Posts de novembro/2012

Domingo será o último jogo no Olímpico. Grêmio e Internacional. Poucas pessoas amaram tanto chegar a este estádio quanto eu. Fica aqui o meu agradecimento. Para mim ele também será eterno…


Domingo será o fim do estádio Olímpico.

Ele deixará de existir.

O Grêmio terá casa nova.

Moderna, funcional.

Perdeu a Copa do Mundo por questões políticas.

Mas para mim, o Olímpico sempre será um estádio especial.

Fui várias vezes cobrir jogos do Grêmio e da Seleção.

Mas para mim, inesquecível será o do dia 2 de dezembro de 2007.

Não pelo rebaixamento do Corinthians, que foi histórico.

Nunca esquecerei a sensação de alívio, alegria ao chegar no estádio.

Descalço, sem relógio, com computador amassado.

Com o nariz e boca sangrando.

Braços e pernas cheios de hematomas.

Mais do que isso, revoltado.

Pela covardia de alguns vândalos.

E mais ainda pela omissão de dois membros da Brigada Militar de Porto Alegre.

Essa experiência ninguém esquece.

O que aconteceu?

Tomei um taxi e fui para o jogo sozinho.

Como faço há 26 anos.

Com minha mochila, com o computador dentro.

Sabendo que nos estádios de futebol cor pode significar declaração de guerra, me precavi.

Vesti a calça jeans e uma camiseta branca.

Mais nada.

O taxista nunca tinha ido ao estádio.

Me deixou longe da porta do Olímpico.

Não me importei e fui andando.

Ao chegar à frente da sede da torcida Alma Castelhana fui reconhecido.

Me senti um inimigo de guerra.

"Olha esse aí, ele é paulista.

Deve ser gavião.

Vamos encher de porrada."

Lembro muito bem das três frases.

Ingênuo, tentei argumentar.

"Sou jornalista, estou indo traba..."

Não consegui nem terminar de falar.

Já tomei um soco na cabeça, dado pelas costas.

Não por quem estava me 'delatando'.

Por um covarde que veio por trás.

Não sou de briga, mas sei me defender.

Só que o soco por trás foi a senha.

Vários vândalos me cercaram e começaram a me chutar, socar.

Não tenho ideia de quantos.

Oito, dez, quinze pessoas.

Sei que uns batiam e saíam de perto.

Outros se animavam com a pancadaria.

Meu gesto instintivo foi agarrar a minha mochila.

Defender o meu computador.

Foi aí que eu caí e os chutes vieram.

Mal eu tentava me levantar, mais socos, pontapés.

Sinceramente, não tenho nem ideia de quantos foram.

Só via azul pela frente e sentia as pancadas.

Caído, meus tênis e meu relógio foram arrancados de mim.

Não eram simples ladrões, necessitados.

Mas percebi que esses vândalos eram de classe média.

Fortes, com todos os dentes.

Pegavam meus tênis e o relógio e exibiam como troféus de guerra.

Tentavam agarrar a minha mochila, que não soltei de jeito nenhum.

Cada pessoa pensa em uma coisa diferente, estranha quando algo ruim lhe acontece.

Eu não parava de pensar.

"Tem o jogo, tem o jogo, tem o jogo."

Virou um alucinado mantra na minha mente.

Era como se a minha vida dependesse da mochila.

Morreria, mas não a entregaria.

Tentava fugir e caia de novo.

Os chutes e pisões já vinham mais fortes, mais raivosos.

Caído, percebi o quanto pode haver de maldade no ser humano.

No meio dos chutes, vi quando um dos covardes pegou uma cadeira.

Dessas de boteco, de ferro, branca.

A cena me chamou a atenção.

Com toda a calma, ele a dobrou.

E veio na minha direção.

Estava pronto para acertar a minha cabeça.

Alguém que eu nunca vi e provavelmente nunca me viu estava pronto para tentar me matar.

O meu gesto foi de sobrevivência.

Consegui acertar um chute que o jogou longe, junto com a cadeira.

Foi quando as pancadas diminuíram, até parar.

Chegaram os motivos maiores da minha revolta.

Eram dois soldados da Brigada Militar de Porto Alegre.

Um deles, me perguntou, sem o menor interesse.

"O que aconteceu aqui?"

Limpando o sangue do nariz, respondi.

"Eu sou jornalista, sou paulista.

Vim cobrir o jogo.

Me reconheceram e começaram a me bater.

Vocês podem, por favor, me levar no estádio?"

A reposta que ouvi ainda me deixa nervoso, mesmo cinco anos depois.

"Ah...Tu está sozinho?

Então tu vais continuar sozinho."

O soldado disse isso e os dois viraram as costas para mim.

Não acreditei.

Eles me atiraram de novo nas mãos dos vândalos.

Os covardes que me bateram já estavam se aproximando outra vez.

Foi quando eu sai correndo.

No meio dos milhares de torcedores que estavam indo para o Olímpico.

Todos de azul.

Uma sensação louca de que poderia tomar um soco ou chute de qualquer pessoa.

Sem sapatos, só de meias e o sangue que não parava de escorrer na camiseta.

A adrenalina me empurrava.

A sensação de alívio, de felicidade ao chegar no Olímpico foi inacreditável.

Tenho certeza que poucas pessoas nos 58 anos do estádio ficaram tão felizes ao passar os portões.

Meus colegas jornalistas me reconheceram.

Fui muito bem tratado pelo pessoal da Zero Hora.

Conheço David Coimbra há várias encarnações.

Todos os repórteres gaúchos ficaram revoltados com cena deprimente.

A direção do Grêmio me emprestou um par de tênis 45, dois números a mais que os que uso.

Lavei o rosto, limpei o sangue.

E fui cobrir o jogo.

O local reservado à imprensa paulista era no meio da torcida gremista.

Se tivesse qualquer tendência de Síndrome de Pânico era a hora de se manifestar.

Os torcedores sabiam que naquele lugar havia um grupo de paulistas.

Fomos xingados, provocados.

Cobri o jogo para o Jornal da Tarde e para o Estado de S. Paulo.

Foi uma comoção, a queda do Corinthians.

Várias páginas.

Nesta hora, a adrenalina havia baixado.

E vieram as dores das pancadas, dos socos.

Depois de escrever para o jornal, recebo o telefonema de David.

Revoltado com o que havia acontecido, me pediu um texto.

Escrevi, relatando o que aconteceu.

Saiu na Zero Hora.

O comandante da Brigada Militar me ligou no dia seguinte.

Me pediu desculpas sobre o ocorrido em nome da Brigada.

Desculpei, mas fiz questão de relatar o que e onde havia acontecido.

Me disse que lá era realmente uma área perigosa.

Retruquei que, se sabia, ele deveria reforçar o policiamento.

Se houvesse vontade, puniria esses dois homens que desonravam a farda da Brigada Militar.

Bastaria localizar os que estavam 'cuidando' do local.

Apesar da raiva, não generalizei.

Foram dois sádicos, irresponsáveis e incompetentes.

Depois descobri o que acontecia.

Vários soldados estavam irritados por perder suas folgas cobrindo futebol.

Queriam ganhar dinheiro dos clubes por essa função.

Como as equipes gaúchas não quiseram pagar, alguns soldados faziam corpo mole no trabalho.

