Posts de 10 de fevereiro de 2012

Sem os milhões do Corinthians, Montillo declara o seu amor ao Cruzeiro. Com direito a prorrogação de contrato. E luvas e aumento de salário, ‘por supuesto’…

divulgacao993 Sem os milhões do Corinthians, Montillo declara o seu amor ao Cruzeiro. Com direito a prorrogação de contrato. E luvas e aumento de salário, por supuesto...
Há maneiras e maneiras de dizer a mesma coisa.

Compensação financeira pode ser traduzida como amor ao clube.

É esta a situação envolvendo Montillo e o Cruzeiro.

O jogador de 28 anos tinha uma milionária do Corinthians.

Havia acertado luvas de R$ 3,5 milhões.

Mais salários de R$ 500 mil.

Ele ganha no Cruzeiro R$ 150 mil mensais.

O presidente Gilvan Tavares não aceitou a proposta corintiana de R$ 20 milhões pelo meia.

O time paulista foi buscar por R$ 3 milhões Douglas do Grêmio.

E perdeu o interesse no argentino.

Montillo perdeu o 'melhor negócio da sua vida', de acordo com suas próprias palavras.

E quer uma compensação para isso.

Não importa se o clube mineiro atrasou salários.

E vive uma imensa dificuldade financeira.

O jogador sabe que além do dinheiro, perdeu os holofotes.

Não vai disputar a Libertadores e nem atuará em São Paulo, um cenário maior do que Belo Horizonte.

Seu sonho de jogar na Seleção Argentina ficou quase impossível.

A saída para não ficar mal com seus companheiros de time foi inteligente.

Ele declarou seu amor ao Cruzeiro e quer a prorrogação de seu contrato até 2015.

Será a maneira de conseguir um belo aumento e ninguém pode reclamar.

Seu empresário chegará a Belo Horizonte na próxima semana.

Ele não abre mão de um novo contrato para o seu pupilo.

A direção cruzeirense se mostra diante de um impasse.

Com o caixa baixo, sem o assédio corintiano, não havia motivo para aumento.

Só que o 'amor' de Montillo muda tudo.

Se a antecipação de renovação não for feita, Gilvan sabe que terá problemas com o argentino.

O clima voltou a ficar ruim na Toca da Raposa.

O dirigente não sabe o que fazer.

Não esperava essa jogada de Montillo.

O meia pediu a renovação publicamente.

Foi um golpe de mestre.

Sem ganhar nada por perder os milhões corintianos ele não ficaria.

E foi assim que ele resolveu declarar seu amor ao Cruzeiro.

Renovando antecipadamente.

E ganhando luvas e aumento de salários...

A Polícia vai investigar a morte de Wendel. Quer saber por que não havia médico, ambulância, desfibrilador para os meninos. O seu Antônio e a dona Rita também…

divulgacao936  A Polícia vai investigar a morte de Wendel. Quer saber por que não havia médico, ambulância, desfibrilador para os meninos. O seu Antônio e a dona Rita também...
A dor de perder um filho deve ser descomunal.

Vai contra a Natureza.

Os pais deveriam ir embora primeiro.

Mas a dor deve ser muito pior, terrível, quando há a sensação que a morte poderia ser evitada.

No velório de Wendel Junior Venâncio da Silva, de 14 anos, a tristeza se misturava com a revolta contida.

A grande esperança da família pobre estava deitada em um caixão.

As cem pessoas no velório atestavam que ele havia virado celebridade da pior maneira.

A celebridade do dia de São João Nepomuceno em Minas Gerais.

Do Vasco, seu time do coração, tudo o que ele conseguiu trazer foi uma bandeira.

Ela cobria o seu leito de morte.

O jovem garoto era atacante e havia prometido: seus testes no Vasco mudariam a vida da família.

Mudaram.

Ele era o destaque na sua cidade.

Artilheiro de todos os campeonatos que participava.

Sonhava em ser jogador profissional.

Quem o viu, disse que misturava vontade com oportunismo.

Ganhou o direito de participar de três testes com os garotos do Vasco.

