Teixeira resolve mostrar que ainda manda no futebol brasileiro. Só sai na hora em que quiser. E agora, presidentes de federações?

divulgacao992 Teixeira resolve mostrar que ainda manda no futebol brasileiro. Só sai na hora em que quiser. E agora, presidentes de federações?
Ricardo Teixeira é a pessoa com maior rejeição no futebol brasileiro.

As acusações são gravíssimas:

O seu envolvimento com a ISL, segundo a imprensa inglesa apurou.

O amistoso entre Brasil e Portugal, mérito da TV Record;

Os três milhões de reais pagos ao tio Marco Antônio pela dispensa da CBF;

O depósito do presidente do Barcelona na conta de sua filha, de acordo com o UOL.

Assessores de Dilma Rousseff fazem o que podem e nutrem jornalistas de provas contra Teixeira.

Tudo isso é verdade.

E seriam suficientes para derrubar qualquer pessoa de um emprego público.

Mas não Ricardo Teixeira da CBF.

Ele está lá há 23 anos.

Conhece como a engrenagem funciona.

Muitos leitores insistem em perguntar o motivo dele não cair.

A resposta é simples e legal:

Ele preside uma entidade particular.

O poder público não tem como simplesmente afastá-lo.

Decreto nenhum de Dilma Rousseff tem poder para isso.

É como se fosse o presidente de rede de fast food.

E, por acaso, acusado de várias irregularidades.

O máximo que poderia acontecer a ele seria ir preso.

Nunca deixar de ser o presidente.

Pelo simples fato de Teixeira dominar completamente quem poderia se juntar para derrubá-lo.

A prova veio agora, com toda essa crise.

Ele viajou para a Miami.

Muita gente comemorou antecipadamente, acreditando que ele não voltaria.

E começaram a brigar pelo seu espólio.

Como se Teixeira estivesse morto.

Não foi por acaso que Marco Polo del Nero acusa Novelletto, presidente da Federação Gaúcha de vender e comprar jogadores.

E como resposta, o gaúcho questiona a credibilidade de Marco Polo.

É desse nível para baixo a briga por quem deseja suceder Teixeira.

Foi marcada uma reunião dia 29 entre os presidentes das federações.

O motivo: discutir o sucessor de Teixeira.

Os presidentes das Federações do Rio e do Rio Grande do Sul não aceitam a lei.

Não querem que o vice mais velho, José Maria Marin, o homem que embolsou a medalha na Copa Juniores, assuma.

Querem uma eleição.

Até porque são candidatos.

As articulações já estavam avançadas.

Teixeira sabe o papel que cada presidente de federeção está representando.

Os traidores, os poucos aliados.

Gente para telefonar e contar com todos os detalhes não falta.

A última informação dá conta de que Andrés Sanchez e Ronaldo, Rodrigo Paiva entre outros teria convencido Teixeira a ficar.

Exercer seu poder na CBF.

Teixeira sabe que possui argumentos fortes para dobrar todos os presidentes de federações.

Todos os favores que fez.

O dinheiro que adiantou para organizar campeonatos.

Os muitos empréstimos.

Tudo está documentado na sede da CBF.

E chegou a hora de cobrar, fazer valer tudo o que tem nas mãos.

A ideia é confrontar de verdade os dirigentes.

Ver quem é quem.

E, de Miami, vem a notícia que ele convocou uma assembleia com os presidentes das federações.

Adivinhe em que dia?

No dia 29...

Ou seja: Quem está com ele irá à assembleia.

Quem tiver coragem de ficar contra se articulará na reunião marcada para o mesmo dia.

Os que lutavam pelo espólio começaram esse domingo de Carnaval assustados.

Não esperavam o contragolpe tão forte, claro, à luz do dia.

A convocação dessa assembleia é um golpe forte para quem apostava que Teixeira nem voltaria mais dos Estados Unidos.

Como foi colocado no início do texto: a rejeição popular não importa.

O que vale é o poder que ainda Teixeira tem nas mãos.

E ele será colocado à prova no último dia de fevereiro.

Alguém tem dúvida que nenhum presidente de federação faltará à assembleia?

Esse é o retrato de quem comanda o futebol brasileiro...

Que Ricardo Teixeira conhece tão bem por ser seu melhor representante...

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