Até a velha estrela de Luxemburgo não o suporta mais. Mal chegou e causou a primeira decepção aos gremistas. Perdeu para o Caxias na semifinal do Gaúcho. Eles vão descobrir que deveriam tê-lo contratado há dez anos…

ae63 Até a velha estrela de Luxemburgo não o suporta mais. Mal chegou e causou a primeira decepção aos gremistas. Perdeu para o Caxias na semifinal do Gaúcho. Eles vão descobrir que deveriam tê lo contratado há dez anos...
Até a velha estrela está se apagando.

O que parecia ser um prêmio: a chance de chegar à final do primeiro turno do Gaúcho foi uma armadilha.

Luxemburgo já provocou a primeira frustração para os torcedores gremistas.

Seu time muito mais valioso e melhor tecnicamente não conseguiu derrotar o Caxias.

Empatou nos 90 minutos e perdeu nos pênaltis por 5 a 4.

A eliminação foi um baque para a direção do clube que já contava com o título do primeiro turno.

Viam em Vanderlei de 2012 o Vanderlei do início da década de 90.

E há muita diferença.

Tudo começou muito mal com a perda de Léo Gago.

Como em clube amador, ele ficou gripado e resolveu tomar um remédio sem consultar ninguém.

Só que a medicação continha substâncias proibidas e ele seria suspenso se tivesse de fazer o exame antidoping.

E havia sido um do destaques do Grenal.

Sem Léo Gago, Vanderlei optou por Marquinhos.

Abriu mais um time que já marca mal.

O Caxias sem o talento apostou no futebol solidário.

E fez um jogo igual.

Até que Marco Antônio descobriu Kléber, livre para marcar 1 a 0.

Kléber, aquele mesmo que Luxemburgo não quis no Palmeiras.

Aconselhou aos dirigentes vendê-lo e apostar todas as fichas em Keirrison.

O atacante nunca esqueceu isso.

Acredita que sua carreira seria outra, até com chances de Seleção, se ficasse no Palmeiras.

Mas Luxemburgo não queria um rebelde no time.

E o despachou para o Cruzeiro.

Agora, com prestígio no chão, é em Kléber o seu maior ponto de apoio.

As voltas que a vida dá.

O atacante marcou o gol que mostraria aos empolgados dirigentes gaúchos que valeu a pena apostar em Luxemburgo.

Pagar os R$ 450 mil mensais.

E que ele sim, nasceu para vencer, não Caio Júnior, humilde demais.

Só que veio um mero cruzamento nos minutos finais do jogo.

E a cabeçada de Marcos Paulo.

Luxemburgo já se preparava para deixar o comemorar a vitória com seu blazer azul.

Os óculos azuis estão encomendados.

Vieram as penalidades.

E Marco Antônio deu chance a Paulo César defender.

Atrevido, o próprio goleiro, marcou o gol da vitória do Caxias.

Luxemburgo já mostrou a sua marca registrada nas derrotas.

Repassou ao time.

Disse que não havia necessidade da falta que resultou no gol de cabeça no final do jogo.

A declaração lógico que descerá atravessada.

Principalmente em um tal de Kléber.

Ele saiu pela porta dos fundos do Palmeiras por dizer que Felipão dizia que era o time quem perdia, não ele.

Exatamente como Luxemburgo aprendeu a fazer depois da eliminação do Brasil na Olimpíada de Sidney.

No Real Madrid, no Cruzeiro, no Santos, no Palmeiras, no Atlético Mineiro, no Flamengo...

Esse é o treinador que Paulo Odone contratou.

Não quem pensa que resgatou da década de 90.

É bom os gremistas irem se acostumando.

E entenderem o porquê de tantos clubes o demitirem.

Este é o Luxemburgo de 2012.

Nem a velha estrela o suporta mais.

Aproveitem...