Publicado em 10/02/2012 às 10h45
Traffic e Flamengo vão lutar na Justiça. Ninguém quer pagar por Ronaldinho Gaúcho. A preocupação do jogador é outra: o Carnaval está chegando…

O combinado não vale no futebol.
A postura da Traffic não poderia ser pior.
A empresa de Jota Hawilla havia se comprometido a pagar 75% dos salários de Ronaldinho Gaúcho.
A diretoria do Flamengo em troca daria porcentagens sobre os patrocínios que o clube conseguisse.
Tudo certo, simples.
Foi esse acordo que fez com que o jogador não fosse para o Grêmio ou Palmeiras.
A Traffic viu no mercado carioca o caminho certo para o lucro.
Hawilla e Patricia Amorim apertaram as mãos e trocaram um longo abraço celebrando a parceria.
Só que nada aconteceu.
Por um motivo muito simples.
Nenhuma das partes realmente confiava na outra.
O Flamengo queria que a Traffic conseguisse os patrocínios como Hawilla havia sugerido.
E a empresa desejava participações em todas as ações envolvendo clube.
Os dois lados se defendiam usando a mesma estratégia.
O fato de não terem assinado um contrato formal.
Tanto o acordo do pagamento dos 75% do salário de Ronaldinho...
Como a participação da Traffic nos patrocínios do Flamengo após a contratação do ídolo.
Pouco mais de um ano, o negócio se mostra um fracasso.
Ainda mais pelos sonhos que a chegada do jogador bastaria para trazer milhões e milhões de reais.
Amistosos pelo mundo.
A certeza que ele será o camisa 10 na Copa de 2014 virou uma piada sem graça.
A atuação de ontem contra o Madureira, com direito a vaia da própria torcida falam por si.
Para o que o Flamengo e a Traffic sonhavam...
A contratação de Ronaldinho Gaúcho foi um grande fracasso.
As empresas já perceberam isso.
E com educação, seus gerentes de marketing dispensam a oportunidade de patrocinarem o atleta.
Agora chegou a conta.
De maneira vergonhosa, cada um tenta empurrar para o outro.
A Traffic quer se afastar de mansinho dizendo que não assinou nada oficialmente.
Com Ronaldinho Gaúcho no colo, Patricia Amorim esperneia.
Tem de pagar o salário de R$ 1,250 milhão até 2015.
Sua multa contratual é de ridículos R$ 400 milhões.
Assis, seu empresário, irmão e leiloeiro, não quer nem saber.
O que está escrito no contrato de Ronaldinho tem de ser pago.
Não importa por quem.
Nem que seja Michel Teló.
Ele exige o salário em dia e fez Patricia prometer que o dinheiro não irá mais atrasar.
Enquanto isso, Ronaldinho Gaúcho está tenso.
O Carnaval é na próxima semana.
E o bloco que criou no ano passado, Samba, Suor e Paixão precisa desfilar.
O resumo da ópera bufa é simple.
Flamengo e Traffic vão para a Justiça.
Ninguém quer pagar por Ronaldinho Gaúcho.
Nenhuma das partes aceita a paternidade.
Assis quer o dinheiro em dia.
E o meia, que cada dia joga pior, só tem uma preocupação : se divertir...
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