Massacrar Deivid é fácil. Ele é o bode expiatório perfeito. Mas o que dizer do espalhafatoso Felipe e do omisso Ronaldinho Gaúcho? Eles também não merecem a camisa do Vasco?

internet Massacrar Deivid é fácil. Ele é o bode expiatório perfeito. Mas o que dizer do espalhafatoso Felipe e do omisso Ronaldinho Gaúcho? Eles também não merecem a camisa do Vasco?
A displicência de Deivid roubou a cena.

O absurdo gol perdido ontem na decisão da semifinal da Taça Guanabara será o assunto do dia.

Leonardo Moura cruzou, a bola passou por Fernando Prass e sobrou livre para o atacante.

Ele e o gol aberto, escancarado.

Deivid convicto que faria o gol, bateu de tornozelo na bola.

E acertou a trave.

Depois se jogou dentro do gol.

O lance foi fundamental, o jogo estava empatado.

Fez falta demais ao time de Joel Santana.

O Vasco virou o jogo e decidirá o primeiro turno carioca.

Turno que vale taça, festa e registro no currículo.

Deivid é hoje o vilão perfeito da decisão.

Já está sendo ridicularizado nas redes sociais.

As charges são impiedosas neste amanhecer de quinta-feira.

A mais leve o classifica como cego.

A torcida vascaína o elege como herói.

O lance foi mesmo absurdo para um jogador profissional.

Mas não é o único motivo da decepção flamenguista.

Serviu perfeitamente para desviar o foco.

Salvou o espalhafatoso Felipe.

A sua falha no gol de empate vascaíno foi infantil.

Juninho chutou de longe e o goleiro rebateu para a frente sem força.

A bola caiu nos pés de Alecsandro que aceitou o presente empatando o jogo.

Lamentável foi também a atuação de Ronaldinho Gaúcho.

Andando em campo, o homem de Mano Menezes, nem precisava de marcação especial.

Ele mesmo conseguiu se anular.

Mais uma participação constrangedora.

A única atitude interessante foi sinalizar para Vagner Love se conter nas declarações após a derrota.

E ele poderia reclamar de tudo e de todos.

Love jogou bem demais.

Além do belo gol que iludiu os flamenguistas, driblou, correu, armou.

Foi meia, foi atacante.

Mas não teve companheiros à altura.

Nem em Deivid.

E muito menos em Ronaldinho Gaúcho.

O Vasco foi um time compacto, rápido, insinuante.

Cristóvão faz ótimo trabalho.

E teve muita liberdade.

Joel não montou a sua famosa retranca.

Muito pelo contrário.

Quem se aproveitou disso foi Juninho Pernambucano e Diego Souza, que, oportunista, resolveu a partida.

Crucificar Deivid é muito fácil.

Colocá-lo com a camisa do Vasco ou com óculos usados por cegos é típico de torcedor.

Mas atirar tudo nas costas do jogador que há um ano e meio tenta receber suas luvas é fácil.

Ele será o bode expiatório perfeito.

Mas atrás dele se esconderão dois jogadores tão responsáveis pela derrota.

Pelo fim do jejum de quase três anos de vitórias vascaínas diante do Flamengo.

O cinematográfico Felipe e o acomodado Ronaldinho Gaúcho.

Massacrar Deivid é mais fácil...