Encontrei dois.

Por ter sido tão feliz ao entrar no Olímpico, não poderia deixar aqui a minha homenagem.

Em relação ao Grêmio, a Porto Alegre nada mudou.

Sei também que a maioria da Alma Castelhana não pode ser responsabilizada como um todo.

Mas entre os que faziam avalanche em 2007, havia alguns covardes, vândalos.

Tomara que eles tenham sido extirpados.

Nunca fui corintiano.

Mas tive a solidariedade de alguns torcedores.

Eles até me perguntaram se eu estava interessado em me vingar.

Em fazer uma tocaia quando o Grêmio viesse jogar em São Paulo.

Bater em alguns gremistas para 'tirar a raiva do coração'.

Eu ri da situação absurda.

Só faltava essa na minha vida: fazer tocaia contra torcida uniformizada.

Agradeci e falei que o melhor era esquecer.

Não há como generalizar.

Torcedores são torcedores.

Vândalos covardes são vândalos covardes.

Mas como vários torcedores gremistas estão repetindo, o Olímpico não acaba domingo.

Será eterno.

Para mim, pelo menos, será...

Corinthians comemora a desistência de José Maria Marin. Ninguém o queria como chefe da delegação no Mundial do Japão. Andrés Sanchez ganhou o primeiro round contra o presidente da CBF. A guerra só começou…

ae118 1024x576 Corinthians comemora a desistência de José Maria Marin. Ninguém o queria como chefe da delegação no Mundial do Japão. Andrés Sanchez ganhou o primeiro round contra o presidente da CBF. A guerra só começou...
José Maria Marin tem neurônios de sobra.

Se não tivesse, não seria presidente da CBF.

Os 80 anos de vida, a formação política com Paulo Maluf o moldaram.

E sabe a hora de atacar, a de recuar e a de fugir.

Como o blog já havia antecipado, ele desistiu.

Não vai ao Japão como chefe da delegação corintiana no Mundial.

Não havia a menor condição.

Ele sabe que passou a ser odiado pela cúpula que comanda o clube.

Primeiro pelo que fez com Andrés Sanchez, mentor e ídolo de Mario Gobbi.

Depois de tirar todo o seu poder como diretor de Seleções, o humilhou.

Demitiu Mano Menezes sem lhe dar a menor satisfação.

Não lhe pediu opinião e ainda o obrigou a enfrentar a imprensa.

Dar entrevista sobre o que não concordava e não tinha ideia.

Depois Marin fomentou, não cortou de imediato os boatos.

Tite poderia ser o treinador no lugar de Mano.

Foi um caos no Parque São Jorge.

Justo o homem mais importante na luta pelo Mundial...

O mais focado...

O responsável por todo o planejamento...

Acabou deslumbrado com a chance de assumir a Seleção.

É o seu sonho maior no futebol.

No único contato que teve com os jornalistas na sexta-feira, falou como um menino.

"Que Papai do Céu me ilumine."

Deixou de queixo caído os setoristas corintianos.

Eles aprenderam a ver Tite como uma pessoa centrada, contida, firme.

Os dirigentes corintianos também perceberam a sua empolgação.

Tiveram a certeza que não se controlaria na coletiva que acontece toda sexta-feira.

Perguntado sobre Seleção, mostraria toda a sua ansiedade.

Sua vontade em assumir o cargo.

O risco era enorme de deixar o Mundial em segundo plano.

O ódio de Marin só aumentou.

Veio o arrependimento de Mario Gobbi.

Ele havia convidado Marin para chefiar a delegação corintiana no Japão.

Quando fez o convite, ele queria reaproximá-lo de Andrés Sanchez.

Mano era o treinador da Seleção, não atrapalharia em nada.

Mas tudo havia mudado.

Não havia a menor condição de convivência.

Mesmo com a antecipação da nomeação do novo técnico, Felipão.

Marin virou inimigo número um de Andrés Sanchez.

O ex-presidente corintiano já começou contatos com presidentes de Federações.

Quer ser tomar a CBF de Marin na eleição marcada para abril de 2014.

Não havia a menor condição de os dois estarem juntos no Japão.

Mesmo ficando em hotéis diferentes, como chegou a pensar o octagenário dirigente.

Seu vice e mentor, Marco Polo, que o acompanharia, o alertou.

O contato com os dirigentes e, pior, com os torcedores seria inevitável.

No avião, na concentração, nos estádios.

Marin passaria por aborrecimentos, poderia ser xingado ou até agredido.

Não passaria despercebido como no ano passado, quando estava com o Santos no Japão.

Na época, ninguém levava a sério a possibilidade de assumir a CBF.

Só Marco Polo del Nero que havia decorado os estatutos da entidade.

E sabia que se Ricardo Teixeira saísse, o presidente seria Marin, o mais velho dos vices.

Neste ano, não.

Ele já é presidente da CBF e hoje, inimigo de Andrés.

E ser inimigo de Andrés é ser inimigo de toda cúpula corintiana.

A pessoa que desprezou Mano, técnico que saiu do Parque São Jorge para servir a Seleção.

E ainda perturbou Tite na reta final da preparação para o Mundial.

Usando seus neurônios, Marin recuou.

Mandou avisar que não poderia se ausentar da CBF.

Não vai para o Japão.

Não será o chefe da delegação corintiana.

A decisão foi recebida com alívio por Gobbi, Andrés e os demais dirigentes.

Receberam a notícia de maneira festiva.

Não haverá falsidade no Japão.

Gobbi ficou tão feliz que decidiu não convidar mais ninguém 'de fora'.

Não vai fazer política com o cargo de chefe da delegação.

Foi extinto o cargo.

Se o lema de Marin é o Brasil para os brasileiros...

No Japão, o Corinthians será dos corintianos.

Foi só o primeiro round da briga que será feia.

Vai durar até abril de 2014.

E promete rachar o comando do futebol brasileiro.

De um lado o confiante Marin.

Do outro, o ressentido Andrés Sanchez.

Não é nem preciso escrever qual o lado escolhido pelos corintianos...

Enquanto estiver no Brasil, Neymar nunca será o melhor do Mundo. Os eleitores da Fifa estão certos. Os melhores marcadores estão na rica Europa. O que Messi e Cristiano Ronaldo não aprontariam por aqui?

ae117 Enquanto estiver no Brasil, Neymar nunca será o melhor do Mundo. Os eleitores da Fifa estão certos. Os melhores marcadores estão na rica Europa. O que Messi e Cristiano Ronaldo não aprontariam por aqui?

Chegou a hora de parar de mentir para o espelho.

Não adianta.

Enquanto Neymar estiver no Brasil, nunca será o melhor jogador do mundo.

São raríssimas as chances de chegar entre os três.

Poderá sim ganhar dez vezes o prêmio Puskas, como gol mais bonito do ano.

Mas não será considerado o melhor se não enfrentar os melhores.

Melhores esquemas de marcação organizados pelos melhores técnicos.

E adotados pelos melhores zagueiros.

Por isso Ronaldo estava irritado hoje.

Não queria comprar briga de novo com o pai de Neymar.

Com o Santos.

Ainda mais porque o jogador é representado pela 9ine.

