Se Lula foi responsável pelo Itaquerão, Dilma assume o novo Beira Rio. O Planalto Central pressiona para fim de confusão e Porto Alegre de vez na Copa…

AE22 Se Lula foi responsável pelo Itaquerão, Dilma assume o novo Beira Rio. O Planalto Central pressiona para fim de confusão e Porto Alegre de vez na Copa...
Lula nunca negou o óbvio.

Nem perdeu tempo em negar o seu envolvimento no Itaquerão.

O estádio só está nascendo graças ao ex-presidente.

O que Lula fez?

Intercedeu junto a Odebrecht para que a construtora assumisse construir o estádio corintiano.

Não com o mais de um bilhão que está sendo gasto, lógico.

Lula queria a experiência, o know how da empreiteira.

O pedido foi aceito.

Construtura nenhuma quer ficar contra o presidente de um país.

Tanto deu certo essa combinação Odebrecht e Copa de 2014, que vieram outros frutos.

Além do Itaquerão, é ela quem reconstrói o Maracanã.

E faz a Arena Pernambuco e a Arena Fonte Nova.

Os números são mantidos em sigilo.

Só que a Odebrecht não terá o menor prejuízo.

Muito pelo contrário.

A diretoria do Internacional resolveu agir.

Se a estratégia valeu para o Corinthians e o Itaquerão, tem de valer para o Beira Rio.

O que acontece em Porto Alegre é simples.

O Internacional ganhou a guerra para sediar jogos da Copa no Rio Grande do Sul.

Foi definida a reconstrução do Beira Rio.

A construtora Andrade Gutierrez aceitou a empreitada.

E avaliou em R$ 240 milhões o dinheiro que precisaria para a obra.

Pediu o dinheiro ao BNDES.

O Banrisul precisa ser o intermediário.

Só que o banco não liberou dizendo não haver garantias de pagamento do empréstimo.

Ao contrário do que aconteceu no Itaquerão, no novo Beira Rio não houve o envolvimento do dinheiro público.

Sem pressão de prefeito, governador, isenção fiscal...

Tudo está travado há mais de 250 dias.

É o estádio mais atrasado entre todos os 12 que estão sendo construídos para a Copa.

"Uma vergonha para o Rio Grande do Sul", brada o governador Tarso Genro.

A direção do Inter resolveu mesmo imitar o Corinthians.

E acionou a presidente Dilma Rousseff.

Ela não tinha a menor ideia do que estava acontecendo.

Faz questão de que assessores cuidem, acompanhem tudo relacionado com a Copa.

Principalmente enquanto Ricardo Teixeira for o presidente da CBF.

Dilma ficou estarrecida com a situação.

Quer a Copa no seu estado.

A Andrade Gutierrez continua insistindo que só pode dar a garantia de 20% do empréstimo necessário para a obra.

"Não é possível que uma empresa que faturou R$ 10 bilhões em 2011 não tenha esse dinheiro."

A frase é do presidente do Inter, Giovanni Luigi.

Ele sabe o que a construtora deseja é não ter responsabilidade sobre esses milhões.

Não quer ter de arcar sozinha a construção de um estádio para o Inter.

O Banrisul também não quer ser responsabilizado pelo empréstimo junto ao BNDES.

Relatórios da Fifa já registram a gravidade da situação.

A direção do Grêmio se assanha apontado a fluidez no novo Olímpico...

O ministro Aldo Rebelo sabe que a Fifa está exigindo o Beira-Rio, não quer mudar o estádio original.

Seria uma derrota para a Copa no Brasil, um vexame.

A direção do Internacional queria a participação efetiva de Dilma.

E algo vem diferente acontecendo.

Apesar da promessa dela não se envolver como Lula no futebol, a movimentação em Porto Alegre está diferente.

A pressão do Planalto Central atingiu governo estadual, municipal e a direção do Banrisul.

Até o intransigente BNDES.

Os reflexos estão em todos os lugares.

As reuniões passaram a ser mais produtivas.

Horizontes novos estão surgindo para o Beira Rio.

A raiva continua, mas o pessimismo diminuiu, como por encanto.

O estádio deverá ser mesmo confirmado em 2014.

Com Andrade Gutierrrez ou até nova construtora.

Mas Porto Alegre e o Inter não ficarão sem a Copa.

A pressão veio do Planalto Central e ponto final.

Um acordo envolvendo o Beira Rio está sendo costurado.

E tudo vai seguir como o planejado.

Como aconteceu com o Itaquerão e ninguém até agora reclamou...