso fazer é dar condições físicas.

E fazer com que Pato redescubra a confiança.

Tite assegurou à diretoria que isso ele resolve.

Ficam assim esclarecidas as dúvidas.

Andrés Sanchez quer um ídolo para a internacionalização de vez do Corinthians.

E, lógico, atrair ainda mais patrocinadores milionários.

Ter o jogador como garoto propaganda, seguir o exemplo de Neymar no Santos.

Se estiver ainda namorando Barbara Berlusconi, melhor ainda.

Mais capas de revista.

Para o pragmático Mario Gobbi, Pato significa retorno financeiro.

Recuperar o garoto de 23 anos, colocá-lo na Seleção Brasileira.

E vendê-lo com grande lucro depois da Copa do Mundo.

Já Tite quer um diferencial no ataque.

Um companheiro perfeito para as arrancadas de Emerson.

Nem se lembra que o peruano Guerreno marcou o gol do título mundial.

A vaga de titular, se recuperado, é do jovem brasileiro.

O tapete vermelho está estendido para que se torne o artilheiro do time.

A briga por Pato se torna fácil de traduzir.

Publicidade, investimento e injeção de talento no ataque corintiano.

Quanto à sua personalidade distante, blasé, contido, fashion.

E que combinaria muito mais, com o São Paulo, por exemplo...

Os dirigentes e Tite têm certeza.

A torcida corintiana o transformará em mais um do bando de loucos.

Em mais 'maloqueiro, favelado, graças a Deus'.

Essa talvez seja a missão mais difícil.

Mais até do que comprar Alexandre Pato...

“O São Paulo poderia ter Lugano. Mas o Juvenal não gosta de trazer de volta ídolos que não possa controlar. Por isso Lúcio, três anos mais velho. E o Corinthians foi campeão mundial porque o São Paulo ensinou o caminho. Nossos reservas até carimbaram o passaporte deles.” Marco Aurélio Cunha…

ae135 O São Paulo poderia ter Lugano. Mas o Juvenal não gosta de trazer de volta ídolos que não possa controlar. Por isso Lúcio, três anos mais velho. E o Corinthians foi campeão mundial porque o São Paulo ensinou o caminho. Nossos reservas até carimbaram o passaporte deles. Marco Aurélio Cunha...
"O São Paulo poderia ter Lugano e não Lúcio.

Um jogador quase três anos mais novo.

Era só negociar.

Mas o Juvenal não gosta de trazer de volta ídolos.

Ainda mais aqueles que não pode controlar."

" O Corinthians está se modernizando.

Aprendeu com o São Paulo como se faz.

Nós ensinamos.

Clube grande tem de ter estádio, CT, CT para a base.

E os corintianos estão aprendendo.

Tanto que conseguiram finalmente o passaporte internacional.

Ganhou um Mundial, nós temos três.

Mas não vamos esquecer que o passaporte já chegou carimbado.

Pelos reservas do São Paulo, na derrota antes do embarque para o Japão."

O vereador e ex-gerente de futebol Marco Aurélio Cunha continua o mesmo.

Com muita influência nos bastidores do Morumbi.

Rompeu politicamente com Juvenal depois da reforma nos estatutos.

O que permitiu o terceiro mandato consecutivo do presidente.

De quem foi genro, inclusive.

Ele se afastou da diretoria, mas continua ligado demais aos jogadores.

Que estão e os que saíram do clube.

Kaká, Lugano, Luís Fabiano, Rogério Ceni são seus amigos pessoais.

Conselheiro, acompanha de perto tudo o que acontece no São Paulo.

Vereador acompanha politicamente os milhões movimentados pela Copa no Brasil.

Brigou contra a isenção de R$ 420 milhões para o Itaquerão.

Adora provocar o rival em qualquer entrevista.

Nesta ele mistura seriedade ao falar de Lugano, Libertadores, Tigre.

Exercita sua ironia ao parabenizar o título mundial do Corinthians...

Marco, de forma direta, o São Paulo poderia ter Lugano?

E preferiu Lúcio?