Ele mais do que ninguém sabe o quando valeria para Neymar ser o melhor do mundo.

Se ele deixa admirado o Brasil com seu salário de R$ 3 milhões aos 20 anos...

Com o título da Fifa poderia chegar fácil aos R$ 9 milhões.

Até mesmo o presidente da Fifa, Blatter, vai no mesmo caminho.

O prêmio de consolação já começa a irritar o santista.

Gostaria de ter o gostinho de pelo menos estar ao lado de Messi e Cristiano Ronaldo.

Iniesta é fantástico.

Sua antevisão das jogadas, a precisão dos passes, chutes, tabelas.

Também tem companheiros sensacionais.

Se Neymar estivesse já no Barcelona, poderia estar barbarizando.

Os sistemas defensivos dos times espanhóis, com exceção do Barça e Real, são fraquíssimos.

Ele poderia se divertir, dar muitos dribles e marcar gols à vontade.

Aí, viria a Champions.

Contra os melhores zagueiros italianos, ingleses, alemães, mostraria se tem potencial para estar entre os três melhores do mundo.

Enquanto isso não acontece, não há nada a fazer.

Só há motivos para lamentar.

Os europeus estão certos.

Basta lembrar que no início do ano lá, os fãs de futebol precisam digerir os fracos estaduais.

Neymar também terá a Copa do Brasil para inventar novas firulas.

Pena, desperdício, realidade.

Não dá para classificar Neymar como o melhor do mundo jogando no Brasil.

Simples assim.

Ronaldo, Blatter, Mano Menezes sabem e tiveram a coragem de falar.

Luís Álvaro, Muricy, Felipão também sabem.

Mas não vão dizer em voz alta...

 

Felipão deveria lembrar do sofrimento de Flávio Costa em 1950. Ele e a Seleção serão ainda mais cobrados a partir de hoje. Terão de se mostrar no caminho para ganhar a Copa de 2014. Provar que não será nada mais do que obrigação. Seria bom também avisar Espanha, Alemanha, Argentina, Itália…

a1 Felipão deveria lembrar do sofrimento de Flávio Costa em 1950. Ele e a Seleção serão ainda mais cobrados a partir de hoje. Terão de se mostrar no caminho para ganhar a Copa de 2014. Provar que não será nada mais do que obrigação. Seria bom também avisar Espanha, Alemanha, Argentina, Itália...
Flávio Costa se arrepiaria com Felipão.

Se fosse vivo, o técnico de 1950 o aconselharia.

Lembraria o seu sofrimento até o final da vida.

O sentimento de culpa, a tristeza.

Flávio diria o que não falar na sua primeira entrevista na volta à Seleção.

Empolgado, Felipão avisou ao mundo o que Marin queria.

E, Mano fugia.

Agora, Scolari terá de arcar com suas palavras.

Assumir que é 'obrigação' vencer a Copa do Mundo de 2014 tinha um objetivo.

Deveria servir para empolgar imprensa e os brasileiros.

Mas foi uma postura populista, vazia.

Beirou a insanidade.

A desconfiança até aumentou.

A comparação fácil que Felipão quer é absurda.

Para ele basta repetir a mesma fórmula de 2002.

Pegar um grupo de jogadores desacreditados, o testar, o apurar.

Podendo até perder a Copa das Confederações, como fez com a Copa América em 2001.

Foi derrotado por Honduras, na Colômbia.

Mas teve apoio da CBF e com essa confiança ganhou a Copa do Japão.

É nessa fantasia que o técnico quer que todos acreditem.

Como se o enredo só dependesse dele, do Brasil.

Só que Scolari não está jogando futebol de botão.

Por mais que deseje, não há como moldar a realidade.

Se passaram dez anos da conquista do pentacampeonato.

O futebol mudou.

A situação é completamente diferente.

O Brasil parou no tempo.

Os treinadores, incluindo seu coordenador, Parreira ficaram para trás.

Tanto que até abandonou a profissão.

O preenchimento de espaço, a velocidade e a posse de bola são importantíssimos.

Não adianta um forte poder de marcação, contragolpear em velocidade.

E deitar e rolar com bolas aéreas.

As condições de 2012 sáo completamente distintas de 2002.

Felipão tem de depositar sua confiança em jovens.

Talentosos como Neymar, Oscar, Ganso.

E é tudo o que ele não quer.

Nunca gostou.

Por isso na coletiva deixou escapar que pretende bancar os atletas experientes.

Como se fosse um diretor de filme que fez muito sucesso.

E depois viu a bilheteria das suas produções minguar.

Felipão busca a mesma fórmula da primeira película.

Ele quer que a realidade fique de joelho aos seus desejos.

Em 2002 jogou sua vida como treinador nas mãos de Ronaldo e Rivaldo.

Os dois atletas, que foram os melhores do mundo, estavam contundidos.

Todos duvidavam se estariam prontos para a Copa.

Felipão não só apostou na dupla.

Precisava desesperadamente dos dois.

E tiveram a chance.

A resposta que deram foi fabulosa.

A conquista do pentacampeonato dependeu dessa decisão de Felipão.

Buscará fazer a mesma coisa com Ronaldinho Gaúcho e Kaká.

Os dois terão de recuperar a Seleção Brasileira.

Fazer com que volte a ser confiável.

E que atraiam a atenção dos adversários para deixar Neymar jogar à vontade.

Seguindo a mesma fórmula, Felipão acredita que o problema do Brasil não esteja nos pés.

Mas na cabeça.

Anunciou que a psicóloga Regina Brandão fará um perfil de seus jogadores.

Quer saber como cobrar melhor rendimento de cada um.

Mesma tática de dez anos atrás.

Desejando que todos acreditem que um raio caia no mesmo lugar duas vezes.

Conseguiu a liberdade para perder a Copa das Confederações.

"A nossa obrigação é vencer a Copa do Mundo."

Com a anuência de Marin...

Transformou a competição que seria vida ou morte para Mano Menezes em apenas um grande treino.

Não vai correr risco algum.

O sorteio será sábado.

Sabe que a temida Espanha será a outra cabeça de chave no grupo de quatro.

No do Brasil estará a Itália e com os espanhóis, os uruguaios.

México, Japão, Taiti e uma seleção africana a ser definida serão os coadjuvantes.

Para começar a preparar o time, Felipão teve coragem.

Pediu a Marin para acabar com Gabão, Iraque.

Quer jogos de verdade.

Terá.

O seu primeiro será em Londres, contra a Inglaterra.

Nada mal voltar para a cidade onde foi humilhado, demitido pelo Chelsea.

Felipão não quis desgastar a expressão Família Scolari.

Sabe o desastre recente que aconteceu com 'seus parentes' no Palmeiras.

O rebaixamento do clube é sim um mácula que não o deixa relaxar.

Embora tente se mostrar relaxado, está tão tenso quanto em 2002.

Mas ficará ainda mais ao analisar a promessa que fez.

Ninguém diz ao mundo que a seleção que comanda tem a obrigação de ganhar a Copa.

Ninguém.

Klismann deixou escapar que a Alemanha estava pronta para fazer o que se esperava dela em 2006.

Ele acabou massacrado pela população e pela imprensa depois da derrota em casa.

Tive a chance de perguntar a Parreira em 2010.

