Publicado em 26/02/2012 às 21h50
Leão está fazendo o que sua capacidade alcança. Está implodindo o São Paulo. O time se acusa pelos gols que sofreu do Palmeiras. E Lucas toma bronca homérica por não ficar do lado do técnico na briga com a CBF…

Não é por acaso que Leão virou um técnico com prazo de validade.
Ele segue o caminho da autodestruição.
De maneira direta.
Como?
Assumindo as vitórias e jogando a culpa pelos fracassos em seus jogadores.
Antes do clássico contra o Palmeiras ele chamou o time.
E perguntou como gostariam de marcar a bola aérea.
Se marcando individualmente um jogador palmeirense o tempo todo.
Ou por setor.
Isso mesmo, perguntou.
Os jogadores ficaram divididos, inseguros.
E Leão avisou a imprensa e a diretoria o que fez.
Se livrou do que pudesse acontecer nos levantamentos de bola do Palmeiras.
Lavou as mãos, como um Pôncio Pilatos de cabelos brancos e rugas.
Treinador tem determinar caminhos, escolher o que é melhor.
Fazer valer o salário.
Mas aí, é preciso ter capacidade.
A aposentadoria de Leão não havia chegado por acaso.
Ele foi enxotado do Goiás para sua casa.
E teve de tirar os pijamas graças a Juvenal Juvêncio, que seguiu conselho de Marco Aurélio Cunha.
Deu no que deu.
No ano passado, o clube tinha chances de chegar à Libertadores.
Leão assumiu e elas desapareceram.
No Paulista, o time mostra que tem atacantes que decidem na individualidade.
Mas não há um treinador que saiba como organizar o sistema defensivo do São Paulo.
O time já tomou 14 gols em dez jogos.
E tudo está piorando.
Foram seis nas últimas duas partidas.
O clima entre os jogadores já é péssimo.
Uns culpam os outros.
Rodolfo disse que tudo recai nos zagueiros, deixando claro que o time é culpado como um todo mas se omite.
Os atacantes como Fernandinho dizem que a parte deles estão fazendo.
É nesse ambiente conturbado que Leão sobrevive, cultivando o rancor.
Como com Lucas.
Ele não o apoiou totalmente na denúncia que o treinador fez em relação à CBF.
Disse na sexta-feira que alguém da entidade sugeriu que o jogador forçasse suspensão para não enfrentar o Palmeiras.
E viajar com todo a Seleção para a Europa, onde enfrenta na terça-feira a Bósnia.
A CBF o liberou mas promete fazer uma representação contra Leão para que tenha de se explicar.
Lucas se recusou a falar sobre o assunto em Presidente Prudente.
Não quis confirmar a acusação de Leão.
E abriu duas possibilidades.
A simples conservação, não querendo se queimar com Mano Menezes.
Ou Leão falou o que não aconteceu.
O treinador ficou irritadíssimo com a postura neutra de Lucas.
E descontou.
Deu uma bronca absurda, o culpando pelo terceiro gol do Palmeiras.
Exagerada de propósito.
Tanto para cobrar a falta de apoio às palavras do treinador contra a CBF...
Como na gostosa hora de repassar a culpa de mais um gol pelo alto para alguém...
E sobreviver.
O São Paulo começa a viver a tensa rotina de ter Leão comandando seu time.
Tem sido assim nos seus últimos anos de carreira.
Ele chega para fazer o trabalho de bedel.
Grita, xinga, cobra, manda embora os jogadores que a diretoria quer.
E na hora de montar o time, não sabe o que fazer.
Está matando a tese de que foi ele o responsável pelo título mundial de 2005.
E que muitos acreditavam.
Leão só teve um excelente time nas mãos desde o início.
O Santos de 2002, que foi geração espontânea.
Ou para quem não sabe ele queria se livrar de Robinho, porque era muito franzino.
E o ofereceu ao São Caetano.
O time do ABC ficou indeciso.
E Marcelo Teixeira insistiu para que o treinador desse chance ao garoto.
Leão só aceitou porque foi uma exigência do presidente.
Foi assim que ele ganhou mais dez anos de sobrevivência no futebol.
Falta de sorte das diretorias dos clubes que acreditaram nele.
Como a do São Paulo de 2012.
O processo de rejeição do time já está começando.
Agora é só uma questão de tempo...
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