Os dirigentes escolheram um jogador quase três anos mais velho, que vai fazer 35 anos. Sei que haveria sim a possibilidade real do Lugano voltar. Ele está afastado no Paris Saint Germain. O Juvenal tinha plena consciência disso. Só que preferiu ouvir outras pessoas e investir no Lúcio. Zagueiro, por sinal, que o próprio presidente havia dito que não contrataria no passado por ser muito religioso. E poderia influenciar os garotos do time. Há uma certa preocupação no clube com os atletas que são profundamente evangélicos. Mas com o Juvenal Juvêncio o que vale ontem, não vale hoje. Ele é imediatista demais. E fechou com o Lúcio. O clube tinha no planejamento a contratação de apenas um zagueiro caro e mais vivido. As portas ficaram fechadas para o Lugano. Uma pena, um desperdício.

O Juvenal não gosta de recontratar ídolos?

Não. Ele usa como exemplo o Cicinho, que não deu certo. Mas isso é uma desculpa. Em relação ao Lugano, se ele voltasse, não haveria como não relacioná-lo com a diretoria do [falecido] presidente Marcelo Portugal Gouvea. Situações que o Juvenal quis evitar. Além do que é o uruguaio é um jogador de muita personalidade. Não é fácil de comandar. Em relação aos ídolos, Juvenal não se esforça mesmo. O Danilo queria voltar ao Brasil e o primeiro clube que procurou foi o São Paulo. O presidente disse que era muito caro e ele fez o que fez pelo Corinthians. O Luís Fabiano agora e, muito provavelmente, o Kaká no futuro têm explicação simples. A falta de conquistas individuais dos dois no clube. Qualquer título, como essa Sul-Americana é um diferencial a favor da administração Juvenal. Agora, retornar com o Lugano, que saiu campeão do mundo, se trata de uma história diferente. O patamar de comparação é outro. Qualquer coisa menos do que outro título mundial poderia ser visto como uma derrota.

Para onde Lugano vai?

Com a desistência do São Paulo, ele está negociando. Não ficará no Paris Saint Germain. As conversas com o Grêmio foram da gestão do Paulo Odone. O América do México ofereceu um contrato em branco ao zagueiro, para que ele colocasse preço. E também há o interesse forte de um clube pequeno inglês. O Lugano ainda não decidiu. Mas, repito, haveria sim a chance de retorno ao Morumbi. Só que Juvenal preferiu nem tentar.

Você sabe tudo de bastidores do São Paulo.

O que aconteceu de verdade na briga com o Tigre?

Me faltam alguns detalhes, lógico. Mas só vou dizer que o São Paulo estava 80% certo. Errou em incentivar o clima bélico com uma equipe sem tradição alguma no futebol internacional. Bobagem como reconhecimento de campo, se aquecer no gramado. Bobagens que acabaram só criando um clima insustentável de conflito. O São Paulo entrou no clima de guerra porque ficou algum tempo longe da Libertadores. Não conseguiu classificação e se esqueceu de detalhes importantes. Entrou em provocações; brigas quando deveria apenas ter goleado o Tigre e fazer a festa como campeão. Mas teve gente que se inflamou e que quis se impor. Ficou uma situação lamentável. E que não combina com a história do São Paulo. Nosso clube foi e sempre será campeão jogando futebol.

Muito se fala que o Corinthians era protegido por Ricardo Teixeira.

E tinha até a influência do Lula em tudo que acontecia.

Até na construção do Itaquerão.

Agora chegou a vez do São Paulo se aproveitar?

Com o Marin na CBF?

Olha, o Corinthians soube usar sua força política no futebol até pouco tempo. Mérito dos seus dirigentes. Do Itaquerão não quero nem falar. Já briguei muito. Mas o São Paulo não vai se aproveitar tanto do Marin na CBF. Pelo simples motivo que ele é político profissional. Quer agradar todo mundo e não ficar mal com ninguém. O Ricardo Teixeira não era assim. Embora a ligação do Marin com o São Paulo é grande, não haverá privilégio. Ele não vai se indispor com os outros. Ele é muito inteligente para isso. A grande diferença é que antes, com o Ricardo Teixeira, o São Paulo era excluído. Hoje o clube está incluído nas decisões mais importantes do futebol brasileiro. É ouvido. Isso é um mérito. Mas não terá o que outras equipes tiveram na administração passada da CBF.

Como você analisa a queda do Palmeiras?

O segundo rebaixamento em dez anos?

Mostra o que acontece quando um clube é conturbado internamente. Com as divisões não deixando ninguém trabalhar. É muito ruim para a história do Palmeiras, de tantas conquistas. Ele foi capaz de cair depois de ganhar a Copa do Brasil. E com o treinador da Seleção Brasileira na Copa de 2014. Precisa se reestruturar. Acredito na força do Palmeiras. Vai subir de novo em 2013. Mesmo se a diretoria continuar dividida, a torcida empurra. O Palmeiras terá quatro chances. Quatro vão subir da B. Não é possível que os dirigentes não consigam uma vaga. Não é possível.

