Publicado em 13/02/2012 às 01h23
Juiz estraga Fluminense e Vasco. Se não tiver coragem, não é possível ser árbitro de futebol. Não há desculpa para Antônio Frederico Schneider…

Antônio Frederico Schneider fez duas façanhas ontem.
A primeira: colocou abaixo o mito que o poder econômico se impõe sempre.
A segunda, mostrou que os dois árbitros atrás do gol realmente não servem para nada.
Tudo isso em uma vergonhosa arbitragem do clássico entre Vasco e Fluminense.
Ele implodiu o endinheirado clube de Celso Barros.
Acabou com os nervos dos jogadores.
Não marcou dois pênaltis claros.
O primeiro de Dedé em Fred, mas sutil.
O segundo, de Fagner em Carlinhos, um escândalo.
Chega a ser um milagre que apenas Fred e Edinho levaram vermelho.
Pelos erros absurdos é incrível pensar como essa partida chegou ao fim.
Como Abel Braga pôde se conter e não tirar o seu time de campo.
Seria uma atitude exagerada, ridícula, mas compreensível.
O Vasco com seus salários atrasados não teve nada a ver com os erros.
Até prova em contrário, não pediu nada a Antônio Frederico Schneider.
Foi a sua própria incompetência e falta de personalidade que interferiram no jogo.
Principalmente contra o Fluminense.
Daí a revolta de seus jogadores justificarem oito amarelos e dois vermelhos.
Enquanto os vascaínos tiveram apenas três amarelos.
Além de toda ira contra o fraco árbitro Antônio Frederico Schneider...
Vale a pena destacar a falta de visão de Abel Braga.
Ele ajudou demais ao Vasco tirando Deco de campo.
O veterano meia fazia ótima partida, mas o preconceito da idade pesa.
Abel não acreditou que ele poderia manter o ótimo ritmo do primeiro tempo.
E o tirou.
Deco ficou revoltado e a atitude deverá ter desdobramentos nas Laranjeiras.
Abel precisa justificar seu alto salário e corrigir o marcação do seu time.
Seus zagueiros falham demais.
E deram toda a liberdade a Alecsandro virar o jogo.
Os gols que o Fluminense tomou foram infantis.
O Vasco brigou do início ao final do clássico.
Mostrou um futebol solidário, de muita luta.
Quando não deu na técnica, foi no coração.
Mas sem a ajuda de Antônio Frederico Schneider não venceria o jogo.
Agora a Federação Carioca tem a obrigação de afastar Schneider.
Também rever o pagamento de dois árbitros para ficarem atrás do gol.
De nada adianta eles acompanharem os lances a dois metros e não ter coragem de marcar nada.
Os pênaltis e um escanteio ridículo para o Fluminense foram lances claros não assinalados.
E implodiram o time das Laranjeiras.
Chegou a hora de os dirigentes mostrarem que têm muito mais do que o dinheiro de Celso Barros.
E pressionar a Federação Carioca.
Uma pessoa como Antônio Frederico Schneider não tem o direito de estragar um clássico tão tradicional.
Ele será afastado.
Ele precisa se reciclar.
Sem coragem é impossível apitar.
Ou então, terá de buscar outra profissão...
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