Publicado em 26/02/2012 às 04h50
O UFC precisa acabar com a falsidade da pesagem. Henderson foi campeão dos leves com mais de dez quilos de vantagem contra Edgar. E estatura muito maior. Foi uma covardia…

Poucas vezes no UFC ficou tão clara a vantagem da estatura e peso.
Ben Henderson lutou com cerca de 82 quilos contra Frankie Edgar,que não chegava a 72.
A diferença da envergadura de 1m76 diante de 1m68 também foi fundamental.
Henderson sofreu cerca de 20 dias perder 12 quilos e chegar à pesagem.
E em dois quilos recuperou todos eles e lutou com enorme vantagem, como admitiu após a luta.
Frankie Edgar com o biotipo totalmente diferente entrou pesando no mínimo dez quilos a menos.
E com suas pernas e bem mais curtos.
A velocidade, técnica e poder de nocaute do campeão foram anuladas por uma regra injusta.
O MMA segue o exemplo do boxe e as categorias são todas mentirosas.
Lutadores mais pesados se 'matam' para baixar o peso artificialmente.
A pesagem deveria ser no dia do combate.
Aí sim uma luta como a de hoje no Japão seria de igual para igual.
Mesmo mais baixo e muito mais leve, Frankie Edgar mostrou a gana que o consagrou.
Henderson é extremamente técnico e efetivo nos chutes e socos.
Também tem excelente chão.
Os dois foram muito agressivos.
A luta acabou sendo empolgante.
Apesar da desvantagem da física, Edgar teve coragem e partiu para cima.
No primeiro assalto conseguiu de impor graças à sua velocidade e socos contundentes.
Mas nos três seguidos, Henderson se impôs.
A envergadura reverteu o combate.
O desequilibrou.
Uma devastadora pedalada de Henderson acertou em cheio o rosto de Edgar.
Abriu um corte no nariz e no supercílio.
Os diretos de longo braço direito incharam o olho esquerdo de Frank.
A trocação era covardia para o lutador mais alto.
No último assalto, Edgar fez de tudo para segurar o cinturão.
Entrou como um suicida.
Aguentando socos e chutes, foi com o coração e seus golpes foram mais efetivos.
Saiu com o rosto inteiro ensanguentado, foi montado no finalzinho, mas venceu o seu segundo assalto.
Não foi suficiente para manter o cinturão.
A vitória foi justa e injusta de Henderson.
Justa porque foi mais efetivo, venceu três rounds de maneira incontestável.
Injusta porque o peso e a envergadura lhe deram o cinturão dos leves.
Agora o bom senso precisa chegar até o excelente Frankie Edgar e descer para a sua categoria.
Lutar pelos penas.
E fazer o que há muito tempo não queria: enfrentar José Aldo.
Mas ele está entre a cruz e a espada.
Ter coragem de enfrentar alguém do seu tamanho e peso, mesmo sendo teoricamente inferior.
Ou ficar exposto a lutas injustas como a de hoje em que perdeu o título.
E Henderson precisa enfrentar alguém com seu talento e mesmo tamanho para o cinturão ter mais sentido.
O UFC precisa abolir os vícios do boxe.
A pesagem é o mais evidente.
Hoje dois lutadores de categorias diferentes decidiram o peso leve.
Isso não é justo para ninguém.
Tira o brilho da competição...
(Só mais um detalhe significativo do UFC 144.
Ridícula a atuação de Quinton “Rampage” Jackson.
Como principal atração do retorno do UFC ao Japão depois de 12 anos, ele foi irresponsável.
Ídolo dos tempos do Pride, ele lutou completamente fora de forma.
Foi presa fácil para Ryan Bader.
Acabou sendo jogado como um saco de batatas ao chão.
Tinha dificuldade para respirar de tão cansado nos três rounds.
Constrangedor.
Mereceu todas as vaias que levou na derrota por decisão unânime.
Precisa decidir se é ator de filmes de ação ou lutador.
Rampage está estragando uma carreira incrível no MMA...)
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