O que você tem para falar da conquista do Mundial do Corinthians?

O Corinthians está se modernizando. Aprendeu com o São Paulo como se faz. Nós ensinamos. Clube grande tem de ter estádio, CT, CT para a base. E os corintianos estão aprendendo. Tanto que conseguiram finalmente o passaporte internacional. Ganhou um Mundial, nós temos três. Mas não vamos esquecer que o passaporte já chegou carimbado. Pelos reservas do São Paulo, na derrota antes do embarque para o Japão. Fiquei contente que não houve pênaltis, ganharam sem lances contestados. Foi ótimo. Assim como o São Paulo costuma fazer quando é campeão. Estão no caminho. O São Paulo mostrou como se faz.

O que você acha do patrocínio da Caixa ao Corinthians?

É uma situação justa?

Mérito das ligações políticas que o clube tem. Mas um absurdo para os outros clubes. A Caixa Econômica Federal é um banco de parte do seu capital estatal. Ou ajuda todos ou não ajuda ninguém. Mas no nosso país, as ligações das pessoas são muito importantes e prevalecem em situações que não deveriam. Como no caso da Petrobrás que ajudou o Flamengo, a Eletrobrás o Vasco. E agora, a Caixa Econômica com o Corinthians. Não posso concordar nunca com esse patrocínio. Só reconheço o mérito das alianças corintianas. Assim tudo fica mais fácil.

Ao que você atribui esse progresso corintiano?

Não tenho a menor dúvida. Tudo se deve à passagem do Ronaldo no Parque São Jorge. Ele abriu os olhos dos dirigentes sobre tudo o que um clube grande deveria ser feito. Para a rede de relacionamentos. Teve espaço como ídolo de futebol. Como o Pelé já fez por um período no Santos. Como o Neymar tem tudo para fazer. O São Paulo precisa estar aberto aos ídolos internacionais, não pode ficar nas mãos apenas de dirigentes. A minha esperança é que o Rogério Ceni, quando parar, revolucione, modernize muita coisa no Morumbi que está estagnada. Voltando ao Corinthians, o clube soube usar bem demais Ronaldo. E está colhendo os frutos até hoje. Como o Mundial, estádio, modernização. Se ele não tivesse jogado lá, tudo estaria da maneira atrasada com que era conduzido o clube. Os dirigentes brasileiros precisam de um choque de modernidade. O Corinthians teve o dele. Agora acaba virando exemplo para os outros, que seguem com presidentes por anos e anos. E não saem do lugar.

Os tristes detalhes da saída de Juninho Pernambucano do Vasco. Ele vai embora de cabeça erguida, mas muita mágoa no coração. O Brasil perde um dos jogadores mais dignos de todos os tempos…

ae28 Os tristes detalhes da saída de Juninho Pernambucano do Vasco. Ele vai embora de cabeça erguida, mas muita mágoa no coração. O Brasil perde um dos jogadores mais dignos de todos os tempos...
Neste Natal houve vários pedidos.

A grande maioria dos leitores queria bastidores.

Detalhes da saída de Juninho Pernambucano do Vasco.

E fui atrás.

Não há como não ficar chocado com as histórias.

É mais do que compreensível as suas últimas declarações antes de seguir para os Estados Unidos.

E encerrar a carreira no New York Red Bulls.

Clube que nada tem a ver com ele.

A não ser o fato de pagar muito bem no seu ano de adeus à carreira.

A falta de rumo, de estrutura implodiu o Vasco.

E a paciência de Juninho Pernambucano.

Ele surgiu no Sport, foi para o Vasco como contrapeso.

O grande contratado deveria ser Leonardo.

Mas o jogador se impôs e foi peça fundamental na conquista da Libertadores.

Misturando técnica, talento e muito personalidade, ele se impôs.

Fez tanto sucesso que acabou contratado pelo Lyon.

Ficou oito temporadas.

Acabou heptacampeão francês.

Foi para o Al-Gharafa do Catar.

Acabou como o melhor jogador do país.

Tinha propostas bem melhores financeiramente.

Do São Paulo e do Internacional.

Preferiu voltar ao clube que amava.

O Vasco da Gama.

Retornou com o sonho de encerrar a carreira em São Januário.