Era a grande chance de sua curta vida.

Foi acompanhado com os amigos Saulo e Cássio.

Eles também seriam testados.

Um na lateral e outro também no ataque.

O ex-lateral vascaíno, Ayupe, treinava Wendel há seis anos.

E foi ele quem convidou os olheiros do clube para observar seus garotos.

Escolheram os três.

Mal chegou no Rio, Wendel ficou encantado.

Tirou com os jogadores profissionais.

E foi no Zoológico.

Iria colocar as fotos na Internet.

Não deu tempo.

Para fazer os testes no Vasco e em qualquer clube do Brasil, o garoto só precisa de um atestado médico.

Entregou o papel, ele fica registrado na secretaria.

Ninguém vai sequer verificar ao menos se é verdadeiro ou não.

E mais: não é possível submeter os meninos que chegam a avaliações médicas.

São muitos garotos, se defendem os clubes.

Os adolescentes de origem pobre sabem que estão diante da grande chance da vida.

E costumam dar tudo o que o seu jovem organismo permite.

Vão no limite extremo.

Sabem que não podem falhar.

O Rio de Janeiro vive um verão senegalesco.

A Comissão Técnica vascaína confirma que Wendel se alimentou antes do treinamento.

Revela que não foi um café da manhã dos deuses.

Mas leite e bolacha, os responsáveis pelos meninos garantem.

Leite e bolacha.

O garoto já havia feito um teste.

O de ontem era o segundo.

Começou às 9h30.

Sabia que teria de ir muito melhor.

Havia o calor insuportável, a fraca alimentação e a enorme pressão psicológica.

E a possibilidade de ter uma doença congênita, quem poderia saber...

Wendel estava no começo do treino, testemunhas dizem em pouco mais de dez minutos...

Quando caiu e começaram as convulsões.

Aí é que entra a irresponsabilidade vascaína e da maioria dos clubes brasileiros.

Não havia sequer um médico no Centro de Treinamento de Itaguaí.

Nenhum.

Wendel e os demais meninos estavam expostos à própria sorte.

A única providência que a Comissão Técnica pôde fazer foi tirar o garoto do CT.

O treinador Cássio, também ex-lateral vascaino, o levou no próprio carro.

Lógico que, se não havia médico, ambulância também não havia.

E o levou para o Pronto Socorro.

Lá ele morreu.

Ou chegou morto, não há definição clara sobre a situação.

Depois só desespero, tristeza e dor.

Dos integrantes da Comissão Técnica vascaína.

E da família do garoto.

O humilde pai do menino, Antônio Carlos da Silva, ainda agradeceu ao Vasco por ter dado a chance a Wendel.

E que o clube não devia nada a ele e nem a sua família.

Falou a jornalistas no velório e se sentou.

Logo desmaiou de tristeza.

O choro da mãe, Rita de Cássia da Silva, não parou desde que seu filho voltou morto.

A polícia promete investigar as condições da morte.

Se houve negligência do Vasco.

E o porquê de não haver sequer um médico durante o treinamento.

Uma ambulância equipada.

Ou ao menos aparelhos como um desfibrilador que pudessem ser usados para tentar salvar Wendel.

Ainda no CT, como seria o certo, e não levá-lo até um Pronto Socorro.

Caro delegado Julio Cesar Vasconcellos da Costa...

O senhor deveria investigar os grandes clubes do Brasil todo.

E fazer as mesmas perguntas.

São desumanas as condições com que os garotos são submetidos.

A negligência do Vasco salta aos olhos.

Mas infelizmente, é apenas mais um.

Não há o menor cuidado.

Porque os dirigentes sabem que de cem, um vai dar lucro.

O restante que se vire.

Os meninos não têm qualquer vínculo com o clube.

Estão apenas fazendo testes.

A bandeira que ficou em cima do caixão de Wendel foi até lucro.

Legalmente, o Vasco não precisava dar nada para o menino.

De uma maneira fria, calculista, foi Wendel quem se arriscou.

Basta torcer que ele não tenha perdido a vida à toa.

