A premiação da Fifa mostra o caminho ideal. O talento de Messi e Neymar com a organização de Guardiola. Está na hora de acordar, Mano Menezes…

divulgacao7 A premiação da Fifa mostra o caminho ideal. O talento de Messi e Neymar com a organização de Guardiola. Está na hora de acordar, Mano Menezes...
O talento e a organização tática foram os vencedores de 2011.

A Fifa coroou hoje Messi pela terceira vez seguida como o melhor do mundo.

Deu a Neymar o prêmio Puskás como o gol mais bonito do ano passado.

Foi mesmo maravilhoso o que marcou pelo Santos contra o Flamengo.

O talento ficou por aí.

Pep Guardiola, como melhor treinador de futebol masculino

O japonês Norio Sasaki, no feminino...

E a também nipônica Homare Sawa com o título de melhor jogadora do planeta...

Todos confirmaram a importância do trabalho tático.

Organização e talento na escolha da seleção de 2011...

Casillas , Daniel Alves, Piqué, Sergio Ramos e Vidic; Iniesta, Xavi e Xabi Alonso; Messi, Cristiano Ronaldo e Rooney.

Time fantástico.

A cerimônia da Bola de Ouro da Fifa mostrou Joseph Blatter feliz...

A ponto de tentar dançar com Shakira no palco.

Ele sabe que conseguiu superar o pior momento da sua administração.

As denúncias da imprensa inglesa cederam.

Domou vários inimigos.

Entre eles Ricardo Teixeira.

E assim pôde coordenar a festa ao seu gosto.

Premiou o Japão que voltou a colocar muito dinheiro no Mundial Interclubes.

Fez a Fifa retribuir com o torneio Fair Play.

E ainda milhões de dólares na ajuda da reconstrução do tsunami.

Blater conseguiu fazer um agrado ao país anfitrião da próxima Copa.

A escolha de Neymar como o gol mais bonito de 2011 foi justa.

E muito oportuna.

Nada melhor do que destacar o futebol brasileiro neste momento tão baixo do Selecionado.

A goleada do Santos para o Barcelona na final do Mundial Interclubes foi uma enorme ducha de água fria.

Nada melhor do que um prêmio de consolação.

O país que vai investir mais de R$ 70 bilhões na Copa de 2014 merecia.

O tiro foi mais certeiro porque foi dado ao maior ídolo do futebol brasileiro atual.

E que atua no País.

Neymar foi contido nas palavras.

Assumiu que concorreu com gols de dois ídolos, Messi e Rooney e foi aplaudido.

Quem dera fosse sempre assim...contido.

O japonês Norio Sasaki mereceu ser escolhidio como o melhor treinador feminino do ano passado.

Fazer sua seleção vencer a Copa do Mundo na Alemanha.

Ele impôs um futebol solidário, organizado.

Seu time pior tecnicamente que, por exemplo, o Brasil e os Estados Unidos, ganhou na superação.

E na distribuição de suas jogadoras.

Elas seguiram de maneira impressionante as suas ordens.

A estrela do time Homare Sawa tinha de desbancar mesmo Marta.

A brasileira não conseguiu seu sexto prêmio consecutivo por causa do trabalho irregular da Seleção.

Foi prejudicada pela briga no comando do Brasil.

Na cerimônia ela estava com a cara amarrada, contrariada.

Sabia que havia perdido.

Estava lá só para valorizar a entrega do prêmio para Homare, jogadora que não chega aos seus pés.

Mas é preciso compreender que para a Fifa era importante a vitória da nipônica.

E não há como protestar diante da inédita conquista da Copa do Mundo pelo Japão.

Repito: Japão.

Depois, Pep Guardiola e seu Barcelona.

Ele venceu com toda a justiça o prêmio de melhor técnico do mundo.

Sabe que conseguiu fazer do time catalão uma Holanda de 1974 que deu certo.

O futebol total anunciado há 37 anos finalmente se materializou em 2011.

Por isso ele é cotado para assumir o Manchester United.

Na vaga do septuagenário Alex Fergunson, há 25 anos comandando o time inglês.

O prêmio mais justo foi o de Leonel Messi.

Ele que sofre tanto com a Seleção Argentina...

Desfruta em dobro no Barcelona.

E encanta o mundo com seu talento.

Tinha todo o direito à terceira Bola de Ouro consecutiva.

Dedicou com elegância ao seu concorrente Xavi.

Companheiro de time e excepcional jogador.

Mas não há quem negue que Messi é o grande jogador do mundo hoje.

Capaz de ser obediente à estratégia de Guardiola.

E também ao seu talento absurdo.

Que a lição da premiação da Fifa seja percebida no Brasil.

Talento é importantíssimo.

Mas sem organização tática não há como ir adiante.

Que Mano Menezes pense bem nisso enquanto há tempo...