Conversou com Roberto Dinamite e ouviu as dificuldades econômicas do clube.

E também soube da desconfiança de alguns conselheiros.

Ligados a Eurico Miranda, inimigo mortal de Juninho Pernambucano.

Fizeram que soubesse que não acreditava no seu potencial aos 35 anos.

Irritado, ele não propôs a Roberto Dinamite.

Avisou que atuaria de julho a dezembro pelo salário mínimo de 2011.

Receberia R$ 545,00 mensais.

E 'calaria a boca' daqueles que duvidavam dele.

Assim fez.

Foi peça importante no time.

Sua liderança, visão de jogo, talento foram fundamentais ao time.

E aí veio 2012, Juninho conversou com Dinamite e era hora de acertar um contrato de verdade.

Foi sacramentado que ele receberia R$ 50.000,00 por partida.

Jogou, ganha.

Não entra em campo, não ganha.

Justo para quem tinha 36 anos.

Juninho só exigiu uma coisa da diretoria de Dinamite.

Que os valores fossem tratados como segredo de estado.

Só que não há segredo em São Januário para os defensores de Eurico Miranda.

E eles fizeram questão de vazar a jornalistas.

Sabiam o que faziam.

Juninho Pernambucano se sentiu traído, irritado, exposto.

Por que os atrasos já estavam virando rotina no clube.

A maior mistura de incompetência e ingratidão da diretoria com jogadores brasileiros.

Com o AVC de Ricardo Gomes, os jogadores mais experientes cuidavam do time.

E davam o maior amparo possível para o técnico Cristóvão.

Se havia um elenco no Brasil que não merecia ficar sem receber era o vascaíno.

Foi quando o pagamento acabou sendo uma forma de provocar a cizânia no elenco.

A discórdia era alimentado pelos indefectíveis conselheiros ligados a Eurico Miranda.

Eles ficavam atentos às reclamações dos líderes do time para a falta de pagamento.

O Vasco chegou a uma semana de completar três meses sem pagar os atletas.

Pela legislação perderia o direito aos jogadores.

Mas esses conselheiros espalharam que alguns atletas eram privilegiados.

E recebiam, enquanto o resto, não.

O principal deles seria Juninho.

Era mentira.

Ele teve de provar aos companheiros que também não recebia.

Vivia bem graças à carreira vitoriosa que teve.

Tanto que chegou, de maneira discreta, a ajudar os mais necessitados.

Só que ele não suportava mais o desgaste, as promessas de Roberto Dinamite.

Foi decepção atrás de decepção.

O Vasco estava bem demais no Brasileiro.

Tinha chance de brigar pelo título quando o dinheiro dos salários sumiu.

A equipe tentou ainda reagir, buscar uma vaga na Libertadores.

Juninho era o grande líder e que dizia toda semana que o dinheiro chegaria.

Ele não chegou, o meia acabou desmoralizado.

E o Vasco despencou e até a vaga da Libertadores fugiu das mãos.

No final do ano, surgiu a proposta do Red Bulls.

Ele avisou Roberto Dinamite e foi conhecer o clube americano.

O meia tem uma filha estudando nos Estados Unidos.

Gostou do que viu, mas ainda queria ficar no Vasco.

Se reuniu com Dinamite e dirigentes.

Recebeu o que considerou uma proposta indecente.

O clube carioca oferecia o mesmo contrato R$ 50 mil por jogo.

Haveria até um patrocinador especial que se comprometia a pagar o meia.

O restante do time, Dinamite não teria como prometer a ele que o salário não atrasaria.

Assim como as premiações, as luvas, os bichos.

Ou seja, só Juninho receberia em dia.

Ele percebeu a injustiça.

Capitão do time, não se prestaria a este papel.

A tanta falsidade.

E decidiu ir embora para os Estados Unidos.

Não quis ser o único privilegiado em um ambiente tão desgovernado.

Até no último instante, ele mostrou sua índole.

Alexandre Kalil e Cuca o procuraram.

O Atlético Mineiro pagaria o mesmo que o Red Bulls.

E ele seria o maestro do time na Libertadores de 2013.

Juninho agradeceu e disse que não jogaria em outro clube brasileiro a não ser o Vasco.

Fidelidade que é dele, ninguém pediu.

O meia é um jogador especial.

Em 2006 ficou tão desgostoso com a bagunça que dominava a Seleção que avisou.

Não queria mais saber de defender o Brasil.