Qual a sensação de ser eliminado da Copa do Mundo, comandando a seleção da casa?

Perguntei na coletiva logo após a eliminação da África do Sul na primeira fase do Mundial de 2010.

Parreira ficou vermelho e com muita raiva me olhou.

Poucas vezes o vi tão irritado.

"Eu não sou o único responsável.

Todos perdemos.

Não existe essa história de responsabilizar um só."

Queria me fuzilar.

Imagine se fosse sul-africano.

Felipão não sabe a carga que jogou nos seus ombros.

E na Seleção que vai comandar.

Em um ano e meio ele terá de fazer o Brasil campeão do mundo.

Não importa o que Espanha, Alemanha, Itália, Argentina, França estejam jogando.

O vice não serve.

Vencer é obrigação.

Se ele e Marin acreditavam que esta afirmação iriam alegrar os torcedores erraram feio.

Muito pelo contrário.

A conbrança chegará precoce.

Para o time ter obrigação de ganhar o Mundial tem de jogar bem demais.

Desde muito cedo.

Felipão e Marin sonham que não terão cobrança.

Ela será forte e logo a partir do jogo contra a Inglaterra.

Scolari não terá a liberdade para perder até a Copa.

Vai descobrir na prática que não é possível moldar a realidade.

Se fosse assim, Mano e Andrés estariam ainda no comando da Seleção.

Eles tinham certeza de que todos iriam esperar pela Copa das Confederações.

Ninguém teve tanta paciência.

É bom Felipão entender.

Não haverá tolerância até 2014.

A cobrança começará desde já.

"Não quer pressão, vá trabalhar no Banco do Brasil", ironizou de forma infeliz.

Se Flávio Costa pudesse dar um conselho seria claro.

Impossível assumir como obrigação vencer uma Copa atuando em casa.

França, Itália, Espanha e Alemanha, entre as grandes, já perderam.

Além do próprio Brasil, em 1950.

Todas tiveram a população pressionando, apoiando.

Mas cobrando vitórias.

Marin tem 80 anos.

Felipão, 64.

Mas se comportaram como meninos.

Prometeram algo difícil demais e vão ter de cumprir.

A promissória será cobrada no dia 13 de julho de 2014.

No Maracanã...

(E Felipão já arrumou seu primeiro inimigo.

Os bancários.

A Confederação de Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro agiu.

Não tolerou o comentário sobra a falta de pressão no Banco do Brasil.

E lançou um comunicado.

Pesado, bem pesado.

Aqui está, na íntegra.

'A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro repudia a declaração do técnico Luis Felipe Scolari sobre o trabalho dos bancários do Banco do Brasil, feita na entrevista coletiva desta quinta-feira 29, no Rio de Janeiro, ao reassumir o posto de treinador da Seleção Brasileira.

Ao afirmar que, “se não tiver pressão, vai trabalhar no Banco do Brasil, senta no escritório e não faz nada”, Felipão não apenas desrespeita os trabalhadores bancários, como demonstra total desconhecimento sobre a realidade do trabalho no sistema financeiro nacional.

Cerca de 1.200 bancários são afastados do trabalho mensalmente, por razões de saúde, vítimas do assédio moral e da pressão violenta para que cumpram as metas abusivas de produção e vendas impostas pelas instituições financeiras, inclusive o Banco do Brasil.

Luis Felipe Scolari começou mal como novo técnico da Seleção Brasileira. Esperamos que ele não esteja tão desatualizado sobre futebol quanto está sobre as relações de trabalho nos bancos.'

Bom início, Felipão...)

Tenso, afobado, nervoso. São Paulo exagerou na vontade e jogou mal demais contra a Universidad Católica. Empatou em 0 a 0, mas chega a uma final depois de seis anos de jejum…

ae116 Tenso, afobado, nervoso. São Paulo exagerou na vontade e jogou mal demais contra a Universidad Católica. Empatou em 0 a 0, mas chega a uma final depois de seis anos de jejum...
Foi um inesperado sufoco.

O São Paulo misturou irritação, nervosismo e ansiedade.

E sofreu para conseguir a vaga para a final da Copa Sul-Americana.

Mesmo com o Morumbi lotado, com mais de 55 mil pessoas, o time não saiu do 0 a 0.

O resultado levou a equipe para a decisão.

Os torcedores e os jogadores comemoraram até que de forma exagerada.

Mas por trás de toda a alegria havia uma ponta de frustração.

O Universidad Catolica é um time fraco demais.

Não se classificou nem entre os oito times chilenos que disputaram a fase final do campeonato andino.

Ficou em décimo.

A diretoria resolveu fazer uma profunda reformulação no elenco em 2013.

Foi com essa equipe que Lucas, Ganso, Luís Fabiano, Jadson, Oswaldo não conseguiram marcar um gol ontem.

E o sufoco não foi tão grande assim.

No empate em 1 a 1 em Santiago, o São Paulo perdeu vários gols.

O goleiro Tosselli fez boas defesas.

Mas muito menos do que na partida da semana passada.

Os chilenos surpreenderam com uma marcação forte na saída de bola do São Paulo.

A bola chegava truncada, dividida no ataque.

Os chilenos abusaram dos pontapés.

Como cúmplice o árbitro venezuelano Juan Soto.

A pressão por uma conquista pesou demais para o São Paulo.

Fazia seis anos que o time não chegava a uma final.

A última foi em 2006, quando perdeu o título da Recopa para o Boca, depois de empate.

Em torneios brasileiros, o time não vence desde o Brasileiro de 2008.

Por isso tanta tensão.

Lucas tinha ainda um motivo a mais.

O medo de estar fazendo a sua última pelo São Paulo no Morumbi.

Ele viajará para atuar no PSG, sua nova equipe.

Estava emocionado e muito marcado, não conseguiu nada de produtivo.

Luís Fabiano e Oswaldo travaram um duelo para descobrir qual dos dois era mais fominha.

Criaram, mas desperdiçaram chances.

Denílson e Wellington entraram na catimba chilena e deram pontapés que poderiam valer cartão vermelho.

O Universidad Catolica continuou firme ao seu propósito.

A torcida se segurou.

Não xingou o time.

Pediu insistentemente por Ganso.

Faltando cerca de 15 minutos, o meia entrou.

E outra vez mostrou o quanto está sem ritmo de jogo.

Nada produziu.

Nos minutos finais, encaixaram alguns contragolpes dos chilenos.

A torcida do São Paulo ficou apavorada.

No final, com o 0 a 0 no placar, os gritos, os abraços eram mais de alívio do que alegria.

O time de Ney Franco jogou mal, mas vai decidir a Sul-Americana.

Tigres e Millonários lutam para decidir quem será o adversário do São Paulo na final.

Lucas deu o tom.

"Seja quem for, queremos ser campeões.

Quero sair daqui com o título.

Se o time não foi tão bem hoje, não faz mal.

Queremos ser campeões da Sul-Americana", avisou Lucas, que fez fraca partida.

Teve como mérito não fugir dos pontapés dos chilenos.

Mas estava visivelmente angustiado com a proximidade da sua despedida.

Luís Fabiano outra vez andou em campo.

Irreconhecível.

A torcida aplaudiu, os jogadores subiram em cima do distintivo do São Paulo.

