Publicado em 22/02/2012 às 13h23
O Grêmio contrata o melhor técnico do mundo hoje. A partir da amanhã é outra história. Na coletiva de hoje, Luxemburgo será insuperável. Quem não conhece que te compre…

"Quem não te conhece que te compre."
O ditado predileto das avós se encaixa em Vanderlei Luxemburgo.
Ele é o treinador mais decepcionante dos últimos tempos.
Depois de inúmeras confusões e demissões em São Paulo, Minas e Rio...
Agora chegou a vez do Rio Grande do Sul, dos gaúchos conhecerem o treinador.
No dia seguinte à sua enésima demissão, desta vez no Flamengo, ouvi uma fonte boa.
Não um sanguessuga que vive às custas de Luxemburgo, mas alguém confiável...
Um homem de verdade, não um pusilânime qualquer.
Antecipou que dirigentes gremistas e cruzeirenses se assanharam com a notícia.
E começaram, como se diz no futebol, a preparar a cama de Caio Júnior e Vagner Mancini.
Os dois técnicos têm o mesmo perfil.
Longos discursos sem conteúdo e falta de pulso para comandar um grupo.
A largada foi dada para essa deprimente corrida.
Quem fizesse mais rápido um pior trabalho iria para o olho da rua.
Mancini montou um Cruzeiro à sua imagem: inseguro, titubeante.
Mas os adversários mineiros eram mais fracos que os gaúchos.
Caio Júnior se superou na falta de rumo.
Não montou um esquema tático, não apostou em uma equipe.
Se comportou como uma Maria Antonieta dos pampas.
Colocou a cabeça na guilhotina.
Basta ter três neurônios para perceber que Pelaipe, o dono do futebol gremista, adora o teatro do futebol.
Treinador pode não entender nada, mas tem de ser firme, xingar, cobrar, cuspir...
E de preferência, montar um time.
Caio Júnior não fez nada disso.
Mesmo com o dinheiro que os gremistas estão colocando no futebol, não montou sequer um esboço de time.
Era claro que o estilo frágil do treinador não combinava com o jeito rude de Pelaipe.
Oito jogos foram até demais para ele.
Como também escrevi, Caio voltou o mesmo do Oriente Médio: sem compreender o futebol brasileiro.
E, em tempo recorde, foi demitido do Botafogo e do Grêmio.
Foi quando Pelaipe foi de vez para cima de Luxemburgo.
Demitido do Flamengo por querer ser manager e se desentender desde a presidente até com o aparador de gramas, o treinador já esperava o convite.
Infelizmente temos conhecidos em comum.
Tudo foi acertado com seu empresário Gilmar Veloz.
Juan Figer se afastou de Luxemburgo há muito tempo...
E ele teve de engolir o preparador físico que se consagrou com Felipão: Paulo Paixão.
Adaptou Antônio Mello como auxiliar técnico.
Que sorte, hein Kleber? Nada das caixas de areia de Mello...
Vanderlei ainda implora para levar o filho de Antônio Lopes, o Júnior, como mais um assistente.
Ele é quem passa para o técnico a 'temperatura' do grupo, o que os jogadores pensam do treinador.
Tem a missão de acalmar os jogadores depois de broncas.
Ou descobrir focos de motins.
Voltando ao ditado das avós, Pelaipe e o presidente Odone estão empolgados com Luxemburgo.
Na memória esportiva dos dois, eles se lembram do treinador vitorioso.
Colecionador de títulos nacionais importantes.
Mas vale a pena esmiuçar o seu currículo.
A última conquista importante foi o Brasileiro de 2004.
Desde então venceu alguns estaduais, cada vez mais desvalorizados.
Usou pouco o passaporte.
Nunca passou perto de sequer decidir qualquer Libertadores.
Aos 59 anos vive uma profunda decadência.
A pose fica restrita à primeira entrevista coletiva.
Os gaúchos terão um espetáculo mais à tarde.
Vão sair da entrevista certo que contrataram um misto de José Mourinho com Pep Guadiola.
Ele deve falar pelo menos 45 vezes a palavra planejamento.
Com isso, ganha fôlego, tempo para empurrar tudo com a barriga como fez no Atlético Mineiro e Flamengo.
Vai dizer que pretende fazer um trabalho longo, profundo.
E pedir paciência.
Fará 57 piadas sem graça.
Fará declarações de amor a Kléber.
Dirá que se identifica com a luta, competitividade gremista.
Jurará que se sente em casa em Porto Alegre, talvez se sinta mesmo...
E só.
Se fosse no melhor da sua carreira, não iria para as tribunas hoje no Grenal.
Seria muito mais corajoso e assumiria o time.
Para o bem ou para o mal.
Mostrar que vale cada centavo do novo salário de R$ 450 mil que ganhará no Olímpico.
Já que Pelaipe cortou as suas asas e não será manager, que trabalhe como treinador.
Ele nunca foi técnico no Rio Grande do Sul.
Não queria 'abrir o leque', como diz.
Preferia trabalhar a vida toda no eixo Rio-São Paulo.
Mas a sua atual incompetência o está obrigando a conhecer o Brasil.
Depois do Rio Grande do Sul ainda tem muitos lugares para ir.
Até acabar na sua amada Tocantis.
Portanto gremistas, aproveitem.
Hoje terão o melhor técnico no mundo na entrevista coletiva.
A partir de amanhã: se preparem...
Qualquer dúvida, telefonem para Patricia Amorim, Alexandre Kalil, Belluzzo...
- Espalhe por aí:
- Imprimir:
- Envie por e-mail:









