Publicado em 04/03/2012 às 18h53
Se Mano Menezes trabalhou hoje sabe a quem entregar a 10 do Brasil. A raiva da diretoria recuperou Paulo Henrique Ganso. Pior para o Corinthians…

Se Mano Menezes não resolveu passar o domingo tomando açaí na Barra...
Ou assistido a algum teipe da Bósnia, sua nova paixão tática...
Deve ter criado mais coragem para despachar de vez Ronaldinho Gaúcho.
Não há mais motivo para fazer média com a imprensa carioca.
Paulo Henrique Ganso voltou a jogar futebol.
Está pronto para retomar a camisa 10 da Seleção.
Motivado pelo raiva que sente da diretoria do Santos...
Instigado pelos empresário do DIS a recuperar o espaço perdido.
Pelo filho recém nascido.
E a vontade de ir embora para a Europa no meio do ano, o meia está de volta.
Ele decidiu o clássico contra o Corinthians.
Jogou por ele e por seu padrinho Neymar.
Hoje na Vila Belmiro, o Justin Bieber do Suarão quis atuar apenas para ele.
Teve uma recaída narcisista e atrapalhou o Santos.
Tivesse uma faísca de humildade, o time de Muricy ganharia mais tranquilo o jogo.
O Corinthians de Tite poupou sete jogadores para a Libertadores.
O treinador leu o momento.
De nada valeria se expor em um mais um jogo do Campeonato Paulista.
Ainda mais na casa do adversário, completo.
Mais vale deixar seus titulares recuperados e prontos para a partida onde a vitória é obrigatória...
Na quarta-feira contra o Nacional do Paraguai, na disputa da bendita Libertadores.
Jogo onde a oportunista diretoria corintiana coloca ingressos a R$ 500,00.
Esse jogo é que vale para Tite.
E por isso, time misto em campo.
Para Muricy, não.
Ele sabia que o Santos em casa queria a vitória.
Não só desbancar o rival 'dos eternos 7 a 1 ', como dar confiança para o jogo contra o Inter.
Na quinta-feira pela Libertadores, sua equipe precisa vencer de qualquer maneira.
Já perdeu na estreia para o The Strongest na Bolívia.
E tratou de colocar o que tem de melhor.
O Santos teve sempre a iniciativa do jogo.
Forçava pelo lado esquerdo, com Juan, Ganso e Neymar.
O atacante mais habilidoso do futebol brasileiro tinha muita liberdade.
Mas estava em uma tarde mais preocupado em tentar mostrar seu talento.
Quis jogar para as câmeras, para as tietes e estragou vários e vários ataques santistas.
Muricy ficava histérico no banco, mas não há como mexer com Neymar.
Ele faz o que quiser.
Na Vila Belmiro é assim, ele tem uma redoma de vidro à prova de bala que o protege.
As broncas são discretas e não há como tirá-lo de um jogo sem provocar crise.
Mesmo merecendo como hoje.
Muricy saba enxergar a situação.
Aos menos viu Paulo Henrique Ganso assumir o controle do jogo.
Finalmente bem fisicamente e disposto a se impor, ele fez o que quis no meio de campo.
Teve ótima assessoria de Arouca, Henrique e Ibson, que melhora a cada partida.
Tanto que o gol santista só saiu graças à sua genialidade.
No meio de vários canelas corintianas, ele descobriu Ibson nas costas da zaga.
O passe foi milimétrico e não havia como o meia perder o gol.
O Corinthians mostrou seu lado guerreiro durante a partida.
Criou várias chances.
E escancarou algo que Muricy finge não enxergar.
A defesa santista com Edu Dracena e Durval continua lenta demais.
Adriano e Elton perderam gols na pequena área.
O alerta está dado há muito tempo.
O Santos brinca com fogo por teimosia.
O time de Tite lutou até o último minuto para tentar não perder a invecibilidade no Paulista.
Foi bravo, mas tecnicamente era inferior ao time santista.
O que sobrou do emocionante clássico foi a recuperação de Ganso.
Não só para o Santos como para o futebol brasileiro.
Ele é um jogador excepcional e está disposto a ir embora do país.
Por isso está atuando com talento e raiva.
Seu estômago vira de raiva quando se lembra que recebe R$ 135 mil mensais.
E o vaidoso Neymar, R$ 3 milhões.
Por isso não suporta Luís Álvaro.
As negociações com o Porto não acabaram.
Empresários do DIS me confirmaram que voltarão no meio do ano.
E que a insatisfação de Ganso com a direção santista cresce a cada dia.
Ele quer apenas esperar o fim da Libertadores para ir para a Europa.
Para isso está treinando mais do que o normal.
Mais do que os companheiros.
A raiva acabou com a apatia paraense.
Hoje já deu uma demonstração do que pretende fazer em 2012.
Tomara que Mano acabe logo o seu açaí na Barra da Tijuca.
E repare de verdade no camisa 10 do Santos.
E esqueça de tentar agradar a mídia carioca chamando Ronaldinho Carioca.
O Brasil precisa de um meia talentoso e com condições físicas para jogar.
Não do que sobrou de um ídolo que viveu seu melhor momento há sete anos.
Mano tem a obrigação de apostar tudo e mais um pouco em Ganso.
Isso se quiser sobreviver na Seleção Brasileira.
Aliás, sobreviver é especialidade de Mano.
Que o diga seu protetor, Andres Sanchez...
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