Que os dirigentes dos clubes brasileiros tomem vergonha na cara.

A vida humana não pode ser exposta de maneira tão irresponsável.

Se o Vasco pode ter uma folha salarial de mais de R$ 4 milhões com os profissionais.

Pode pagar um médico e uma ambulância para os seus meninos.

Dar mais que leite e bolacha aos garotos no café dos garotos.

Ser criterioso e não aceitar qualquer atestado médico.

Não fez tudo isso antes porque vivemos no país da irresponsabilidade, da impunidade.

Por que Wendel morreu?

Por que Antônio Carlos desmaia de tristeza?

Por que Rita não consegue falar, só chorar?

Pergunte a Roberto Dinamite...

Traffic e Flamengo vão lutar na Justiça. Ninguém quer pagar por Ronaldinho Gaúcho. A preocupação do jogador é outra: o Carnaval está chegando…

divulgacaosbt Traffic e Flamengo vão lutar na Justiça. Ninguém quer pagar por Ronaldinho Gaúcho. A preocupação do jogador é outra: o Carnaval está chegando...
O combinado não vale no futebol.

A postura da Traffic não poderia ser pior.

A empresa de Jota Hawilla havia se comprometido a pagar 75% dos salários de Ronaldinho Gaúcho.

A diretoria do Flamengo em troca daria porcentagens sobre os patrocínios que o clube conseguisse.

Tudo certo, simples.

Foi esse acordo que fez com que o jogador não fosse para o Grêmio ou Palmeiras.

A Traffic viu no mercado carioca o caminho certo para o lucro.

Hawilla e Patricia Amorim apertaram as mãos e trocaram um longo abraço celebrando a parceria.

Só que nada aconteceu.

Por um motivo muito simples.

Nenhuma das partes realmente confiava na outra.

O Flamengo queria que a Traffic conseguisse os patrocínios como Hawilla havia sugerido.

E a empresa desejava participações em todas as ações envolvendo clube.

Os dois lados se defendiam usando a mesma estratégia.

O fato de não terem assinado um contrato formal.

Tanto o acordo do pagamento dos 75% do salário de Ronaldinho...

Como a participação da Traffic nos patrocínios do Flamengo após a contratação do ídolo.

Pouco mais de um ano, o negócio se mostra um fracasso.

Ainda mais pelos sonhos que a chegada do jogador bastaria para trazer milhões e milhões de reais.

Amistosos pelo mundo.

A certeza que ele será o camisa 10 na Copa de 2014 virou uma piada sem graça.

A atuação de ontem contra o Madureira, com direito a vaia da própria torcida falam por si.

Para o que o Flamengo e a Traffic sonhavam...

A contratação de Ronaldinho Gaúcho foi um grande fracasso.

As empresas já perceberam isso.

E com educação, seus gerentes de marketing dispensam a oportunidade de patrocinarem o atleta.

Agora chegou a conta.

De maneira vergonhosa, cada um tenta empurrar para o outro.

A Traffic quer se afastar de mansinho dizendo que não assinou nada oficialmente.

Com Ronaldinho Gaúcho no colo, Patricia Amorim esperneia.

Tem de pagar o salário de R$ 1,250 milhão até 2015.

Sua multa contratual é de ridículos R$ 400 milhões.

Assis, seu empresário, irmão e leiloeiro, não quer nem saber.

O que está escrito no contrato de Ronaldinho tem de ser pago.

Não importa por quem.

Nem que seja Michel Teló.

Ele exige o salário em dia e fez Patricia prometer que o dinheiro não irá mais atrasar.

Enquanto isso, Ronaldinho Gaúcho está tenso.

O Carnaval é na próxima semana.

E o bloco que criou no ano passado, Samba, Suor e Paixão precisa desfilar.

O resumo da ópera bufa é simple.

Flamengo e Traffic vão para a Justiça.

Ninguém quer pagar por Ronaldinho Gaúcho.

Nenhuma das partes aceita a paternidade.

Assis quer o dinheiro em dia.

E o meia, que cada dia joga pior, só tem uma preocupação : se divertir...