Publicado em 17/01/2012 às 05h55
Flamengo entra em guerra com o Fluminense. A direção do Al Hilal é desmoralizada. Tudo por um só jogador. O silencioso e desaparecido Thiago Neves…

O Flamengo ameaça romper relações com o Fluminense.
Patricia Amorim deixa nas entrelinhas um comportamento desonesto de Peter Siemsen.
A de um homem que promete uma coisa e faz outra.
A direção do Al Hilal se desentende.
Ninguém tem autoridade para exigir que um jogador com contrato apareça no clube para reinar.
O empresário do atleta convoca entrevista coletiva e se diz traído.
É desmoralização de todos os lados.
Enquanto os três clubes estão envolvidos nessa guerra sem fim, o principal interessado se cala.
Ninguém ouve a voz de Thiago Neves.
E nem vai ouvir.
Esse é o seu estilo.
Aprendeu que na hora da confusão, o melhor é fugir da imprensa, de todos.
Se calar.
Esperar que as pessoas ajeitem tudo por ele.
Foi assim que agiu quando acertou um pré-contrato com o Palmeiras.
Recebeu até adiantamento.
Comprou carro.
Só que depois desistiu.
Foi pressionado pela direção do clube carioca.
Ele se desculpou, dizendo que havia se precipitado.
Ficou com o dinheiro que ganhou como antecipação do Palmeiras.
Quem devolveu foi a direção do Fluminense.
Agora, outra vez, Thiago Neves recorre ao clube que o lançou no futebol.
Repórteres cariocas garantem que ele mandou mensagem de texto a membros da Comissão Técnica de Abel Braga.
O meia sabe que foi injustiçado na Gávea.
Todos só tinham olhos para Ronaldinho Gaúcho.
Até mesmo o influenciável Mano Menezes.
E o grande jogador do meio de campo flamenguista acabou subestimado.
A situação foi ficando insustentável quando o dinheiro começou a sumir.
Era jogador reclamando das luvas.
Dos direitos de imagem.
E Thiago Neves percebendo que o clube não teria como pagar os seus direitos federativos.
Começou a articular a saída.
Não se espantou com a dificuldade entre as diretorias do Flamengo com a do Al Hilal.
E começou o ano treinando em uma academia do Rio.
Mesmo tendo de voltar ao Oriente Médio.
Ele mandou avisar que não voltaria de maneira alguma.
Pouco importava o contrato que havia assinado.
Foi quando Léo Rabello começou a ser pressionado pela diretoria flamenguista.
Era para Thiago Neves pelo menos treinar no Flamengo.
Para não ser assediado por outro clube, insistiam os dirigentes.
Os recados chegaram, mas o meia se fez de surdo.
E continuou longe da Gávea.
A situação envolvendo Alex Silva não é surpresa para ninguém.
Muito menos para o meia.
Todos os jogadores do Flamengo se revoltam ao ver a diretoria tão empenhada em pagar o que o clube deve a Ronaldinho Gaúcho.
Não foi por acaso que o zagueiro se revoltou.
Vários outros jogadores com problemas financeiros pendentes gostariam de fazer como ele.
Simplesmente não aparecer para viajar.
Mas falta coragem.
A crise em que mergulhou o time de Luxemburgo era esperada.
E é tudo o que Thiago Neves não quer.
Silencioso, ele espera que o Fluminense feche o negócio.
Aí, o meia fala.
E diz que não dependeu dele.
Foi o clube do Oriente Médio que decidiu negociá-lo.
Muitos jogadores levam a vida assim.
De uma maneira aparentemente omissa.
Nos momentos cruciais, se calam.
E deixam que os outros decidam por ele.
É mais simples.
Compromete menos.
Mas ele só faz o que quer.
Só não se manifesta publicamente para não se queimar.
Ninguém sabe o que virá amanhã.
Tudo isso explica o silêncio de Thiago Neves...
O jogador que não tem lado nenhum...
A não ser o seu...
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