Depois da lama do Gabão, o Brasil de Teixeira, Mano e Andres começa 2012 na Jundiaí suíça. Em um estádio para 17.500 pessoas. Contra a Bósnia, eliminada da Europa por perder por 6 a 2 para Portugal…

reproducaojornalcomunicaçao1 Depois da lama do Gabão, o Brasil de Teixeira, Mano e Andres começa 2012 na Jundiaí suíça. Em um estádio para 17.500 pessoas. Contra a Bósnia, eliminada da Europa por perder por 6 a 2 para Portugal...
A CBF está caprichando onde coloca a Seleção de Mano para jogar.

Depois da lama no Gabão.

Chegou a vez da 'imponente' AFG Arena, estádio do Saint Gallen.

O clube nada menos é do que líder da Segunda Divisão suíça, ora pois.

Serão 17.500 pessoas acompanhando o jogo contra a Bósnia.

Capacidade do estádio Jaime Cintra da provinciana Jundaí, em São Paulo.

A imagem é perfeita: o Brasil de Mano, Andres e Teixeira, em Jundaí.

E com temperatura de zero grau.

Brasil e Bósnia.

Enquanto a Alemanha enfrenta a França.

E a Holanda pega a Inglaterra.

Isso é que é planejamento nota 10.

Mais de um ano e meio já foi perdido de preparação.

Foram exatos 82 jogadores convocados e não há uma base no time de Mano.

Neste primeira partida de 2012, a principal aposta é Ronaldinho Gaúcho.

Jogador em péssima fase e perto dos 32 anos.

A sua simples convocação já é a desmoralização do diretor de Seleções, Andres Sanchez.

Ao ganhar o cargo e os R$ 75 mil por mês disse que não queria jogador de mais de 30 anos na Seleção.

É bom Andres abrir bem o ouvido.

Por que Ronaldinho não quer só a Seleção Brasileira normal.

Ele avisou na Suíça que deseja estar na Olimpíada em Londres.

E Mano não está querendo negar nada à estrela do futebol do Rio de Janeiro, sua nova cidade.

Já antecipou que os três com mais de 23 anos estão na Suíça.

As chances maiores são de Júlio César, Daniel Alves ou Thiago Silva e ele, o balzaquiano dentuço do Flamengo.

Ronaldinho terá uma postura privilegiada hoje.

Atuará sem precisar marcar ninguém.

Apenas terá de ficar perto de Neymar e Leandro Damião para enfrentar a fortíssima defesa da Bósnia.

Preocupado com o adversário, Mano tratou de colocar a combatividade de Hernanes, em ótima fase...

E deixar o talento de Paulo Henrique Ganso.

Fosse corajoso, o treinador deixaria os dois juntos, bastaria recuar Hernanes.

E sacar Fernandinho.

Mas aí, Mano não seria Mano.

Julio César, Daniel Alves, David Luiz, Thiago Silva e Marcelo;

Sandro, Fernandinho e Hernanes;

Neymar, Ronaldinho e Leandro Damião.

Esse é o primeiro time do Brasil em 2012.

Mano teve toda a liberdade de chamar e não chamar quem quisesse.

Deixou de fora Lúcio, Kaká e Robinho entre poucos outros.

Lucas, pivô da briga entre CBF, São Paulo, Andres e Leão ficará fora do time titular.

Com calma, todos vão percebendo que não há mais opções fantásticas.

Jogador que mereça protesto por não ser chamado.

Há apenas Neymar fora dos padrões.

Mas ainda precisa amadurecer, mal fez 20 anos.

É isso que incomoda, tira o sono e a vontade de assistir a Seleção.

Com a atual safra, o Brasil precisaria ter um excepcional técnico.

De visão privilegiada para tirar mais do que o óbvio deste elenco.

O que não é o caso.

O currículo de Mano traz uma Copa do Brasil, duas Segundas Divisões e campeonatos estaduais.

É pobre demais, como constatam os europeus na Suíça.

Ele é muito inexperiente para tanta responsabilidade.

Ocupa o cargo por indicação de Andres e porque Muricy não quis aceitar.

O adversário foi escolhido a dedo.

Vale lembrar que não conseguiu classificação para a disputa da Eurocopa.

A Bósnia foi eliminada pela instável Seleção Portuguesa.

Perdeu por nada menos do que 6 a 2.

Tem seus poucos valores individuais.

Dzeko, do Manchester City, e Ibisevic, do Stuttgart, além do meia Pjanic, da Roma.

E deu.

É uma seleção que marca forte e sai em contragolpes velozes.

Nada demais.

Foi um selecionado escolhido para dar moral.

Para fazer o Brasil vencer.

Melhorar as estatísticas.

Seria fantástico vencer novamente.

O Brasil de Mano já derrubou os adversários escolhidos para recuperá-lo no cargo.

Derrubou os fracos argentinos que não conseguiram ir para o Exterior...

A Costa Rica...

O México...

Gabão...

E Egito...

De dar orgulho.

Por que será que mesmo após esses triunfos históricos a Fifa rebaixou o Brasil para sétimo do mundo?

Mesmo assim não há a certeza de vitória hoje, para variar.

Não há base e muito menos planejamento sério.

O time fez apenas um treino para o jogo.

E será cobrado como qualquer Seleção Brasileira será eternamente cobrada.

O Brasil continua a se preparar para a Copa de 2014 o mais longe possível.

Por três motivos.

O primeiro é que é mais lucrativo.

O segundo, a facilidade de contar com os jogadores que atuam na Europa.

E o terceiro, fugir da pressão da torcida brasileira.

Sim, a cúpula da CBF acredita que a Seleção não está pronta para ser vista pelo exigente público brasileiro.

E assim vai matando qualquer tipo de cumplicidade que poderia nascer.

Mas é a maneira de Ricardo Teixeira e Andres trabalhar.

Pior ainda foi a revelação de Sanchez sobre o planejamento para a Seleção Olímpica.

Cheio de pose, ele adiantou que vai exigir de 10 a 12 dias o time treinando junto.

Sim, a Seleção Olímpica vai treinar 12 ou 10 dias para tentar ganhar a inédita medalha de ouro.

A única conquista que o Brasil não tem na sua história.

"12 ou 10 dias", bradou Andres Sanches.

O trabalho olímpico específico está abandonado.

Mano convoca alguns jogadores e os mistura com a Seleção principal e acabou.

É esta profundidade que atinge.

Realmente há de se dar o braço a torcer.

A Seleção de Teixeira, Mano e Andres escolheu bem o lugar para jogar.

Vai atuar onde merece.

No Jaime Cintra suíço.

Na Jundiaí da terra do chocolate e relógio.

A zero grau.

Contra a Bósnia.

Para 17.500 torcedores acompanharem ao vivo.

Está muito bom.

De ótimo tamanho.

Combina com o trabalho sério para a Copa e para a Olimpíada...