Mas a euforia era artificial.

Ninguém é feliz de coração com seu time jogando mal.

E empatando em casa em 0 a 0.

Ainda mais com todos esperando uma goleada.

É uma tortura...

Ronaldinho Gaúcho virou as costas ao dinheiro da Unimed, do Fluminense. Pelo Atlético Mineiro enfrentou até o irmão e empresário Assis. E agora comemora a certeza de trabalhar nas duas pessoas em quem mais confia como técnicos: Cuca e Felipão…

ae115 Ronaldinho Gaúcho virou as costas ao dinheiro da Unimed, do Fluminense. Pelo Atlético Mineiro enfrentou até o irmão e empresário Assis. E agora comemora a certeza de trabalhar nas duas pessoas em quem mais confia como técnicos: Cuca e Felipão...
Foi o casamento perfeito.

Ronaldinho estava desmoralizado.

E o Atlético Mineiro, carente de um ídolo verdadeiro.

Andou exagerando com Diego Tardelli, Marques.

Mas precisava de um atleta fora de série, reconhecido no Exterior.

Cuca teve a visão.

Avisou Alexandre Kalil que o levaria para Belo Horizonte.

Ele procurou Assis, com quem jogou.

Lembrava o treinador ter sido ídolo pessoal de Ronaldinho.

Conversaram os três.

E depois só Cuca e Assis.

Ele prometeu que cuidaria do irmão mais novo.

Assim foi feito.

Kalil deixou combinado um contrato de risco.

Pagaria R$ 300 mil mensais até dezembro.

Se ele conseguisse se transformar no jogador que o Atlético precisava, bancaria um salário milionário em 2013.

No mínimo, R$ 1 milhão.

E Ronaldinho foi até muito melhor do que o próprio Cuca esperava.

Disputou um Brasileiro sensacional em Belo Horizonte.

Por várias rodadas fez o torcedor sonhar com o título.

De qualquer maneira, já garantiu o clube na Libertadores depois de 12 anos.

Na Seleção Brasileira estava com o futuro ameaçado.

Havia decepcionado demais Mano Menezes.

O treinador apostou nele quando muitos o ridicularizavam no Flamengo.

O jogador não deu a resposta esperada.

Não mergulhou de cabeça na chance real que tinha de ir para a Olimpíada.

Decepcionou Patricia Amorim, os flamenguistas e Mano com suas farras.

Lógico que não tinha força física para jogar o que sabe.

Quando melhorou, se firmou, Mano o castigou.

Não quis ceder fácil.

Mas ele seria convocado se o treinador mantivesse o emprego.

Só que se surgiu Cuca na vida nos clubes, Ronaldinho ganhou na loteria.

Luiz Felipe Scolari, um dos técnicos em quem mais confia voltou à CBF.

Ele o manteve quando na competição mais marcante de sua vida.

Na Copa do Mundo de 2002, Ronaldinho foi coadjuvante e questionado.

Ronaldo e Rivaldo se destacaram.

Mas Felipão o bancou e ele é grato até hoje por isso.

Considera sua atuação contra a Inglaterra como uma das melhores da vida.

Ronaldinho perdeu o pai cedo.

Precisa de pessoas nas quais confia para poder render.

A confirmação de Felipão e a renovação com o Atlético têm conexão.

Fazem de Ronaldinho vislumbrar 2014 com muito mais confiança.

Vai depender do que fazer em 2013.

E escolheu onde passar o ano.

Assis começou a se assanhar com a proposta do Fluminense.

Ele é empresário, quer ganhar mais dinheiro.

Só que desta vez, o irmão caçula falou mais alto.

Quis Cuca, Carlinhos Neves, o Atlético Mineiro.

Ele entende como funciona a cabeça de Alexandre Kalil.

Foi defender Danilinho e quase jogou tudo fora por atos irresponsáveis do atacante.

Se indispôs com Kalil.

Mas Danilinho insistiu na falta de profissionalismo.

Tanto que saiu do Atlético em pleno Brasileiro.

Ronaldinho teve até de se desculpar com o dirigente.

E resolveu se focar na sua vida, no seu derradeiro sonho.

Disputar a Copa do Mundo no Brasil.

Mas para isso será preciso manter o foco.

E pensar que pode aproveitar todas as tentações da vida depois da Copa.

Por enquanto, tem de seguir a bula.

Aproveite com moderação.

Se fizer isso, terá duas pessoas fundamentais a apoiá-lo.

A ajudar que coloque em prática o talento com que nasceu.

Cuca no Atlético Mineiro.

E Felipão na Seleção.

Fora o amor incondicional do torcedor atleticano.

Por isso virou as costas ao dinheiro da Unimed.

Náo há milhões que comprem esse apoio...

Com o aval de Dilma, Felipão terá de se reinventar. O futebol mudou. Mas terá dois escudeiros de confiança: Kaká e Ronaldinho Gaúcho. Com ele, o Brasil não dependerá só de Neymar…

ae01 Com o aval de Dilma, Felipão terá de se reinventar. O futebol mudou. Mas terá dois escudeiros de confiança: Kaká e Ronaldinho Gaúcho. Com ele, o Brasil não dependerá só de Neymar...

A vida deu uma grande chance para Luiz Felipe Scolari.

Passava pelo pior momento da sua carreira.

Ele estava completamente arrasado pelo rebaixamento do Palmeiras.

Sem prestígio no exterior.

Seus métodos sendo questionados.

Rotulado como ultrapassado por inimigos e amigos.

Na rotina palmeirense, neste ano, nada criou de novo.

Em quase dois anos e meio, não montou um time marcante.

Pelo contrário.

Ganhou a Copa do Brasil apelando para a sua velha estratégia.

Motivador nato, conseguiu preparar o time para várias guerras.

Cada vez que o Palmeiras entrou em campo não parecia uma 'famiglia'.

Os jogadores pareciam soldados enfurecidos.

Com a sorte de enfrentar apenas dois times da Série A no caminho, Felipão venceu.

Foi carregado em triunfo.

Arnaldo Tirone só foi acordar da loucura que foi abandonar o Brasileiro muito tarde.

O treinador queria de qualquer maneira um título.

E apostou todas as fichas na Copa do Brasil.

Se esqueceu do Brasileiro.

Foi demitido quando o caminho para a guilhotina era mais do que certo.

Desolado, teve o apoio inesperado, mas importantíssimo de Aldo Rebelo.

O ministro dos Esportes é palmeirense frequentador de festas na Mancha Verde.

E adora Felipão.

Rebelo tinha informações importantíssimas do Planalto Central.

Sabia da rejeição de Dilma a tudo que lembrasse Ricardo Teixeira na CBF.

Assim como a falta de entusiasmo da população com a seleção.

Os resultados com Mano Menezes eram pífios.

Não empolgavam para quem busca uma reeleição consagradora em 2014.

Não interessavam à Dilma.

Assim como Andrés também não.

Embora apadrinhado de Lula, ele era ligado demais a Ricardo Teixeira.

Dilma fica arrepiada ao ouvir o nome do ex-presidente da CBF, envolvido em tantas denúncias.

Rebelo falou várias vezes para Felipão que a seleção precisava de uma mudança.

E ele era o nome ideal.

