Publicado em 09/01/2012 às 17h45
A premiação da Fifa mostra o caminho ideal. O talento de Messi e Neymar com a organização de Guardiola. Está na hora de acordar, Mano Menezes…

O talento e a organização tática foram os vencedores de 2011.
A Fifa coroou hoje Messi pela terceira vez seguida como o melhor do mundo.
Deu a Neymar o prêmio Puskás como o gol mais bonito do ano passado.
Foi mesmo maravilhoso o que marcou pelo Santos contra o Flamengo.
O talento ficou por aí.
Pep Guardiola, como melhor treinador de futebol masculino
O japonês Norio Sasaki, no feminino...
E a também nipônica Homare Sawa com o título de melhor jogadora do planeta...
Todos confirmaram a importância do trabalho tático.
Organização e talento na escolha da seleção de 2011...
Casillas , Daniel Alves, Piqué, Sergio Ramos e Vidic; Iniesta, Xavi e Xabi Alonso; Messi, Cristiano Ronaldo e Rooney.
Time fantástico.
A cerimônia da Bola de Ouro da Fifa mostrou Joseph Blatter feliz...
A ponto de tentar dançar com Shakira no palco.
Ele sabe que conseguiu superar o pior momento da sua administração.
As denúncias da imprensa inglesa cederam.
Domou vários inimigos.
Entre eles Ricardo Teixeira.
E assim pôde coordenar a festa ao seu gosto.
Premiou o Japão que voltou a colocar muito dinheiro no Mundial Interclubes.
Fez a Fifa retribuir com o torneio Fair Play.
E ainda milhões de dólares na ajuda da reconstrução do tsunami.
Blater conseguiu fazer um agrado ao país anfitrião da próxima Copa.
A escolha de Neymar como o gol mais bonito de 2011 foi justa.
E muito oportuna.
Nada melhor do que destacar o futebol brasileiro neste momento tão baixo do Selecionado.
A goleada do Santos para o Barcelona na final do Mundial Interclubes foi uma enorme ducha de água fria.
Nada melhor do que um prêmio de consolação.
O país que vai investir mais de R$ 70 bilhões na Copa de 2014 merecia.
O tiro foi mais certeiro porque foi dado ao maior ídolo do futebol brasileiro atual.
E que atua no País.
Neymar foi contido nas palavras.
Assumiu que concorreu com gols de dois ídolos, Messi e Rooney e foi aplaudido.
Quem dera fosse sempre assim...contido.
O japonês Norio Sasaki mereceu ser escolhidio como o melhor treinador feminino do ano passado.
Fazer sua seleção vencer a Copa do Mundo na Alemanha.
Ele impôs um futebol solidário, organizado.
Seu time pior tecnicamente que, por exemplo, o Brasil e os Estados Unidos, ganhou na superação.
E na distribuição de suas jogadoras.
Elas seguiram de maneira impressionante as suas ordens.
A estrela do time Homare Sawa tinha de desbancar mesmo Marta.
A brasileira não conseguiu seu sexto prêmio consecutivo por causa do trabalho irregular da Seleção.
Foi prejudicada pela briga no comando do Brasil.
Na cerimônia ela estava com a cara amarrada, contrariada.
Sabia que havia perdido.
Estava lá só para valorizar a entrega do prêmio para Homare, jogadora que não chega aos seus pés.
Mas é preciso compreender que para a Fifa era importante a vitória da nipônica.
E não há como protestar diante da inédita conquista da Copa do Mundo pelo Japão.
Repito: Japão.
Depois, Pep Guardiola e seu Barcelona.
Ele venceu com toda a justiça o prêmio de melhor técnico do mundo.
Sabe que conseguiu fazer do time catalão uma Holanda de 1974 que deu certo.
O futebol total anunciado há 37 anos finalmente se materializou em 2011.
Por isso ele é cotado para assumir o Manchester United.
Na vaga do septuagenário Alex Fergunson, há 25 anos comandando o time inglês.
O prêmio mais justo foi o de Leonel Messi.
Ele que sofre tanto com a Seleção Argentina...
Desfruta em dobro no Barcelona.
E encanta o mundo com seu talento.
Tinha todo o direito à terceira Bola de Ouro consecutiva.
Dedicou com elegância ao seu concorrente Xavi.
Companheiro de time e excepcional jogador.
Mas não há quem negue que Messi é o grande jogador do mundo hoje.
Capaz de ser obediente à estratégia de Guardiola.
E também ao seu talento absurdo.
Que a lição da premiação da Fifa seja percebida no Brasil.
Talento é importantíssimo.
Mas sem organização tática não há como ir adiante.
Que Mano Menezes pense bem nisso enquanto há tempo...
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