22 jan
21:50
O primeiro fim de semana de futebol em 2012 na vida de Maikon Leite e Kléber, o Gladiador. A alegria forçada, vazia e a decepção se encontraram nos inúteis Paulista e Gaúcho…

Um fez uma das piores trocas da história moderna do futebol.
Deixou de disputar o Mundial de Clubes e terminou na reserva do Palmeiras.
O outro brigou com Felipão, com a torcida, com o homem do cachorro quente, com o padre...
Saiu do Palmeiras e foi para Grêmio.
E eles tiveram o primeiro final de semana para valer em 2011.
Maikon Leite e Kléber.
Tão diferentes em tudo.
Em pouco tempo, o Palmeiras passou a não acreditar em Maikon Leite.
Se tudo está dando tão errado na vida do clube no últimos anos...
Por que seria diferente com o rápido atacante que abandonou o Santos?
Em poucos jogos, Felipão se cansou das firulas, da correria sem raciocínio.
Nem parecia aquele jogador instigante, confiante, talentoso que atuava na Vila Belmiro.
E de grande esperança, virou reserva de jogadores horrorosos...
Luís Álvaro adorou a situação.
A encarou como vingança dos deuses do futebol pela traição...
Jogador com físico frágil, duas operações terríveis...
Ele acabou se machucando e perdeu os jogos finais de 2011...
E ninguém reparou.
Nem seus parentes...
Mas em 2012, ele garante que se preparou para revolucionar sua carreira.
Ainda bem que existe o Campeonato Paulista e seus times pequenos, sem ambição.
Ideais para recuperar carreiras e sonhos...
Os estaduais são uma mentira.
Só servem para os presidentes de federações mostrarem seu poder.
E deixar cada vez mais ricas suas instituições sem utilidade.
Um dia os clubes vão acordar...
Mas vamos voltar a Maikon Leite...
O Palmeiras sofria diante do Brangantino...
E eis que surge a cabeça do minúsculo jogador para garantir a vitória na estreia verde.
Fotos, entrevistas, promessas, autógrafos.
Sorriso que insistiu em não sair do rosto.
Maikon Leite só faltou ser carregado pelos dirigentes.
Todos forçando a natureza e dando uma importância absurda para a fase interminável de um torneio inútil.
Na absurda fase de classificação, com rodadas encavaladas, uma em cima da outra.
Todos os vinte times jogam contra todos.
Para oito equipes se classificarem.
Oito...
Para ser campeão paulista, o time precisa jogar 23 partidas.
Um exagero, descabido.
Só serve para Marco Polo del Nero.
A incompetência dos dirigentes...
As antecipações de cotas...
E os empréstimos...
Esses são os ingredientes para a garantia desse descalabro.
Enquanto Marco Polo posa ao lado das musas do Paulistão...
Os clubes se arrebentam na Libertadores, Copa do Brasil e no resto do ano.
Mas isso não interessa.
Vamos comemorar o gol de Maikon Leite.
Evoé...
Enquanto isso, no Sul, o debut oficial de Kléber...
Em pleno sábado à noite, que ele tanto gosta...
O Gladiador...
O jogador que chamou o vice presidente Frizzo de covarde.
Fez de Luiz Felipe o chefe da família Richthofen no Palestra Itália.
Na sua visão, no Palmeiras, todos queriam matar uns aos outros.
Depois de se desentender com todo ser respirante no clube paulista, ele quis liderar uma rebelião.
Quando o volante João Victor se envolveu em uma briga com os torcedores...
Ele não quis ir para o Rio, enfrentar o Flamengo, time que queria comprá-lo.
Disse na cara de Felipão que a torcida bateu no jogador porque o treinador jogava a equipe contra os torcedores.
Afirmando a toda hora que o elenco era ruim.
O comparando até a mulher feia.
Ouviu também na cara que ele era um 'merda' e que sumia nos jogos decisivos.
Depois disso, Felipão procurou o presidente Tirone e disse que não escalaria mais o atacante.
E assim fez.
Até que ele foi negociado com o Grêmio.
Não para o Flamengo, com pretendia.
Chegou a Porto Alegre como a maior estrela em uma reformulação profunda feita pelo Grêmio.
O clube deu o time para Caio Júnior.
O primeiro compromisso, o absurdo Campeonato Gaúcho.
Torneio para dois times.
Preparado com o real objetivo de atrapalhar aquele que estiver na Libertadores.
Outra demonstração de quanto são omissos os dirigentes brasileiros.
Os torcedores acreditavam que a noite do sábado contra o Lajeadense seria uma festa.
Foram felizes para o Olímpico.
Esperando pelos primeiros gols do Gladiador.
E voltaram para casa frustrados.
O time jogou mal demais, precipitado, nervoso.
O Lajeadense ganhou nos contragolpes por 2 a 0.
Mesmo jogando um a menos durante a maior parte do segundo tempo.
Kléber?
Foi uma nulidade.
Teve uma chance real de gol e a desperdiçou.
Uma chance...
Ainda deu o passe errado que originou o segundo gol do Lajeadense...
A torcida gremista não acreditou na péssima atuação do atacante.
E não pôde fazer a avalanche, que tanto gosta...
O domingo foi de uma esperança vazia, forçada para Maikon Leite.
E marcou a primeira frustração com Kléber em Porto Alegre.
Jogadores tão diferentes em um futebol brasileiro tão igual...













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