Publicado em 23/02/2012 às 08h02
Massacrar Deivid é fácil. Ele é o bode expiatório perfeito. Mas o que dizer do espalhafatoso Felipe e do omisso Ronaldinho Gaúcho? Eles também não merecem a camisa do Vasco?

A displicência de Deivid roubou a cena.
O absurdo gol perdido ontem na decisão da semifinal da Taça Guanabara será o assunto do dia.
Leonardo Moura cruzou, a bola passou por Fernando Prass e sobrou livre para o atacante.
Ele e o gol aberto, escancarado.
Deivid convicto que faria o gol, bateu de tornozelo na bola.
E acertou a trave.
Depois se jogou dentro do gol.
O lance foi fundamental, o jogo estava empatado.
Fez falta demais ao time de Joel Santana.
O Vasco virou o jogo e decidirá o primeiro turno carioca.
Turno que vale taça, festa e registro no currículo.
Deivid é hoje o vilão perfeito da decisão.
Já está sendo ridicularizado nas redes sociais.
As charges são impiedosas neste amanhecer de quinta-feira.
A mais leve o classifica como cego.
A torcida vascaína o elege como herói.
O lance foi mesmo absurdo para um jogador profissional.
Mas não é o único motivo da decepção flamenguista.
Serviu perfeitamente para desviar o foco.
Salvou o espalhafatoso Felipe.
A sua falha no gol de empate vascaíno foi infantil.
Juninho chutou de longe e o goleiro rebateu para a frente sem força.
A bola caiu nos pés de Alecsandro que aceitou o presente empatando o jogo.
Lamentável foi também a atuação de Ronaldinho Gaúcho.
Andando em campo, o homem de Mano Menezes, nem precisava de marcação especial.
Ele mesmo conseguiu se anular.
Mais uma participação constrangedora.
A única atitude interessante foi sinalizar para Vagner Love se conter nas declarações após a derrota.
E ele poderia reclamar de tudo e de todos.
Love jogou bem demais.
Além do belo gol que iludiu os flamenguistas, driblou, correu, armou.
Foi meia, foi atacante.
Mas não teve companheiros à altura.
Nem em Deivid.
E muito menos em Ronaldinho Gaúcho.
O Vasco foi um time compacto, rápido, insinuante.
Cristóvão faz ótimo trabalho.
E teve muita liberdade.
Joel não montou a sua famosa retranca.
Muito pelo contrário.
Quem se aproveitou disso foi Juninho Pernambucano e Diego Souza, que, oportunista, resolveu a partida.
Crucificar Deivid é muito fácil.
Colocá-lo com a camisa do Vasco ou com óculos usados por cegos é típico de torcedor.
Mas atirar tudo nas costas do jogador que há um ano e meio tenta receber suas luvas é fácil.
Ele será o bode expiatório perfeito.
Mas atrás dele se esconderão dois jogadores tão responsáveis pela derrota.
Pelo fim do jejum de quase três anos de vitórias vascaínas diante do Flamengo.
O cinematográfico Felipe e o acomodado Ronaldinho Gaúcho.
Massacrar Deivid é mais fácil...
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