Último campeão do mundo, o mais experiente e com melhor currículo do que seus rivais.

Tite está evoluindo, Muricy passa por uma péssima fase.

Nunca um ministro que deseja o fim do uso de expressões em inglês aceitaria um estrangeiro na seleção.

O nome de Guardiola nunca foi levado a sério.

Nem por ele e muito menos por Marin.

Felipão ganhou assim a chance de limpar o seu nome como técnico.

Fazer com que os palmeirenses lhe deem o perdão.

E culpem Arnaldo Tirone pelos fracos jogadores que ofereceu ao técnico.

Ao contrário do que aconteceu em 2002, Felipão terá uma nova geração para cuidar.

Há dois veteranos de 2014 que poderá usar.

Reeditar o que fez com Rivaldo e Ronaldo, que também estavam desacreditados em 2002.

Eles por motivos físicos.

Mas Kaká e Ronaldinho Gaúcho por motivos técnicos.

Felipão é muito bom quando o assunto é recuperar grandes jogadores.

Ele precisa da dupla como exemplos para a nova geração.

O técnico sempre teve o sonho de trabalhar com Neymar.

Chegou a hora.

ae3 Com o aval de Dilma, Felipão terá de se reinventar. O futebol mudou. Mas terá dois escudeiros de confiança: Kaká e Ronaldinho Gaúcho. Com ele, o Brasil não dependerá só de Neymar...

Mas não quer a seleção dependendo de um garoto de 20 anos.

Não, Felipão, não...

Mano Menezes convocou 102 jogadores e seus testes não podem ser jogados no lixo.

Foram dois anos e meio de trabalho.

Não foi vitorioso.

Esperto, Felipão sabe que precisará dar consistência na marcação.

O Brasil não venceu nenhum das seleções principais do mundo por atuar muito exposto.

Era fácil contragolpear a seleção.

Scolari com certeza não virará as costas ao poder de Ralf na marcação.

O estilo leve e com muita movimentação de Mano, que sonhava com uma Espanha genérica, não será repetido.

Luiz Felipe é adepto de uma equipe com muita pegada, força.

Velocidade nos contragolpes.

E com especialistas em bola parada.

Mais um motivo para Ronaldinho Gaúcho estar garantido.

Scolari adora um atacante fixo como referência na área.

Sorte de Leandro Damião, Luís Fabiano e Fred.

Thiago Silva está garantido.

Mas David Luiz, não.

Felipão sempre repetiu que, para ele, funciona um zagueiro técnico.

Não dois.

Por isso, defensores mais fortes e firmes como Dedé ganharão mais espaço.

O tempo que Luiz Felipe Scolari terá será pouco.

Sete meses até a Copa das Confederações.

O bom para ele é que a competição não servirá de teste.

Não há esse ar de dúvida.

A não ser que aconteça algum desastre, ele ficará até a Copa de 2014.

Felipão também servirá como um escudo para Marin.

A Copa do Mundo que conquistou em 2002 é perfeita.

Ninguém vai poder falar ao presidente da CBF que um aprendiz comanda a seleção.

O que era o caso de Mano.

E matou a chance de Tite e de Muricy.

Agora tudo está nas mãos de Felipão.

Ele precisa se renovar.

futebol mudou em dez anos.

Espanha e Alemanha estão a anos-luz da seleção.

Argentina, França, Itália, Uruguai também estão à frente.

O Brasil não é o favorito à Copa em sua casa.

Scolari que resolva esse problema.

Até 2014 ele terá de se superar.

E dar ao Brasil, que tanto espera, o hexacampeonato.

A ideia de perder outra Copa no País, como em 1950...

Embrulha o estômago de Dilma Rousseff.

Ela quer o povo feliz, animado para votar em 2014.

Aldo Rebelo garantiu que o caminho é com Felipão.

Scolari já está no cargo.

E com Kaká e Ronaldinho Gaúcho como escudeiros de Neymar.

Com todo o apoio de uma raposa política chamada Marin...

ae2 Com o aval de Dilma, Felipão terá de se reinventar. O futebol mudou. Mas terá dois escudeiros de confiança: Kaká e Ronaldinho Gaúcho. Com ele, o Brasil não dependerá só de Neymar...

Felipão é o novo técnico da Seleção Brasileira. Parreira, o coordenador. E, o demissionário Andrés Sanchez, vai liderar motim contra Marin…

reproducao14 Felipão é o novo técnico da Seleção Brasileira. Parreira, o coordenador. E, o demissionário Andrés Sanchez, vai liderar motim contra Marin...
Andrés Sanchez não chegará à presidência da CBF.

Não pelas mãos de Ricardo Teixeira, como sonhava.

A partir de hoje ele começa a formar um bloco de oposição.

Deve concorrer à eleição de abril de 2014.

Com a fuga de Teixeira para os Estados Unidos, Andrés ficou perdido.

Elemento incômodo na presidência de Marin e de seu mentor Marco Polo.

O desgaste e o esvaziamento de funções ficaram evidentes.

Passou a não ser consultado para nada.

Era um fantoche.

Figura que não pode nem ser chamada de decorativa.

Já que de chinelos, calção e camiseta não decorava nenhum hall de hotel onde a Seleção se instalava.

Lá ele passou as manhãs e tardes, como mais um segurança dos jogadores, do que diretor.

Monoglota, representava a CBF em jantares no Exterior.

Mas precisava usar intérpretes para conversar com dirigentes de outros países.

Não percebia que era a imagem do futebol brasileiro que ficava desgastada com sua postura.

Mas permaneceu no cargo o quanto suportou.

Acreditava estar sendo fiel a Teixeira.

Era os seus olhos e ouvidos.

Com o ex-presidente da CBF travava longas conversas semanais sobre o futebol brasileiro.

Marin sabia disso e foi lhe deixando a situação insuportável.

Mesmo sem poder algum, Andrés fingia que nada acontecia.

Ia à sede da CBF, chegou a alugar apartamento no Rio.

Conversava com quem queria falar com ele.

Tinha em Mano Menezes, homem que levou à Seleção, seu maior parceiro.

Marin sabia disso.

Recebeu o pedido de Teixeira para manter a dupla que nunca quis na CBF.

E usou a Olimpíada para se livrar de Mano Menezes.

Com a medalha de prata não havia mais desculpas.

O segurou de forma cruel até o último amistoso do Brasil.

E depois o despachou.

Andrés nem imaginava a decisão.

Mas, de forma humilhante, foi obrigado a dar a notícia a Mano.

E mais absurdo ainda, teve de justificar algo com que nunca concordou.

Falar para a imprensa, para o Brasil.

Marin acreditou que ele não suportaria passar tanta vergonha.

Passou.

Mas no sábado, como escrevi no blog, teve toda soliedariedade no Parque São Jorge.

E Gobbi e seus companheiros que colocou para mandar no Corinthians imploraram.

Pediram que tivesse a dignidade de renunciar.

E começasse a pensar na formação de um bloco contra o dirigente.

Andrés relutou.

Se imaginava sem função.

A cúpula corintiana lhe ofereceu o total controle do Itaquerão, sua obra.

E o PT também lhe bateu à porta.

Como reconhecimento pelo apoio dado, o prefeito Haddad lhe ofereceu a Secretaria de Esportes.

