Publicado em 01/03/2012 às 10h57
Se Lula foi responsável pelo Itaquerão, Dilma assume o novo Beira Rio. O Planalto Central pressiona para fim de confusão e Porto Alegre de vez na Copa…
Nem perdeu tempo em negar o seu envolvimento no Itaquerão.
O estádio só está nascendo graças ao ex-presidente.
O que Lula fez?
Intercedeu junto a Odebrecht para que a construtora assumisse construir o estádio corintiano.
Não com o mais de um bilhão que está sendo gasto, lógico.
Lula queria a experiência, o know how da empreiteira.
O pedido foi aceito.
Construtura nenhuma quer ficar contra o presidente de um país.
Tanto deu certo essa combinação Odebrecht e Copa de 2014, que vieram outros frutos.
Além do Itaquerão, é ela quem reconstrói o Maracanã.
E faz a Arena Pernambuco e a Arena Fonte Nova.
Os números são mantidos em sigilo.
Só que a Odebrecht não terá o menor prejuízo.
Muito pelo contrário.
A diretoria do Internacional resolveu agir.
Se a estratégia valeu para o Corinthians e o Itaquerão, tem de valer para o Beira Rio.
O que acontece em Porto Alegre é simples.
O Internacional ganhou a guerra para sediar jogos da Copa no Rio Grande do Sul.
Foi definida a reconstrução do Beira Rio.
A construtora Andrade Gutierrez aceitou a empreitada.
E avaliou em R$ 240 milhões o dinheiro que precisaria para a obra.
Pediu o dinheiro ao BNDES.
O Banrisul precisa ser o intermediário.
Só que o banco não liberou dizendo não haver garantias de pagamento do empréstimo.
Ao contrário do que aconteceu no Itaquerão, no novo Beira Rio não houve o envolvimento do dinheiro público.
Sem pressão de prefeito, governador, isenção fiscal...
Tudo está travado há mais de 250 dias.
É o estádio mais atrasado entre todos os 12 que estão sendo construídos para a Copa.
"Uma vergonha para o Rio Grande do Sul", brada o governador Tarso Genro.
A direção do Inter resolveu mesmo imitar o Corinthians.
E acionou a presidente Dilma Rousseff.
Ela não tinha a menor ideia do que estava acontecendo.
Faz questão de que assessores cuidem, acompanhem tudo relacionado com a Copa.
Principalmente enquanto Ricardo Teixeira for o presidente da CBF.
Dilma ficou estarrecida com a situação.
Quer a Copa no seu estado.
A Andrade Gutierrez continua insistindo que só pode dar a garantia de 20% do empréstimo necessário para a obra.
"Não é possível que uma empresa que faturou R$ 10 bilhões em 2011 não tenha esse dinheiro."
A frase é do presidente do Inter, Giovanni Luigi.
Ele sabe o que a construtora deseja é não ter responsabilidade sobre esses milhões.
Não quer ter de arcar sozinha a construção de um estádio para o Inter.
O Banrisul também não quer ser responsabilizado pelo empréstimo junto ao BNDES.
Relatórios da Fifa já registram a gravidade da situação.
A direção do Grêmio se assanha apontado a fluidez no novo Olímpico...
O ministro Aldo Rebelo sabe que a Fifa está exigindo o Beira-Rio, não quer mudar o estádio original.
Seria uma derrota para a Copa no Brasil, um vexame.
A direção do Internacional queria a participação efetiva de Dilma.
E algo vem diferente acontecendo.
Apesar da promessa dela não se envolver como Lula no futebol, a movimentação em Porto Alegre está diferente.
A pressão do Planalto Central atingiu governo estadual, municipal e a direção do Banrisul.
Até o intransigente BNDES.
Os reflexos estão em todos os lugares.
As reuniões passaram a ser mais produtivas.
Horizontes novos estão surgindo para o Beira Rio.
A raiva continua, mas o pessimismo diminuiu, como por encanto.
O estádio deverá ser mesmo confirmado em 2014.
Com Andrade Gutierrrez ou até nova construtora.
Mas Porto Alegre e o Inter não ficarão sem a Copa.
A pressão veio do Planalto Central e ponto final.
Um acordo envolvendo o Beira Rio está sendo costurado.
E tudo vai seguir como o planejado.
Como aconteceu com o Itaquerão e ninguém até agora reclamou...
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