Publicado em 07/02/2012 às 03h02
Andres Sanchez, o novo diretor de Seleções. Favorito a sucessor de Ricardo Teixeira, resume o que pensa. “Eu não ponho a mão no fogo por ninguém. Nem por mim”…

A sabatina de Andres Sanchez na Folha foi interessante.
O resumo vem da sua própria boca.
"Eu não ponho a mão no fogo por ninguém.
Nem por mim."
A pergunta era sobre Ricardo Teixeira, seu amigo e chefe.
Não só não o defendeu, como também levantou dúvida sobre ele mesmo.
É muito pesado quando alguém desconfia até de si.
Lógico que ele falou no afã de proteger Teixeira.
Mas Andres é assim.
Ele fala o que pensa e depois diz que não soube se comunicar.
Como não soube dizer porque usou o termo 'gângster' ao se referir à Globo.
Bateu no peito dizendo que vai proibir cultos religiosos na Seleção.
O irônico é que ele foi chefe da delegação na África e Jorginho cansou de realizar cultos com os jogadores, sem o menor problema.
Ou quando se enrolou sobre o motivo de haver afirmado à revista Época que o Itaquerão custará um bilhão de reais.
Confessou foi ele quem pediu à TV Globo para não liberar o dinheiro da transmissão do novo contrato para os Brasileiros de 2012 a 2015.
Disse que não quis a liberação para que os dirigentes em fim de mandato não gastassem tudo e não deixasse nada aos novos presidentes.
Deixou claro o quanto passou a ser ouvido na emissora carioca após a implosão do Clube dos 13.
Esperto, intuitivo, ele já percebeu que o seu futuro desejado, assumir a presidência da CBF depende do seu afilhado político: Mano Menezes.
A Seleção Brasileira precisa voltar a vencer.
Para isso, já falou a Mano que os testes acabaram.
Quer que o treinador acabe com o vestibular, foram chamados mais de 70 jogadores e o Brasil não tem sequer uma base.
Em troca para que Mano faça o que ele deseja, Andres oferece a sobrevivência.
Garantiu que no caso de fracasso na Olimpíada, Mano vai continuar.
É uma promessa muito forte.
Mostrou quem ensinou para Mario Gobbi que futebol é business....
Se estivesse no lugar de Luís Álvaro teria vendido Neymar há muito tempo.
"Na primeira (proposta), eu tinha (vendido).
Não é por negociata como alguns insinuam.
Eu não sei se o jogador vai quebrar uma perna, a mulher vai trair ele e ele vai enlouquecer.
Então, o clube precisa vender."
Um sobrevivente político, Andres não descarta voltar ao cargo de presidente do Corinthians daqui seis anos.
"O Corinthians é minha paixão."
Não será só por paixão que aceitou ser o diretor de seleções de Ricardo Teixeira.
Ganhará salário de um alto executivo.
Nada menos do que R$ 75 mil.
Disse que continuará como sócio da 9ine, de Ronaldo.
E não vê o menor problema de conflito de interesse ou ético em ser diretor de seleções e sócio de Ronaldo.
"Até porque quem vai convocar é o Mano.
Não haverá conflito de interesses algum."
Disse que não se arrepende por ter votado a favor da entrada da MSI, de Kia no Corinthians.
Protegeu ao máximo o ex-presidente Lula.
E não quis expor a sua real participação no Itaquerão.
Andres enrolou e foi fácil demais perceber que respondeu o que quis.
O que não comprometia de verdade.
Saiu com a sensação de vitória.
Certo que seu caminho está traçado.
Do Pavilhão Nove para o Corinthians.
Do Corinthians para o cargo de diretor de Seleções.
De lá para a presidência da CBF...
E que ninguém o segura...
Ninguém entrará no seu caminho.
A não ser Mano Menezes e a sua Seleção Brasileira...
Aí que mora o perigo para o esperto Andres Sanchez...
- Espalhe por aí:
- Imprimir:
- Envie por e-mail:









