O desespero do marketing do Corinthians. Não foi só uma sedução à Hyundai. Mas uma pressão na Hypermarcas. O tiro saiu pela culatra…

divulgacao9932 O desespero do marketing do Corinthians. Não foi só uma sedução à Hyundai. Mas uma pressão na Hypermarcas. O tiro saiu pela culatra...
"Não foi só uma tentativa de sedução na Hyundai.

Foi uma pressãozinho na Hypermarcas."

Esta foi a explicação de um dos responsáveis pelo marketing no Corinthians.

Uma das pessoas ligadas à nova fracassada tentativa de reaproximar Washington Olivetto do clube.

O vice Luiz Paulo Rosenberg diz que adora estratégias de marketing diferentes, fortes.

"Agressivas", como gosta de classificá-las.

Aceitou de primeira a ideia de mandar fazer uma camisa do Corinthians com símbolo da Hyundai.

E entregá-la ao presidente da montadora no Brasil, Seong-Bae Kim.

Não na sua sala, mas em pleno Pacaembu, no sábado, na partida contra o Botafogo.

Lógico que teria alguém para bater uma foto 'ao acaso'.

E esta foto 'ao acaso' cair na Internet.

Como Chen Zhi-Zhao já está em São Paulo fazendo testes físicos, a associação oriental iria acontecer.

Poucos iriam parar para pensar que a Hyundai é sul-coreana...

E Chen é chinês bancado pela Nike.

Vale é passar para o inconsciente coletivo que o Palmeiras fechou com a montadora Kia Motors, rival da Hyundai.

Mas como rival?, lembra bem o fiel leitor Rafael.

Em 1998, a Hyundai adquiriu a Kia Motors.

Ou seja: formam uma empresa só.

Concorrer consigo mesma em um mesmo estado, eu um mesmo país?

É um pouco difícil.

Mas vai que a história acabe colando...

Para muita gente, olho puxado é olho puxado...

Um samba marqueteiro do criolo doido.

Mas que tem por alvo encurralar a Hypermarcas.

A empresa não quer mais pagar R$ 37 milhões pela camisa do Corinthians.

Não sem Ronaldo, seu principal atrativo.

Rosenberg sabe disso.

O contrato termina em abril.

Pelo acordo, Ronaldo recebia R$ 12 milhões pelo acordo.

Aos cofres corintianos entravam R$ 25 milhões.

Andres Sanchez sabia do encantamento dos executivos da Hypermarcas com Ronaldo.

E acenava como um desesperado para a prorrogação de contrato, mesmo sem a menor possibilidade dele entrar em campo.

Sabia que signficaria dinheiro ao Corinthians.

Ronaldo teve o bom senso de dizer não mais de 30 vezes ao ex-presidente.

Sem um dos jogadores mais midiáticos do mundo, a Hypermarcas quer reduzir custos.

Sabe que ninguém paga tanto no Brasil para ter o patrocínio master de qualquer camisa.

São Paulo e Flamengo estão na praça correndo atrás de interessados.

Mesmo assim, o Corinthians fala em querer cobrar R$ 50 milhões para a Hypermarcas continuar.

Por isso esse carinho todo de Rosenberg para o presidente da Hyundai no Brasil.

Ele que está longe de ser um alienado, percebeu a jogada.

E mandou seu departamento de marketing avisar que não está negociando com o Corinthians.

A princípio não está nos planos investir em futebol.

Ainda mais com os valores cogitados de R$ 50 milhões.

A agressividade de Rosenberg pode ser perfeita para fechar com empresários de carne, aguardente, isqueiros.

Mas sem Ronaldo, a camisa corintiana perdeu uma referência mundial.

E há o medo real de ter de baixar demais a pedida para a camisa continuar com patrocínio.

Só que o vice já antecipava que o clube continuaria a ter o fardamento mais valioso do país.

Rosenberg pode até montar uma fábrica de logotipos no Pacaembu...

E ficar doando camisas estampadas para todo presidente de multinacional que chegar.

Não será assim que conseguirá R$ 50 milhões por ano.

Um dia talvez descubra que não é só ele quem é esperto neste mundo.

Apesar de acreditar piamente nisto.

A crise mundial não é segredo para ninguém.

Assim como o atual descrédito do futebol brasileiro.

Talvez por essa 'agressividade', Olivetto não quis voltar ao Corinthians...

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