Deixou claro que havia muita coisa errada e que todos descobririam no futuro.

Ele se referia às baladas em plena Copa da Alemanha.

Ronaldo, Adriano, Roberto Carlos e Robinho lideravam o grupo que se perdia nas noitadas.

Com a disputa do Mundial, o time voltava às cinco da manhã depois dos jogos.

Se acabava nas danceterias alemãs.

Juninho foi um dos poucos a se rebelar contra os líderes da balada.

Acabou deslocado, sem ambiente.

Por isso desistiu da Seleção.

Fez o mesmo agora no Vasco.

"O ambiente no dia a dia é sujo e não posso ser escudo para isso tudo. (...)

A situação que o Vasco vive é propícia para oportunistas.

Como ex-dirigentes, conselheiros e até jornalistas.

É coisa de euriquistas."

O Vasco perde um líder.

E o futebol brasileiro vê sair um homem de caráter.

Homem de muita personalidade, transparência.

Estirpe cada vez mais rara por aqui.

Juninho vai de cabeça erguida.

Sabe que cumpriu sua missão.

Há hoje poucos lugares no Brasil para homens dignos como ele.

Infelizmente o seu amado Vasco da Gama não é um deles.

Mas o coração não permite que use outra camisa.

Por isso um grande homem está embarcando para os Estados Unidos.

Sai sem jogo de despedida.

Muita mágoa no coração.

E uma certeza.

São Januário que aprendeu a amar não existe mais...

ae133 Os tristes detalhes da saída de Juninho Pernambucano do Vasco. Ele vai embora de cabeça erguida, mas muita mágoa no coração. O Brasil perde um dos jogadores mais dignos de todos os tempos...

Feliz Natal. Muito obrigado pelo melhor presente: a companhia diária. Mais um ano em que o blog é o mais comentado do R7. Dez presentes meus a corintianos com muita sorte…

ae132 1024x576 Feliz Natal. Muito obrigado pelo melhor presente: a companhia diária. Mais um ano em que o blog é o mais comentado do R7.  Dez presentes meus a corintianos com muita sorte...
Henrique, Henriqueathayde@hotmail.com

Guilherme, guilherme_elid@yahoo.com

Peixoto, peixotomaravilhosopp@hotmail.com

Reginaldo, reginaldorodrigues35@hotmail.com

Raquel, raquelribeiroandrade@yahoo.com.br

Ronaldo, ronaldo_asantos@hotmail.com

Ulisses, ulissesbarros007@hotmail.com

Cleverson, clspan@hotmail.com

Yelsselk, yelssek@hotmail.com

Rosy, rosymeyry17@gmail.com

Estes dez amigos do blog começam o Natal com uma boa notícia.

A camisa do Corinthians campeão mundial de 2012 como presente.

Ela representa meu carinho aos insaciáveis leitores.

Que resistem às provocações, compartilham alegrias, tristezas.

Sempre à busca de informações, críticas, risadas.

E uma dose de raiva, que sabem que vão encontrar por aqui.

Seja apaixonado pelo clube que for.

As pancadas são democráticas.

Até porque os erros também.

Leitores contestadores me fazem companhia diária há quase quatro anos.

Muitos ensandecidos desde os tempos de UOL.

Desejo que todos tenham o melhor Natal.

Cercados de amizade, respeito, amor, família.

E, principalmente, paz de espírito.

Muito obrigado.

O meu presente de você, já ganhei.

A companhia.

A troca de opiniões, o novo ângulo para o fato, as críticas.

Até os palavrões que não são publicados.

Mas atingem o alvo.

Sou eu quem faço questão de ler todos os comentários.

Me alimento deles para estar cada vez mais disposto.

Entendendo o que vocês querem.

E trato de retribuir.

Na busca de notícias e, principalmente, da minha visão sobre os fatos.

Os bastidores, o que está por trás das informações.

Que muitas vezes desagradam, envergonham o torcedor, o País.

Me revoltam.

Por isso precisam ser escancarados.

Essa é a proposta do blog.

A convivência está cada vez melhor, mais próxima.

Outro ano o blog é o mais comentado do R7.

Mesmo com tanta concorrência forte.

Os corintianos levaram as camisas neste Natal.

A chance de revanche aos outros torcedores virá com a Libertadores de 2013.

Mas esta história fica para depois.

Agora, quero repetir.

Excelente Natal a todos.

E obrigado, sempre.

Cosme Rímoli...

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