Andres Sanchez, o novo diretor de Seleções. Favorito a sucessor de Ricardo Teixeira, resume o que pensa. “Eu não ponho a mão no fogo por ninguém. Nem por mim”…

divulgacao98 Andres Sanchez, o novo diretor de Seleções. Favorito a sucessor de Ricardo Teixeira, resume o que pensa. Eu não ponho a mão no fogo por ninguém. Nem por mim...
A sabatina de Andres Sanchez na Folha foi interessante.

O resumo vem da sua própria boca.

"Eu não ponho a mão no fogo por ninguém.

Nem por mim."

A pergunta era sobre Ricardo Teixeira, seu amigo e chefe.

Não só não o defendeu, como também levantou dúvida sobre ele mesmo.

É muito pesado quando alguém desconfia até de si.

Lógico que ele falou no afã de proteger Teixeira.

Mas Andres é assim.

Ele fala o que pensa e depois diz que não soube se comunicar.

Como não soube dizer porque usou o termo 'gângster' ao se referir à Globo.

Bateu no peito dizendo que vai proibir cultos religiosos na Seleção.

O irônico é que ele foi chefe da delegação na África e Jorginho cansou de realizar cultos com os jogadores, sem o menor problema.

Ou quando se enrolou sobre o motivo de haver afirmado à revista Época que o Itaquerão custará um bilhão de reais.

Confessou foi ele quem pediu à TV Globo para não liberar o dinheiro da transmissão do novo contrato para os Brasileiros de 2012 a 2015.

Disse que não quis a liberação para que os dirigentes em fim de mandato não gastassem tudo e não deixasse nada aos novos presidentes.

Deixou claro o quanto passou a ser ouvido na emissora carioca após a implosão do Clube dos 13.

Esperto, intuitivo, ele já percebeu que o seu futuro desejado, assumir a presidência da CBF depende do seu afilhado político: Mano Menezes.

A Seleção Brasileira precisa voltar a vencer.

Para isso, já falou a Mano que os testes acabaram.

Quer que o treinador acabe com o vestibular, foram chamados mais de 70 jogadores e o Brasil não tem sequer uma base.

Em troca para que Mano faça o que ele deseja, Andres oferece a sobrevivência.

Garantiu que no caso de fracasso na Olimpíada, Mano vai continuar.

É uma promessa muito forte.

Mostrou quem ensinou para Mario Gobbi que futebol é business....

Se estivesse no lugar de Luís Álvaro teria vendido Neymar há muito tempo.

"Na primeira (proposta), eu tinha (vendido).

Não é por negociata como alguns insinuam.

Eu não sei se o jogador vai quebrar uma perna, a mulher vai trair ele e ele vai enlouquecer.

Então, o clube precisa vender."

Um sobrevivente político, Andres não descarta voltar ao cargo de presidente do Corinthians daqui seis anos.

"O Corinthians é minha paixão."

Não será só por paixão que aceitou ser o diretor de seleções de Ricardo Teixeira.

Ganhará salário de um alto executivo.

Nada menos do que R$ 75 mil.

Disse que continuará como sócio da 9ine, de Ronaldo.

E não vê o menor problema de conflito de interesse ou ético em ser diretor de seleções e sócio de Ronaldo.

"Até porque quem vai convocar é o Mano.

Não haverá conflito de interesses algum."

Disse que não se arrepende por ter votado a favor da entrada da MSI, de Kia no Corinthians.

Protegeu ao máximo o ex-presidente Lula.

E não quis expor a sua real participação no Itaquerão.

Andres enrolou e foi fácil demais perceber que respondeu o que quis.

O que não comprometia de verdade.

Saiu com a sensação de vitória.

Certo que seu caminho está traçado.

Do Pavilhão Nove para o Corinthians.

Do Corinthians para o cargo de diretor de Seleções.

De lá para a presidência da CBF...

E que ninguém o segura...

Ninguém entrará no seu caminho.

A não ser Mano Menezes e a sua Seleção Brasileira...

Aí que mora o perigo para o esperto Andres Sanchez...