O ego de Andrés voltou a sorrir.

Mas ele queria, de birra, participar do sorteio da Copa das Confederações.

Ele acontece sábado, no Anhembi.

E depois, pedir demissão.

Enquanto isso, detonar Marin nas entrevistas.

Mostrar o quanto o rumo da CBF estava errado.

Desde a demissão de Mano procurou seu veículo de comunicação predileto: a televisão.

E falou para jornalistas e amigos em quem confia.

Desancou a saída de Mano, a falta de planejamento.

Até para péssimo entendedor foi fácil perceber o quanto detonou Marin.

Estava transparente que, com a demissão de Mano, o presidente teria atrapalhado o caminho do Brasil na Copa.

Vazou a informação que Luiz Felipe Scolari é o homem.

Marin está longe de ser estúpido.

Tratou de hoje mesmo pedir a carta de renúncia a Andrés.

E tentar passar para o mundo que ele pediu para sair.

Já entrou em contato com Carlos Alberto Parreira.

O quer como diretor de Seleções no lugar de Andrés.

Parreira participou de nove Copas do Mundo.

E ganhou a de 1994.

Poliglota, é respeitado por todo o mundo do futebol.

Marin foi aconselhado por Marco Polo que seria bom anunciar também Felipão.

Não há motivo mais para perder tempo.

A demora estava implodindo o ambiente corintiano.

José Maria Marin será o chefe da delegação corintiana no Japão.

Não quer passar por maus bocados com torcedores e a própria diretoria do clube.

O anúncio oficial do novo técnico está decidido.

Será amanhã.

Com toda a pompa e circunstância.

O nome é Felipão.

Parreira também já disse sim.

Assim no sorteio da Copa das Confederações, sábado, o Brasil terá diretor e treinador.

Juntos, já disputaram 11 Copas do Mundo.

Experiência não vai faltar...

Uma manobra inteligente para calar Andrés que vai falar muito hoje.

E ainda desviar o foco das investigações que assolam Marco Polo del Nero.

De uma coisa Marin já se livrou.

Da companhia de Andrés Sanchez.

Aceitou a carta, que exigiu, com um sorriso enorme.

Quanto a Andrés, vai pensar se aceita ser secretário de Esportes de São Paulo.

Mas já começou a articular sua candidatura.

Quer derrotar Marin.

No Corinthians também foi assim.

Primeiro foi aliado e teve cargo de Alberto Dualib.

Depois o derrubou e assumiu a presidência.

Só que Marin é muito mais inteligente e preparado.

Dualib não passa de uma virgem ingênua perto do ex-governador biônico.

A guerra já começou...

Briga entre Valdívia e Marcos Assunção não neutraliza a principal notícia. Barcos desmoraliza Tirone. Não é Messi e Palmeiras não é Barcelona. O argentino quer sair. Não disputar a Segunda Divisão e perder a Copa do Mundo…

ae113 Briga entre Valdívia e Marcos Assunção não neutraliza a principal notícia. Barcos desmoraliza Tirone. Não é Messi e Palmeiras não é Barcelona. O argentino quer sair. Não disputar a Segunda Divisão e perder a Copa do Mundo...
Não há ingênuos no futebol.

Mesmo os incompetentes sabem como as coisas funcionam.

Para neutralizar uma notícia muito importante, só outra tão relevante.

Foi o que se tentou ontem no rebaixado Palmeiras.

Hernán Barcos disse de maneira bem clara que não quer ficar no clube.

Conversou com Alejandro Sabella, técnico da Argentina.

Foi direto: não há como garantir na Copa de 2014 um jogador Segunda Divisão brasileira.

Seria a mesma coisa por aqui.

Se o técnico do Brasil reservasse vaga para um jogador rebaixado na Argentina.

Não há como.

Hernán Barcos foi além.

Criticou Arnaldo Tirone.

Deixou evidente que não sabe o que fala.

Que não existe essa história de não 'sai de jeito nenhum'.

Perguntado se o argentino vai deixar o clube, respondeu.

"É como tentar tirar o Messi do Barcelona."

E ainda fez pose o dirigente rebaixado.

Pura bobagem.

Barcos quer e vai fazer tudo para deixar o 'Barcelona da Água Branca'.

E não aceita como chantagem a multa rescisória.

Se revoltou com razão: é um jogador, não escravo.

"O presidente (Arnaldo Tirone) falou que eu não saio por nada neste mundo.

E usou a cláusula de rescisão por isso.

Mas não pode falar isso porque ele também tem que respeitar o que eu quero.

E ele não sabe o que eu quero.

Eu ainda não falei com ninguém.

Quando eu falar com ele, vou falar isso que estou dizendo a vocês.

Não é certo falar que eu não saio por nada do Palmeiras."

Foi além.

Deixou evidente o quanto não acredita na reformulação levada à frente por Tirone.

Sabe da chance enorme de outra vez passar vergonha com a camisa do Palmeiras.

E não quer isso.

"Também tem de ver o time que vão montar para a gente disputar a Libertadores.

Não adianta a gente entrar só para disputar a Libertadores, temos que brigar.

Não adianta ir para uma competição como fomos na Colômbia, na Copa Sul-Americana, e passar vergonha.

O Palmeiras não pode passar vergonha."

Ele se refere à partida contra o Millonários quando Tirone exigiu que ele e vários titulares foram jogar.

Se mesclaram com os jovens e inseguros atletas palmeirenses.

Resultado: derrota vexatória por 3 a 0, eliminação.

E desgaste desnecessário para o time continuar tentando evitar o rebaixamento.

Para acabar com toda especulação e chantagem emocional, ele foi claro.

Marcos disputou a Segunda Divisão em 2003.

Mas já havia realizado o sonho de todo jogador: disputado a Copa do Mundo.

"Falou-se muito no Marcos, mas ele já havia jogado uma Copa antes (a de 2002).

É diferente do que estou vivendo hoje.

Ainda não posso garantir nada.

O problema não é a falta de exposição do campeonato, mas sim o nível técnico que vamos enfrentar.

A competitividade é diferente.

Para ir à seleção e jogar com os melhores, fica complicado."

A multa de Barcos para o Exterior é 20 milhões de euros, cerca de R$ 51,8 milhões.

Seu procurador é seu irmão, David.

O Independiente da Argentina já assumiu o interesse nele.

Só que há o mercado interno: Santos e Cruzeiro o cobiçam.

O atacante só pensa em jogar em outro lugar.

Já cumpriu a sua missão.

Fez 28 gols no Palestra Itália.

Se o time não se salvou e manteve a sua dignidade, não é culpa dele.

A sua parte fez e bem feita.

Experiente, sabia o que fazia.

Falou para que suas palavras fossem espalhadas.

Que empresários e dirigentes de clubes que o querem comecem a agir.

Para desespero dos torcedores préstes a perder seu grande ídolo.

O que uma diretoria apavorada poderia fazer para amenizar o clima?

Espalhar sal grosso nos jornalistas como fez com as traves de Araraquara?

Anunciar a contratação de um grande jogador?

Não, por pura falta de competência.

Havia um trunfo de gosto duvidoso.

Surgir do nada um 'podre' como os repórteres tanto gostam.

Mesmo requentado.

E, não é que ele veio à tona, logo após a coletiva de Barcos?

Como por encanto...

Quem sabe não roubaria a manchete do argentino pedindo para sair.

E ainda desancando Tirone?

Valdivia e Marcos Assunção quase brigaram na semana antes do jogo contra o Flamengo.

Notícia velha, mas com o poder de mostrar o questionado chileno contra o exemplar volante.

Os dois teriam gritado e quase se agrediram.

Assunção teria dito que estava jogando no sacrifício, com o joelho inchado para tentar salvar o Palmeiras.

E Valdivia respondido que também deu sua cota, jogando com a coxa quase por estourar.

O volante teria duvidado, o meia não gostou e os dois quase se engalfinharam.

Foram separados pelos companheiros.

Um desrespeito ao vestiário de Gilson Kleina.

O técnico não tomou qualquer atitude.

Muito menos Tirone.

Se alguém sonhava que a quase briga desviasse o assunto Barcos, mostrou sua incompetência.

Ninguém caiu no truque.

Pelo contrário.

Só ganhou mais munição para mostrar o quanto Barcos está certo.

Se quiser disputar a Copa do Mundo de 2014 tem mais é de sair.

Esse tipo de comando só pode atrapalhar, travar sua carreira.

E ficou mais evidente ainda.

O Palmeiras não está na Segunda Divisão por acaso.

Arnaldo Tirone queria ficar na história como presidente do Palmeiras.

Pode se tranquilizar.

Ficará, sem a menor dúvida.

Sua administração já é inesquecível...

(Foi uma negociação durante a tarde.

Barcos se encontrou com Tirone.

O dirigente já havia tentado aumentar o seu salário.

Acreditava que ele recebia muito pouco.

R$ 150 mil, menos da metade de Valdivia.

Mas conselheiros o demoveram dessa ideia.

Só que o passou e veio a ameaça de Barcos sair.

Os dois tiveram contato hoje.

E, no meio da tarde, surge um outro Barcos.

Falando do seu amor ao Palmeiras.

Dizendo que vai ficar.

Ao mesmo tempo em que Tirone posava de estadista no Palestra Itália.

O argentino continuará no Palmeiras em 2013.

Inclusive na Série B.

Sua permanência não tem a ver só com o amor...)

 Briga entre Valdívia e Marcos Assunção não neutraliza a principal notícia. Barcos desmoraliza Tirone. Não é Messi e Palmeiras não é Barcelona. O argentino quer sair. Não disputar a Segunda Divisão e perder a Copa do Mundo...

O pobre tatu-bola batizado de Fuleco deve render 10 milhões de dólares. Para a Fifa. Uma parte fuleira dos R$ 4 bilhões que pretende arrecadar com a Copa. Ao Brasil sobrará a conta de R$ 80 bilhões…

ae111 O pobre tatu bola batizado de Fuleco deve render 10 milhões de dólares. Para a Fifa. Uma parte fuleira dos R$ 4 bilhões que pretende arrecadar com a Copa. Ao Brasil sobrará a conta de R$ 80 bilhões...
Há uma indignação em relação ao nome do mascote da Copa de 2014.

O simpático tatu-bola foi castigado.

Batizado de Fuleco.

Eleitores acreditaram que o nome não é tão ruim quanto Amijubi e Zuzeco.

Esses estúpidos apelidos têm razão de ser.

O Mundial é o maior evento da Fifa.

E ela aproveita para sugar dinheiro de todas as formas.

Transmissão... patrocinadores... dvds... e mascotes, por quê não?

Há 13 Copas, ou 52 anos a entidade escolhe um para representar cada Mundial.

Só que desde 1998 percebeu que estava jogando dinheiro fora.

E passou a escolher nomes dos mascotes que fosse registrado por ela.

Todos os lucros fossem destinados diretamente a entidade.

Por isso sumiram os Willie (1966), Juanito (1970), Tip e Tap (1974), Gauchito (1978)...

Naranjito (1982), Pique (1986), Ciao (1990) e Striker (1994).

E veio a sequência de batismos absurdos.

A sequência é mesmo horrível.

Footix; Ato, Nik e Kaz; Goleo; Zakumi e; finalmente, Fuleco.

A desculpa é que o nome junta futebol e ecologia.

Mas na verdade não é fruto de inspiração.

Nem preocupação com o idioma português.

Por trás dele há a junção de três sílabas que ninguém registrou.

A Fifa encomendou 450 nomes para uma empresa brasileira.

Desses, houve um estudo meticuloso para chegar a 13 nomes possíveis.

Que nenhuma alma havia registrado em lugar nenhum.

E que pudesse cobrar qualquer centavo.

A entidade apresentou os 13 nomes a uma 'comissão de notáveis'.

Foi essa comissão que escolheu os menos esdrúxulos nomes que poderiam batizar o pobre tatu.

O ex-jogador Bebeto, o sambista Arlindo Cruz, o publicitário Roberto Duailbi...

A escritora Thalita Rebouças e a cantora Fernanda Santos.

Eles são os culpados por Amijubi, Zuzeco e o notório Fuleco.

Não houve a menor preocupação em relação à rejeição da população.

A Fifa sempre age dessa maneira.

Por isso para todo o sempre, o nome Fuleco estará ligado à Copa.

Fuleco pode ser uma palavra derivada de fuleiro, algo de péssima qualidade.

Mas isso não importa à Fifa.

O que ela pretende é vender mascotes com todos os direitos autorais.

Todas as empresas que queiram usar a imagem do tatu ou o nome Fuleco terá de pagar à Fifa.

Ou seja: não há nada de singelo na campanha.

O governo brasileiro já foi orientado que a entidade que comanda o futebol não tolera produtos piratas.

E os falsificadores profissionais serão caçados como nunca foram.

A entidade comandada por Joseph Blatter está sendo muito bem tratada por aqui.

Vale lembrar que ela ganhou R$ 559 milhões de isenções fiscais para trazer o Mundial em nosso país.

Oito tipos de tributos acabaram isentos.

Imposto de Importação, Imposto sobre Produtos Industrializados, Imposto de Renda de Pessoa Jurídica.

E até Imposto de Renda de Pessoa Física de funcionários da entidade, entre outros.

O ex-presidente Lula sancionou a lei que isenta a Fifa dos tributos em 2010.

A Copa do Mundo custará ao Brasil cerca de R$ 80 bilhões.

Mais do que a Copa do Japão, da Alemanha e da África do Sul juntas.

A Fifa espera lucrar mais de R$ 4 bilhões líquidos com o Mundial.

O Fuleco deve dar a sua contribuição.

Contribuição fuleira, fazendo jus ao nome de batismo.

Não deve chegar a 10 milhões de dólares a venda de mascotes no País.

Mas todo o dinheiro arrecadado tem o destino certo: a Fifa.

A entidade deve fazer ajudar vários entidades de caridade.

Mas não assustador.

Quase a totalidade do lucro irá para seus cofres na Suíça.

Ao Brasil, quando acabar a Copa restarão os legados.

O gasto de R$ 80 bilhões.

Pelo menos quatro elefantes brancos: as arenas de Natal, Cuiabá, Manaus e Brasília.

E milhões de Fulecos abandonados...

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