Publicado em 26/02/2012 às 19h46
Até a velha estrela de Luxemburgo não o suporta mais. Mal chegou e causou a primeira decepção aos gremistas. Perdeu para o Caxias na semifinal do Gaúcho. Eles vão descobrir que deveriam tê-lo contratado há dez anos…

Até a velha estrela está se apagando.
O que parecia ser um prêmio: a chance de chegar à final do primeiro turno do Gaúcho foi uma armadilha.
Luxemburgo já provocou a primeira frustração para os torcedores gremistas.
Seu time muito mais valioso e melhor tecnicamente não conseguiu derrotar o Caxias.
Empatou nos 90 minutos e perdeu nos pênaltis por 5 a 4.
A eliminação foi um baque para a direção do clube que já contava com o título do primeiro turno.
Viam em Vanderlei de 2012 o Vanderlei do início da década de 90.
E há muita diferença.
Tudo começou muito mal com a perda de Léo Gago.
Como em clube amador, ele ficou gripado e resolveu tomar um remédio sem consultar ninguém.
Só que a medicação continha substâncias proibidas e ele seria suspenso se tivesse de fazer o exame antidoping.
E havia sido um do destaques do Grenal.
Sem Léo Gago, Vanderlei optou por Marquinhos.
Abriu mais um time que já marca mal.
O Caxias sem o talento apostou no futebol solidário.
E fez um jogo igual.
Até que Marco Antônio descobriu Kléber, livre para marcar 1 a 0.
Kléber, aquele mesmo que Luxemburgo não quis no Palmeiras.
Aconselhou aos dirigentes vendê-lo e apostar todas as fichas em Keirrison.
O atacante nunca esqueceu isso.
Acredita que sua carreira seria outra, até com chances de Seleção, se ficasse no Palmeiras.
Mas Luxemburgo não queria um rebelde no time.
E o despachou para o Cruzeiro.
Agora, com prestígio no chão, é em Kléber o seu maior ponto de apoio.
As voltas que a vida dá.
O atacante marcou o gol que mostraria aos empolgados dirigentes gaúchos que valeu a pena apostar em Luxemburgo.
Pagar os R$ 450 mil mensais.
E que ele sim, nasceu para vencer, não Caio Júnior, humilde demais.
Só que veio um mero cruzamento nos minutos finais do jogo.
E a cabeçada de Marcos Paulo.
Luxemburgo já se preparava para deixar o comemorar a vitória com seu blazer azul.
Os óculos azuis estão encomendados.
Vieram as penalidades.
E Marco Antônio deu chance a Paulo César defender.
Atrevido, o próprio goleiro, marcou o gol da vitória do Caxias.
Luxemburgo já mostrou a sua marca registrada nas derrotas.
Repassou ao time.
Disse que não havia necessidade da falta que resultou no gol de cabeça no final do jogo.
A declaração lógico que descerá atravessada.
Principalmente em um tal de Kléber.
Ele saiu pela porta dos fundos do Palmeiras por dizer que Felipão dizia que era o time quem perdia, não ele.
Exatamente como Luxemburgo aprendeu a fazer depois da eliminação do Brasil na Olimpíada de Sidney.
No Real Madrid, no Cruzeiro, no Santos, no Palmeiras, no Atlético Mineiro, no Flamengo...
Esse é o treinador que Paulo Odone contratou.
Não quem pensa que resgatou da década de 90.
É bom os gremistas irem se acostumando.
E entenderem o porquê de tantos clubes o demitirem.
Este é o Luxemburgo de 2012.
Nem a velha estrela o suporta mais.
Aproveitem...
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